segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Empresa corta alimentação do Hospital de Arraias (TO), por falta de pagamento do governo. Apenas pacientes podem comer


Por Carlos Alencar, 

A situação do Hospital Regional de Arraias, sudeste do Tocantins, está cada vez mais crítica. Servidores e acompanhantes estão tendo que se alimentar em casa, porque falta comida. 

A Litucera, empresa responsável pelos serviços de limpeza e alimentação no Hospital Regional de Araguaína (HRA), ignorou uma decisão judicial e suspendeu, pela segunda vez neste mês de dezembro, o fornecimento de alimentação na unidade, deixando acompanhantes e servidores sem terem o que comer. 

O fato problema começou na terça-feira (23) e não há previsão para normalizar. 
A empresa alega falta de pagamento por parte do Governo do Estado, algo estimado em mais de 50 milhões de reais.

Que a coisa está séria e caótica no Estado, isso nós já estamos cansados de ouvir nos diversos meios de comunicação no Tocantins. 

Isso tem acontecido com todas as empresas terceirizadas, conforme estamos informando desde que a crise se instalou, há mais de seis meses.

No Hospital Regional de Arraias a situação é de dar pena. E mais, as empresas terceirizadas não estão recebendo os pagamentos referentes aos serviços prestados, isso referente não apenas a Litucera, mas ao Laboratório Santa Clara e à Recep.

Enfim, os serviços estão sendo prejudicados, paralisados e não se tem nenhuma solução de fato.

Contudo, o que nos chama a atenção desta vez é o fato de que não está faltando alimentos para pacientes.

Conforme noticiamos aqui mesmo no início do mês, a empresa, depois de mais uma reportagem nossa, deslocou dois ou três caminhões de Palmas para Arraias com alimentos variados, o que nos faz acreditar que esses alimentos não foram consumidos totalmente.

O aviso diz que a paralisação é por tempo indeterminado e que a Secretaria de Saúde tem conhecimento da situação.

O que é mais complicado nisso tudo é que, sendo o hospital de referência, seu atendimento se estende a outros sete municípios e os acompanhantes dos internos que moram nesses municípios, na maioria das vezes pessoas humildes, não possuem condições para se alimentarem fora do hospital.

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