terça-feira, 6 de outubro de 2020

O "sistema podre" parece estar vencendo: Moro é pressionado pela família a sair do Brasil e ficar longe da política




Todos os meus leitores sabem que sou um defensor intransigente do ex- juiz federal Sérgio Mouro, até que me provem qualquer malfeito por parte daquele magistrado. 

Moro, em muitas décadas, teve a coragem de botar atrás das grades tubarões da política e passou a enfrentar o grande e facínora sistema podre deste país, sem temor.

Pela primeira vez na história, empreiteiros e políticos de alto quilates se viram emparedados e atrás da grades. 

Uma coisa linda de se vê. 

O legado de Sérgio Moro é fenomenal. 

Quem pensa diferente é de alguma forma ligado aos criminosos condenados.

Já quem não tem bandido de estimação, reconhece o importantíssimo papel desse juiz de primeiro grau, que deixou até o STF, acostumado a soltar os bandidos de colarinho branco, numa situação delicada.

Legado Robusto 

Um prestigioso jornal do Paraná escreveu e eu assino embaixo.

"Sérgio Fernando Moro deixou a toga e um patrimônio de 22 anos na magistratura, conquistado ao longo de seus 46 anos de idade, quase a metade de sua vida, na prática do dever cívico, no âmbito da justiça.

Um legado que o privou da vida social, mas não o fez se curvar diante das ameaças da covardia dos poderosos que tomaram de assalto a nação brasileira.

Em quatro anos da Operação Lava Jato, criada em 2014, somente o juiz federal, Sergio Moro, encaminhou 45 ações na justiça, seguidas de sentenças, envolvendo pessoas e empresas que praticaram atos ilícitos com dinheiro público, em especial com dinheiro da Petrobras.

Nesse período, Moro foi responsável por 205 condenações, sendo 140 de pessoas diferentes. Desse total, ele absolveu 59 condenações entre elas, 10 foram suspensas por delação premiada.

Na ponta do lápis, Sergio Moro foi o responsável por um total de 2.036 anos, 4 meses e 20 dias de prisões de personalidades da vida pública e privada do país, inclusive o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de parlamentares e agentes públicos.

Em pouco mais de duas décadas, o juiz federal, nascido em Maringá, no interior do Estado do Paraná, se firmou em Curitiba e se notabilizou pela coragem de, após denúncias e comprovações, julgar e determinar a prisão de corruptos.

Conquistou centenas de inimigos, mas sabia que valeria a pena lutar por uma causa que pode, a médio e longo prazo, levar o Brasil a uma posição melhor no ranking da corrupção mundial.

Foi e continua sendo perseguido por políticos e advogados de defesas que não concordam com suas ações e atos. 

É o ônus que levará pelo resto da vida. De um lado, um pelotão de brasileiros que o apoiam e, do outro, também um grande números de pessoas descontentes que continuam a questionar seus métodos.

A operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Estima-se que o volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras, maior estatal do país, esteja na casa de R$ 7 bilhões.

Números da Lava jato

– 2.476 procedimentos instaurados
– 1.072 mandados de busca e apreensão
– 227 mandados de condução coercitivas
– 120 mandados de prisões preventivas
– 138 mandados de prisões temporárias
– 6 prisões em flagrante
– 548 pedidos de cooperação internacional
– 176 acordos de colaboração premiada (pessoas físicas)
– 11 acordos de leniência
– 1 termo de ajustamento de conduta

– 82 acusações criminais contra 347 pessoas".


O mal venceu: agora, pressionado, pode deixar o Brasil

O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, está sendo pressionado pela família a sair do Brasil.

A ideia é que ele passe uma temporada dando aulas de Direito em outro país. E, assim, fique distante da política e de eventual projeto eleitoral de concorrer à Presidência.

A mulher dele, Rosângela Moro, tem repetido a interlocutores que o marido já deu a contribuição que tinha que dar ao país e que a política partidária, com seus embates selvagens, não seria para ele. Estaria na hora de novamente cuidar da vida pessoal e profissional.

O próprio Moro também já disse a políticos que o visitam que não se sente inclinado a disputar um cargo eleitoral.

O ex-juiz baixou o tom nas redes sociais em relação a Bolsonaro —e até já disse, em conversas reservadas, que não deveria ter saído do governo da forma que fez: atirando.

O movimento lava-jatista, do qual Moro é estrela, tem sofrido derrotas seguidas na esfera política.

A indicação do desembargador Kassio Nunes Marques para o STF (Supremo Tribunal Federal) é a mais recente delas —deixando o ex-ministro e seus seguidores cada vez mais isolados.

A segurança é outra preocupação da família do ex-ministro: neste mês ele acaba de cumprir a quarentena obrigatória desde que saiu do Ministério da Justiça, perdendo também o direito a escolta da Polícia Federal.

Com informações da Folha de São Paulo

Um comentário:

  1. Matéria divulgada pelo INTERCPT BRASIL mostrou que esse Ex. Juizeco era imparcial e corrupto.Ele não pode fugir do Brasil sem ser julgado pelos seus crimes.

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