terça-feira, 10 de março de 2020

Chuva forte assusta e causa transtorno em Campos Belos (GO). Uma família chegou a ser resgatada pela Polícia Militar





Foram cerca de 45 minutos de forte chuva, mas foi o tempo suficiente para assustar os moradores de Campos Belos e causar transbordamentos dos principais córregos que cortam a cidade. 

Foram 117 mm de chuva, conforme registrou um pluviômetro instalado na comunidade. São 117 litros por metro quadrado.

Geralmente a quantidade de chuva que cai na cidade fica entre 15 e 20 mm. quando passa de 50mm, já é um chuva forte.

Enxurradas tomaram conta de ruas e muitas casas e estabelecimentos comerciais tiveram as instalações invadidas por água e lama. 


Em um bar, localizado na rodovia GO-118, próximo à rodoviária, a água chegou a quase um metro das paredes.

Diversas pontes sobre riachos foram danificadas. Parte delas apenas com leves desmoronamentos, mas outras foram totalmente destruídas.


Uma ocorrência policial também foi registrada. 

Uma família quase morreu, ameaçada de ser levada pelas correntezas do córrego do setor industrial, chamado de Quineira. 

Militares da Polícia Militar foram acionados emergencialmente  e precisaram usar da habilidade, força e rapidez para fazer o resgate.

Por fim, conseguiram salvar a família da tragédia. Entre os militares que participaram do salvamento, um deles foi o soldado da GPT Moura.

Até o momento, não foi registrada nenhuma outra ocorrência com vítimas. 

Mas os prejuízos materiais foram significativos e atingiram diversas residências e comércios. 

Ainda no setor industrial, uma pequena serraria, que funcionava nos fundos de uma residência, próximo ao córrego Quineira, foi totalmente destruída e arrastada pelas águas.

Imprudência

Apesar das lamentações, não se pode deixar de criticar aquelas pessoas, famílias e empresários que construíram seus imóveis à beira dos córregos e riachos, por toda a cidade de Campos Belos.


Este é um problema urbano crônico, que há décadas vem causando dor de cabeça a gestores e ao Poder Público.

Todos os anos, quando há uma precipitação mais forte, os mesmos problemas se repetem, assim como os prejuízos e as ameaças de se causar vítimas e mortes.

A água quando desce, procura seu espaço. 

Porém, este está ocupado com muros, residências, paredes, concretos, cerca e outros obstáculos. 

Para completar o caos, as matas ciliares - aquela que beira os rios - foi totalmente destruída ao longo de todos os riachos, o que causou o assoreamento dos leitos - acúmulo de areia. 

Sem árvores e sem leito,  a correnteza só aumenta e potencializa o poder de destruição.

Se a comunidade e a prefeitura não chegarem a um acordo, esse "transtorno" só tende a piorar com o passar dos anos.

Quando ocorrer uma tragédia, não será difícil encontrar os responsáveis. 








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