sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vai vendo: Mãe do menino que caiu de prédio em Recife era paga com verba pública


Mirtes Renata de Souza, mãe do menino Miguel Otávio, de 5 anos, que faleceu após cair do nono andar de um prédio, era contratada como servidora pública da Prefeitura de Tamandaré.

O patrão da empregada doméstica é o prefeito da cidade, Sérgio Hacker Corte Real (PSB), que no dia 1º de fevereiro de 2017 inseriu a sua funcionária pessoal no quadro dos servidores do município. A informação está no portal da transparência de Tamandaré.

Registro aponta para uma suspeita de fraude

Mirtes trabalhava como empregada doméstica na casa do prefeito na capital, a 100 km de Tamandaré, porém em dia de semana, Mirtes não tinha expediente na prefeitura, e sim na casa do prefeito.
Relembre o caso

Após o filho de uma empregada doméstica, de 5 anos, morrer ao cair do 9º andar de um prédio onde a mãe trabalhava, em Recife, a patroa foi presa. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, a mulher teria se descuidado e esqueceu de cuidar do menino enquanto a empregada saiu do apartamento para passear com o cachorro da família.

O acidente aconteceu na tarde da última terça-feira (2). Imagens de câmeras de segurança mostram que Miguel Otávio Santana da Silva, foi deixado sozinho no elevador pela patroa, após a mãe, Mirtes Renata, sair minutos antes. 

A criança foi procurar a mãe e se perdeu no prédio, caindo fatalmente do 9º andar.

Ao voltar para o condomínio, a mãe do menino se deparou com a criança caída no chão e um médico que mora no condomínio prestando socorro à vítima. 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local cerca de cinco minutos depois. O menino morreu a caminho do Hospital da Restauração de Recife.

Segundo relatos de moradores à polícia, ouviram o menino gritando pela mãe, possivelmente no momento em que ela estava passeando com o cachorro da patroa.

O menino estava com a mãe no trabalho porque a creche em que estudava está com as atividades suspensas, devido à pandemia do coronavírus. 

Segundo a polícia, a perícia criminal apontou que não houve presença de uma segunda pessoa no local que o menino caiu e concluiu que a morte da criança foi acidental.

A funcionária e a patroa foram ouvidas pela polícia, logo após a queda da criança. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ramon Teixeira, foram iniciadas as investigações para saber de quem era a responsabilidade por deixar a criança sozinha e foi apurado que a patroa da mãe do menino deixou ele sair sozinho pelo elevador.

Negligência da patroa

O delegado informou que o menino tentou entrar no elevador atrás da mãe, que o havia deixado sob a responsabilidade da patroa, e foi afastado. 

“A criança retornou ao elevador e enquanto apertava os botões, a moradora, possivelmente cansada de tentar tirar a criança, aperta um outro andar superior ao qual residia, e a criança acaba a ficar só no elevador”, relatou o delegado.

Teixeira declarou culpada a patroa por negligência, já que poderia ter evitado o acidente apertando o botão e fechando a porta do elevador. 

“A moradora tanto tinha, temporariamente, o dever e poder de impedir o resultado que aconteceu.”, completou o delegado.

A patroa da empregada doméstica foi presa suspeita de homicídio culposo, quando não tem intenção de matar, prestou depoimento e foi estipulada uma fiança no valor de R$ 20 mil. Após o pagamento, ela obteve a liberdade provisória.

Segundo a polícia, a conclusão do inquérito para ser remetido ao Ministério Público Estadual, tem o prazo de 30 dias. Após o recebimento, o órgão analisará se denunciará, ou não, o caso à Justiça.

Com texto do DM

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