segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Campos Belos (GO): Morre, de Covid-19, Dó do “Tchá”





Por Jefferson Victor,  

Morreu na madrugada deste sábado (15), Domiro Neve dos Santos, 84 anos,  conhecido carinhosamente na comunidade como Dó, mais uma vítima da Covid-19, sendo a quarta vítima fatal da doença no município de Campos Belos.

Natural de Paranã (TO), Dó mudou-se para Campos Belos ainda jovem. Veio  trabalhar com o ex-prefeito Xavier, aqui conheceu dona Durcelina, conhecida como Durce.

Foram casados por cerca de 58 anos e tiveram três filhas, Meri, Eva e Maria Elza, as quais lhes deram 4 netos os quais foram criados carinhosamente pelos avós.

Sua história tem muito a ver com o Crisa (órgão do governo, hoje transformado na Agetop), no qual trabalhou por muitos anos até a sua aposentadoria. 

Lá ele era conhecido como Dozão do Consórcio, gostava muito de brincar com seus colegas e era por eles muito querido.

Dó era muito conhecido na cidade principalmente pelos festejos da Igreja Católica, fazia parte do “Terço dos Homens”, mas participava de todas festividades.

Inclusive era quem carregava a bandeira do Divino, era muito assíduo e desfrutava de um bom relacionamento com todos os componentes de grupos de celebração.

No ano de 2019, sofreu um acidente ao cair de um pé de manga, quando fraturou o fêmur e estava correndo risco de ficar permanentemente em uma cadeira de rodas.

Mas ele foi insistente, começou a levantar e com a ajuda de uma muleta acabou se levantando e fazia todas suas atividades, inclusive zelando do quintal da casa.

No início do mês de agosto, Dó sentiu-se mal e após constatada a Covid-19, foi encaminhado para Hospital de Campanha em Águas Lindas (GO).

Vinha se recuperando bem. Mas seu quadro piorou bastante e teve que ser ressuscitado anteriormente em 2 paradas cardíacas.

Infelizmente, no sábado, os médicos não conseguiram reanimá-lo, vindo a falecer.

Por não ter acompanhante, a família só foi comunicada por volta de 10 h, quando então decidiram trazer o corpo para Campos Belos.

Por não ser possível o velório, seus amigos e integrantes da Igreja Católica, resolveram então prestar uma última homenagem, e assim o fizeram.

Vários veículos e motos saíram em uma carreata que passou em frente sua antiga morada, rumando em seguida para o Cemitério São João Batista.

O padre fez a celebração do lado de fora e pediu, inclusive, que as pessoas ficassem dentro dos seus carros. Em seguida, só os familiares mais próximos adentraram para acompanhar o sepultamento, o qual ocorreu neste domingo (16), por volta das 17h.

Desde já expressamos os nossos mais sinceros sentimentos à família enlutada, rogando a Deus que conforte cada um neste momento de dor.



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