domingo, 17 de janeiro de 2010

Fotos inéditas de diplomata brasileiro morto no Haiti

As fotos abaixo são inéditas, do Diplomata brasileiro Luiz Carlos da Costa, o vice-chefe da ONU no Haiti.

As fotos são de outubro de 2006, quando ele assumiu a subchefia da Missão de Paz das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

Costa está entre as vítimas do terremoto que devastou o país.

O corpo do brasileiro foi encontrado nos escombros do prédio da sede da ONU no país, destruído pelo tremor que atingiu Porto Príncipe.

Ajude o Haiti


Saiba como ajudar as vítimas do terremoto no Haiti

O terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira (12) causou destruição na capital do país, Porto Príncipe, e em pelo menos outras três cidades: Leogane, Gressier e Carrefour.

Para que os brasileiros possam fazer doações às vítimas do terremoto, o Banco do Brasil abriu uma conta corrente.

O dinheiro recebido será administrado diretamente pela Embaixada do Haiti no Brasil. Os depósitos podem ser feitos de qualquer parte do País e também do exterior.
Veja os dados:

SOS Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
Conta corrente: 91.000-7

A ONG brasileira Viva Rio também está recebendo doações de medicamentos novos, alimentos enlatados, materiais de primeiro socorros, água e pastilhas de cloro para purificação de água, que serão enviados ao Haiti.

As doações devem ser entregues na sede do Viva Rio: Rua do Russel, 76, Glória, Rio de Janeiro. A ONG está aberta todos os dias, das 9h às 18h.

Para doações em dinheiro, anote:

Viva Rio Doações
Agência: 1769-8
Conta: 5113-6
Banco: Banco do Brasil
CNPJ: 00343941/0001-28

Também é possível fazer doações às vítimas pela internet. no site da organização ActionAid. Por telefone, o contato deve ser feito no 0330-100-0300

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Projeto reforça identidade de Mulheres Quilombolas

A UEG lançou ontem o projeto Jovens Mulheres Quilombolas de Goiás – Identidade, Protagonismo e Participação, idealizado pela instituição em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República.

O primeiro encontro de articulação do projeto aconteceu em Anápolis e reuniu prefeitos, vereadores, secretários municipais, diretores de Unidades Universitárias da UEG e representantes da Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial.

Participaram representantes de 16 municípios goianos que têm comunidades quilombolas.

São eles: Cidade Ocidental, Cromínia, Aparecida de Goiânia, Goianésia, Santa Rita do Novo Destino, Barro Alto, São Luiz do Norte, São João da Aliança, Teresina de Goiás, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Campos Belos, Nova Roma, Posse, Minaçu e Mineiros.

O projeto busca contribuir para o desenvolvimento humano e a inclusão social das comunidades quilombolas de Goiás, no fortalecimento das capacidades de mobilização e de iniciativas de políticas públicas, bem como promover a participação das jovens mulheres quilombolas na garantia de seus direitos.

O projeto Jovens Mulheres Quilombolas prevê a realização de quatro seminários de formação e capacitação.

Também está programado o diagnóstico das formas de participação e iniciativas que estimulem e promovam a participação cidadã das jovens em cada comunidade envolvida pelo projeto.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DF sangra com a corrupção de seu governador. Algumas palavras podem explicar

As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.



A verdade em que você acredita determina seu caráter.



A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é...



A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora...



A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira...



A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz...



A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura.



O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.


Arnaldo Jabor

Reflexão: professor, cada dia menos valorizado

Por Adelino Machado

Um professor ou professora necessita de Curso Superior que pressupõe uma qualificação científica a partir da utilização de métodos sistematizados e fundamentados teoricamente.

Essa premissa é uma exigência humana para que os seres se aperfeiçoem em torno de sua própria evolução.

Um professor ou professora, ao contrário dos demais profissionais deve também ter formação polivalente para o atendimento a necessidades diversas apresentadas por um grupo de seres humanos agrupados em uma sala que recebe o nome de SALA DE AULA.

Numa sala de aula se desenvolvem desejos, expectativas, frustrações e distúrbios típicos da raça humana.

Neste espaço esses sentimentos devem respeitados individualmente e desenvolvidos na perspectiva da saúde física, psicológica, social e moral dos homens e das mulheres.

Já um Operador de Trator de Esteira também deveria frequentar Curso Superior para ter mais independência e não ser obrigado a utilizar a esteira da máquina para destruir as árvores que sem nenhuma reação são ceifadas para produzir lucros e alimentar os caixas (um e dois) das EMPRESAS NACIONAIS E MULTINACIONAIS.

Também um operador de máquinas (trator) deveria ganhar mais para melhorar as condições de vida de seus filhos e então poder dar-lhes uma boa e superior educação.

Os pedreiros por sua vez deveriam receber o máximo de uma sociedade humana que não mais sabe morar em cavernas, mas sim em belas casas e mansões confortáveis construídas artisticamente pelos trabalhadores da construção.

Os pedreiros deveriam ter a oportunidade de frequentar um Curso Superior realizado numa Universidade da Moradia.

Após isso construiriam casas ecologicamente corretas, ganhavam mais dinheiro e até receberiam uma moradia mais digna resultado do seu honesto e sagrado suor.

No entanto os tratoristas ganham migalhas para contraírem doenças originadas da poluição das máquinas e do calor intenso a que são expostos.

Os pedreiros ganham apenas o suficiente para não serem escassos do mercado, mas OS PROFESSORES E AS PROFESSORAS, esses ganham miseravelmente mal para cumprir seus atributos e status social, serem tratados ironicamente de mestres e cuidar da alma dos filhos pedreiros, dos tratoristas, dos médicos, dos advogados e até dos políticos que mesmo vivendo no planeta da abundancia mandam seus filhos à escola para se susterem de conhecimentos do professorado.

Diante de tal realidade, quem é que vai cuidar da profissão dos professores e das professoras? Será que são os sindicatos? Será que é o governo? Será que são os empresários? Ou será que são os próprios profissionais que se organizarão em grandes congregações e conselhos próprios para preservarem econômica e deontologicamente o destino desta tão necessária profissão?

Adelino Soares Santos Machado

Campos Belos – Goiás, 30 de novembro de 2009.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Revista Alemã: "Em 10 anos o Brasil será uma grande potência. Lula, pai dos pobres e do milagre econômico"


O Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e sua população reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um astro.

Ele está na missão de transformar o país em uma das cinco maiores economias do mundo por meio de reformas, projetos gigantes de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo. Mas ele enfrenta obstáculos.

Elizete Piauí aguarda pacientemente por horas à sombra de uma mangueira.

Ela calça sandálias de plástico e veste um short largo sobre suas pernas finas.

A 40ºC, o ar tremula neste dia incomumente quente na Barra, uma pequena cidade no sertão, o coração do Nordeste brasileiro.

Mas Elizete não se queixa, porque hoje é seu grande dia, o dia em que se encontrará com o presidente, que está trabalhando para fornecer água encanada para sua casa.

O barulho de um helicóptero sinaliza sua chegada. A aeronave branca sobrevoa a multidão antes de pousar.

Uma escolta de batedores acompanha o presidente até a cerimônia.

Lula sai da limusine vestindo uma camisa branca de linho e um chapéu militar verde.

Ignorando os dignitários locais em seus ternos pretos, Lula segue direto para a multidão atrás de uma barreira de segurança. "Lula, Papai!", chama Elizete.

Ele a puxa até seu peito e aperta a mão de outros na multidão, permitindo que as pessoas o toquem, façam carinho e o abracem.

Gotas de suor correm pelo seu rosto corado enquanto pessoas o puxam pela camisa, mas Lula se deixa embeber na atenção. Ele se sente em casa aqui, em uma das regiões mais pobres do Brasil.

O presidente passa três dias viajando pelo sertão. Ele conhece a rota. Ele veio à região pela primeira vez há 15 anos, em campanha, viajando de ônibus e ficando hospedado em locais baratos.

Ele fazia paradas em todas as praças, sete ou oito vezes por dia, geralmente realizando seus discursos na traseira de um caminhão.

Sua voz geralmente ficava rouca e fraca à noite e ele tinha que trocar sua camisa suada até 10 vezes por dia.

'Ele ainda é um de nós'

Agora ele viaja de helicóptero e carros blindados, com os carros da polícia, com suas luzes piscando, abrindo o caminho ao longo das estradas.

Voluntários montam aparelhos de ar condicionado e bufês nos aposentos de Lula, às vezes até mesmo estendem um tapete vermelho.

A imprensa critica as despesas, mas isso não incomoda a maioria dos brasileiros, porque eles têm orgulho de seu presidente.

Ele chegou ao topo, eles argumentam, então por que não desfrutar de seu sucesso? "Ele ainda é um de nós", diz Elizete, "porque ele é o pai dos pobres".

Lula está familiarizado com o destino dos nordestinos pobres do Brasil.

Ele nasceu no sertão, mas sua mãe colocou seus filhos na traseira de um caminhão e os levou para São Paulo, 2 mil quilômetros ao sul. A posterior ascensão de Lula ao poder começou nos subúrbios industriais de São Paulo.

Sua mãe foi uma das centenas de milhares de pessoas carentes que deixaram o sertão atormentado pela seca, com seus campos ressecados e animais morrendo de sede, e migraram para o sul mais rico, para trabalhar como porteiros, garçons, operários de construção ou empregados domésticos.

Em um plano para tornar verde esta região árida, Lula está explorando as águas dos 2.700 quilômetros do Rio São Francisco, um rio vital para grandes partes do Brasil.

O rio fornece água para cinco Estados, mas ele faz contorna o Sertão.

Segundo o plano de Lula, dois canais desviarão água do rio por 600 quilômetros até as áreas atingidas pela seca. "É o mínimo que posso fazer por vocês", Lula diz às pessoas na Barra.

Projeto controverso

O megaprojeto, que exige a superação de uma diferença de altitude de 200 metros, tem um custo estimado de R$ 6,6 bilhões.

Lula posicionou soldados na região para escavar os canais. Oito mil trabalhadores labutam nos canteiros de obras enquanto tratores e escavadeiras movem a terra pela estepe.

Se tudo correr bem, 12 milhões de brasileiros se beneficiarão com o projeto de transposição de águas, que deverá ser concluído em 2025. É o maior e mais caro projeto de Lula, assim como provavelmente seu mais controverso.

Aqueles que o apoiam comparam Lula ao presidente americano Franklin D. Roosevelt, que represou o Rio Tennessee nos anos 30, para fornecer eletricidade à região, e que lançou o New Deal, um imenso programa de investimento para superar a Grande Depressão.

Mas os críticos veem a obra como um imenso desperdício de dinheiro. O projeto também atraiu a ira dos ambientalistas e até mesmo o bispo da Barra já fez duas greves de fome contra ele.

Ele teme que o projeto de transposição das águas secará ainda mais o rio, alegando que a irrigação beneficiaria principalmente o setor agrícola.

O bispo não está presente. Dizem que ele está participando de reuniões fora da cidade.

Na verdade, o religioso está mantendo discrição. As críticas ao presidente são desaprovadas por sua congregação.

Lula fala a linguagem das pessoas comuns, contando histórias de sua juventude aos seus simpatizantes, histórias dos tempos em que sua mãe o enviava para buscar água e ele voltava para casa equilibrando um balde pesado sobre sua cabeça.

Ele tinha cinco anos na época.

O Brasil já foi chamado de "Belíndia", um termo cunhado por um empresário que via o vasto país como uma mistura entre a Bélgica e a Índia, um lugar com riqueza europeia e pobreza asiática, onde o abismo entre ricos e pobres parecia intransponível. Lula foi o primeiro a construir uma ponte entre os dois Brasis.

Agora ele é tanto o queridinho dos banqueiros quanto ídolo dos pobres.

Com o chamado presidente operário no comando, o Brasil está atraindo investidores de todas as partes do mundo.

Jim O'Neill, o economista chefe do Goldman Sachs, inventou a sigla Bric para as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China, prevendo um futuro brilhante para o gigante sul-americano.

Mas seus colegas zombaram dele. A China e a Índia certamente tinham perspectivas, mas o Brasil? Por décadas o país era visto como um gigante acorrentado, atormentado por crises infindáveis e inflação.

Potência econômica ascendente

Mas hoje o "B" é a estrela entre os países Bric, com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia brasileira em 2010.

O Brasil está atualmente crescendo mais rápido do que a Rússia e, diferente da Índia, não sofre de conflitos étnicos ou disputas de fronteira.

O país de 192 milhões de habitantes possui um mercado doméstico estável, com as exportações - carros e aeronaves, soja e minério de ferro, petróleo e celulose, açúcar, café e carne bovina - correspondendo a apenas 13% do produto interno bruto.

E como a China substituiu os Estados Unidos como maior parceira comercial do Brasil no início deste ano, o país não foi severamente afetado pela recessão no mercado americano como poderia ter sido.

Os bancos do Brasil são fortes, estáveis e não encontraram grandes dificuldades durante a crise. Mais importante, entretanto, é o fato do Brasil ser uma democracia estável, ao estilo ocidental.

O país pagou sua dívida externa e até mesmo passou a emprestar ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O governo acumulou mais de US$ 200 bilhões em reservas e o real é considerado uma das moedas mais fortes do mundo.

Especialistas internacionais preveem uma década de prosperidade e crescimento para o país.

Lula prevê que o Brasil será uma das cinco maiores economias do planeta em 2016, o ano em que o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos. O país será sede da Copa do Mundo de 2014.

E ainda há os recursos naturais aparentemente ilimitados do Brasil, vastas reservas de água doce e petróleo.

O Brasil exporta mais carne do que os Estados Unidos. E a China estaria em dificuldades sem a soja brasileira.

Nos hangares da fabricante de aviões, a Embraer, perto de São Paulo, engenheiros brasileiros constroem aviões para companhias aéreas de todo o mundo, incluindo aviões para trajetos menores para a Lufthansa.

Um patriarca extremamente popular

Em outras palavras, o presidente Lula tem bons motivos para estar repleto de autoconfiança.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o estão cortejando, enquanto Wall Street praticamente o venera.

Ele é até mesmo tema de um novo filme, "Lula, o Filho do Brasil", que descreve a saga de sua ascensão de engraxate a presidente.


Todo o Brasil desfruta da fama de seu presidente que, há menos de sete anos no poder, atualmente conta com um índice de aprovação acima de 80%.

A oposição praticamente desapareceu e o Congresso se tornou submisso.

Lula dirige o país como um patriarca, tanto que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o está acusando de "autoritarismo" e alertando que o Brasil está no caminho de um capitalismo estatal.

Há um quê de verdade nas alegações de Fernando Henrique. Lula nunca teve confiança na capacidade do mercado de curar a si mesmo e considera que o Estado deve moldar uma nova ordem social.

Ele adora projetos impressionantes e gestos nacionalistas. Ele é pragmático, mas despreza especuladores.

"Brancos com olhos azuis" levaram o mundo à beira da ruína financeira, ele disse recentemente. Ele falava dos banqueiros.

A crise financeira apenas confirmou o ceticismo de Lula em relação ao capitalismo.

Lula acredita que o Brasil lidou melhor com a crise do que outros países porque o governo adotou medidas corretivas desde cedo. Segundo Lula, o combate à pobreza e a distribuição justa de renda não podem ficar aos cuidados do mercado.

Classe média crescente

Sob sua liderança, milhões de brasileiros ingressaram na classe média.

A evidência dessa transformação social está por toda a parte: nos shopping centers do Rio e São Paulo, lotados de famílias barulhentas da periferia, ou nos aeroportos, onde mães jovens ficam na fila do balcão de check-in, aguardando para embarcar em um avião pela primeira vez em suas vidas.

"A desigualdade entre ricos e pobres está começando a diminuir", diz o economista e especialista em estudos sobre a pobreza, Ricardo Paes de Barros.

A chave para aquela que provavelmente é a maior redistribuição de riqueza na história brasileira é o programa social Bolsa Família, sob o qual uma mãe carente que possa comprovar que seus filhos estão frequentando a escola recebe até R$ 200 por mês do governo.

A primeira vista pode não parecer muito, mas este subsídio do governo ajuda milhões de pessoas a sobreviverem no Nordeste brasileiro.

Especialistas inicialmente criticaram o programa como sendo apenas uma esmola, mas agora ele é visto como um modelo mundial.

Mais de 12 milhões de lares recebem os subsídios, com grande parte do dinheiro indo para o Nordeste. Graças ao programa Bolsa Família, a região antes atingida pela pobreza começou a prosperar.

Muitos nordestinos abriram pequenas empresas ou lojas e a indústria descobriu o Nordeste como mercado. "Agora a região está crescendo por conta própria", diz Paes de Barros.

Lula foi abençoado pela sorte. Seu antecessor, Fernando Henrique, já tinha estabilizado a economia, que sofria com a hiperinflação, quando foi ministro da Fazenda em 1994.

Ele impôs uma reforma da moeda ao país e implantou leis que forçaram o governo a adotar políticas com responsabilidade fiscal. Lula não mudou nada disso.

Não havia necessidade de Lula reinventar a política econômica e social do Brasil. O país tem uma tradição de controle total da economia pelo governo que remonta aos anos 30.

O plano Marshall próprio do Brasil

Os centros nervosos da política econômica do país ficam abrigados em dois imponentes arranha-céus no centro do Rio.

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que conta com seus escritórios em uma torre de aço e vidro, foi criado com a ajuda americana e usando o KFW Banking Group da Alemanha como modelo.

Ele financiou uma versão brasileira do Plano Marshall.

Nos anos 90, o BNDES administrou com sucesso a privatização de muitas estatais brasileiras.

Hoje, ele fornece assistência a fusões e aquisições corporativas, ajuda empresas em dificuldades e financia os investimentos estratégicos do governo.

O BNDES é altamente respeitado. Acredita-se que seja em grande parte livre de corrupção e ele paga os mais altos salários do país. "Há um ano, os bancos estrangeiros batiam à minha porta perguntando se o Brasil estava preparado para a crise financeira", diz Ernani Teixeira, um dos diretores financeiros do banco.

Teixeira conseguiu tranquilizá-los, notando que o BNDES tinha separado R$ 100 bilhões em reservas adicionais.

No ano passado, o banco emitiu mais empréstimos e garantias de empréstimos do que o Banco Mundial - e até apresentou um lucro respeitável.

O segundo pilar do milagre econômico brasileiro fica diagonalmente no outro lado da rua: um bloco de concreto, iluminado à noite com as cores nacionais, verde e amarelo, é a sede do grupo de energia semiestatal Petrobras.

A empresa planeja investir US$ 174 bilhões nos próximos quatro anos em plataformas de perfuração, navios e outros equipamentos para explorar as grandes reservas de petróleo além da costa do Brasil.

Há um ano e meio, a Petrobras descobriu novas reservas de petróleo sob o leito do oceano.

Mas o petróleo será difícil de extrair, por estar situado abaixo de uma camada de sal em profundidades de pelo menos 6 mil metros. A expectativa é de que os poços comecem a produzir daqui pelo menos seis anos.

A receita desse petróleo será depositada em um fundo que o governo usará principalmente para financiar novas escolas e universidades.

Lula apresentou recentemente uma legislação que regulamentaria a exploração das reservas de petróleo submarinas, fortalecendo assim o monopólio da Petrobras.

Especialistas temem que Lula esteja criando um monstro corporativo poderoso e corruptível.

Obstáculos burocráticos


O imenso apagão que ocorreu simultaneamente em grandes partes do país, há duas semanas, teria sido um sinal de alerta de que o governo está indo além de sua capacidade? A modernização da infraestrutura decrépita do Brasil está avançando, mas lentamente.

Bilhões de dólares em investimentos em portos, construção de estradas e no setor de energia existem apenas no papel, com a implantação atrapalhada por uma burocracia kafkaniana e um Judiciário moroso.

Além disso, o país também não teve muito sucesso no combate à criminalidade.

Lula tem mais um ano no poder, após ter resistido à tentação de manipular a Constituição para garantir sua reeleição para um terceiro mandato.

Ávido em preservar seu legado, ele tem buscado a indicação de sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora, apesar da resistência dentro do próprio Partido dos Trabalhadores.

Rousseff, que foi integrante dos grupos guerrilheiros de esquerda após o golpe militar de 1964 e que posteriormente passou anos presa, tem uma reputação de tecnocrata competente, mas é vista como inacessível e autoritária.

Ela está acompanhando o presidente em suas viagens pelo país, inaugurando novas estradas e usinas elétricas.

Lula a apoia de modo tão determinado que até parece estar fazendo campanha para si mesmo.

Ela também está com ele em seu giro pelo Nordeste, apesar dos médicos terem removido um tumor de sua axila há poucos meses. Acredita-se que ela esteja curada e ela atualmente usa uma peruca após a quimioterapia.

Seu rosto é pálido e seu sorriso parece congelado. O presidente a puxa para o seu lado quando ele caminha até o microfone, e ele menciona o nome dela repetidas vezes.

Elizete Piauí, ainda completamente embriagada pelo seu encontro com Lula, a viu pela televisão. Ela sabe que Dilma é a candidata de Lula e ela fará campanha pela ministra, apesar de que preferiria que Lula permanecesse no poder. "Eu votarei em qualquer pessoa que ele indicar", ela diz.

Lula também prometeu retornar. Antes do fim de sua presidência, ele planeja fazer outra viagem ao Nordeste para ver o quanto progrediram as obras no Rio São Francisco.

Talvez, espera Elizete, ele terá atendido seu maior desejo até lá e ela poderá servir a ele um copo de água - de sua própria torneira, em sua própria casa.

Tradução: George El Khouri Andolfato

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Banco Central abre concurso para 500 vagas. Salário de 12 mil para Superior e 5 mil para ensino médio

O Banco Central (Bacen) lançou dois editais com vagas de níveis superior e médio. São 500 oportunidades com salários iniciais de até R$ 12,4 mil.

Candidatos poderão fazer as provas objetivas em várias capitais. As 150 vagas para técnicos de nível médio estão distribuídas entre dois grupos.

O salário inicial é de R$ 4.896. A partir de junho do ano que vem, o valor será reajustado para R$ 4.917. Quem optar pela área 1 desenvolverá atividades de apoio e suporte.

Aprovados para a área 2 serão lotados em funções de segurança institucional e poderão receber treinamento específico para o manejo de armas de fogo e condução de veículos.

No momento da inscrição, é necessário indicar a área de preferência. São 67 vagas para a primeira e 75 para a segunda.

As disciplinas básicas são as mesmas para as duas áreas (português, noções de direito, atualidades e raciocínio lógico). O conteúdo específicoda área1 envolve fundamentos de contabilidade, fundamentos de gestão de pessoas e fundamentos de gestão de recursos materiais.

Para a área 2 serão aplicadas questões de teorias e normas da segurança e legislação específica.

As oportunidades para analista exigem nível superior completo em qualquer área do conhecimento.

O salário inicial oferecido pelo Bacen é de R$ 12.960. O edital oferece 350 vagas distribuídas em seis áreas, cujo diferencial é o conteúdo programático para a prova de conhecimentos específicos.

Candidatos que optarem pela área 1 responderão questões de informática. Na área 2 serão exigidos conhecimentos em operações bancárias, contabilidade de instituições financeiras, micro e macroeconomia.

Os assuntos específicos da área 4 são organizações, planejamento, comunicação e estatística. Na área 5 haverá cobrança de questões sobre organizações, matemática financeira e contabilidade e auditoria.

As vagas da área 6 exigem conhecimentos em administração financeira,direito eorganizações. Todos os candidatos a analista do Bacen também responderão questões de português, direito constitucional, direito administrativo, sistema financeiro nacional, economia, raciocínio lógico e inglês.

No edital não foi determinada a distribuição de vagas por estado. Os aprovados poderão ser lotados em qualquer das cidades onde o Banco Central possui representação: Salvador, Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), PortoAlegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O prazo para inscrições vai até 16 de dezembro, por meio do site www.cesgranrio.org.br.

A taxa custa R$ 50 (técnico) ou R$ 110 (analista). As provas objetivas estão previstas para 31 de janeiro de 2010.

No ato de inscrição, os candidatos deverão optar pela cidade na qual desejam realizar as provas: Salvador, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

domingo, 22 de novembro de 2009

O PT de Lula vai às urnas, mas não empolga, como outrora, o povo brasileiro

Hoje, 22 de novembro, o Partido dos Trabalhares (PT) vai às urnas para eleger o seu novo presidente.

Quem deve substituir Ricardo Berzoini, que está no comando da sigla desde 2005, eleito em meio à crise do mensalão, é o ex-senador por Sergipe e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, ligado à corrente Construindo um Novo Brasil, tendência majoritária da sigla, e próximo a outras correntes ligadas à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

Mesmo que o PT escolha um líder forte como Dutra, dificilmente o partido vai se reencontrar com o povo que escolheu o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por duas vezes consecutivas, por mais de 110 milhões de pessoas.

O PT que se apresenta hoje é muito diferente daquele de 8 anos atraz.

Desde o mensalão, a máscara que cobria o rosto do partido caiu por terra e desnudou o que ninguém queria que fosse: que os integrantes do partido não tinham nada de éticos. Ao largo do discurso e da bandeira, o partido demonstrou ter a mesma ganância dos outros partidos, e pior, muito cinismo.

E mais, ludibriou quem, em boa-fé, acreditou na bandeira levantada pelo partido, desde o início da década de 80, em prol de um Brasil melhor e contra o que mais horrorizava a população e o eleitorado: alto nível de corrupção, o apadrinhamento, o toma lá dá cá .

E a resposta do eleitorado está aí. O partido não tem um nome para substituir o Presidente Lula.

Dilma, pelo andar da carruagem, não vai emplacar. Nomes interessantes, que poderia melhor representar a cor vermelha que tanto atazanou durante a oposição, como Marina Silva e Heloísa Helena , abandonaram o Partido.

Hoje, o PT sobrevive do carisma de Lula.

Não podemos negar que, salvo engano, Lula é um dos melhores presidentes desde Getúlio Vargas.

O Brasil cresceu muito nos últimos 8 anos. A economia anda por si só, a renda da população cresceu, o número de famintos diminuiu, as oportunidades apareceram, o desemprego caiu a níveis históricos, a comida na mesa do povo é mais farta, os níveis de educação aumentaram e o prestígio do país no exterior nunca esteve tão bom.

Tudo isso graça a Lula e nada graças ao PT. Lula é uma coisa e o Partido é outra.

Qualquer um melhor do que o Serra, que entrar na disputa das eleições do ano que vem, leva a parada.

Vide o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que a cada dia cresce em números de apoio e em expectativa. E pode ser o novo Presidente.

Tudo isso porque o PT não é mais o partido do povo.

Apenas o seu símbolo maior está na graça do povo, não a estrela transcrita na sua bandeira, mas uma outra que pode voltar em 2014: Luiz Inácio Lula da Silva.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Presos de Campos Belos passarão a ter assistência médica toda sexta

Detentos da unidade da Superintendência do Sistema de Execução Penal - Susepe, em Campos Belos começam a receber serviços médicos, que passam a ser oferecidos de forma periódica graças a parceria com a prefeitura do município.

O atendimento em Campos Belos terá dia e hora marcados: todas as sextas-feiras, das 8 às 11 horas, por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo o diretor Guilherme Alves Gomes, a prestação do serviço na própria unidade permite melhor acompanhamento da situação de cada preso.

As consultas são previamente agendadas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Diretor da UnU Campos Belos recebe homenagem


O diretor da Unidade Universitária de Campos Belos, Rosolindo Neto de Souza Vila Real, será homenageado na noite desta terça-feira, 17, no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, pelo Conselho Estadual de Cultura.

Rosolindo Neto vai receber diploma de destaque cultural do ano de 2009, juntamente com Antônio José Filho, Daniele Cordeiro, Denizar Gomes dos Santos Filho e Armando Silva Fernandes, festeiros e organizadores da Festa de Nossa Senhora do Rosário, realizada no último mês de julho na cidade de Monte Alegre de Goiás, no Nordeste do Estado.

A festa é uma tradição de quase três séculos na cidade.

Durante a solenidade, que acontece no Salão Gercina Borges Teixeira, com a presença do governador Alcides Rodrigues, também será entregue o Troféu Jaburu para o teatrólogo Hugo Zorzetti.

Atentado contra a liberdade de imprensa

O juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá, proibiu em decisão liminar que dois blogueiros emitam "opiniões pessoais" sobre denúncias movidas pelo Ministério Público Estadual contra José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia.

É por decisões controversas como esta que muitos tendem a criticar o Poder Judiciário, principalmente as canetadas de juízes novos e inexperientes que vez por outra enterram os preceitos de liberdade de expressão e de imprensa, consagrados no Art 5º da Constituição Federal de 1988.

A imprensa e os jornalistas são olhos da sociedade. A partir do momento que determinado cidadão passa a ocupar um cargo público, ele renuncia parte de seus direitos de privacidade para justamente prestar contas à sociedade.

Ainda mais quando este tipo de Administrador Público desvia mais de R$ 80 milhões dos cofres públicos.

A decisão do Juiz, além de ser imatura e imoral, é uma censura à liberdade de imprensa.

Registramos aqui os nossos protestos de blogueiro e jornalista.

A matéria completa da Agência Folha segue abaixo.

Acesse aqui o Blog do Enok: http://paginadoenock.com.br/

Acesse aqui o Blog da Adriana Vandoni http://www.prosaepolitica.com.br/author/adriana-vandoni/

Juiz proíbe blogueiros de emitirem opiniões sobre presidente da Assembleia de MT

O juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá, proibiu em decisão liminar que dois blogueiros emitam "opiniões pessoais" sobre denúncias movidas pelo Ministério Público Estadual contra José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O juiz determinou ainda a exclusão de postagens já publicadas consideradas "ofensivas".

Caso descumpram a decisão, os jornalistas Enock Cavalcanti e Adriana Vandoni estão sujeitos a multa diária de R$ 1.000 e "posterior ordem de exclusão da notícia ou da opinião".

"O direito constitucional de livre expressão não autoriza os réus a denegrirem a dignidade do autor em público, imputando a este a pecha de criminoso", disse o juiz, na decisão.

Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia.

No período, o deputado se alternou nos cargos de presidente e primeiro-secretário da Casa e assinou cheques para pagamentos a empresas que, diz o MPE, eram inexistentes.

Em seu blog, Adriana Vandoni já definiu o deputado como alguém que "coleciona vitórias eleitorais com a mesma destreza que coleciona processos".

Ele disse ontem à Folha que está "indignada" com o que chamou de censura. "O pedido foi imoral e a decisão, amoral."

Enock Cavalcanti, que é militante do PT e assessor da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), disse que seu objetivo é "combater a corrupção".

"Essa questão dos desvios na Assembleia ficou irresoluta. No blog, assumi o compromisso de acompanhar este processo de perto", afirmou Cavalcanti.

O advogado Valber Melo, defensor de José Riva, negou que tenha havido censura no caso.

"Essa é a versão distorcida pelos blogueiros. O que buscamos foi impedir opiniões ofensivas à honra do deputado."

No pedido, a defesa de Riva diz que os leitores dos blogs são, "em regra [...], pessoas leigas, induzidas por formadores de opiniões". "Jornalismo sério é aquele cujo objetivo é informar a população dos fatos que acontecem em nossa sociedade e não perpetrar ataques."

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ponte caída: prefeito responde

O Prefeito de Campos Belos, Neudivaldo Xavier Sardinha, respondeu à indagação e à reclamação publicada aqui no Blog, feita pelo leitor Gilberto Beltrão, sobre a demora da prefeitura de Campos Belos em reerguer uma ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia.

Segundo o Prefeito, a ponte é sobre uma rodovia estadual, portanto de responsabilidade do governo do estado de Goiás, especificamente da Agetop, a agência estadual que cuida das estradas e não da Prefeitura, como informado.

Ainda segundo o Prefeito, seu Gabinete está lutando, desde o início do ano, junto ao Governo do estado, mas a burocracia de licitação e a falta de verbas levam a uma situação vexatória como a apresentada.

Sardinha disse que hoje mesmo, 13 de novembro de 2009, cobrou do Secretário de Infra-estrutura do estado de Goiás e ele ( o Secretário) prometeu uma resposta para ainda hoje, pois desde o dia 1º de novembro estava prevista a chegada de uma empresa de engenharia para fazer a recuperação da ponte.

O Prefeito informa também que foram feitas várias viagens à Goiânia, capital do estado, para resolver o problema e, além disso, mantém ligações quase diárias com a Agetop.

Agora é esperar o desenrolar dos fatos.