quarta-feira, 31 de março de 2021

Após cobrança no Blog, vacina chega à comunidade kalunga, em Arraias (TO)


Na semana passada este Blog publicou que as comunidade Kalungas sediadas em Arraias (TO) não tinham sido contempladas com doses de vacinas contra a Covid-19, conforme prevê a lei. 

Índios e comunidades tradicionais têm prioridade.

Dissemos também que, diferentemente, a comunidade Kalunga, em Goiás, sedia em Monte Alegre, Teresina e Cavalcante (GO) tinham recebidos as doses e já estavam imunizando a população local. 

Agora uma boa notícia. Nesta semana, a comunidade Kalunga de Arraias também foi beneficiada.

Foram distribuídas 63% do total do que necessita a comunidade, ou seja, chegaram 390 doses da vacina coronavac. Há na comunidade 621 adultos, segundo os registros. 

A imunização estadual do Tocantins exige que a vacinação seja feita na comunidade, para onde, ontem (30), se deslocou um equipe.

Os profissionais atenderam ontem e também hoje (31), das 8:00 às 12h, na feira da comunidade do Mimoso (TO) e das 14 às 18 horas na região conhecida como Lagoa (Mimoso).

A vacinação também acontecerá na comunidade Lagoa da Pedra, no dia 31, das 8 às 17 horas, e no dia 1º de abril, das 8 às 12 horas na região das Matas. 

Das 14 às 18 horas, estarão em Aparecida. O Agente de Saúde também estará avisando a comunidade e que não tem acesso a este Blog. 

Poderão ser vacinados pessoas da comunidade com idade a partir de 18 anos completos, lactantes, exceto grávidas que deverão ter consentimento médico.

Conforme, a Lei Decreto Nº 4.887/2003, São quilombolas: 

Art. 2º “Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida”. 

 Esse grupo está inserido nas comunidades e a priorização são atender nesses locais. Quanto aos que residem fora das comunidades e não as frequentam quinzenalmente para desenvolver alguma atividade, NÃO é o publico. Da mesma forma que foi com os indígenas só receberam os da aldeia.

Um comentário:

  1. É mais do que certo, obrigação deles vacinar a comunidade está na lei.

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