sexta-feira, 17 de abril de 2020

"Gripezinha": Urubus no céu e muita fumaça de corpos queimando. Covid-19 avança no Equador e autoridades não sabem o que fazer




Com sistemas hospitalar e funerário em colapso, corpos são deixados nas ruas no Equador. 

Acima, vídeo dramático do sofrimento do povo equatoriano. No Brasil, se estourar a bomba, não será por falta de aviso e informação. 

Há um avanço descontrolado do novo coronavírus no Equador e as autoridades sanitárias do país não sabem como lidar com o alto número de mortes. 

O cenário é tão caótico que as causas dos óbitos sequer estão sendo identificadas.

“Vejo urubus no céu de Guayaquil e à tarde a fumaça dos corpos sendo queimados em um dos cemitérios da cidade. 

Agora, estou vivendo em um filme de terror, apocalíptico”, desabafou um engenheiro brasileiro que mora há décadas na cidade portuária equatoriana.

Com cerca de 2 milhões de habitantes, Guayaquil é o motor e centro econômico do Equador, mas está com as ruas desertas. 

Há duas semanas, desde que se tornou o epicentro da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no país, vem enfrentando um cenário de horror.

O clima quente da cidade costeira voltada para o Pacífico acelera o processo de putrefação. 

Os urubus, antes raramente vistos, agora rondam parte da cidade. O céu foi invadido pelo material exalado por crematórios.

“Os relatos de pessoas mortas nas ruas que vocês estão recebendo no Brasil são verdadeiros. 

O líquido dos corpos em decomposição vai sendo derramado nas ruas, infectando tudo. O mau cheiro é insuportável”, conta o brasileiro, que prefere não ter sua identidade revelada.

Guayaquil tem 4 mil pacientes com Covid-19 e hospitais superlotados antes mesmo de atingir o pico no número de infectados. 

Há relatos de famílias que não conseguem localizar parentes que estavam internados e morreram.

Como os sistemas de saúde e funerário entraram em colapso, cadáveres demoram a ser recolhidos. 

Há corpos abandonados por famílias em vias públicas. Estão à espera da força-tarefa composta por militares e policiais militares criada pelo governo de Lenín Moreno.

A prefeita Cynthia Viteri afirmou à agência AFP que “não há espaço nem para vivos, nem para mortos” nos hospitais e cemitérios da cidade. 

Com informações da AFP e BBC




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