segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Vitória: projeto de gestão e uso do Museu Histórico e Cultural de Arraias (TO) é finalista em prêmio do Iphan




O Projeto de extensão universitária “Gestão e uso do Museu Histórico e Cultural de Arraias: identidades e memórias”, do curso de Turismo Patrimonial e Socioambiental, Câmpus de Arraias está entre os finalistas da 33ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. 

O prêmio é promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1987 e visa prestigiar as ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro.

Nesta edição houve recorde de inscritos, mais de 515 ações foram submetidas. Além disso, os concorrentes puderam escolher entre duas categorias este ano: Categoria 1 - Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Material e Categoria 2 - Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial. 

O Museu de Arraias, junto com outras 181 ações, estava inscrito na Categoria 1, no segmento de universidades públicas e privadas. 

Os projetos inscritos passaram por uma avaliação que selecionou os finalistas. O Projeto de o Museu de Arraias está entre os finalistas da categoria.

O resultado da Etapa Nacional (etapa final) está previsto para ser divulgado até o dia 30 de setembro. 

A professora Ana Paula Rosa Rodrigues, uma das responsáveis pelo projeto do Museu de Arraias, explica que o trabalho desenvolvido no local é feito de forma colaborativa e que é de extrema relevância, já que, de acordo com o Guia dos Museus Brasileiros, o Norte do Brasil é a região com a menor quantidade de museus. 

“Para se ter uma ideia, o Estado do Tocantins, possui apenas dezessete museus em funcionamento, dos quais, seis estão localizados na capital, Palmas”, destaca ela.

Além disso, o Museu Histórico e Cultural de Arraias atende uma vasta região com baixos índices de desenvolvimento humano e extremamente carente de políticas públicas essenciais para a população, situação que é ainda mais grave no que tange as políticas voltadas a área cultural. 

“Mais do que somente guardar a história e a cultura local, o museu por meio do projeto promove e zela pela história de um povo, como um guardião do passado, um agente transformador no presente e um incentivador do desenvolvimento futuro, seguindo as diretrizes de um Ecomuseu, onde a comunidade não se sinta somente inserida, mas sim, como parte fundamental da existência e do funcionamento do próprio museu”, afirma Ana Paula.

O museu

A 413 quilômetros da Capital, na região sudeste do Tocantins, está o município de Arraias. A pequena cidade, com pouco mais de 10 mil habitantes, foi fundada em 1740 e é abundante em história. Parte dessa história é resgatada e contada no Museu Histórico e Cultural de Arraias (MHCA). 

O espaço tem sido administrado desde 2017 pela UFT, por meio do Projeto de Gestão e uso do Museu Histórico e Cultural de Arraias: identidades e memórias, do curso de Turismo Patrimonial e Socioambiental, sob a coordenação da professora Valdirene de Jesus, em parceria com o estado do Tocantins e o município de Arraias, em um convênio tripartite.

Saiba mais sobre o museu de Arraias clicando aqui.

O prêmio

Promovido pelo Iphan, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade ocorre anualmente e prestigia, em caráter nacional, em razão da originalidade, vulto ou caráter exemplar, ações que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público. 

A premiação é oferecida a empresas, instituições e pessoas de todo o Brasil, e tem destacado, ao longo dos anos, a diversidade e a riqueza do Patrimônio Cultural Brasileiro (Material e Imaterial).

Nesta edição, concorrem a 12 prêmios de R$ 20 mil, cada, 121 propostas distribuídas em duas grandes categorias: Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Material e Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial. 

Estas estão subdivididas em seis segmentos: administração direta/indireta; administração municipal; universidades; fundações/empresas privadas, cooperativas/associações/redes e coletivos; e pessoas físicas/MEI.

Além dos 12 grandes vencedores, a Comissão Nacional poderá definir cinco ações para receberem menção honrosa. 

Essas ações não receberão a premiação principal, mas serão reconhecidas por seu mérito para a preservação, salvaguarda, promoção e valorização do Patrimônio Cultural Brasileiro. 

Com informações do Iphan

Um comentário:

  1. Belo trabalho. Temos de lutar pela salvação de nosso patrimônio histórico, nossa arquitetura, e memória.

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