quinta-feira, 2 de maio de 2019

Grupo de familiares abre campanha para criar um centro de hemodiálise em Campos Belos (GO). Pacientes não suportam mais tanto sofrimento




Imagine você passar o dia inteiro com restrição de água ou qualquer outro tipo de líquido, sem poder inclusive urinar?

Isso ocorre porque os rins param de funcionar e não conseguem filtrar o sangue.

A medicina então desenvolveu um método para salvar pessoas, portadora dessa grave doença crônica.

O método se chama hemodiálise, que é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue. 

A máquina faz parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. 

Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina.

As sessões de hemodiálise são realizadas geralmente em clínicas especializadas ou hospitais. Basicamente, na hemodiálise a máquina recebe o sangue do paciente por um acesso vascular, que pode ser um cateter (tubo) ou uma fístula arteriovenosa, e depois é impulsionado por uma bomba até o filtro de diálise (dialisador). 


No dialisador o sangue é exposto à solução, através de uma membrana semipermeável que retira o líquido e as toxinas em excesso e devolve o sangue limpo para o paciente pelo acesso vascular. 

Na maioria das sessões de hemodiálise o paciente não sentirá nada, mas algumas vezes, pode ocorrer queda da pressão arterial, câimbras ou dor de cabeça. 

Por estes motivos, a sessão é sempre realizada na presença de um médico e uma equipe de enfermagem.

O tempo de cada sessão varia de acordo com o estado clínico do paciente e, em geral, é de quatro horas, três ou quatro vezes por semana. Dependendo da situação clínica do paciente, esse tempo varia de 3 a 5 horas por sessão e pode ser feita 2, 3, 4 vezes por semana ou até mesmo diariamente. 

Calvário

Imagine então você então viajar 400 km, três ou quatro vezes por semana para ir a um centro especializado em diálise?

É isso que dezenas de pacientes de Campos Belos, Monte Alegre, Arraias, Combinado, Aurora, Taguatinga, São Domingos, Divinópolis passam todo santo dia. 

É um sofrimento sem fim, não apenas para os resistentes e resilientes pacientes, mas para toda a família, que ficam sem poder fazer absolutamente nada. 

Hemodiálise em Campos Belos

Para poder aliviar e diminuir um pouco  esse sofrimento diário é que um grupo de familiares de pacientes idealizaram uma campanha de criação de um centro de hemodiálise em Campos Belos.  

O grupo que tomou a iniciativa tem procurado e apertado a prefeitura de Campos Belos, a secretária estadual de saúde, deputados estaduais, deputados federais e qualquer autoridade que possa influenciar na decisão. 

A luta é árdua e precisa-se pressionar. 

Todos sabemos da precária situação fiscal do estado de Goiás, mas a saúde pública tem que vir em primeiríssimo lugar. 

Se for preciso, deve-se tirar orçamento de outras áreas para atender esse reclame urgentíssimo. 

A Portaria nº 82, de 3 de janeiro de 2000, do Ministério da Saúde, regula a criação dos centros de Hemodiálise. 

Além das máquinas, que podem ser adquiridas pelo Estado, o documento diz que para se implantar um centro de Diálise, há necessidade de um médico nefrologista, que responde pelos procedimentos e intercorrências médicas, e  um enfermeiro, especializado em nefrologia, que responde pelos procedimentos e intercorrências de enfermagem.

Em rápido levantamento, em Campos Belos há cerca de 30 pessoas que fazem este procedimento, três vezes por semana, e precisam se deslocar até Formosa (GO) ou Goiânia. A prefeitura disponibiliza veículos, mas com o passar do tempo a rotina se torna dolorosa e insuportável. 

Os pacientes de Arraias e das outras cidades do sudeste do Tocantins têm o mesmo sofrimento e calvário. Têm de se deslocar até Palmas ou Gurupi. 

É preciso uma união e uma pressão sem precedentes de todos os integrantes  das comunidades para que a criação do Centro de Hemodiálise em Campos Belos se torne uma realidade em brevíssimo tempo.  

3 comentários:

  1. Realmente e um sonfrimento,campos belos e regioes proximas necessitam muito. Moro em Divinopolis, os de Divinopolis se deslocam 3 vezes na semana para Barreiras_Bahia. Para fazer hemodialises,e um sonfrimento! 🙏🙏🙏🙏🙏🙏

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  2. Meu Deus que isso venha ser uma realidade pois meus pais tiveram que se mudar pra Goiânia, porque meu pai faz hemodiálise 3 vezes na semana.que Deus abençoe que seja logo pois meu pai está louco pra vir embora ele chora de saudades daqui.

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  3. Eu entendo muito bem o sofrimento desses pacientes que precisam viajar essa distancia pra fazer hemodialise pois meu pai faleceu devido a não suportar viajar por 3 vezes na semana até Formosa e sofreu um AVC.

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