sexta-feira, 13 de novembro de 2020

No próximo domingo, vote com a razão e não com o coração


Após muito barulho, festa política e cívica, chega ao fim a campanha eleitoral 2020, que vai eleger mais de 5 mil prefeitos Brasil a fora e dezenas de milhares de vereadores.

Tenho que as eleições municipais são as mais genuínas e democráticas, muito mais do que as de governadores e presidente da República.

É no município que a coisa acontece, é lá em que as pessoas moram, é lá onde os cidadãos estudam, trabalham, usam o sistema de saúde, a rede de esgoto ou o brilho da iluminação pública.

São nas eleições municipais que gente como a gente se torna um político; se candidatam a vereador e a prefeito; se tornam, com o nosso voto, um representante público, com poderes para nos representar e tentar melhorar nossa vida em comunidade, em sociedade, por mais complexa e difícil que ela seja. 

Mas há um perigo. 

É como se fosse um faca de dois cortes ou de dois gumes, como dizem. 

Se por um lado, conheço, sou amigo e labuto dia a dia com o agora candidato, tendo a ser mais parcial; a pensar com o coração; a relacionar a pessoa, não como uma futura autoridade e gestor, mas como uma pessoa da família. 

É aí que mora o perigo. 

Gestor competente é uma coisa e gente da família é outra coisa. Não se deve misturá-los. 

Por isso, caro leitor, agora que todos os candidatos já apresentaram suas propostas; já fizeram seus discursos, usaram redes sociais, vídeos e microfones para apresentar o que realmente eles são e o que desejam para a comunidade é que chegou a hora de você "botar a mão na cabeça"; usar o discernimento; as informações recebidas e escolher em quem você vai votar, escolher aquele que vai ser o prefeito da cidade e aquele que vai fiscalizar esse mesmo prefeito.

Para isso, tenho que alguns predicados estes cidadãos precisam apresentar para obter a sua confiança. 

Eis algumas delas, das quais não abro mão como cidadão e como pessoa do bem: ser primeiramente honesto. 

Honestidade com a máxima amplitude, até e inclusive na transparência da coisa pública.  

Não misturar o público com o privado. Não querer ganhar dinheiro ao se tornar uma autoridade. 

Administração Pública não é lugar de ficar rico, pelo contrário. Cargo público é o lugar em que as pessoas deixam seus afazeres para se doar à comunidade. Essa é a essência do cargo público.

E, em contrapartida, recebe um salário. Mas não é um ordenado para enriquecer. Apenas para se sustentar e ponto. Se quiser ficar rico, a iniciativa privada é o caminho.

Além da honestidade, o homem ou a mulher escolhida deve apresentar diversas competências para o cargo; ter planos, saber onde quer ir; ter metas e objetivos para melhorar a qualidade de vida da comunidade onde você mora. 

Mas isso não basta. 

A  futura autoridade tem que ser carinhosa, atenciosa e respeitosa com os munícipes. Tentar a todo custo resolver seus problemas, tantos as questões individuais como as coletivas.

E por fim, não vote por ter recebido favores. 

Seja agradecido pelos favorecidos recebidos, mas não os troque pelo seu valioso voto. É muita responsabilidade em apenas uma ação. 

Por isso seu ato na hora do voto é um dos mais dignos da nossa democracia. Então, saiba reverenciá-lo, valorizá-lo.

Valorizo tanto esse digno ato e o respeito à livre iniciativa de escolha dos candidatos que tive cuidado, até exagerado, em não publicar qualquer nota neste Blog sobre campanhas, pesquisas e candidatos, para justamente influenciar o menos possível em sua escolha, que é estritamente pessoal.  

Assim, no próximo domingo, vote com a razão e tente, ao máximo, guardar suas decisões de coração. Bom voto!

Um comentário:

  1. Antes disso é preciso mais respeito com os eleitores. Arraias a mudança das seções causou tumulto e desorientação por falta de informações.

    ResponderExcluir

Os cometários aqui publicados são de inteira responsabilidade dos autores. Este Blog não se responsabiliza pelos comentários postados pelos leitores, que poderão ser responsabilizados e penalizados judicialmente por abuso do direito da livre manifestação.