segunda-feira, 13 de abril de 2020

Morador de Paraíso pode ter descoberto o que causa excesso de câncer na cidade






Um morador da Avenida Santos Dumont, localizada no centro de Paraíso do Tocantins, pode ter descoberto o que pode estar contribuindo para o grande número de casos de câncer que todos os anos ocorrem na cidade, que é considerada, proporcionalmente, uma das que mais registram a doença no País.

A grave situação pode estar relacionada à tubulação de água que foi colocada nas ruas de Paraíso no passado. O morador descobriu que existem tubulações feitas com cano de amianto em Paraíso.

De acordo com publicações de especialistas, a inalação do amianto é considerada extremamente nociva à saúde, causando diversos tipos de doenças pulmonares. Acredita-se que as fibras de amianto são responsáveis pelo aumento do risco de câncer de pulmão, entre outras doenças.

No caso de Paraíso, as tubulações de amianto encontradas na Avenida Santos Dumont já estavam se deteriorando, o que presume que a água levada até as residências da cidade possa estar contaminada com o produto.

Cientificamente, é comprovado que o problema se dá na inalação do amianto. As fibras do pó do amianto, segundo a ciência, estimulam mutações celulares dentro do organismo, originando tumores que podem causar o câncer, especialmente o mesotelioma.

As partículas do amianto, uma vez inaladas, nunca mais se libertam do organismo. Exatamente por este motivo, que as indústrias brasileiras deixaram de produzir caixas d’água de amianto. 

No entanto, em Paraíso do Tocantins, centenas de residências ainda utilizam esse tipo de depósito de água.

No caso, a utilização de tubulações de amianto para distribuição da água da cidade era, até a publicação exclusiva desta reportagem, um fato desconhecido dos moradores paraisenses. 

Por ter sido encontrada no centro de Paraíso, pode se afirmar que essas tubulações fazem parte das primeiras obras de saneamento do município.

Ao descobrir as tubulações, o morador paraisense procurou a Câmara de Vereadores, através do vereador, Professor Deley Oliveira, e fez a denúncia. Juntamente com o colega Whisllan Maciel, Professor Deley foi até a Agência de Tocantinense de Regulação – ATR, para denunciar o caso. 

A denúncia em Palmas aconteceu no dia 9 de março de 2020.

Na última sexta-feira, 03, técnicos da BRK Ambiental, fizeram a troca de parte da canalização de amianto que foi denunciada pelo morador ao Vereador, na Avenida Santos Dumont. 

No entanto, não há nenhuma informação sobre quantas ruas e avenidas de Paraíso estão utilizando tubulação de amianto para abastecer, com água, as residências da cidade.

O grande desafio, a partir de agora, é detectar onde está essa canalização, quando elas foram colocadas e se a população paraisense está morrendo, ou ficando mutilada por câncer devido a esse crime, cometido no passado.

O uso do amianto já foi banido dos Estados Unidos e de quase toda a União Européia. 

No Brasil, sua utilização ainda é permitida na proteção ao fogo (em roupas de segurança), pisos, telhas, componentes de freios de automóveis, revestimentos de máquinas e alguns tipos de material plástico.

Como o excesso de câncer em Paraíso do Tocantins é um tema que vem sendo abordado por este Portal frequentemente, e sempre deixado de lado pelas autoridades, a partir de agora cabe à população exigir uma explicação para saber se a tubulação de amianto instalada no centro da cidade é, realmente, a causa do problema.

“A nossa preocupação é saber se Paraíso tem mais ruas com tubulação de amianto. Foi isso que pedimos a ATR, para que a BRK identifique essa situação, e que os canos sejam todos substituídos” disse o vereador, professor Deley Oliveira.

A pergunta que não quer calar. Quantas cidades de Goiás e do Tocantins (antigo Goiás) têm tubulação de amianto? Seria mesmo a tubulação capaz de aumentar a incidência de câncer nas comunidades?

Com a palavra, os especialistas. 

Com texto do Portal Benício 


2 comentários:

  1. Quem escreveu o texto já deu a resposta no próprio texto. O amianto causa câncer quando ocorre a INALAÇÃO das fibras. E a inalação das fibras ocorre DURANTE O PROCESSO DE EXTRAÇÃO DO MINERAL, nas minas. Ou seja, é um problema de saúde pública que atinge quem está em contato com a extração do produto.
    Não existem evidências que telhas, caixa d'água, canos, etc (produtos que já estão prontos) tenham relação com câncer.
    Se os vereadores estudassem um pouco o mecanismo em que o asbesto causa câncer, não precisariam fazer denúncia na ATR. Na verdade não precisariam ter tomado nenhuma atitude.
    Fazer denúncia, deslocar servidores, mudar canos, burocracia, investigação, olha o gasto de dinheiro público desnecessário.
    PS. sou a favor do banimento do amianto no mundo, por causa dos males que causa em sua EXTRAÇÃO.

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  2. Excelente comentário, Eduardo. Muito obrigado.

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