quinta-feira, 28 de maio de 2020

Prefeitura de Arraias (TO) emite nota de pesar pela morte de "Ceará" e decreta luto de três dias




NOTA DE PESAR

Em nome da Prefeitura Municipal de Arraias, o Prefeito Antônio Wagner Barbosa Gentil e o Secretário de Obras e Desenvolvimento Urbano Ednilson Alves Ferreira, bem como todos os funcionários dessa municipalidade, solidarizam-se com a família e amigos pelo falecimento do colaborador NILSON JOSE DA SILVA.

Neste momento de dor, confraternizamo-nos com seus familiares, ratificando nosso voto de pesar pela grande perda e agradecimentos à dedicação e trabalho prestados ao Município.

Em face dessa prematura perda, a gestão, informa que a publicação do Decreto nº 062 que declara Luto Oficial por 03 (três) dias no Município de Arraias.

Porta dos Fundos: Palácio do Planalto emite "nota" sobre reunião presidencial filmada. Cuidado, há xingamentos, palavrões e muitas palavras chulas


quarta-feira, 27 de maio de 2020

Sudeco viabiliza horta e pomar comunitários em Campos Belos (GO)


A Superintendência do Desenvolvimento do Centro- Oeste (Sudeco) liberou R$ 117 mil para a viabilização do projeto Horta e Pomar Comunitários Irrigados, no município de Campos Belos (GO), idealizado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (IFGoiano).

“É o nosso papel apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento econômico e social no interior dos estados do Centro-Oeste. 

Vemos a parceria do IFGoiano como uma grande oportunidade de levarmos tecnologia e geração de renda aos agricultores familiares de Campos Belos”, ressalta o diretor de Planejamento e Avaliação (DPA) da Sudeco, João Balestra do C. Filho.

Por meio de Termo de Execução Descentralizada Nº 02/2019, o Projeto de Extensão busca favorecer diretamente 10 famílias cadastradas no programa em situação de risco social, além de agricultores familiares da região. 

O período do projeto é de um ano, com finalização prevista para o final de 2020.

Sob orientação de docentes e técnicos da área agrária do IFGoiano, a comunidade terá vários benefícios. 

Um deles deverá ser o aumento da renda das famílias participantes com a comercialização dos produtos em feiras de comercialização de produtos.

A distância de Campos Belos das capitais próximas, como Brasília, Palmas e Goiânia é um fator determinante para a criação de uma fonte de abastecimento de hortifrúti na região, uma vez que a produção de pequenos produtores locais resume-se basicamente a folhagens. 

“São comercializadas em uma pequena feira aos domingos, ou seja, quase todo tipo de verduras e frutas que são consumidas no município não são produzidas aqui e estão disponíveis no comércio local apenas dois dias na semana”, justifica o IFGoiano.

A horta e pomar comunitários estão localizados na Fazenda Escola do IFGoiano, no Campus Campos Belos (GO) e possui 18,5 alqueires de terra. 

A ação também tem como objetivo ofertar cursos de capacitação técnica de agropecuária e de formação inicial e continuada na área de projetos para potenciais produtores da região, assim como, propiciar o desenvolvimento de planos de iniciação científica para discentes do curso técnico em agropecuária.

Carros: Lojas do Nordeste promovem leilão online de automóveis com preços acessíveis no Brasil


O grupo automotivo ADTSA, que reúne concessionárias de diversas marcas na região Nordeste, em parceria com a Auto Avaliar, maior marketplace do mercado de seminovos e usados no País, vai realizar um leilão online com ofertas de veículos a preços acessíveis aos consumidores brasileiros.

O evento acontece entre os dias 27 e 29 de maio via internet, no endereço https://grupoadtsa.autoavaliar.com.br/, com dezenas de ofertas dos itens disponíveis nas lojas, incluindo modelos zero quilômetro de marcas como Renault, GM, Peugeot e Citroen, bem como automóveis seminovos e usados do estoque.

O leilão trará também os detalhes de cada oferta, com vídeos explicativos de todos os carros, justamente para que o consumidor possa visualizar, de maneira integral, os produtos oferecidos, além de poder avaliar a qualidade de cada item.

Para facilitar a negociação entre as lojas e o consumidor, o leilão conta com a plataforma da Auto Avaliar para avaliação online dos automóveis seminovos e usados ofertados na troca por outro modelo.

O sistema permite que o cliente envie pela internet as informações e fotos do carro e, na sequência, os representantes da ADTSA avaliam os dados e retornam com uma possibilidade de negociação.

Caso haja necessidade de financiamento na negociação, o consumidor preenche um formulário com os dados necessários, com toda proteção e sigilo devidos, para que a concessionária faça a análise e ofereça o crédito ao cliente.


Leilão Online de Veículos Seminovos e usados no Brasil
Data: entre 27/05 a 29/05

Link de acesso: https://grupoadtsa.autoavaliar.com.br/
Telefone: (81) 3073-3210

Sobre a Auto Avaliar (www.autoavaliar.com.br)

A Auto Avaliar é uma empresa brasileira presente em 5 países, provedora de uma solução completa para compra, venda e gestão de veículos usados. 

No modelo de One Stop Shop, oferece um aplicativo para mais de 3,2 mil concessionárias melhorarem e padronizarem a avaliação de veículos usados, precificando os veículos de forma correta, rápida e justa. 

O app realiza mais de 165 mil avaliações todos os meses.

Após a avaliação, os veículos são disponibilizados em um marketplace para mais de 30 mil lojistas de todo o Brasil, onde mais de 180 mil veículos são transacionados anualmente em sistema de bid, tudo com segurança, transparência, eficiência e alta rentabilidade. 

Desde sua criação em 2015, a Auto Avaliar já expandiu suas operações para os Estados Unidos, México, Argentina, Portugal e Chile, além de se consolidar como o principal portal de venda de veículos B2B do país.

Lockdown falhará sem apoio às periferias


Apesar da extensão do lockdown em Fortaleza até o fim de maio, a taxa de isolamento social na cidade seguirá abaixo dos 70% necessários se o poder público não dirigir investimentos pesados à proteção das populações nas periferias. 

É o que mostra um estudo da Ação Covid-19, um grupo interdisciplinar formado por pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC) e de outras diversas instituições de ensino superior brasileiras.


"Um grande desafio é que muitos moradores da periferia dependem de trabalhos informais, que são inviáveis remotamente", afirma Alexis Saludjian, professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

"A dificuldade em receber a renda emergencial só agrava a vulnerabilidade, ainda mais com as filas que se formam para receber o auxílio", acrescenta.

O estudo mostra que o isolamento foi mais efetivo onde é menos necessário. 

Os pesquisadores compararam os bairros de Meireles e Barra do Ceará, ambos na orla, empregando o Índice de Proteção à Covid19 (IPC19), que incorpora fatores como infraestrutura urbana e desenvolvimento humano. 

O Meireles, bairro de classe alta, foi considerado muito protegido, enquanto a Barra do Ceará se revelou mais vulnerável ao vírus. 

Apesar do lockdown obrigatório, no primeiro bairro o isolamento ficou acima dos 70%, mas se limitou a 50% no segundo.

"A epidemia não estará controlada enquanto não houver um esforço de solidariedade", afirma Patrícia Magalhães, física, pesquisadora da Universidade de Bristol. 

"Isto significa que são necessárias ações coordenadas de política pública, com foco principalmente naqueles em situação de maior vulnerabilidade."

Em seu website (referência ao pé da página), o grupo de pesquisadores disponibiliza um simulador para que as pessoas descubram o índice de proteção de seu próprio bairro e acompanhem a evolução da pandemia de acordo com diferentes níveis de isolamento. 

Além disso é possível observar os dados de contágio e letalidade do vírus divididos por nível de IDH ou pelo IPC. 

O projeto Ação Covid-19 tem o apoio da UFABC e da Fundação Tide Setúbal, tendo sido premiado em abril no concurso Desafios Covid-19, da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Cresce número de atendimento psiquiátrico


Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) mostra que 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à pandemia de covid-19. 

De acordo com o levantamento, 47,9% dos consultados tiveram aumento nos atendimentos após o início da pandemia.

A pesquisa mostra também que 67,8% dos médicos receberam pacientes novos, que nunca haviam apresentado sintomas psiquiátricos antes, após o início da pandemia e do isolamento social. 

Outros 69,3% relataram ter atendido pacientes que já haviam recebido alta médica, mas que tiveram recidiva de seus sintomas.

Sem o convívio social, muitas pessoas desencadeiam reações diversas, como: ansiedade, medo, insegurança, incertezas, tristeza, insônia e solidão. 

Emocionalmente fragilizada elas tendem ao agravamento do caso. 

Neste momento, o médico psiquiatra é um grande aliado para o controle destas reações mentais e possível quadro depressivo.

COVID-19: APP é desenvolvido para auxiliar na reabertura das cidades



Os momentos de crise, apesar de difíceis, são força propulsora para nosso desenvolvimento. 

As vacinas, medicamentos ou técnicas de que hoje dispomos, são frutos de episódios que, apesar de terem marcado a história da sociedade, nos permitem evitar novas perdas.

Pensando nisso, a Mooh Tech® desenvolveu uma plataforma que possibilita, não apenas o monitoramento das medidas emergenciais adotadas como, também, abre a perspectiva ágil, segura e profilática de retomada do nosso cotidiano. 

O i-Passport é uma ferramenta prática e simples, que com rápida consulta permite ao cidadão comprovar estar saudável.

De acordo com Everton Cruz, CEO da Mooh Tech, o i-Passport® funciona como uma credencial de saúde inteligente, permitindo ao cidadão agilidade de acesso em seu dia a dia. 

"Num mundo em que a velocidade das informações representa, cada vez mais, ter tempo para questões que demandam atenção maior, uma ferramenta que disponibilize dados essenciais de forma rápida e fácil traduz-se em contribuição valiosa. 

Criamos um passaporte de mobilidade temporária - uma solução que certifica condição saudável e assegura ao cidadão o exercício de suas atividades de um modo cônscio e salutar", explica.

O app Chronus® i-Passport, engloba dados como vacinas, testes e informações sobre quaisquer condições preexistentes, garantindo de forma prática, rápida e muito mais ampla, o que já consta no nosso útil, mas sempre tão esquecido cartão de vacinação. 

Através de dados armazenados, como as vacinas e testes, atualizados periodicamente, disponíveis a qualquer momento para impressão, o app evita toda a complicação de ter que estar sempre de posse dessas informações impressas.

O i-Passport ® associa o Passaporte ao Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), criando uma maneira prática de deixar qualquer pessoa apta para viajar a qualquer momento, a lazer ou a trabalho. 

"Do mesmo modo em que se traduz como uma medida provisória para auxiliar no controle da proliferação do Covid-19, uma vez que sua obtenção está condicionada à testagem negativa para o vírus", completa Cruz.

A França foi o primeiro país a adquirir a licença para o uso do aplicativo. Por lá, as cidades de Montpellier, Toulouse, Nîmes, Avignon, Béziers e Carcassone incluíram o i-Passport na retomada das atividades. 

No Brasil, a cidade de Juazeiro do Norte e a Confederação Nacional dos Municípios também já possuem licença para uso. 

"Estamos disponibilizando, gratuitamente, a solução para todas as cidades brasileiras. Essa é a nossa contribuição, para participar de forma produtiva e efetiva nesta batalha", finaliza Everton.

Preencha e participe da plataforma que mostra risco de contaminação do coronavírus por bairro e até rua



A plataforma "Juntos contra o covid" promete ser mais uma ferramenta para ajudar a mapear a pandemia do coronavírus no Brasil. 

Acesse o mapa 

O mapa online foi criado em março e funciona de forma colaborativa. 

Nele, é possível consultar o risco de contaminação por bairros e até ruas das cidades brasileiras.

O projeto é encabeçado por Faissal Nemer Hajar, estudante de medicina da UFPR (Universidade Federal do Paraná) em Curitiba. 

Desde o seu lançamento, a plataforma já havia recebido quase 48 mil contribuições até a manhã de hoje.

A ferramenta é gratuita e usa dados coletados por formulários para mapear a incidência da epidemia nas regiões.

Quem acessa a plataforma pode responder perguntas simples, como seu estado de saúde e se teve contatos com pessoas infectadas ou que fizeram viagens recentes para fora do país.


Com a resposta dos colaboradores, um algoritmo calcula os riscos de contaminação em determinada região. 

A plataforma mostra as probabilidades em porcentagem, divididas por baixo, médio e alto grau de risco.

A diferença para as estatísticas oficiais fornecidas por governos municipais e estaduais é que o mapa pode mostrar dados atualizados mais recentemente e permitir uma outra análise da evolução da epidemia no país.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Palavras sábias que confortam e amparam nos momentos difíceis


"Meu caro amigo Dinomar, sou um assíduo leitor do seu blog e vendo todos os dias os ataques a imprensa de um modo geral e em particular os ataques ao seu blog. 

Venho manifestar o meu apoio e minha solidariedade ao seu trabalho.

São tempos difíceis em que parte da população vive uma aversão aos fatos e ao jornalismo coerente. 

Quero te dizer que continue firme, eu e muitos outros leitores te apoiamos e temos você como um orgulho para nossa região. 

Sou de Arraias, porém não moro mais lá, e vejo no seu blog uma referência para me informar de maneira correta sobre os mais diversos assuntos relacionados ao nordeste goiano e ao sudeste tocantinense. 

"A imprensa de um modo geral é uma luz nesse país de incertezas"

Força guerreiro!
Estamos com você!
Continue sua missão que estaremos aqui na torcida pela imprensa, pelo jornalismo sério e pelo Brasil.
Abraços!"

"Fui gado, comi capim", diz Delegado Waldir sobre apoio a Bolsonaro


Ex-aliado do presidente da República, o deputado federal também fez duras críticas ao conteúdo da reunião ministerial divulgada recentemente.

Em entrevista a uma rádio de Anápolis na última segunda-feira (25/5), o deputado federal goiano Delegado Waldir, do PSL, manifestou arrependimento pelo apoio dado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e afirmou ter sido “gado” pela antiga postura. 

O deputado também criticou o conteúdo da reunião ministerial divulgada recentemente, e declarou que “parecia uma reunião num cabaré”.

A entrevista foi concedida ontem, segunda-feira, ao programa Observatório da Rádio 96FM. 

Nela, Waldir deixou claro seu arrependimento pelo antigo posicionamento de apoio ao presidente Bolsonaro, e disse ter se equivocado. 

“Eu fui gado, comi capim, mas eu mudei. Vi que me equivoquei, comi capim, sou réu confesso. 

Mas hoje não faço mais parte dessa boiada não, não sou tocado pelo berrante”, declarou.

O parlamentar também fez críticas à reunião feita entre Bolsonaro e seus ministros, divulgada na última semana. De acordo com ele, o linguajar usado não é condizível com uma reunião de ministros, e que mais “parecia uma reunião de cabaré”. 

“Eu acho que foi falado mais de 50 palavrões na reunião ministerial. Eu vi até uma pessoa brincar: ‘onde está na Bíblia a previsão de tanto palavrão?’. Não parecia uma reunião ministerial, parecia uma reunião num cabaré”, criticou.

Meu candidato a presidente é o Moro, afirma Delegado Waldir Para o deputado federal Delegado Waldir, o melhor nome para a Presidência da República, atualmente, seria o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. 

Além dele, Waldir também elogiou o apresentador global Luciano Huck, que cogitou a lançar uma candidatura nas últimas eleições.

“O Moro é o meu candidato a presidente da republica, é o melhor nome. Ele é a pessoa que entendo de extrema credibilidade. Tem um segundo nome que acho uma pessoa jovem, espetacular. 

Eu penso que o apresentador Luciano Huck é uma pessoa com muita personalidade, candidato de centro”, arrematou o deputado.

Fonte: Portal de Anápolis 

Ouça "O é da Coisa" e seja mais crítico


Em áudio, Major Olímpio "joga a toalha" e disse que nunca mais se candidata


Áudios reveladores: parente de enfermeiro diz que ele participou de uma "peixada" em Aurora do Tocantins


Quando este Blog publicou a primeira matéria sobre o caso de Covid-19 em Aurora, também teve como fonte os áudios a seguir publicados. 

Na oportunidade, os áudios não foram a público para evitar a identificação do enfermeiro e também expor mais pessoas neste drama terrível, que abate a todos, sem classe, profissão ou faixa etária. 

Mas devido aos ataques feitos, atabalhoadamente, pelo enfermeiro, optei em publicá-los para o blog não perder credibilidade e continuar a ser ainda mais depreciado. 

No primeiro áudio, um parente do enfermeiro conta que o profissional, lotado em Campos Belos, teria participado uma confraternização em Aurora do Tocantins, não de uma "galinhada" como já rodava em algumas conversas, mas de um “peixe”. 

No segundo, o mesmo parente informa detalhadamente que, ao menos, seis pessoas da família participaram da peixada e cita também que no fim de semana o enfermeiro perambulou por toda a cidade, inclusive em bares com amigos. 

Na mesma linha, o parente dá uma “lição de moral” contra quem quebra os protocolos de isolamento e, bem informado, cita o ex-ministro Mandetta, que já tinha adiantado que dezenas de milhares de brasileiros iriam morrer por conta da pandemia. 

Por último, um áudio em que o próprio enfermeiro que atacou este jornalista em vídeo confessa sua situação de contaminado pela Covid-19 e orienta amigos, com quem tivera contato no fim de semana, a se proteger. Ainda há outros áudios. 

Ouça...



Contaminados com Covid-19 participaram de um peixada. 




Parente do enfermeiro cita os nomes de quem estava na peixada e dá lição de moral em quem quebra o isolamento 



Em áudio, enfermeiro diz que tem Covid-19 e orienta amigos a fazer os exames  


Vídeo do Dia: enfermeiro que contaminou três pessoas com Covid-19 em Aurora do Tocantins grava vídeo e ataca editor do Blog


O enfermeiro de Campos Belos (GO), nordeste do estado, que atendeu ao idoso,  morto por Covid-19 na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade no início de maio, e depois viajou para sua cidade natal, Aurora do Tocantins, onde contaminou mais três pessoas, sendo um deles o próprio pai, gravou um vídeo atacando e ofendendo este jornalista, editor deste canal de comunicação.

No vídeo, ele chora e diz que não sabia que estava contaminado quando viajou e nem que o idoso tinha morrido. 

Por isso, diz no vídeo que o Blog errou, mentiu e publicou fake news, atingindo sua honra e até o colocando em perigo de vida ao publicar as informações.

É importante lembrar que todas as contaminações pela Covid-19 em Aurora do Tocantins foram confirmadas por exames.

E ainda, todas as informações foram confirmadas pela Secretaria de Saúde do município. 

Há também um áudio do próprio enfermeiro, que disse está contaminado, pedindo para todos que tiveram contato com ele naquele fim de semana para fazer os exames imediatamente. 

Na oportunidade das publicações, respeitando o enfermeiro e inferindo-se que ele não tivera má fé em passar a Covid à diante, este Blog não divulgou seu nome, sua idade, a cidade onde ele morava e nem o áudio feito por ele. 

Em áudios ouvidos por este jornalista, um homem da cidade que participou do evento chega a citar todas as pessoas que estavam na confraternização e que tiveram contato com o enfermeiro. 

Outro áudio informava que já há pessoas com dor de cabeça e com outros sintomas. 

Não publicamos os áudios ou citamos as pessoas que estavam na "confraternização", por pura impossibilidade de comprovação e também para não causar mau maior.

No entanto, nesta semana, o enfermeiro foi às redes sociais, em vídeo, usou de palavras injuriosas e difamatórias para desqualificar este jornalista, como se as informações fossem inverídicas e inventadas. 

Temos perguntas a fazê-lo: 

por que um enfermeiro, que está na linha de frente de combate uma pandemia agressiva como a Covid-19, mesmo sabendo dos atos oficiais do estado de Goiás e do município de Campos Belos de restrição e isolamento, saiu do atendimento hospitalar e foi direto visitar sua família em outra cidade? 

Desconhecia os atos normativos? 

Por que quebrou as regras de isolamento social determinadas legalmente?

Por que assumiu o risco em viajar para sua terra natal, tendo inclusive um pai idoso, cardíaco e que foi contaminado pela Covid?

Afirma o enfermeiro que foi ameaçado de morte por pessoas da comunidade. 

Como as pessoas sabiam quem era ele, se este meio de comunicação não divulgou seu nome, idade ou qualquer qualificadora de identificação?

Quem o ameaçou? 

Fez a denúncia junto à Polícia Civil do Tocantins na data oportuna ou está usando para admoestar este Blog? 

Se achou que foi ofendido pela publicação, que nem ao menos continha seu nome, porque não procurou o Poder Judiciário para resolver a querela? 

Por que, ao invés disso, resolveu se expor e preferiu gravar um vídeo com inúmeras ofensas e crimes contra a honra?

Assumiu o risco ?


Na boa, este enfermeiro deveria era estar respondendo ao menos por um dos quatro crimes do Código Penal, que punem atitudes relacionadas ao desrespeito à determinação de isolamento, medida aplicada a pacientes diagnosticados com coronavírus (COVID-19).

O artigo 267, prevê como conduta criminosa o ato de causar epidemia, disseminando agentes patogênicos(vírus, germes, bactérias, entre outros).

A pena prevista é de 10 a 15 anos de reclusão.  Caso a epidemia causada resulte em morte, a pena é aplicada em dobro.

Se a pessoas causou a epidemia sem intenção, ou seja, de maneira culposa, a pena é mais branda, 1 a 2 anos de detenção ou 2 a 4, se houver morte.

No artigo 268, a conduta considerada como ilícita é a violação de determinação do poder público, que tenha finalidade de evitar entrada ou propagação de doença contagiosa, tais como isolamento ou quarentena.

Quem desrespeitar as medidas sanitárias impostas pode ser condenado a uma pena de 1 mês a 1 ano de reclusão além de multa.

No mesmo diploma legal, artigo 131, consta a previsão do crime de perigo de contágio de doença grave.

Todavia, para configurar a conduta criminosa é necessário que a pessoa pratique ato de contaminação de maneira intencional, ou seja, com a finalidade/vontade de passar a doença para outras pessoas. A pena é de 1 a 4 anos de reclusão e multa.

Outro crime que pode ser atribuído é o descrito no artigo 132.

A conduta recriminada nesta norma é a exposição da vida ou saúde de outra pessoa a perigo. 

Algo que pode acontecer caso o infectado com COVID-19, ciente de sua condição, descumpra a determinação de isolamento ou outras medidas impostas para evitar a propagação da doença.

Tudo está tipificado.

Crime contra a honra

Ainda não falamos dos crimes contra a honra, todos bem provados neste vídeo:

A calúnia, o primeiro crime do rol dos crimes contra a honra, está disposto no artigo 138 do Código Penal, que diz: caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime.

A difamação está disposto no artigo 139 do Código Penal, que diz: difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação.

No artigo 140 do Código Penal dispõe que: injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou decoro. Por exemplo: Chamar uma pessoa de burra e incapaz nas atividades profissionais. A Injúria é basicamente um “xingamento”.


Decisão

Ontem tinha resolvido não publicar o vídeo, principalmente para evitar mais exposição do enfermeiro, mas como ele insiste em propagá-lo cada vez mais redes sociais, vamos dar total transparência ao caso.

A seguir, estão os links de todas as matérias publicas neste site sobre o episódio de contaminação pela Covid-19 na pequena cidade de Aurora do Tocantins.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Este jornalista também tem sofrido pressão e até ameaças

Jornalistas agredidos e ameaçados todos os dias 
O clima para jornalista no Brasil realmente não está nada bom. 

Este Blog, que é um pequeno meio de comunicação regional, com cerca de 400 mil acessos por mês, tem sofrido diversos ataques pelas redes sociais, numa escalada cada vez mais crescente. 

O temor é sair das redes e passar para a física, como Caco Barcelos, na imagem acima. 

Não são apenas de bolsonaristas xiitas. São xingamentos dos mais diversos e inclusive de baixo calão de variadas pessoas, que perderam a noção de justiça, respeito, cidadania e até de crimes cometidos. 

Outros com ameaças veladas, inclusive. 

Basta uma notícia ruim para o governo Bolsonaro e ou dados da pandemia da Covid-19 para começarem os xingamentos e os menosprezos verbais. 

A reação de muitos deles nas últimas semanas é para não publicar os números de mortes e casos de Covid-19. Querem porque querem que sejam publicados o número de "curados". 

Em simples palavra: censura.  

Fale, mais tem que ser notícia boa. 

Nesta segunda-feira (25), o enfermeiro que foi contaminado pela Covid-19 em um hospital de Campos Belos e passou o contágio a outras pessoas em Aurora do Tocantins gravou um vídeo com diversas palavras horrorosas dirigidas a este jornalista, xingamentos, ameças veladas e, claro, vários crimes, inclusive de injuria, calúnia e difamação. 

Na publicação do caso, há quase um mês, o Blog teve muito cuidado e em momento algum citou  o nome do enfermeiro, tampouco pouco sua idade, a cidade em que ele morava e nem que o pai dele tinha sido um dos contaminados em suas andanças por Aurora, mesmo sendo ele um profissional de saúde. 

Não lhe cobrou responsabilidade. Mas deveria. 

As palavras do profissional de saúde, que foi chamado de herói no texto por estar à frente do combate à pandemia, foram grosseiras e inadequadas para quem errou feio numa pandemia.

Para completar o caso, o prefeito de Divinópolis de Goiás, Charles Tolentino, tido na cidade como um xerifão e autoritário, de posse do vídeo do enfermeiro, fez questão de remetê-lo, via whatsapp, a este blogueiro, dizendo que " a vida dá voltas", também numa ameaça velada ao trabalho delicado de se publicar fatos públicos de interesse coletivo.  

Pura revanche aos posts e matérias publicados sobre a cidade de Divinópolis de Goiás e que eram não tão favoráveis à administração local.  

Ainda nesta semana, a mãe de um jovem assassinado a facadas em Campos Belos (GO) foi às redes sociais, não para cobrar justiça e a prisão do assassino ou dos homicidas que ceifaram a vida de seu filho. 

Os impropérios foram a este jornalista. 

Pediu grosseiramente e também de forma ameaçadora que se retirasse a publicação do ar. 

Porque a facada não tinha sido dada por " B", e sim por "A, que apenas tinha corrido atrás da vítima, mas não conseguiu dar os golpes. "Era uma publicação mentirosa, fake". 

Frise-se que todas as informações foram obtidas por meio de fontes oficiais, como Boletim de Ocorrência, notas de secretarias, áudios gravados de autoridades e de testemunhas. 

Outro caso diz respeito uma cuidadora de um idoso de Teresina de Goiás. Uma tulha de gente partiu para cima deste jornalista, inclusive com xingamentos e muita grosseria, porque foram feitas críticas à conduta da moça.

Ela cuidava de um idoso com Covid-19 em Brasília, depois internado numa UTI, e mesmo assim viajou para casa, na comunidade Kalunga, na Chapada dos Veadeiros, região pobre, sem hospital e desassistida há décadas.

O resultado não foi outro. Contaminação. 

E não se pode publicar ou criticar! 

A responsabilidade e a culpa são sempre do mensageiro da notícia ruim: o jornalista, o blogueiro; a Globo, a Folha de São Paulo, a Veja... 

Bem, os vídeos e as ameças dos casos citados acima estão sendo encaminhados às respectivas Delegacias de Polícia e ao Ministério Público. 

E se pensam que as ameças irão nos calar, podem tirar o cavalo da chuva. 

Não vou refrescar. 

O trabalho feito há 16 anos por este Blog é sério e comprometido, principalmente com o bem comum. 

Posso até negociar edições nos textos e até excluí-los, caso encontre incoerências e erros grosseiros, mas jamais na base da violência, da grosseria ou de ameças veladas ou explicitas. 

Acho que vocês deveriam ler mais um pouco sobre Leis, Constituição Federal, deveres, obrigações, crimes, cidadania. 






Bolsonaristas ameaçam jornalistas: “Tá trabalhando por que? Lixo!”




Um grupo de bolsonaristas atacaram jornalistas que estavam em frente ao Ministério da Defesa, onde o presidente Jair Bolsonaro almoçava com o ministro General Fernando Azevedo e Silva. 


Um dos homens ficou a centímetros do rosto dos jornalistas e, sem máscara, gritou e hostilizou os repórteres. 

"Vai tomar no seu cú, cuzão. Vai se foder, filho duma puta. A gente tá aqui pela sua família, cuzão, a gente tá aqui pela sua família. 

A gente tá aqui pela sua família, cuzão. A gente tá aqui pela sua família, seu bosta. Você tá fazendo o que aqui? Tá trabalhando por que? Lixo!", disse um militante do bolsonarismo a um dos repórteres.

Nesse momento, os manifestantes avançaram em direção aos jornalistas que ali estavam, e gritaram chamando de "comunistas", "vocês querem o dinheiro do governo", "divulga a verdade", foram algumas das palavras de ordens dos militantes.


Os ataques dos apoiadores estão ficando cada vez mais violentos e seguem a mesma linha ditada pelo presidente da República.

De manhã, uma cena semelhante já havia acontecido em frente ao Palácio do Alvorada. Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro passaram a hostilizar os jornalistas após o chefe do Executivo falar: 

“O dia que vocês tiverem compromisso com a verdade eu falo com vocês de novo, está ok?”.

Segundo informações do site Poder 360, seguranças do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que é comandado pelo General Augusto Heleno, autoridade que, assim como Bolsonaro, com frequência ataca a imprensa nas redes sociais, demoraram cinco minutos para dispersar o grupo.

Os jornalistas que lá estavam foram embora juntos, sob xingamentos. Porém, pela manhã, os manifestantes foram contidos por uma grade, que impediu que chegassem tão perto dos repórteres.

Rotina

Nas últimas semanas, os ataques à imprensa têm sido frequentes. Jornalistas estão sendo hostilizados e, em alguns casos, sofrendo agressões físicas por parte de bolsonaristas.

No dia 2 de maio, em Curitiba, o repórter cinematográfico da RICTV, filiada da Record no Paraná, Robson Silva, foi alvo de agressão física durante cobertura do depoimento do ex-juiz Sergio Moro na Polícia Federal, e quase teve o equipamento danificado.

No último dia 3, o repórter fotográfico Dida Sampaio e o motorista Marcos Pereira, do jornal O Estado de S. Paulo, foram agredidos fisicamente numa manifestação em apoio ao presidente. 


O repórter Nivaldo Carboni, do site Poder 360, levou um chute. O fotógrafo Orlando Britto também foi empurrado. Outros profissionais foram hostilizados por bolsonaristas.

No último dia 5 o presidente Jair Bolsonaro mandou jornalistas que o entrevistavam calarem a boca.

No dia 14, muros em Belo Horizonte amanheceram pichados com apologia ao assassinato de jornalistas e atentados contra a imprensa. 

"Jornalista bom é jornalista morto", era uma das mensagens nos tapumes na Avenida Alfredo Balena. “Colabore com a limpeza do Brasil, mate um jornalista, um artista, comunista por dia”, dizia outra.

No dia 17, uma apoiadora do presidente bateu com o mastro de uma bandeira na cabeça de uma repórter da Band.

No dia 20,o cinegrafista Robson Panzera, da TV Integração, afiliada da Rede Globo em Barbacena (MG), foi agredido por um militante que gritava palavras de ordem contra a emissora. O profissional teve sua mão quebrada ao ser atingido pelo tripé da câmera.

Entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) acusaram o presidente de incitar esse tipo de comportamento contra a imprensa. 


 "É o próprio presidente e seus ministros que incentivam as agressões contra a imprensa e seus profissionais”, disse a ABI por meio de nota.

Segundo o presidente da Casa do Jornalista de BH, de 2018 pra cá, aumentaram os ataques aos profissionais de imprensa, em especial, os virtuais. "Sempre acontece algum tipo de ataques na internet, crimes virtuais e cibernéticos a gente recebe denúncias há algum tempo", afirmou.

Kerinson conta que durante a ditadura militar esse tipo de ataque contra a instituição eram frequentes. Na época, duas bombas chegaram a ser jogadas contra a sede da instituição.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) afirma que em 2019 a mídia profissional sofreu 11 mil ataques por dia via redes sociais. A média é de sete agressões por minuto. Os dados estão no relatório anual sobre Violações à Liberdade de Expressão.

De acordo com monitoramento realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj),"somente no ano de 2020 Bolsonaro proferiu 179 ataques à imprensa, sendo 28 ocorrências de agressões diretas a jornalistas, duas ocorrências direcionadas à Fenaj e 149 tentativas de descredibilização da imprensa".

O órgão aponta que somente no mês de abril de 2020, foram 38 ocorrências, sendo seis ataques a jornalistas e 32 casos de descredibilização da imprensa.


Com informações do Congresso em Foco 

Famosos furam isolamento e aproveitam Chapada dos Veadeiros durante pandemia



Em um mês de maio corriqueiro, a Chapada dos Veadeiros estaria se preparando para a alta temporada. É no início da seca que o movimento de turistas aumenta. 

Os viajantes chegam de todas as partes do mundo – principalmente de Brasília, distante 200 quilômetros – para reverenciar as famosas paisagens e cachoeiras, ainda mais belas e convidativas após o período chuvoso.

Este ano, no entanto, a região considerada um dos principais refúgios dos moradores da capital federal, está deserta. Ou, pelo menos, deveria estar.

Para preservar a saúde da população das cidades que compreendem a Chapada do coronavírus, atrativos naturais, hotéis, pousadas, áreas de camping e restaurantes estão proibidos de funcionar.

Até o momento, nenhum caso de Covid-19 foi confirmado nos municípios de Alto Paraíso e Cavalcante, mas o esforço visa manter a curva de contaminação no zero, uma vez que a estrutura hospitalar não tem condições de enfrentar um cenário de transmissão comunitária. 

Em Campos Belos, que também faz parte da microrregião da Chapada dos Veadeiros, foram registrados 14 casos em apenas nove dias.

A intenção de bloquear o acesso é justificável, mas, com uma economia ancorada basicamente no turismo e na prestação de serviços, as mesmas medidas que protegem colocam as famílias diante de um cenário de vulnerabilidade e medo.

Todos relatam tempos difíceis, de empresários a guias autônomos e agricultores familiares, que fornecem alimento para restaurantes e pousadas.
Portas fechadas

No Bar do Pelé, um dos principais pontos de encontro em São Jorge, o pátio antes disputado por dezenas de mesas e cadeiras segue vazio há dois meses. 

Considerado parada obrigatória por quem frequenta a vila, o bar fundado em 1984 por Valdir Silva, o falecido Pelé, é a única fonte de renda da família, chefiada, agora, por Natalina Batista, de 51 anos.

“Não sabemos o que fazer”, desabafa a viúva. 

“Em São Jorge, pelos menos mil famílias não têm como sobreviver com tudo fechado. Nos perguntamos: como um lugar tão lindo pode virar uma cidade fantasma?”.

Sem previsão para retomada do turismo, as estratégias de marketing não têm funcionado. “Fiz uma ação em que as pessoas compravam a hospedagem com 50% de bônus, mas poucos interessados me procuraram. 

Com isso, tivemos que suspender o contrato com três funcionários. E muitos colegas precisaram fazer o mesmo”, conta Bruno Mello, proprietário da hypada pousada de camping Taiuá Ambiental.

O empresário explica que as características climáticas do cerrado tornaram o problema ainda mais crítico. 

“Saímos de um período chuvoso e bem intenso com uma quantidade baixa de turistas. De repente, tivemos que fechar. É diferente de quem está empreendendo na praia”, avalia.

No município de Cavalcante, guias turísticos também sofrem com o cenário de incertezas. 

“Está muito difícil, já estou entrando em desespero”, lamenta Cristina Sangalo, conhecida por guiar artistas famosos pelas cachoeiras da região. “Tenho uma casa de temporada, todos os dias alguém de Brasília me procura para alugar, mas não podemos”, conta.

Medidas ignoradas

O momento exige sacrifícios da população e bom senso dos turistas. No entanto, muitos dos que deveriam dar exemplo – e, por vezes, usam as redes sociais para exaltar a cultura e o modo de vida da região – têm ignorado as medidas de proteção e colocado as comunidades locais em risco.

É o caso do ator Henri Castelli, flagrado na semana passada em uma barreira sanitária em São João d’Aliança, no portal da Chapada dos Veadeiros. 

Segundo informações da prefeitura de Alto Paraíso, o ator alegou que estava indo realizar um trabalho e seguiu para o vilarejo de São Jorge.

Procurada, a assessoria de imprensa do ator informou que Castelli “estava em Goiânia fazendo um trabalho social’. Depois, “ele foi a Cavalcante, para a fazenda de um amigo que está vazia, fechada, fotografar para essa ação”.

Em Goiânia, Henri foi fotografo junto a vários amigos em um churrasco, ignorando a distância mínima recomendada e sem usar máscara de proteção.

Moradores também relataram ter visto o cantor Mateus, da dupla com Jorge, na região. O sertanejo até postou um clique em uma famosa casa de vidro, disponível para aluguel na internet.

Já a esposa de Mateus, a médica Marcella Barra, publicou o registro de uma visita a uma cachoeira, localizada próxima à propriedade. Vale lembrar que tanto os atrativos naturais quanto as pousadas e casas de temporada estão proibidos de funcionar.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da dupla para questionar quando as fotos foram tiradas e qual o motivo da visita do casal, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.“Não acho perigoso a hospedagem. 

Ele está com a família e isolado, mas é triste ver que algumas pousadas e hotéis continuam abertas sem intervenção e intactas, enquanto outras estão fechadas e sob ameaça de prisão do turista e do anfitrião”, lamentou Gleice Gonçalves Cordeiro, dona de uma pousada em frente à casa que aparece na foto de Mateus.

Ela não concorda com esse tipo de postura, por ser desigual e estimular a vinda de mais turistas. 

“Sabemos que as hospedagens continuam e tem pousadas com condições de hospedar de forma segura, mas, infelizmente, essa realidade não atinge outras pessoas.”

Brasilienses

Além de famosos e influenciadores, a insistência dos brasilienses também preocupa as autoridades locais. 

De acordo com a prefeitura de Alto Paraíso, eles representam a maioria dos veículos que param nas barreiras sanitárias, montadas pelos órgãos municipais. 

A orientação, quando não estão viajando a trabalho, é de que retornem.

Planos de reabertura

Apesar de reconhecerem que não há como suportar a situação por muito tempo do ponto de vista econômico, a prefeitura e o governo estadual alegam não ter como reverter a limitação causada pela estrutura hospitalar. 

Assim, todos os estabelecimentos que não são essenciais permanecerão fechados por tempo indeterminado.

“Compreendo a situação dos empresários, muitos negócios afundando, mas o que nos preocupa é que não temos nenhuma estrutura na área da saúde para pleitearmos a abertura local agora, apesar de o atendimento pelo SUS continuar acontecendo. 

O estado também não tem nenhuma estrutura regional que possa assegurar que nosso cidadão chegue com vida a capital em caso de uma eventual remoção”, frisa o prefeito.

Nos próximos dias, haverá uma consulta junto à população de Alto Paraíso para recolher sugestões que constarão em um plano de reabertura gradativa. As estratégias, no entanto, dependerão de aprovação do Ministério Público.

“O melhor seria fechar a Chapada, mas as pessoas não vão aguentar. Todo mundo depende do turismo para sobreviver. 

Vamos ter que pensar em estratégias, como hospedar apenas membros da mesma família, respeitar distância nos restaurantes, servir todos os alimentos à la carte e controlar a entrada nos atrativos”, opina Gleice.
Solidariedade

Diante da situação, a sociedade civil se mobilizou e lançou a campanha Chapada Solidária, formada por diversas organizações e colaboradores. A rede concentra seus trabalhos na arrecadação de fundos para viabilizar a alimentação de famílias mais vulneráveis.

Com uma campanha iniciada em abril, o grupo arrecadou R$ 44 mil para 350 cestas básicas em apenas quatro dias. A próxima meta, de R$ 152 mil, deverá garantir mais 900 cestas para famílias que estão passando por dificuldades para obter itens básicos de sobrevivência.

Além de garantir a segurança alimentar dos moradores, a iniciativa apoia a economia local, incluindo nas cestas básicas produtos dos agricultores de alimentos orgânicos da região.

“Estamos construindo o diálogo para que o socorro alcance também outras localidades da Chapada dos Veadeiros. São operações complexas, que exigem um fluxograma de acompanhamento logístico, financeiro e de mão de obra voluntária”, explica Amilton Sá, um dos voluntários do projeto.

Interessados em ajudar podem entrar em contato pelo perfil no Instagram da Chapada Solidária. Além de ajuda financeira, eles procuram profissionais e voluntários dispostos a trabalhar. O principal objetivo é fazer esse lugar tão importante para os viajantes sobreviver à crise.

Fonte e texto: Metrópoles 

MPTO recomenda que a Secretaria Estadual da Saúde efetive a entrega de respiradores ao Hospital Regional de Arraias (TO)


Ministério Público do Tocantins expediu recomendação na última quinta-feira, 21, para que o secretário Estadual da Saúde do Tocantins, Edgar Tolini, adote medidas para melhorar a estrutura de atendimento e prestação de serviços do Hospital Regional de Arraias (HRA), com vistas ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. 

Dentre as recomendações, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) deve providenciar a entrega efetiva e instalação de dois aparelhos respiradores no HRA e de um aparelho respirador para ser utilizado em ambulância em caso de necessidade de transportar paciente com a Covid-19 para unidade hospitalar em outra localidade.

A SES também foi orientada a promover a capacitação de todos os profissionais de saúde que atuam no HRA, com os principais protocolos clínicos e medidas adotadas para enfrentamento da pandemia do coronavírus. 

Além disso, a Secretaria deverá promover a entrega efetiva de equipamentos de proteção individual em quantidade suficiente para todos os profissionais que prestam atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados com a Covid-19.

O MPTO estabeleceu o prazo de até 48 horas, após o recebimento da recomendação, para que o secretário forneça resposta sobre a adoção das medidas recomendadas.

Outras medidas

Na última quarta-feira, 20, a Promotoria de Justiça de Arraias encaminhou ofício aos prefeitos de Arraias e de Conceição do Tocantins, para que analisem a possibilidade de alterar os respectivos decretos municipais que estabelecem medidas de prevenção ao coronavírus, no sentido de incluir a imputação de multas civis para o caso de descumprimento do dever de usar máscaras de proteção pelos cidadãos que transitam nas ruas e espaços públicos desses municípios.

O promotor de Justiça João Neumann Marinho Nóbrega solicitou, ainda, que as prefeituras de Arraias e de Conceição do Tocantins efetivem a distribuição de máscaras de proteção e frascos de álcool gel 70% para pessoas economicamente hipossuficientes que estão inscritas no Cadastro Único para programas sociais (CadÚnico) ou em comprovada situação de exclusão social, também como medida preventiva de proteção social e de enfrentamento da Covid-19.

A Prefeitura de Arraias informou sobre a publicação de um novo decreto, válido a partir do dia 25 de maio, que estabelece multa no valor de R$ 80,00 e retirada, dos espaços públicos, de cidadãos que circularem sem o uso da máscara de proteção, além de multa de R$ 160,00 a proprietários de estabelecimento privado ou veículo de transporte de passageiros, com a possibilidade de cassação de alvará ou licença de funcionamento, em caso de reincidência em descumprir as medidas protetivas determinadas pelo Poder Executivo. 

Autoridade diz que leilão em Campos Belos foi embargado, com razão


Uma autoridade de Campos Belos (GO), ouvida pelo blog, disse que as forças policiais foram solicitadas pela Promotoria de Justiça para que se fizesse cumprir a recomendação do MP (Ministério Público de Goiás). 

"Há um estado de calamidade pública em vigor. Por isso, a Promotoria de Justiça, a Vigilância Sanitária foi até a delegacia e solicitou o apoio que precisaria para retirar as mais de 50 pessoas que haviam lá dentro", disse a fonte

Ainda segundo a autoridade, a existência de mesas com espaçamento em nada mudou o caráter de aglomeração que se presenciou lá dentro.

"Assim, como eles estão passando dificuldade, os restaurantes da cidade também e mesmo assim, não podem sequer abrirem as portas para seus clientes se não for no regime "delivery" ou "drive thru".

Não existe exceção para mais rico ou menos rico em Campos Belos. Quando se fala de Saúde Publica, a Segurança Pública não vai fazer juízo de valor sobre quem é mais ou menos importante, liberando "a" ou "b" para fazer suas reuniões", argumentou a autoridade. 

A fonte classificou de muito correta a atitude da Promotoria de Campos Belos, quando fomentou o leilão virtual e foi ignorada tal recomendação.

"A retirada dos produtores poderia ter sido direto para a Delegacia de Policia, mas adotou se uma postura de negociação e nem foi escorraçado de sua casa, foram recomendados a sair do sindicato para que nenhum deles respondesse pelo 268 do Código Penal.

Caso a Promotora entenda que deva ser instaurado procedimento criminal contra cada um dos que estavam lá, será feito, pois a primeira coisa que foi feita, foi um vídeo com o rosto de cada um que estava lá dentro", completou a autoridade. 

Vídeo do Dia: Covid mata quem vai e quem fica


As imagens são duras, mas têm que ser mostradas. 

Não são apenas números. São pessoas, entes queridos, de todas as idades, que têm partido rapidamente. 

E o mais triste de tudo, não pode ao menos se despedir de quem fica. É doído, muito doído. 

Covid-19 avança no interior Goiás, diz governo

Goianos mortos pela Covid-19
Número de casos e de mortes subiu mais rapidamente fora da capital, que tinha 57% dos registros e agora tem 49%

Com as menores taxas de isolamento social desde a flexibilização da quarentena no Brasil, Goiás viu os números de contaminações e mortes pelo coronavírus causador da Covid-19, o Sars-CoV-2, dispararem em um mês.

O decreto que permitiu a volta de algumas atividades econômicas no Estado passou a valer no dia 20 de abril. Contudo, com o feriado de Tiradentes, só passou a ter feito prático no dia 22 daquele mês.

A análise dos dados disponíveis na Plataforma Covid Goiás, desenvolvida pela Universidade Federal de Goiás (UFG), mostra que a velocidade de propagação da doença é maior no interior goiano que na capital. 

Em um mês, os casos em Goiânia tiveram acréscimo de 437% (de 240 para 1.049). 

O número de mortes subiu 360% (de 10 para 36). No interior, os registros de novos casos subiram 611% (de 181 para 1.106) e o de mortes, 544% (de 9 para 49).

De acordo com as últimas informações disponíveis na Plataforma Covid-19, no dia 21 de abril já havia notificações da Covid-19 em 43 municípios goianos. Até a quinta-feira, 21 de maio, já eram 95. 

O avanço confirma tendência apontada por reportagem do Jornal Opção publicada no início do mês.

No início da quarentena, Goiânia tinha 57% de todos os casos e 52,7% das mortes por Covid-19 no Estado. Na última atualização, na noite de quinta-feira, 21, a capital passou a responder por 49% dos registros e 42,4% dos óbitos.

Mesmo com a tendência de alta do período, a velocidade com que o coronavírus se espalha em Goiás está menor que a do restante do Brasil. 

No País, em um mês o número de casos subiu 753% (de 41.131 para 310.087) e o de mortes, 728% (de 2.751 para 20.047). 

Com isso, o Estado ocupa a 24ª posição no número de casos (apenas Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul têm menos registros) e a 23ª no de mortes (além dos três Estados registrados, Roraima também tem menos mortes que Goiás).

O Brasil hoje é o terceiro do mundo em número de casos, atrás apenas da Rússia (326 mil) e dos Estados Unidos (1,6 milhão). 

Em relação às mortes, o país está atrás da Espanha (28 mil), França (28,1 mil), Itália (32,4 mil), Reino Unido (36 mil) e Estados Unidos (95 mil).

São João da Aliança (GO) registra dois casos de Covid-19. Uma vítima morreu




A prefeita Débora Domingues (PL), de São João da Aliança (GO), nordeste do estado, anunciou que o município registrou dois casos de Covid-19.

Um deles acabou matando um morador da cidade, no último sábado (23).

Ainda segundo a prefeita, o outro paciente estava internado no hospital da cidade, mas foi removido para Goiânia devido a complicações da doença.

O anúncio foi feito através da Rádio Rural FM na manhã de hoje. 

São João já registrou 15 notificações. Desses, seis ainda estão sendo investigados e nove foram descartados. Quatro pessoas estão em isolamento domiciliar.

Em Goiás, o coronavírus já está presente em mais de 100 municípios goianos.