segunda-feira, 15 de março de 2021

Uma Carta à Igreja



Por Jorge Sirqueira, 

Como a Igreja lidou com epidemias nos séculos passados?

O ano de 2020 trouxe a maior crise epidêmica das últimas décadas: a pandemia da Covid-19. O impacto foi tanto que alterou todas as áreas da vida, estabelecendo um “novo normal”. 

Se adaptar a esse novo contexto sombrio foi um desafio para todo mundo, inclusive para a Igreja. 

As nossas Congregações em Campos Belos e por todo o mundo tiveram que se habituar aos decretos de prevenção dos governos, investir na programação e cultos online, e dar respostas bíblicas às questões mais difíceis que angustiam o ser humano, como “por que Deus permite o sofrimento?” e “por que o justo sofre?”.

Quando crises batem à porta, temos o costume de olhar para trás em busca de respostas na história das gerações passadas, que também vivenciaram angústias como as nossas. 

Os cristãos sempre fizeram isto; procuramos nas vidas dos personagens bíblicos o consolo, força e conselho espiritual para nossos próprios desafios. 

Em tempo de pandemia, seria sábio o Corpo de Cristo relembrar como a Igreja lidou com outras pandemias nos séculos passados, a fim de tirar lições que nos possam servir hoje e depositar nossa Confiança em Cristo Jesus.

A Igreja na linha de frente das Pandemias

Quando olhamos para a história da Igreja durante surtos epidêmicos a vemos atuando na linha de frente, combatendo as pragas através da ajuda social e amparo espiritual.

“As igrejas, de modo geral, têm um histórico de solidariedade e de enfrentamento muito forte das pandemias. 

As igrejas evangélicas, sejam elas protestantes ou pentecostais, sempre tiveram uma postura muito séria em relação às crises epidêmicas”, nesse momento o amparo Espiritual, a Oração, tem um papel importante na vida da sociedade e indivíduo. 

Durante a Reforma Protestante, vamos encontrar o próprio Martinho Lutero enfrentando uma epidemia de peste negra na Europa. 

Ele deixa registrado em diversos momentos de sua obra como ele lida com a situação de maneira pastoral; enterra pessoas, cuida de crianças que perderam os pais”, “Esse é o perfil histórico de um sacerdote protestante que lidou com esta questão”. 

Encontramos relatos de cristãos lidando com crises epidêmicas desde a Igreja Primitiva até a Reforma Protestante; igrejas abrindo suas portas para servir de hospitais, irmãos cuidando de enfermos na própria casa e pastores doando suas vidas como verdadeiros mártires. 

A igreja nesse momento não deve se calar, não deve se esconder, o momento é difícil, mas existe esperança, a Igreja deve brilhar no meio da escuridão, a começar por mim.

Peste Negra (Século 14) Europa e Ásia


Do século 14 em diante, a Peste Negra assombrou a Europa matando milhões de pessoas. 

Em apenas cinco anos, metade da população do continente morreu vítima da doença. 

Nesta pandemia, a Igreja atuava na linha de frente, muitas vezes disponibilizando seus templos para servirem de hospitais improvisados, onde ministros auxiliavam como enfermeiros leigos. Na era da Reforma Protestante, em agosto de 1527, a Peste Negra atingiu a cidade de Wittenberg na Alemanha, morada de Martinho Lutero. 

Muitos moradores fugiram da cidade para salvar suas vidas, Lutero foi aconselhado a fazer o mesmo, mas ele e a esposa Katharina, que estava grávida na época, decidiram permanecer para cuidar dos infectados. 

Em carta de 19 de agosto de 1527, Martinho Lutero escreveu: 

“Estamos aqui sozinhos com os diáconos, mas Cristo está presente também, para que não estejamos sós, e Ele triunfará em nós sobre aquela velha serpente, assassina e autora do pecado, por mais que ele machuque o calcanhar de Cristo. Ore por nós e adeus”. Somente uma verdadeira situação adversa testa em quem realmente temos Fé.

Na história da Igreja, encontramos relatos de pastores batalhando na linha de frente nas pandemias. 

Homens corajosos que não tiveram sua vida como preciosa e cumpriram seu pastorado até o fim, muitos sacrificando a própria vida para salvar outras. 

Hoje na nossa cidade existem irmãos, Orando, consolando, e mais irmãos precisam acordar pra essa verdade, Cristo é a esperança de um mundo. Durante a pandemia da Covid-19, a história se repete. 

Ministros servindo sua igreja, consolando famílias enlutadas, enterrando vítimas do coronavírus, pregando a esperança vindoura para um mundo em desespero. 

Infelizmente, muitos desses irmãos foram promovidos aos Céus por serem infectados da Covid, morrendo como verdadeiros mártires pelo Evangelho. 

A situação do pastor é muito delicada: 

“O pastorado significa se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Você tem que estar preparado espiritualmente para fazer um enterro de manhã e um casamento ao final da tarde”.

O Papel da Igreja

Amar o nosso próximo pode significar coisas diferentes em momentos diferentes”, “Pode significar distanciamento social para que não corramos o risco de infectá-los como Lutero sugeriu, mas também pode significar ir a áreas onde corremos o risco de contrair a doença. 

Se formos para essas áreas, devemos tomar todas as precauções possíveis contra a infecção, mas reconhecer com Paulo que ‘para mim, viver é Cristo e morrer é ganho’".

A oração em tempos de pandemia, junto com o tratamento médico formal. Muitos milagres foram registrados nas crises epidêmicas ao longo da história: “Não é incomum encontrar relatos de curas milagrosas em resposta à oração em epidemias em várias partes do mundo nos últimos 200 anos”.

Um Apelo a cidade de Campos Belos

Se nossa cidade se render e voltar ao Senhor Jesus, Ele virá e cura as nossas feridas, precisamos nos voltar a Cristo, Campos Belos precisa voltar a Jesus.

Um comentário:

  1. Boa apreciação da história e boa projeção para a igreja em tempos difíceis.

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