quarta-feira, 25 de março de 2020

Comandante do Exército diz que coronavírus é ‘a missão mais importante de sua geração’. Mais uma autoridade em descompasso com Bolsonaro



O comandante do Exército brasileiro, general Edson Pujol, afirmou nesta terça-feira, 24, em vídeo distribuído pela corporação, que a crise do coronavírus “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. 

“Vivemos o enfrentamento de uma pandemia que exige a união de todos nós brasileiros. O momento é de cuidado e de prevenção, mas também de muita ação por parte do Exército brasileiro”, afirmou o general. 

O pronunciamento, que durou 4 minutos e teve mais de 40 mil visualizações em duas horas, mostra a gravidade com que o tema está sendo tratado pela Força e contrasta com as declarações e pronunciamentos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro, que insiste em chamar a covid-19 de “gripezinha”.

O Exército participará da operação conjunta concebida pelo Ministério da Defesa por meio do Estado Maior das Forças Armadas. Foram estabelecidos dez comandos conjuntos, que dividem o País. 

Oito deles estarão a cargo de generais do Exército e dois de almirantes – Natal e Salvador. Hoje, tropas do Exército saíram às ruas em Vitória (ES) a pedido da prefeitura da cidade para auxiliar as forças de segurança locais a conscientizar a população a permanecer em casa. 

O motivo da atuação é que o caráter coercitivo do Exército é muito maior do que o de uma guarda municipal para mandar as pessoas saírem das ruas.

“Após rápido e minucioso exame da situação, que se mostra extremamente dinâmica, diretrizes foram expedidas pelo Comando do Exército e, em nível setorial, pelo Comando de Operações Terrestres, pelo Departamento de Pessoal e pelo Departamento de Educação e Cultura”, afirmou Pujol. 

No caso das escolas militares, só as que funcionam em regime de internato continuam com aulas, as demais estão com ensino a distância.

A mensagem do comandante foi gravada antes do pronunciamento presidencial e sem que Pujol soubesse o que Bolsonaro ia falar na TV à noite, quando voltou a desprezar a pandemia e seus efeitos. 

Até a noite desta terça, a covid-19 já havia deixado 46 mortos no Brasil e infectado ao menos 2.201 pessoas. 

“Uma de nossas responsabilidades com a Nação nesse momento de crise é que nossa tropa deve manter a capacidade operacional para enfrentar o desafio e fazer a diferença. Talvez seja a missão mais importante de nossa geração.”

De acordo com Pujol, estão ainda sendo tomadas medidas para proteger a saúde dos militares. 

“Os integrantes do sistema de saúde são os nossos combatentes da linha de frente. Esses profissionais estão dando exemplo de coragem e comprometimento contra a doença”. 

O comandante também se dirigiu à reserva e aos familiares de militares. “Contamos com a ajuda de todos. 

O momento exige união e organização, cuidado especial com a nossa saúde e com a dos que nos cercam para que possamos superar mais este desafio.”
Por fim, o general deixou claro que o Exército estará preparado para garantir a ordem caso seja necessário. 

“O braço forte atuará se for necessário. E a mão amiga estará mais estendida do que nunca aos nossos irmãos brasileiros. Se a nossa Pátria amada está sendo ameaçada, lutaremos sem temor”, concluiu o comandante.

Dos militares que vão comandar as ações contra a doença, sete serão os comandantes de área. 

Assim, em São Paulo, esse posto caberá ao comandante militar do Sudeste. 

A exceção será no Nordeste, pois a região foi dividida em três. Ali haverá três comandos, dois da Marinha e um do Exército. Outras estruturas do Exército serão mobilizadas.

Os cenários com os quais a Força e o Ministério da Defesa estão trabalhando contemplam a pertubação da ordem durante a pandemia. Eles foram traçados pela área de inteligência das Forças Armadas. 

O Exército espera atuar apenas como “mão amiga” de Estados e municípios, mas estará preparado para ser o braço forte, uma alusão ao seu lema, para impor a ordem. 

O plano de mobilização para a crise está a cargo do Ministério da Defesa. 

Dentro desse esforço, o Exército está se preparando para cuidar de doentes e atuar no transporte de materiais, suprimentos e equipamentos, em apoio logístico às autoridades civis.

Com texto do Estadão 

3 comentários:

  1. Bolsonaro está visando somente a economia, pouco importa a vida dos brasileiros,ele quer que nós trabalhadores voltemos a trabalhar porque parados a economia também para. Aí fica um monte de bolsonaristas achando que ele fala para voltarmos as nossas atividades porque está preocupado com o nosso bem estar, hipocrisia deste cara que chamamos de presidente, ele sabe que com a população parada não vai gerar dinheiro para os grandes empresários, na qual é uma classe que ele sempre defendeu.

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  2. Até quando teremos que suportar essa espécie horrorosa, desqualificada e agressiva que está no Palácio do Planalto. O Brasil não merece isso! Esse doente mental envergonha o Brasil perante o mundo.
    O pior é a quantidade de gado que o segue.
    Se assim continuar, teremos em breve uma terrível crise social, porque já temos a crise política, econômica e logo a total desestabilização institucional. O membro do gado que ler esta postagem dirá que sou petista, comunista, esquerdista, etc. Estamos longe da civilização. Parabéns ao general!

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  3. EMPRESA FALIDA TEM RECUPERAÇÃO, POREM EMPRESARIO FALECIDO NÃO TEM RESSURREIÇÃO

    ATT EDIJALDO

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