domingo, 5 de abril de 2020

Pagando para ver: Decreto Municipal autoriza reabertura do comércio em Barreiras (BA). O retorno às aulas está previsto para daqui a 15 dias


O prefeito de Barreiras, Oeste da Bahia, 
Zito Barbosa, baixou, na tarde deste domingo (05), o decreto de nº 64 - publicado no Diário Oficial.

O documento da prefeitura autoriza a reabertura do comércio no município e a volta da circulação dos transportes públicos em geral.

Mesmo com a liberação, algumas ressalvas estão discriminadas no Decreto, tais o distanciamento social, que restringe a circulação, visitas e reuniões presenciais ao estritamente necessário. 


O transporte público não pode exceder a capacidade de passageiros sentados, dentre outras observações.

O retorno das aulas das redes pública e privada de ensino se dará após o dia 17 de abril de 2020.


A cidade já registrou um caso da Covid-19. 

Segundo estimativa do IBGE, Barreiras possui 157 638 habitantes. 

Foi categorizada pelo sistema de hierarquia urbana como capital regional polarizando e influenciando mais de 40 municípios da Bahia, Piauí, Goiás e Tocantins. 

É o décimo primeiro município mais populoso da Bahia e o primeiro do oeste do estado. E está entre os 20 municípios mais populosos do interior do Nordeste. 

A sua população flutuante ultrapassa os 600 mil habitantes, justamente por sua localização privilegiada e sua infraestrutura de polo econômico regional. 

Registrado primeiro caso suspeito de coronavírus em São Domingos (GO). Paciente está entubado e respira com auxílio de aparelho



Apesar das medidas de isolamento e restritivas adotas por todas as cidades do Nordeste Goiano, devido à pandemia do coronavírus, casos suspeitos estão aparecendo.


Muitos já foram descartados e vários outros aguardam os resultados dos exames, em várias cidades.

São Domingos, que ainda não havia registrado caso suspeito, agora investiga um possível o primeiro caso de coronavírus.

O suspeito está internado, entubado e respira com auxílio de aparelho.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o material do paciente  já foi coletado e enviado para Goiânia. Agora espera-se o resultado.

O suspeito está em isolamento e em um quarto pré-UTI montado para atender pacientes como suspeita de coronavírus, na cidade.

São Domingos conta com uma população estimada em 10.996 habitantes, de acordo com o censo 2010.

Apesar de muitos casos da Covid-19 estarem pipocando nas cidades do interior, muito agente ainda não acredita na letalidade da doença e na agressividade de sua propagação. 

Ou por questões políticas, ligadas à direita e ao conservadorismo, ou por pura ignorância. 

Espero que todos nós entejamos errados na previsão de que haverá milhares de mortos em Goiás, principalmente de idosos. 

Esta semana, segundo o Ministério da Saúde, será um das mais duras.

Com informações de Antônio Carlos  

Coronavírus: especialista prevê “dias muito duros” nas próximas 20 semanas


Diplomatas estrangeiros baseados em Brasília reagiram com muita preocupação à notícia, divulgada sábado (4) pelo Ministério da Saúde, de que em apenas 24 horas aumentou em 20% o total de mortes por covid-19 oficialmente registradas no Brasil. 

Até ontem eram 10.278 casos confirmados e 432 óbitos. Isso significa mais do que o dobro do número de vítimas fatais do acidente da TAM ocorrido em São Paulo, em julho de 2007. Foi um dos maiores desastres da história da aviação brasileira e nele morreram 199 pessoas.

Neste domingo (5), os números atualizados indicam 11.130 casos confirmados e 486 mortes no país.

Mais que o número, porém, representantes de governos estrangeiros se assustaram com o índice de crescimento por dia. Se ele persistir, o total de mortes passará de 1 mil em cinco dias e de 2,2 mil em somente dez dias. As preocupações de representantes de governos aliados, que podem levar várias nações a fechar os voos do e para o Brasil, são compartilhadas pela comunidade científica.

O fato é que a pandemia no país passou da fase inicial, de transmissão dita “localizada”. Ela ocorre quando é possível identificar como a pessoa foi infectada pelo novo coronavírus e até de quem pegou. Nessa primeira etapa, as vítimas eram geralmente brasileiros e brasileiras de bom padrão econômico e social, que haviam viajado recentemente ao exterior.

Os estados mais vulneráveis no momento à rápida expansão da covid-19 – Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Amazonas e Distrito Federal, segundo o próprio Ministério da Saúde – possuem alta concentração aeroportuária e recebem grandes quantidades de passageiros vindos do exterior, em especial dos Estados Unidos e da Europa, áreas muito afetadas pela pandemia.

Agora, estamos assistindo à “transmissão comunitária”, fase na qual é impossível identificar como a pessoa foi infectada e em que o vírus se propaga entre moradores de uma mesma cidade ou local, mesmo que eles não viajado.

Para o diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José Davi Urbaez, o Brasil não dispõe mais do tempo que teve para observar e aprender com os exemplos de outras nações, preparando-se adequadamente para enfrentar a doença. Agora, diz ele, o mais importante é garantir que a propagação do vírus ocorra de forma mais lenta.

De acordo com o médico infectologista, ainda não é possível fazer previsões sobre o tempo de duração do surto no país. “Estamos trocando o pneu de um carro com ele andando”, enfatizou. De qualquer forma, o especialista acredita que o Brasil entrará, nas próximas duas ou três semanas, em uma fase mais intensa de disseminação do vírus.

“Provavelmente as 20 semanas na frente vão requerer de você, de mim, de todos, estrutura que a gente nunca teve. Serão dias muito duros, de muitos pacientes”, acrescentou.

Aspectos estruturais e conjunturais

As epidemias decorrentes de doenças virais seguem um padrão da matemática chamado de função exponencial. Essa função se manifesta em exemplos práticos do dia a dia, desde fenômenos naturais até modelos econômicos de juros.

A diferença é que, no caso das epidemias, as variáveis não são controláveis. O professor de matemática Ricardo Suzuki explica que ainda não se sabe qual é o fator multiplicativo da infecção por coronavírus. Portanto, não se sabe qual será a ordem de crescimento da doença.

Inicialmente, estimou-se, a partir sobretudo da experiência da China, que cada pessoa infectada poderia transmitir diretamente o vírus para outras duas ou três pessoas. Pesquisadores consideram tal estimativa pequena para países como o Brasil. 

Primeiro, por algumas de nossas características estruturais, tais como: a precariedade dos serviços de saúde para atender a demanda mesmo em tempos normais; o grande número de idosos; o hábito cultural do carinho, do abraço e do “cheiro”; e o imenso contingente da população que vive amontoado em favelas e casas superpovoadas.

Tudo isso pode facilitar a disseminação. Há ainda os aspectos conjunturais, associados principalmente à qualidade da intervenção governamental. 

É aqui que o Brasil mais se complica em razão das sucessivas tentativas do presidente Jair Bolsonaro de minimizar o problema, deslegitimar o ministro da Saúde e suas ações e de dispersar esforços – ora atacando governadores, ora atacando a mídia, em vez de unir a sociedade contra o coronavírus.

O diretor da Sociedade de Infectologia do DF classifica o comportamento de Bolsonaro de “antipatriótico, criminoso e absolutamente irresponsável”. Segundo ele, há milhares de pessoas que podem seguir a opinião de um líder e ignorar os fatos por medo de encarar a realidade.

Crescimento exponencial

Para entender o que é crescimento exponencial, imagine uma pessoa infectada e admitamos que ela pode transmitir o vírus para apenas outras três pessoas. 

Consideremos que isso ocorreu quando o país funcionava normalmente , época em que Bolsonaro e alguns de seus seguidores qualificavam de “comunista” quem seguia a prescrição de quarentena, feita pelos especialistas quase à unanimidade. Assim, teríamos:

1º dia - 1 pessoa infecta 3 = 1 x 3 = 3 pessoas infectadas
2º dia - 3 pessoas infectam cada uma 3 = 3 x3 = 9 pessoas infectadas
3º dia - 9 x 3 = 27 pessoas infectadas
4º dia - 27 x 3 = 81 pessoas infectadas
5º dia - 81 x 3 = 243 pessoas infectadas
6º dia - 243 x 3 = 729 pessoas infectadas
7º dia - 729 x 3 = 2.187 pessoas infectadas

Embora bastante simples, o exemplo acima mostra que somente uma pessoa, caso não cumpra as recomendações médicas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, pode levar à infecção de mais de 2 mil pessoas no intervalo de uma semana. É o que se denomina crescimento exponencial.

Cientistas brasileiros observam que a curva de evolução do covid-19 foi pouco acentuada nos primeiros dias, mas adquiriu inclinação muito alta ao longo do tempo. 

O gráfico abaixo mostra que a atual pandemia cresce bem mais rápido do que outras duas doenças virais, causadas pelos vírus H1N1 (a chamada gripe suína) e Sars (que é o “velho” coronavírus, causador da gripe comum):

As infecções por covid-19 expandem de maneira muito acelerada por causa do grande potencial de disseminação do vírus no ambiente nacional, devido às condições estruturais e conjunturais mencionadas. Achatar a curva é o principal objetivo das ações de saúde.

 “O problema é que para manter a curva achatada dá um trabalho danado e, se você perder o controle dela depois, dificilmente você volta ao mesmo patamar”, explica o matemático.

“A gente tem que torcer para que essa crise demore mais a passar. Se a crise passar rápido, matematicamente falando isso significa que muita gente vai ficar sem atendimento e, consequentemente, mais gente vai morrer”, completa Ricardo Suzuki.
Subnotificação

Suzuki explica que a construção de gráficos para acompanhamento da doença ao longo do tempo depende da testagem de casos. 

As autoridades federais já admitiram que há uma subnotificação no país devido à falta de testes. Em alguns casos, faltam às secretarias estaduais e municipais de saúde os insumos necessários para fazer a testagem de todos os casos suspeitos.

Esse dado, inclusive, parou de ser divulgado pelo Ministério da Saúde em março. Agora, não é possível ter acesso ao número de pacientes suspeitos, mas somente aos casos confirmados e ao total de óbitos registrados.

A estratégia para manejo da epidemia na Coreia do Sul, por exemplo, foi de testagem ampla, com isolamento apenas dos infectados. A ideia no país foi fazer a identificação o mais cedo possível. 

Essa estratégia, porém, exige uma capacidade de testagem que nenhum outro país possui. A Coreia do Sul só foi capaz de adotar esse procedimento porque enfrentou uma grave crise em 2012 com a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) e está utilizando agora o que montado para combate àquela doença.

A precariedade no sistema de testagem brasileiro pode ser contornada por outras medições, como o número de respiradores mecânicos que estão sendo demandados e a quantidade de leitos utilizados, afirma o médico infectologista José Davi Urbaez.

Até a semana 13, houve incremento de 230% em 2020 nas hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em relação ao mesmo período de 2019. Na última semana, foram 8.048 hospitalizações, enquanto no mesmo momento do ano passado foram registradas 1.123.

“Não há nenhuma dúvida de que não é uma gripezinha e não há nenhuma dúvida de que está acontecendo um problema grave”, disse o médico.
Isolamento social

O mecanismo de isolamento social pode permitir que a doença se manifeste de forma mais branda, alertam o médico e o matemático, exatamente porque adiam a marcha de evolução das infecções.

De acordo com Suzuki, os dados de outros países não deixam dúvidas de que o isolamento é uma forma eficaz de contenção.

“Com certeza absoluta ainda não chegamos nem perto do pico de contaminação”, garantiu. Por essa razão, ele defende que sejam mantidas as medidas de isolamento social. “Controles mais rigorosos são vitais para um crescimento menos acelerado da curva”, advertiu.

Fonte: Consultor Jurídico 

Música de Dia: Saga de um Vaqueiro, com Mastruz com Leite


sábado, 4 de abril de 2020

Ponte restaurada por fazendeiro


A rodovia estadual, de terra, que liga o Distrito de Pouso Alto, município de Campos Belos (GO), à Bahia sofre décadas de abandono. 

Cansado de esperar o Poder Público, produtores rurais meteram a mão na massa e resolveram restaurar diversas pontes.

As obras são tocadas e custeadas pela Fazenda Guarani, do produtor Belmiro Catelan. 

Ele também possui propriedades em São Desidério (BA) e precisa diariamente trafegar pela rodovia.

Chegou ao Sudeste do Tocantins: Dianópolis tem o primeiro caso de covid-19 confirmado


A Prefeitura de Dianópolis comunicou, no final da manhã deste sábado, 4, que o município teve a confirmação do primeiro caso positivo para covid-19. 


A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), assegura a gestão municipal. 

Com este caso, sobe para 14 o número de confirmados no Tocantins.

O caso foi notificado como suspeito na cidade, no qual em seguida a pessoa procurou a realização do teste em clínica particular, testando positivo para o vírus. 

O município não passou mais dados do paciente.

A Prefeitura informou que até o momento foram notificados 22 casos no município, sendo 6 destes já descartados por exame ou fim de período de contágio, 15 em análise e, agora, um confirmado. 

“Todos os casos notificados como suspeitos são repassados a SES, seguindo os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde” ponderou a gestão de Dianópolis.

O prefeito, Padre Gleibson, pediu para que a população permaneça em casa, mantendo as restrições de aglomeração, com o objetivo de prevenção e proliferação do vírus, adotando as orientações repassadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Casos no Tocantins

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) havia informado nesta sexta-feira, 3, que em Palmas foi confirmado mais um caso de Covid-19. 

 Com o positivo de Dianópolis, o Tocantins já confirmou 14 casos do novo coronavírus, sendo 10 deles em Palmas e três em Araguaína, além do primeiro caso no município dianopolino.

O Estado conta agora com uma nova plataforma, onde todos podem acompanhar os números pelo link: http://coronavirus.to.gov.br.

Com informações do T1Notícias

Justiça autoriza preso a ficar em casa durante pandemia do novo coronavírus, em Paranã (TO)


Um idoso de 66 anos que cumpre regime fechado na Cadeia Pública de Paranã (TO) passará a cumprir a pena em prisão domiciliar enquanto estiverem em vigor as medidas de prevenção ao novo coronavírus.

A decisão judicial foi expedida nesta quinta-feira (2) após pedido formulado pela Defensoria Pública do Tocantins (DPE-TO). 


O órgão disse que o intuito é resguardar a vida do idoso, já que ele está no grupo de risco e o ambiente carcerário é de aglomeração de pessoas. A DPE não informou qual crime ele teria cometido.

No pedido de revogação da prisão preventiva, o defensor público Magnus Kelly Lourenço de Medeiros defendeu a necessidade de prisão domiciliar porque o preso também possui problemas de saúde e não pode ser tratado dentro do estabelecimento carcerário.

Conforme documentação médica comprovada, o detento possui quadro clínico de diabetes, necessitando de cuidados médicos frequentes. “Por esse motivo, o assistido deve estar em quarentena com o isolamento social que a gravidade do caso requer”, argumentou o defensor público.

O pedido cita a Recomendação nº 66/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do último dia 17, que orienta, entre outros apontamentos, que os magistrados concedam prisão domiciliar para grupos mais vulneráveis e cujo quadro de saúde pode agravar-se com o contágio da covid-19.

Direito garantido

De acordo com o Defensor Público, a garantia da saúde das pessoas que têm a liberdade privada é fundamental para a manutenção da saúde coletiva, já que um cenário de contaminação em grande escala nos sistemas prisional e socioeducativo produziria impactos significativos para a segurança e a saúde pública de toda a população, extrapolando os limites internos dos estabelecimentos, conforme detalhado pela normativa do CNJ.

Conforme a Defensoria, o preso foi condenado a cumprir sua pena em regime fechado, porém, o processo ainda encontra-se pendente do julgamento de Recurso de Apelação.

O pedido de revogação de prisão preventiva atendido nesta quinta-feira (2) foi feito no dia 27 de março à Vara Criminal da Comarca de Paranã.

Fonte: DPE

Polícia prende homem suspeito de furto de gado, crime contra a fauna e violência doméstica no Tocantins


Um homem foi preso em Conceição do Tocantins, no sul do estado, suspeito de furto de gado, crime ambiental contra a fauna, posse ilegal de arma de fogo e violência doméstica. 

O caso foi registrado nesta sexta-feira (3).

A Polícia Civil disse que após ser informada de um furto de gado na região, foi até a zona rural do município fazer buscas na tentativa de encontrar o criminoso. 

No local, os policiais descobriram onde o suspeito poderia estar.

Eles foram até a casa do homem e encontraram restos de carne bovina. Segundo a Polícia Civil, ele confessou que os pedaços de carne eram do gado que ele havia furtado.


Também foram localizados na residência restos de animais silvestres, ferramentas para caça ilegal de animais, duas armas de fogo e várias munições. A mulher do suspeito estava no local e disse aos policiais que estava sendo ameaçada por ele.

O suspeito foi preso em flagrante e levado para a Cadeia Pública de Arraias. Denúncias de crimes na região podem ser feitas pelo telefone (63)3381-1396.

Com informações do G1

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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Coronavírus chega a pequenas cidades do Nordeste, que temem colapso





A praça está vazia, a igrejinha fechada e são raras as pessoas que se arriscam a sair nas ruas do povoado Melancia, zona rural de Nova Soure (240 km de Salvador).

A 16 km da sede, o povoado, que tem cerca de mil habitantes que vivem da agricultura de subsistência e da criação de ovinos, registrou seu primeiro caso do novo coronavírus há dez dias.

"Depois que essa doença chegou, tudo ficou mais difícil. Parece que nosso povoado foi condenado ao fogo dos infernos”, disse o agricultor Alfredo Moreira, 68, que trancafiou-se dentro de casa.


A chegada da pandemia às pequenas cidades do interior de estados do Nordeste resultou em um novo desafio para prefeituras que já lidam com falta de renda e um sistema de saúde precário.

Só na Bahia, há casos registrados em 15 cidades com menos de 50 mil habitantes. Em geral, são municípios sem respiradores e leitos de UTI e que são ligados aos grandes centros por estradas esburacadas.

Em Nova Soure, a doença chegou com a médica do posto de saúde do povoado de Melancia, que mora em Salvador e atendeu 56 pacientes quando já estava infectada. 

A prefeitura monitora 75 casos suspeitos e mantém em quarentena outras 423 pessoas que vieram de áreas com registros da doença —incluindo o prefeito, Cássio de Souza Andrade.

Moradora do povoado Melancia, a professora Andreia Nunes, 44, testou positivo para o novo coronavírus. Sua principal preocupação, conta, tem sido evitar o contágio do marido, de 62 anos, e a mãe, de 87 anos. Ambos são considerados grupos de risco e moram na mesma casa.

“Fico com um pouco de medo porque moramos em uma região com pouca estrutura”, diz Andreia, que nos últimos dias teve febre e tosse seca, mas não sentiu falta de ar.

Nova Soure tem dez unidades básicas de saúde e um pequeno hospital, mas sem leitos de UTI. Com a pandemia, a prefeitura comprou dois respiradores e começou a implantar salas de estabilização.

“Nosso hospital foi construído há 40 anos e tem uma estrutura inadequada. Vamos trabalhar para estabilizar os pacientes mais graves até que apareça um leito em uma cidade maior”, explica o secretário municipal de Saúde Ernesto Júnior.

A situação não é diferente em outras cidades do Nordeste que começam a registrar casos do novo coronavírus, inclusive nas cidades de médio porte.

Em Paulo Afonso, cidade baiana de 117 mil habitantes que fica na fronteira com Alagoas e Sergipe, não há leitos de UTI. 

Com a crise, a prefeitura corre adaptar leitos de UTI com respiradores em uma Unidade de Pronto Atendimento que ainda não havia sido inaugurada.

"Estamos correndo contra o tempo para instalar esses leitos e garantir uma estrutura mínima para Paulo Afonso e outras nove cidades vizinhas que dependem da nossa rede", afirma o secretário municipal de saúde Ghiarone Santiago de Melo.

Paraíba

Na Paraíba, um empresário de 36 anos, dono de uma rede de farmácia, precisou viajar quatro horas numa ambulância entre Patos, cidade com 107 mil habitantes do sertão, e um hospital de referência da Covid-19 em João Pessoa.

Após apresentar um quadro de tosse, no dia 25 de março, ele foi inicialmente para uma unidade particular em Patos. Um dia depois, devido à complexidade do caso, precisou ser encaminhado para João Pessoa. Após ter sido entubado, o paciente, com histórico de diabetes, morreu no dia 31 de março.

Foram registrados ainda outros dois casos da doença no sertão paraibano. Um em Sousa, cidade com 60 mil habitantes, distante mais de 430 km de João Pessoa, e outro na vizinha Igaracy, com população de pouco mais de 6.000 pessoas. Os dois pacientes estão em isolamento domiciliar.

Na 6ª região de Saúde da Paraíba, que engloba 24 municípios do sertão, grande parte deles sem a mínima estrutura hospitalar, o hospital regional Janduir Carneiro, em Patos, recebe os doentes da região. Há apenas seis leitos de UTI.

Pernambuco
Em Pernambuco, a doença também já chegou ao sertão. Um caso foi registrado em Ipubi, cidade com pouco mais de 30 mil habitantes, distante 581 km da capital pernambucana. O paciente, com quadro estável, foi encaminhado para a cidade vizinha de Ouricuri, onde só existem leitos de UTI privados.

Ele não precisou ser levado ao Recife porque o quadro de saúde é estável e, até o momento, não houve necessidade de cuidados de terapia intensiva.

Neison Freire, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, entidade ligada ao Ministério da Educação e integra um time que faz mapeamento dos casos em Pernambuco, diz que o sistema não foi dimensionado para uma pandemia.

O pesquisador diz que é importante construir hospitais de campanha em áreas estratégicas do interior para agilizar o atendimento aos pacientes e não sobrecarregar as capitais, onde há maior número de infectados.

“O avanço da doença expõe a vulnerabilidade das regiões mais pobres e sem estrutura. 

Imagine uma pessoa com febre, dor no corpo, e ainda ter que percorrer, em alguns casos, 15 horas para chegar a um hospital da capital”, fala.Nesta quarta-feira (2), o governo de Pernambuco anunciou a abertura de dez leitos em Petrolina, no sertão, dedicados à Covid-19. Um hospital de campanha com cem leitos será montado em Serra Talhada, a 430 km do Recife.

Além do impacto no sistema de saúde, o isolamento social trouxe um forte impacto para o comércio das pequenas cidades, com o fechamento de lojas e, principalmente, a proibição de feiras livres. 

O cenário fez com que a economia das cidades se tornasse ainda mais dependentes de aposentadorias e programas de transferência de renda.

Festa de São João cancelada 

O possível cancelamento das festas de São João deve completar o baque, já a festa é a segunda principal data do comércio nas cidades nordestinas. Cidades como Conde (PB), Conceição do Almeida (BA), Petrolina (PE) e Monteiro (PE) já anunciaram o cancelamento da festa.

As prefeituras ainda tem como desafio é fazer com que os moradores respeitem a quarentena e fiquem em suas casas. Em Nova Soure, na Bahia, agentes da prefeitura orientavam a formação de filas na entrada dos bancos lotéricas, açougues e mercadinhos.

Em geral, os moradores respeitavam às orientações da prefeitura. Mas havia exceções: na quarta-feira (1º), cinco pessoas estavam sentadas juntas debulhando feijão de corda para vender. Um jovem cumprimentou o amigo com um aperto de mão e ainda fez troça: “Comigo não tem esse negócio de bater cotovelo. Meu escudo é aquele lá de cima, é Deus”.

Ao contrário das recomendações das autoridades sanitárias, havia um grande número de pessoas, incluindo idosos, nas ruas e praças da cidade. 

Muitos deles são funcionários ou proprietários dos estabelecimentos comerciais que estavam abertos.Sem poder armar sua barraca na feira, onde vende mingau, Luís Vicente de Oliveira, 60, conseguiu um trabalho temporário em um açougue: “Se pudesse, não saía. Mas tenho que sustentar minha família”, afirma Oliveira, que trabalha até o meio dia e passa o restante do dia em casa.

O vendedor de fumo de rolo Pedro dos Santos, 39, não montou sua barraca, mas tentava vender seu produto no boca a boca. Atualmente, sua única renda é R$ 180 que recebe do Bolsa-família.

No povoado de Melancia, mesmo com casos registrados, os moradores evitam as ruas, mas tem ido diariamente para suas roças. Também evitam ir à sede do município, onde ficaram estigmatizados por viverem em uma área com casos confirmados da doença.

Pessoas vindas de outras cidades também não sem bem-vindas em Nova Soure. Uma mulher sobressaltou ao ver o carro da reportagem placa da capital baiana. “Vocês são de Salvador? Deus me livre, se saiam”. E entrou em casa.

Temem pelo presente e também pelo futuro. Diz o agricultor José Tomás de Aquino, 69: “Isso é uma doença triste, pior que guerra mundial. Se sobreviver a essa, vou vender meu gado e aproveitar o dinheiro enquanto tiver vida”.

Fonte e texto: Jornal Folha de São Paulo 

Após quarentena, Tocantins não registra novos casos de Covid-19 desde a última terça-feira


O Tocantins continua com 12 casos confirmados de Covid-19 desde a última terça-feira, 31. 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou o Boletim Epidemiológico atualizado na noite desta quinta-feira, 2. 

Segundo a secretaria, o Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen/TO), realizou 35 exames para Covid-19 com todos os resultados negativos. 

Dentre os casos confirmados, nove estão em Palmas e três em Araguaína.

O último caso confirmado é de uma paciente de 50 anos que apresentou febre, tosse seca e coriza há 12 dias de Araguaína. 

A mulher informou a Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína que pasta que ficou em isolamento domiciliar e teve contato com familiares nesse período, entre eles o esposo e o filho, que são caminhoneiros e estão em viagem.

A pasta informou que um dos exames, das 10 amostras encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, retornou negativo. 

O Instituto não deu previsão de quando sairão os resultados dos demais testes enviados. Atualmente, existem 13 mil exames para serem realizados no Instituto.

Palmas

De acordo com Boletim Epidemiológico divulgado nesta quinta, pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE-Palmas Covid-19), Palmas manteve nove diagnósticos positivos do coronavíris, descartou 144 e notificou 614 casos com síndromes gripais.

Seguindo orientações do Ministério da Saúde, todas as pessoas atendidas que apresentam sintomas de gripe passaram a figurar na ficha de notificações do Município como casos suspeitos de coronavírus.

Com informações do Jornal do Tocantins 

Brasileiros em Portugal e Espanha se mobilizam para encontrar parentes de mulher vítima da Covid-19. Ela seria de Teresina de Goiás


Moradores de Lisboa e outras cidades de Portugal procuraram o Blog, nesta tarde, para anunciar a morte de uma brasileira na Espanha. 


A informação diz que a senhora da imagem, cujo nome ainda não foi identificado, teria morrido no Hospital de Vallbron, em Barcelona.

Ela seria moradora de Teresina de Goiás e moradores de Portugal e Espanha estão se mobilizando para encontrar os parentes dela em Goiás, para um possível translado do corpo. 


Ainda segundo as informações, ela teria 65 anos e sido mais uma vítima da Covid-19, na Espanha. 

Cerca de 10 mil pessoas já perderam a vida naquele país, vítima da pandemia.

Paróquia de Campos Belos faz campanha solidária e arrecada doações para flagelados do coronavirus; Assista ao convite


Goiânia tem primeira morte por coronavírus; casos em Goiás sobem para 88


A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou nesta sexta-feira (3) a primeira morte por Covid-19 em Goiânia, a segunda em Goiás. 

O perfil do paciente não foi divulgado. A primeira vítima havia sido uma mulher de 66 anos, com residência em Luziânia.

De acordo com o boletim, há 88 casos confirmados de Covid-19 no estado, um acréscimo de 15 em relação a quinta-feira (2). 

Existem ainda 2.198 casos suspeitos em investigação, enquanto outros 961 foram descartados.

Os casos confirmados estão assim distribuídos: 

Goiânia (50), 
Rio Verde (7), 
Valparaíso de Goiás (5), 
Anápolis (4), 
Aparecida de Goiânia (4), 
Itumbiara (2), 
Jataí (2), 
Águas Lindas de Goiás (1), 
Bom Jesus de Goiás (1), 
Campestre (1), 
Catalão (1), 
Cidade Ocidental (1), 
Goianésia (1), 
Luziânia (1), 
Nova Veneza (1), 
Paranaiguara (1), 
São Luís dos Montes Belos (1), 
Senador Canedo (1), 
Silvânia (1) e 
Trindade (1). 

Há um caso que aguarda atualização da ficha para definir a cidade de residência.

Há oito casos confirmados internados. 

Destes, um está na rede pública e sete estão na rede privada. Há ainda 95 casos em investigação que encontram-se internados; destes, 29 estão na rede pública e 66 na rede privada.

Existem ainda quatro mortes em investigação: uma em Araçu, uma em Bonfinópolis, uma em Goiânia e uma em Mineiros.

 Já foram descartados oito óbitos, sendo um em Águas Lindas de Goiás, três em Goiânia, um em Inhumas, um em São Luís de Montes Belos, um em Senador Canedo e um em Valparaíso de Goiás.

Com informações do Governo 

Novo decreto do governo libera escritórios, feiras, cartórios e atividades administrativas em instituições de ensino


Por meio do suplemento do Diário Oficial desta sexta-feira (3), o governador Ronaldo Caiado (DEM) ampliou, por decreto, a possibilidade de funcionamento de alguns estabelecimentos . 

A medida considera a transmissão comunitária do novo coronavírus (Covid-19) e segue até 19 de abril.

🚫 todos os eventos públicos e privados de quaisquer natureza;

🚫visitação a presídios e a centros de detenção para menores;

🚫 visitação a pacientes internados com diagnóstico de coronavírus, ressalvados os casos de necessidade de acompanhamento a crianças;

🚫atividades em feiras, inclusive feiras livres, exceto de hortifrutigranjeiros, vedado o funcionamento de restaurante e praças de alimentação, consumo de produtos no local e a disponibilização de mesas e cadeiras para os frequentadores;

🚫 toda e qualquer atividade comercial, industrial e de prestação de serviços, considerada de natureza privada e não essencial à manutenção da vida;

🚫 todas as atividades em cinemas, clubes, academias, bares, restaurantes, boates, teatros, casas de espetáculos e clínicas de estética;

🚫 toda e qualquer atividade de circulação de mercadorias e prestação de serviços, em estabelecimento comercial aberto ao público, considerada de natureza privada e não essencial à manutenção da vida;

🚫 atividades de saúde bucal/odontológica, pública e privada, exceto aquelas relacionadas ao atendimento de urgências e emergências;

🚫ingresso e circulação, no território do Estado de Goiás, de transporte interestadual de passageiros, público e privado, incluindo por aplicativos, proveniente de Estado ou com passagem por estado em que foi confirmado o contágio pelo coronavírus ou decretada situação de emergência;

🚫 operação aeroviária com origem, escala ou conexão em estados e países com circulação confirmada do coronavírus ou situação de emergência decretada;

🚫entrada de novos hóspedes no setor hoteleiro e alojamentos semelhantes, alojamentos turísticos e outros de curta estadia;

🚫reuniões e eventos religiosos, filosóficos, sociais e/ou associativos.


✅✅ estão autorizados, apenas:


✅ estabelecimentos de saúde relacionados a atendimento de urgência e emergência, unidades de psicologia e psiquiatria, unidades de hematologia e hemoterapia, unidades de oncologia, neurocirurgia, cardiologia e neurologia intervencionista, pré-natal, unidade de terapia renal substitutiva, farmácias, clínicas de vacinação, além de laboratórios de análises clínicas;

✅cemitérios e funerárias;

✅distribuidores e revendedores de gás, postos de combustíveis, supermercados e congêneres;

✅hospitais veterinários e clínicas veterinárias, incluindo os estabelecimentos comerciais de fornecimento de insumos e gêneros alimentícios;

✅ estabelecimentos comerciais que atuem na venda de produtos

agropecuários;

✅ agências bancárias;

✅ produtores e/ou fornecedores de bens ou de serviços essenciais

à saúde, à higiene e à alimentação;

✅ estabelecimentos industriais de fornecimento de insumos/

produtos e prestação de serviços essenciais à manutenção da

saúde ou da vida humana e animal;

✅ obras da construção civil relacionadas a energia elétrica, saneamento básico, hospitalares, penitenciárias, obras do sistema sócio educativo, obras de infraestrutura do poder público e aquelas de interesse social, bem como os estabelecimentos comerciais e industriais que lhes forneçam os respectivos insumos;

✅ serviços de call center restritos à área de segurança, alimentação,

saúde, telecomunicações e de utilidade pública;

✅ empresas que atuam como veículo de comunicação;

✅ segurança privada;

✅ empresas do sistema de transporte coletivo e privado, incluindo

as empresas de aplicativos e transportadoras;

✅ empresas de saneamento, energia elétrica e telecomunicações;

✅ desde que situados às margens de rodovias:

borracharias, oficinas, restaurantes e lanchonetes instalados em postos de combustíveis;

✅oficinas mecânicas e borracharias em regime de revezamento a ser estabelecido pelos municípios do Estado;

✅ a hospedagem de todos aqueles que atuem na prestação de serviços públicos ou atividades privadas consideradas essenciais;

✅ autopeças;

✅ estabelecimentos que estejam produzindo exclusivamente equipamentos e insumos para o auxílio no combate à pandemia;

✅ escritórios de profissionais liberais, vedado o atendimento presencial ao público;

✅ cartórios extrajudiciais, desde que observadas as normas editadas pela Corregedoria-geral da Justiça de Goiás;

✅ feiras livres de hortifrutigranjeiros, vedado o funcionamento de restaurante e praças de alimentação, consumo de produtos no local e a disponibilização de mesas e cadeiras;

✅ atividades administrativas das instituições de ensino públicas e privadas.

Morando na Espanha, camposbelense deseja contactar amigas da cidade




Há quase três meses recebi um telefone muito interessante, de Bilbao, país Basco -  Espanha. 


Uma brasileira, casada com um espanhol, morando fora do nosso país há cerca de 30 anos, leitora assídua do nosso blog, dizia que era de Campos Belos, estava com muitas saudades de sua terra e queria contactar antigas amigas. 

No século passado, a mãe de Dona Alaídes (Laidinha), Dona Miúda, trabalhou no antigo Hotel de "Dona Carmem", que ficava situado na Rua do Comércio, hoje Lojão São Paulo. 

Alaídes conversou com este blogueiro por mais de 40 minutos e foi descrevendo a cidade de Campos Belos - na realidade, a antiga Campos Belos que hoje está extinta - citando nomes de pessoas, muitas delas vivas, outras, infelizmente, já fora do nosso plano. 

"Meu filho, quero encontrar esse povo daí, conversar, matar saudades. Tinha muito amigos e conhecidos. Beldivar, filha de Eva; Aracy Torres Quintanilha; Marli; Antônia de Araújo; Marta filha de dona Carmem", disse dona Alaídes, quase chorando de saudades de sua terrinha.

Na oportunidade, ela deixou um telefone whatsapp para contatos (0021 34 609401147) e explicou como ligar. "Aqui o código é 0021, mais o 34 e o número de celular".


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Dados mostram acerto na quarentena em Goiás


As estatísticas da contaminação pelo Coronavírus no Brasil em comparação com o Estado de Goiás revelam que a decisão pela quarentena é acertada e tem que continuar. 

Com 73 casos confirmados e 2.546 suspeitos sob investigação, os números são bem menores.

O Estado está, hoje, na 15ª posição em comparação com as outras unidades da nação.

É compreensível a pressão dos empresários pela reabertura de algumas atividades econômicas, no entanto, não é momento de relaxar com a política de isolamento social, reclusão em casa e, adicionalmente, ampliar o estímulo para que os goianos usem máscara em todos os locais fora de casa para evitar a disseminação da contaminação.

Este é o momento mais crucial do combate ao Coronavírus, pois o Brasil está na iminência da curva mais acentuada, para cima, do número de casos com a consequente internação e aumento da gravidade dos casos.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) afirmou, mais de uma vez, que vai adotar critérios técnicos e científicos para decidir sobre a continuidade da quarentena. Neste momento, a opção mais correta é a continuidade. 

O que esta por vir, pelas cenas que são mostradas nos EUA, Itália e Espanha, atualmente, tem consequências graves no Brasil.

Um país sem respiradores. O aparelho é fundamental contra a Covid-19


Urgente: decreto de isolamento em Goiás por coronavírus deve ser prorrogado por mais 15 dias


O governador Ronaldo Caiado deve anunciar só amanhã o novo decreto com novas regras de isolamento a serem seguidas pela população para evitar a propagação do coronavírus. 

O decreto em vigor tem validade até o próximo dia 4 (sábado). 

Mas informações de bastidores já dão conta de que a quarentena deve ser prorrogada por mais 15 dias pelo governo para evitar um aumento mais acentuado da curva de infectados no Estado, que já é crescente.

A expectativa do setor empresarial é de que o novo decreto faça concessões para algumas atividades econômicas, que retornariam ao trabalho de forma controlada e gradual, seguindo normas pré-estabelecidas. 

O anúncio das novas regras será feito apenas pelo governador, mas um integrante do alto escalão do governo estadual disse agora há pouco que acredita que o decreto será mesmo prorrogado. “Caso haja concessões, elas serão bem pequenas”, prevê.

Agora à tarde, representantes do Fórum Empresarial se reuniram com o governador para tratar do assunto. 

O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, disse que Ronaldo Caiado frustrou as expectativas dos empresários, pois apenas ouviu, mas não adiantou nada sobre o novo decreto. 

“Ele disse que ainda está ouvindo todos e fazendo algumas alterações”, informou. Mas, segundo Mabel, o desespero entre a classe empresarial já é grande e os tribunais devem começar a conceder liminares permitindo que alguns setores voltem a funcionar. 

Ele adiantou que os empresários goianos já estão definindo algumas estratégias de ações, caso o governo prorrogue o decreto sem uma flexibilização.

Hoje, o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de Goiás obteve uma liminar para impedir que o governo de Goiás e a Polícia Militar proíba o funcionamento de suas empresas filiadas.

De acordo com o pedido de liminar, os escritórios de contabilidade fazem parte do rol das chamadas atividades essenciais à vida humana e, se esses estabelecimentos forem fechados, o próprio Estado será impossibilitado de arrecadar tributos para adquirir instrumentos indispensáveis à saúde.

Mabel já havia lembrado ontem que muitos empresários estão desesperados e oferecendo seus produtos e serviços aos clientes pelas redes sociais. 

Dessa forma eles estão atendendo com horário marcado e com portas fechadas, o que aumenta o risco de contaminação. 

“O pessoal vai querer abrir na marra e, depois, o governador vai culpar o setor empresarial se algo der errado. Só dividiremos a responsabilidade com ele se a reabertura ocorrer de forma controlada. Se não for assim, o governo perderá o controle”, disse.

Fonte e texto: O Popular

Auxílio de R$ 600 deve começar ser pago na semana que vem, diz Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 2, que as ações do governo para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 estão “a todo vapor” e que o pagamento já deve começar na semana que vem. 

A lei sobre o voucher foi sancionada ontem pelo presidente, mas ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

“Tá a todo vapor, semana que vem começa a pagar”, assegurou. O texto determina pagamento de R$ 600 por três meses para os trabalhadores informais, intermitentes e microempreendedores individuais poderem ficar em casa durante o pico da crise do novo coronavírus. 

O valor foi negociado com o governo justamente para permitir que quem não pode sair para trabalhar tenha uma renda. 

Ainda falta, contudo, editar uma medida provisória com previsão do crédito extra para arcar com os R$ 98 bilhões do custo total do programa.

“Eu assinei ontem (quarta-feira) a lei, estamos esperando assinar outra medida provisória por que não adianta dar um cheque sem fundo, tem que ter um crédito também”, afirmou.

Questionado se a MP seria publicada ainda hoje, Bolsonaro disse apenas “deve ser” e falou sobre a burocracia “enorme” do processo. “Uma canetada minha errada é crime de responsabilidade. 

Dá para vocês entenderem isso ou vocês querem que eu cave minha própria sepultura? Não vou dar esse prazer para vocês”, declarou para jornalistas que o ouviam na saída do Palácio da Alvorada.

A sanção do projeto anunciada pelo presidente veio acompanhada com um veto ao aumento do limite de renda para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

Sobre o assunto, Bolsonaro justificou que o Congresso não indicou a fonte dos recursos para incluir a medida.

“O que diz a lei é que tem que ter uma origem para pagar aquele recurso, para pagar aquele benefício. 

Qual a fonte? O Congresso não apresentou a fonte”, afirmou. Ele destacou que a previsão de indicar o recurso é “simples” e está na Constituição.

Fonte: Agência Estado

MPF, MPT, DPU, MP-GO e DPE-GO divulgam Nota à Sociedade em que reafirmam a necessidade do isolamento social


A recomendação é clara: FIQUEM EM CASA! 

Com essa mensagem, o Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) divulgaram, nesta quinta-feira (2), Nota à Sociedade em que reafirmam a necessidade do isolamento social para conter a rápida proliferação da covid-19. 

No exercício constitucional de defesa dos direitos sociais e da ordem jurídica, defendem a importância da manutenção das medidas de prevenção, recomendadas pela comunidade científica de saúde, para combater o novo coronavírus em Goiás.

Segundo as Instituições, com o isolamento ganha-se um precioso tempo para a preparação de estruturas de atendimento à população, com a ampliação do número de leitos de UTI, respiradores e máscaras, medidas que resultam em um tratamento de maior eficácia. 

Lembram que, paralelamente ao tratamento destinado aos infectados pelo coronavírus, há, ainda, a demanda regular emergencial de outros casos. 

Leitos de UTI destinam-se não somente ao combate à pandemia, mas também a outras diversas moléstias que demandam a rede pública e privada de saúde.

O isolamento social, recomendado como forma de retardar a disseminação do vírus, ajuda a evitar o colapso do sistema de saúde, razão pela qual as autoridades públicas orientam a população para só deixarem suas casas nos casos de real necessidade. 

Nesse sentido, deve-se evitar qualquer tipo de reunião ou aglomeração de pessoas. 

Também advertem que todos devem reforçar as medidas de higiene, pois a transmissão da doença ocorre, principalmente, pelo contato entre pessoas, por meio de secreções ou superfícies contaminadas.

Segundo a Nota, se essas medidas não forem seguidas pela população, é inevitável que os já assustadores números de infectados e de mortes pela covid-19 continuem a crescer exponencialmente no Brasil. 

É o que indicam as projeções de diversos estudos científicos nacionais e internacionais.

As instituições signatárias da nota reconhecem a preocupação daqueles que tiveram o sustento prejudicado pela quarentena, mas entendem, no entanto, que os prejuízos devem ser combatidos com intervenção estatal capaz de suprir as necessidades dos cidadãos, seja com pacotes de estímulo econômico, seja com a ampliação de políticas de renda mínima. 

Dessa forma, as decisões tomadas pelo Governo do Estado de Goiás, embasadas em evidências científicas sólidas e alicerçadas no regramento jurídico-constitucional em vigor, serão sempre objeto de atuação estratégica, sinérgica, preventiva e resolutiva.

Deixam claro, ainda, que a preservação da economia também é de fundamental importância nesse momento; todavia, ela deve caminhar junto com a preservação da vida, de modo que as medidas de retomada gradativa das atividades econômicas estejam ajustadas ao estágio da contenção da doença e após a devida estruturação do sistema de saúde, no momento em que as evidências científicas demonstrarem um nível de segurança que permita o convívio social em regras mais brandas.

Em Goiás, Conselho Estadual de Educação não descarta estender calendário para cumprir carga horária: "Aula em julho, em dezembro"


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou medida provisória (MP) que suspende a obrigatoriedade de escolas e universidades cumprirem a quantidade mínima de dias letivos no ano, que é de 200. 

No entanto, a carga horário mínima de aulas foi mantida, que é de 800.

A regulamentação é feita pelos conselhos estaduais e municipais de educação. 

O presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE) de Goiás, Flávio Roberto de Castro, diz que, para cumprir a medida, uma possibilidade é aumentar a quantidade de horas-aula por dia.

"Nós teremos que alterar o nosso calendário do ano letivo de 2020 observando que não há necessidade de cumprir 200 dias letivos, mas nós precisamos cumprir com as 800 horas. Então você vai trabalhar com mais horas-aula, talvez, por dia", afirma.

As aulas presenciais estão suspensas por conta da pandemia da covid-19. Flávio Roberto de Castro não descarta a possibilidade de estender o calendário para alcançar as 800 horas. 

"Existe a possibilidade de dar aula em julho, em dezembro. O ano letivo não vai estar conectado com o ano civil. Ninguém sabe ainda em qual momento nós poderemos voltar com as aulas presenciais. Estamos sob um regime de aulas não-presenciais", argumenta. 

Uma portaria do Ministério da Educação (MEC), publicada em 2019, já permitia que 40% da carga horária de aulas presenciais no ensino superior poderiam ser convertidas em educação a distância (EAD). 

O presidente do CEE afirma que nenhum aluno pode ser prejudicado. 

"As escolas já estão usando de todas as tecnologias e formas possíveis, de acordo com esse regime de aulas não-presenciais. Alguns usam plataformas, outros grupos de WhatsApp. 

Temos relatos de escolas, em Flores de Goiás, por exemplo, em que a diretora fez parceria com a Polícia Civil, com os órgão de saúde, e eles mesmos estão mandando as atividades para os pais, gravando aulas. A rede toda está se movimentando", conclui.

Novas reuniões entre o CEE e representantes da Educação e das instituições públicas e privadas de ensino em Goiás devem ocorrer no próximos dias para uma definição de como se dará o cumprimento da medida.

Artigo: O que é uma pandemia e porque são necessários o isolamento social e a quarentena?


Segundo o dicionário, pandemia significa enfermidade epidêmica amplamente disseminada. 

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma pandemia é a disseminação mundial de uma doença, ou seja, é quando a doença se espalha por vários países com uma transmissão contínua entre as pessoas. 

Deixamos claro aqui que uma pandemia significa doença com alta contaminação de pessoas, mas o termo não diz respeito à gravidade da doença (que pode ser pouco ou muito severa). 

É claro, no entanto, que as autoridades e órgãos competentes como a OMS levam também em consideração estes critérios.

É importante destacar que ao ser declarada uma pandemia, isso deve ser levado a sério. 

Todas as instruções dos órgãos de saúde precisam ser rigorosamente seguidas. 

No caso da COVID-19, antes mesmo de ela ser anunciada, houve um imenso trabalho de investigação e tentativa de contenção da doença por diversos setores e entidades envolvidas.

Dessa forma, os órgãos de saúde orientam os melhores cuidados a serem seguidos e, quando estes são acatados pela população, torna-se possível enfrentar a situação e passar por ela sem grandes prejuízos.

Frente a esse cenário, temos dois grupos de população: os que seguem as orientações e os que não seguem. 

Nesse momento, todos precisam seguir as recomendações. É um momento de união e cooperação, a fim de diminuir riscos e prejuízos. 

Vamos citar alguns exemplos: a pandemia de H1N1 que ocorreu em 2009.

Naquela época, foram infectadas cerca de 1 bilhão de pessoas e, em seu primeiro ano, foram centenas de milhares de mortos. 

No início do século XX também aconteceu a gripe espanhola, que tirou a vida de cerca de 50 milhões de pessoas.

Agora vamos refletir! Será que estes números não poderiam ter sido reduzidos? O que deve ter faltado para que não houvesse tantas mortes? Isso é uma coisa a se pensar, e mais do que só pensar, a ser posto em prática.

Há quem diga que a COVID-19 levará muito mais pessoas à morte e há quem ache que não. Mas, em momentos assim, não seguir as recomendações pode custar a vida de pessoas ao nosso redor. 

Portanto, a prevenção ainda é a melhor alternativa — como dizem, a situação de risco só ocorre quando falha a prevenção.

Vários países anunciaram a quarentena como uma medida de prevenção para conter a disseminação da COVID-19 — países estes de primeiro mundo e bem estruturados.

E você sabe o que significa quarentena? Ela diz respeito ao período de isolamento para que seja reduzida a transmissão de uma doença. 

A quarentena restringe a circulação, mesmo de pessoas saudáveis, mas que podem estar com a doença e ainda não sabem, ou então ainda serem assintomáticas (ou seja, que não apresentam sintomas). 

Desse modo, essa medida garante que essas pessoas não vão continuar a transmissão da doença, principalmente para as pessoas que são do grupo de risco — aquelas que apresentam maior risco de morte quando contraem a doença. 

O isolamento social separa as pessoas infectadas das que estão saudáveis para que aquela pessoa que já está com a confirmação da doença não passe para outros.

Mas quando a quarentena é recomendada? 

Deve ser colocada em prática em situações de contaminação comunitária, quando já não é mais possível identificar a origem da infecção e não se sabe quem passou para quem. 

Ela ajuda a controlar o número de casos naquela região e também auxilia no controle para redução da disseminação da doença, porque restringindo a circulação é mais difícil que o vírus seja espalhado.

Testemunhamos países de primeiro mundo que mesmo em quarentena sofreram muitas perdas. Ser otimista é ótimo, precisamos disso, mas não podemos cair na ilusão de que vamos passar por isso sem nenhum prejuízo. 

Este é um momento de parar e refletir sobre como podemos enfrentar a situação com o menor prejuízo possível a todos.

Se não seguirmos as recomendações dos órgãos de saúde, teremos muitas dificuldades para controlar esta situação. 

Portanto, cada um necessita fazer a sua parte, pois juntos somos mais fortes para enfrentarmos e logo sairmos dessa pandemia. Consequentemente, vamos retomar e reestabelecer a economia do país.

Autores:

Cristiano Caveião é coordenador do curso de Tecnologia em Gerontologia – Cuidado ao Idoso do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fabiana da Silva Prestes é professora do curso de Tecnologia em Gerontologia – Cuidado ao Idoso do Centro Universitário Internacional Uninter.

Campos Belos (GO) volta a ter movimento nas ruas. Tem gente que ainda não acredita na letalidade do vírus ou põe dinheiro acima da vida


A cidade de Campos Belos (GO) voltou a ter movimento nas ruas, após quase duas semanas de isolamento e fechamento do comércio, por decreto do governador Ronaldo Caiado.

Parece que os comerciantes têm atendido aos pedidos do presidente da República, Jair Bolsonaro, que conclamou às pessoas a voltarem a trabalhar.

Mas o pedido do presidente não encontra eco no próprio governo. 


Ele foi eleito com votos da massa produtiva e agora vive um dilema: ou acredita na letalidade do vírus ou atende aos reclames dos empresários, muitos deles a ponto de quebrar, em virtude da pandemia.

E parece que os empresários e comerciantes da cidade não estão acreditando na letalidade do coronavirus. 


A notícia do dia desta quarta-feira (2) é a de que a pandemia já começou a se espalhar pelo interior e pequenas cidades. 

Voltamos a alertar que os países que zombaram ou negligenciaram a pandemia estão pagando um preço altíssimo, tanto em perda de vidas como na paralisação total das cidades.

A Itália conta com mais de 100 mil contaminados e 12 mil mortes. Lembro que aquele país tem 60 milhões, quase um quarto do Brasil, que soma 216 milhões de brasileiros.

Outro país que zombou do vírus foi a Espanha, que chegou a fazer, no dia 8 de março, Dia da Mulher, uma manifestação com 200 mil pessoas. 25 dias depois já conta com 8 mil mortos.

O terceiro exemplo são os Estados Unidos, a maior potência do planeta. O presidente Donald Trump estava com o mesmo discurso de Bolsonaro: o país não pode parar.

Em 10 dias, o número de casos já superou a França. 


Está com 200 mil contaminados e quase 4 mil mortos. 

Não há hospitais, leitos, camas, respiradores e profissionais de saúde para tantos enfermos. O resultado é a morte.

Donald Trump jogou a toalha e agora está dando prioridade absoluta à pandemia.

O número de casos da Covid-19 no Brasil dobrou em cinco dias e chegou a 7 mil casos e 250 mortes.

E pior. Esse número oficial é de subnotificação. 


O país não consegue fazer os exames e não contabiliza os contaminados e nem as mortes. Há 12 mil exames na fila, só em São Paulo.

Estima-se que o Brasil oficialmente registrou apenas 18% dos casos. Então o país teria hoje 40 mil contaminados. 


A grande maioria deles sem apresentar qualquer sintomas e estão levando o vírus, sem saber, por onde passam. 

Em Brasília, não se anda mais sem máscara ou álcool em gel nos bolsos. E saídas apenas para emergências.

Como noticiado, os casos já atacam o interior do Brasil e as comunidades periféricas como favelas, onde estão grandes massas humanas e comunidades carentes.


Mas a grande questão mesmo é a falta de leito e até de hospitais nas pequenas cidades, ainda mais para enfrentar uma pandemia. 

Quantos respiradores o hospital de Campos Belos possui? e leitos de UTI? A mesma pergunta vale para Arraias, Monte Alegre, Combinado, São Domingos, Posse, Aurora.

Estão enxergando o tamanho da encrenca?

E se não forem tomadas ações, como o isolamento da população, as consequências serão gravíssimas?

Além das mortes, do caos, do sofrimento que estamos vendo nos outros países, a paralisação das atividades comerciais serão extremamente mais severas e os prejuízos dos empresários, comerciantes e produtores rurais, que já são grandes hoje, serão gigantescos daqui a 15 ou 30 dias. 


Para além dos empresários, existem outros milhões de brasileiros em situação muito pior: sem dinheiro e passando fome. 

São autônomos, desempregados, pedreiros, faxineiros, diaristas...

Resiliência quer dizer encontrar saídas e crescer em momentos muito difíceis. É hora de todos nós termos muita resiliência.

A ignorância dura até surgir um caso na família, depois as piadas perdem a graça e o dinheiro também.


Ainda temos escolhas; ainda temos tempo.