sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Trituradora do terror: Projeto de Lei quer proibir que milhões de pintinhos machos sejam triturados vivos em São Paulo



Estima-se que, anualmente, 8 bilhões de pintinhos do sexo masculino são mortos no mundo. Eles são “inúteis” para a indústria aviária, por isso, são abatidos, na maioria das vezes, de forma cruel – triturados -, ainda vivos.

Acontece que as fêmeas colocam ovos, mas os machos não. Além disso, não engordam o suficiente para serem utilizados como carne. 

Por essa razão, são descartados. A prática comum no mundo inteiro, inclusive no Brasil, começou a ser questionada em diversos lugares, pois já existe uma tecnologia para evitá-la, chamada de sexagem in-ovo.

O método, já em uso na Alemanha, Suíça e França, detecta o sexo dos embriões, o que permite que esses ovos sejam descartados no início do desenvolvimento embrionário, de preferência antes dos seis dias de incubação, pois até esse momento tem-se a garantia que o embrião não tem a capacidade de sentir dor.

Na França, a proibição da trituração de pintos machos entra em vigor este ano.

No Brasil, estimativas apontam que 80 milhões de pintinhos machos sejam triturados, por ano, em suas primeiras 24 horas de vida. 

“Os animais são jogados ainda vivos em grandes trituradores ou sufocados até em sacos plásticos. É comum encontrar trituradores em mau estado de conservação, com lâminas que não funcionam corretamente e prolongam ainda mais o sofrimento dos animais”, afirma Carla Lettieri, diretora-executiva da Animal Equality Brasil, organização internacional de proteção de animais.

Todavia, já há um Projeto de Lei, o PL 1045, em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo, que pede a “proibição do sacrifício de aves através de trituração, eletrocução, sufocamento e qualquer outro meio cruel para fins de descarte”. 

O texto foi apresentado em 2015 pelo então deputado Feliciano Filho, mas até hoje não foi colocado em votação final.

Segundo o site da Assembleia de São Paulo, em abril do ano passado, o texto foi encaminhado para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, mas desde então, não houve seguimento na sua discussão.

Por isso, a Animal Equality Brasil está lançado uma campanha com o objetivo de pressionar os deputados a aprovar o PL.

“É importante que a proibição comece por São Paulo porque o estado é hoje o maior produtor de ovos do país. Vamos trabalhar para que outros estados também adotem a legislação”, destaca Carla.

Fonte e texto: Conexão Planeta

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