quinta-feira, 25 de março de 2021

Ministério Público pede a cassação do prefeito de Guarani de Goiás, por fraude em pesquisa


O prefeito de Guarani de Goiás, Janézio Pereira, e seu vice, Luiz Antônio, respondem, na justiça eleitoral, a uma ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral. A ação é por abuso de poder econômico.

Segundo o MP, o prefeito e o vice, ainda na fase de campanha eleitoral, fizeram uso de pesquisa eleitoral fraudulenta. 

A fraude chegou a ser alvo de uma operação da polícia civil chamada de “Operação Leão de Neméia” e que visava desarticular um grupo suspeito de produzir e divulgar pesquisas eleitorais fraudulentas em todo o Estado de Goiás nas eleições municipais de 2002.

Ainda de acordo com a promotoria, a empresa investigada é a IPOP – Cidades e Negócios, responsável por divulgar diversas pesquisas fraudulentas por todo o estado.

No caso de Guarani de Goiás, o promotor Bernardo Monteiro Frayha disse que a empresa produziu para Janézio Pereira e Luiz Antônio Tavares uma pesquisa indicando que eles tinham 62,1% de aprovação contra 24,8% do segundo colocado, com nível de confiança em 95% e margem de erro de aproximadamente 5%.

A pesquisa foi divulgada no “jornal Cidades & Negócios” e circulou pela cidade. O promotor diz ainda que ao registrar a pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral, a empresa IPOP Cidades e Negócios informou que ela mesma foi a “contratante”, a “pagante do trabalho”, e que o valor da pesquisa foi de R$2.000.

“Ocorre que, em busca e apreensão realizada no âmbito da “Operação Lesão de Neméia”, com autorização judicial para compartilhar provas, o Ministério Público Eleitoral obteve no computador da empresa uma planilha informando o “parceiro” que contratou a pesquisa – Janézio Pereira – e o valor que foi pago por ela - 1ª à vista e dois cheques pré-datados de R$ 5.000,00 - superando e muito o informado”, escreveu o representante do MP.

Por fim, afirma o promotor, a pesquisa contratada não foi declarada na prestação de contas dos então candidatos, representando o dolo de omitir a informação à Justiça Eleitoral e evidenciando o abuso do poder econômico dos requeridos para com o pleito eleitoral 2020 de Guarani de Goiás, o qual sagraram-se vencedores por uma pequena quantidade de votos – 619 votos.

O MP pede à Justiça Eleitoral que seja julgada procedente a investigação judicial eleitoral, impondo-se a ambos, Janézio Pereira e seu vice, Luiz Antônio, como inelegíveis pelo prazo de 8 anos subsequentes à eleição de 2020, além da Cassação do registro e diploma das eleições passadas.

O processo tramita da Juiz Eleitoral, que ainda não deu um veredito.

2 comentários:

  1. Um comentário:

    Edjaldo Pousada Carnauba8 de novembro de 2020 16:37
    QUE DECEPÇÃO DELEGADO PABLO TUA PESQUISA É FALSA. É SÓ SOMAR
    AS REJEIÇÕES QUE ULTRAPASSA 100% CHEGANDO A 105% DO TOTAL DA REJEIÇÃO, TU E O IPOP ENGANAM O POVO DE MANAUS MAS AQUI O POVO NÃO É TOLO. O MPE E TRE JÁ ESTÃO INVESTIGANDO, TE ACONSELHO DA O FORA ENQUANTO É TEMPO.VASA CARA SAI FORA. ESTOU DE OLHO!

    ATT EDIJALDO
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  2. O PAU QUE DÁ EM CHICO, DÁ EM FRANÇISCO. ORA O MPE DEVE DENUNCIAR AO TRE-GO. CANDIDATO ELEITO EM CAMPOS BELOS SR PABLO GIOVANNI. POR DIVULGAR PESQUISA COM DADOS FALSOS
    Lei nº 9.504 de 30 de Setembro de 1997
    Estabelece normas para as eleições.
    Art. 33. As entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa, a registrar, junto à Justiça Eleitoral, até cinco dias antes da divulgação, as seguintes informações:
    § 4º A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor de cinqüenta mil a cem mil UFIR.

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