quarta-feira, 24 de junho de 2020

Morre dona Dete, mãe de Rosimeire, diretora do Hospital Municipal de Campos Belos (GO)





Por Jefferson Victor, 

Morreu neste domingo (21), de causas naturais, Deodetina Mendes de Oliveira, 81 anos, conhecida como dona Dete, um amor de pessoa, muito querida por todos na comunidade.

Dona Dete há tempos estava com a saúde meio fragilizada, vinha fazendo tratamento constantemente, mas acabou falecendo por insuficiência cardíaca devidos complicações do diabetes.

Nascida na cidade de Paranã, ela mudou para Campos Belos no ano de 1970, teve 9 filhos, Kátia, Magda, Marcinha da Casa de Saúde, Shirley, Débora, Leila, Valdomiro, Mara, Rosimeire e Agda (in memoria).

Ela deixa 13 netos, Rodrigo, Jonhathan, Janara, Guilherme, Wilian, Leandro, Carol, Núbia, Jefferson dos Correios, Thiago, Lucas, Gisely e Thais, além de 14 bisnetos, uma família muito grande, e que sempre seguiu os ensinamentos desta grande matriarca, tornando-se todos pessoas de bem e que desfrutam de grande credibilidade e respeito por onde passam.

Rosimeire, Diretora do Hospital Municipal, fez um relato emocionada, onde faz referência a dona Dete, ela relata o heroísmo de sua mãe, falou das dificuldades em criar 9 filhos sozinha, um período de muitas dificuldades, e pra isto ela trabalhou pesado, chegando mesmo a fabricar adobe para construção de sua moradia.

Dona Dete sempre foi uma pessoa irreverente, muito brincalhona, sorriso fácil, tinha uma facilidade muito grande em cativar as pessoas, sempre que alguém a cumprimentava, ela respondia chamando de filho ou filha, e muitos a chamavam de tia em função do respeito mutuo que existia em suas amizades.

Uma “Guerreira”, assim definiu Rosimeire ao se referir a ela, contou que os filhos sempre foram defendidos por ela com veemência, sempre protegidos de todas as formas, motivo pelo qual são eternamente gratos a ela e reconhecem tudo que fez em vida por eles.

Pioneira na cidade, ela é merecedora de todas as homenagens, uma pessoa que mudou para esta cidade em uma época de poucos recursos, lutou com afinco para sobreviver em uma localidade onde tudo era difícil, não existia estradas, hospitais, agua encanada, luz etc, era como morar em uma fazenda, mas aqui fixou residência , formou família e viveu até seus últimos dias.

Seu neto Rodrigo, o qual foi criado por ela, fez uma linda e merecida homenagem a sua vó e mãe, assim ele a descreve.

“Infelizmente perdi a pessoa mais importante da minha vida, dedicou uma parcela da sua vida pra eu viver a minha, foi vó, mãe e pai ao mesmo tempo. Hj me despeço com muita tristeza e agradeço a Deus por ter concedido à vc a missão de cuidar de mim todos esses anos.

Apesar de você ter me preparado pra essa situação, não é fácil admitir a perda, sensação de vazio, sentimento de está só, a única pessoa que poderia contar em todos os momentos se foi, lamentavelmente o sentimento é esse. 

Porém sei que foi necessário, foi o melhor pra você minha querida, acredito que ocorreu tudo como à sua vontade, sem muito sofrimento e dor.

Só tenho a agradecer pelos ensinamentos, princípios que irei transmitir as pessoas ao meu redor, sou muito grato pela paciência, grato pela parceria e confiança, tudo isso contribuiu para o meu crescimento pessoal.

Você disse pra mim a poucos dias que eu era a sua vida, pois hoje eu te digo que vc será a minha vida eternamente.

Descanse em paz Vó, seu legado foi cumprido e quanto ao seu pedido, vou cuidar muito bem da minha mãe pode ficar tranquila, será o meu compromisso. Te amo ❤️”.

Externamos a toda família os nossos mais sinceros sentimentos pela passagem desta grande mulher e que deixa um legado positivo, um exemplo de pessoa determinada e que certamente nos fará muita falta.

O breve velório aconteceu em sua residência, e o sepultamento ocorreu no cemitério local as 11h da segunda feira (22).

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