terça-feira, 31 de março de 2020

Liminar ao MP garante que moradores de cidades vizinhas voltem a ter acesso a São Domingos (GO)


Acolhendo pedido liminar feito em ação civil pública proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de São Domingos, a juíza Erika Barbosa Gomes Cavalcante determinou a suspensão dos efeitos da Portaria nº 176/2020, do município de São Domingos, relativamente à restrição de acesso a esta cidade dos residentes nas zonas urbana e rural de Divinópolis de Goiás e Guarani de Goiás. 


Na ação, o promotor de Justiça Bernardo Monteiro Frayha esclareceu que recebeu ligação do prefeito de Divinópolis, Charley Tolentino, relatando que, em razão da portaria do município de São Domingos, o acesso à cidade estava impedido, como medida preventiva à propagação do novo coronavírus (Covid-19).

Na decisão, proferida nesta terça-feira (31/3), a magistrada afirma que “o perigo de dano está comprovado, uma vez que a vedação do acesso dessas pessoas a esta cidade poderá obstaculizar que adquiram o mínimo existencial”. 

Desse modo, foi expedido ofício à Polícia Militar e à Delegacia de Polícia local, comunicando as autoridades sobre a decisão e, ainda, fixada multa diária e pessoal ao prefeito de São Domingos, Cleiton Gonçalves Martins, e ao secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Pinheiro Guimarães, no valor de R$ 1 mil (limitada a R$ 50 mil), em caso de descumprimento.

Entenda

A ação detalha que, em contato com o promotor de Justiça, o prefeito de Divinópolis informou que a população estava severamente prejudicada, por estar impossibilitada de acessar serviços que são prestados somente em São Domingos. Além disso, ele esclareceu que o prefeito de São Domingos não aceitou modificar a situação.

Após tomar conhecimento da medida adotada, o Ministério Público expediu notificação, em caráter de urgência, ao prefeito Cleiton Martins. Contudo, ele não quis receber a notificação no sábado (28/3) pela manhã, conforme certificado pelo oficial de Promotoria.

Para o promotor, ficou evidente que “o município de São Domingos, sem maiores cuidados, e em manifesta afronta às mais comezinhas regras de competência administrativa, açodou-se em editar um decreto extremamente restritivo de direitos e garantias fundamentais, colocando sob risco a prestação de serviços e o fornecimento de bens essenciais à mantença da coletividade no grave período de crise inaugurado pela pandemia do novo coronavírus”. 

Ele acrescentou não haver dúvidas de que todos os esforços devem ser envidados para refrear o avanço da Covid-19, mas as medidas tomadas pelo poder público, sob qualquer situação, devem ser amparadas em critérios legalidade e proporcionalidade. 
Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO

Acreúna (GO) e Pontalina (GO) desistem de reabrir comércio após pedido de Caiado


Os prefeitos de Acreúna, Edmar Alves; e de Pontalina, e Milton Ricardo, desistiram de autorizar o comércio a reabrir em seus respectivos municípios. Em post publicado no Twitter, o governador Ronaldo Caiado (DEM), disse que conversou com os prefeitos e os convenceu a manter a quarentena. 

Acreúna

“Conversei há pouco com o prefeito de Acreúna, Edmar Alves, que entendeu 100% a gravidade do coronavírus e resolveu revogar seu decreto. Parabéns por pensar na saúde dos seus cidadãos. Que essa compreensão chegue a todos. Parabéns, prefeito”, disse o governador no Twitter.

Pelo decreto, estabelecimentos como restaurantes, salões de beleza, pesque-pague, lanchonetes e sorveterias poderiam ser abertos cumprindo distanciamento entre clientes e higienização dos locais.
O decreto do prefeito havia sido assinado na segunda-feira (30).

Pontalina

Também via Twitter, o governador Ronaldo Caiado aproveitou para citar que o prefeito de Pontalina, Milton Ricardo, revogou o decreto que permitia a abertura de lojas na cidade.

“Obrigado pela compreensão e por pensar primeiramente na saúde de quem vive em sua cidade”, agradeceu o gestor.
O Decreto Municipal 101/2020, de 30 de março de 2020, entraria em vigor nesta terça-feira (31). 

Este autorizava as atividades comerciais relacionadas a distribuidores de alimentos e revendedores de gás, água e bebidas, restaurantes, supermercados, padarias, frutarias, açougues e farmácias, bem como aquelas do setor alimentício como lanchonetes, pamonharias, pastelarias, pit dogs e mais.

Este também permitia atividades comerciais a prestadores de serviço comuns neste município, como óticas, perfumarias e cosméticos, relojoarias, floricultura, barbearia e salões de beleza, etc., desde que com porta semiaberta, com número restrito de funcionários e com atendimento de forma individual. 

O decreto previa, ainda, uma série de outras permissões.

Com informações do Mais Goiás 

segunda-feira, 30 de março de 2020

Divinópolis de Goiás sai na frente e instala uma sala pré-UTI à espera dos pacientes do Coronavirus

Imagem Ilustrativa
A Prefeitura Municipal de Divinópolis de Goiás, através da Secretaria de Saúde de Divinópolis de Goiás, instalou uma sala pré-UTI no Hospital Municipal Mãe Roberta e um quarto de isolamento para possíveis casos do novo coronavírus.

Foram instalados respiradores mecânicos, um na sala pré-UTI e outro na ambulância UTI para remoção de pacientes. Um quarto de isolamento também foi equipado com monitores cardíacos.

O município não registrou nenhum caso de Covid-19 até o momento, mas as precauções e prevenções estão sendo tomadas pela Secretaria de saúde.

“Nosso hospital está preparado para atender possíveis casos de coronavírus, mas seguimos recomendando a população a ficar em casa”, disse o prefeito Charley Tolentino.

O Governo de Goiás e a prefeitura reforçam a necessidade de manter o rigor das medidas de isolamento social e prevenção. 

Pede para que todos permaneçam em suas casas que é lugar mais seguro para ficar nesse momento.

Quem terá direito ao auxílio emergencial de R$ 600 por mês, pago pelo governo federal?




Os senadores devem votar, nesta segunda-feira (30), projeto que estabelece o pagamento de um auxílio emergencial no valor de R$ 600, por três meses, a pessoas de baixa renda (PL 9.236/2017 na Câmara). 


A medida será deliberada por meio de sessão remota.

Projeto

A medida emergencial foi incluída no PL 9.236/17, de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), e aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados na quinta-feira (26). 

De acordo com o projeto, será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios: 

um do auxílio emergencial e um do Bolsa Família. 

Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio.

Para as mães que são chefe de família (família monoparental), o projeto permite o recebimento de duas cotas do auxílio, totalizando R$ 1,2 mil.

Já a renda média será verificada por meio do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) para os inscritos e, para os não inscritos, com autodeclaração em plataforma digital. 


Serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

Requisitos

Para ter acesso ao auxílio, a pessoa deve cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:

ser maior de 18 anos de idade;

não ter emprego formal;

não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;

ter renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); 

e não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

O candidato deverá também cumprir uma das condições abaixo:

exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);

ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);

ser trabalhador informal inscrito no CadÚnico;

ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.

Forma de pagamento

Segundo o projeto, o auxílio emergencial será pago por bancos públicos federais por meio de uma conta do tipo poupança social digital. 

Essa conta será aberta automaticamente em nome dos beneficiários, com dispensa da apresentação de documentos e isenção de tarifas de manutenção. 

A pessoa usuária poderá fazer ao menos uma transferência eletrônica de dinheiro por mês, sem custos, para conta bancária mantida em qualquer instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central.

A conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas sociais governamentais, como PIS/Pasep e FGTS, mas não pode permitir a emissão de cartão físico, cheques ou ordens de pagamento para sua movimentação.

Se a pessoa deixar de cumprir as condições estipuladas, o auxílio deixará de ser pago. Para fazer as verificações necessárias, os órgãos federais trocarão as informações constantes em suas bases de dados. 

O Executivo poderá prorrogar o pagamento do auxílio enquanto durar a epidemia.

Com informações da Agência Câmara de Notícias e Agência Senado

Vídeo do Dia: temos um recadinho para você e sua família; Assista


Política e pandemia: governador diz que Mandetta o aconselhou a não seguir recomendações de Bolsonaro


O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), disse a assessores no domingo (29) que Luiz Henrique Mandetta o orientou a não seguir a recomendação de Jair Bolsonaro de reabrir comércio e escolas.

“Na sexta-feira (27), peguei o telefone e pedi uma audiência com ele (Bolsonaro). Ia sair de Rio Branco, chegar e dizer:

‘Então, presidente, eu vou seguir a sua orientação. 

Se é para abrir, então vamos abrir, mas está aqui: eu não tenho condições de arcar com as consequências’. 

Eu ia, porque o que que eu vou fazer? Estou indo seguindo uma lógica. Aí eu liguei para o ministro da Saúde. Ele disse: ‘Não faça isso’.”

A conversa entre Cameli e assessores foi gravada e divulgada nesta segunda (30). 

Mandetta também teria dito ao governador para preparar as funerárias.

“O ministro me disse: chame os donos de funerária. Mande eles se prepararem. Se o ministro me disse isso, eu vou fazer o quê? 

Eu vou dizer que o negócio é simples? Eu vou ser irresponsável? Não vou. Ele não é doido.”

Fonte: Antagonista 

Em Campos Belos (GO), Casa da Amizade distribui centenas de kits de higiene e limpeza e cestas básicas



A Casa da Amizade de Campos Belos, apoiada pelo Rotary Club de Campos Belos, adquiriu 400 kits com materiais de limpeza para serem distribuídos a famílias na cidade de Campos Belos. 

Cada kit continha dois detergentes e uma água sanitária. 

A intenção é conscientizar as famílias que no combate ao corona vírus o álcool em gel não é o único aliado.

Estando em casa, a higienização das mãos pode ser feita normalmente com o uso de detergente, sabonete e sabão. 

Para a limpeza de superfícies, como mesas, cadeiras e até mesmo o piso, uma solução de água sanitária com água pode ser utilizada e também ser bastante eficaz no combate ao vírus.

É importante destacar que o uso do álcool em gel para higienização das mãos deve ser feito, preferencialmente, quando não se pode higienizar as mãos com um dos produtos anteriores. 

Atualmente, por conta da grande procura, o produto está em falta no mercado e está com preços praticados bastante elevados.

Além dos kits com materiais de limpeza, foram distribuídas 68 cestas básicas a famílias cadastradas junto à Secretaria Municipal de Ação Social como estando em situação de vulnerabilidade socioeconômica. 

Destas, 15 foram adquiridas pelo Rotary Club de Campos Belos, 40 foram doadas pelo Supermercado Compre Bem, 05 pelo Supermercado Mais Vó, 02 pela Cerealista Só Grãos e 06 por pessoas físicas.

A entrega das cestas básicas e dos kits de materiais de limpeza foram feitos neste sábado, 28, e contou com o apoio de voluntários, uma vez que grande parte das Damas da Casa da Amizade e associados do Rotary Club de Campos Belos fazem parte dos grupos de risco para a pandemia de COVID-19.

Por conta do isolamento social imposto pelo governo e autoridades de saúde como estratégia de combate à disseminação do corona vírus, muitas pessoas estão impedidas de trabalhar e consequentemente têm sua renda comprometida, às vezes faltando até mesmo o sustento básico. 

Os mantimentos foram distribuídos em 12 bairros da cidade.

Reforçamos o nosso agradecimento a todos os parceiros e voluntários desta ação, reforçando sempre o nosso posicionamento de ajudar o próximo e sendo transparentes no que diz respeito às doações recebidas e repassadas.

O Conselho Nacional de Química compartilhou uma receita de solução caseira para eliminar o corona vírus de nossas casas. Abaixo segue o passo a passo.

ATENÇÃO: a água sanitária pura, tem pH 11,5-13,5 e não adianta você utilizá-la pura pois o que leva a morte dos organismos é uma substância chamada “ácido hipocloroso (HClO)” que não existe em pH tão alto como o da água sanitária pura.

Medidas para a solução:

- Para cada 50 ml de água sanitária, dilua em 1 litro de água. Para se ter uma noção, um copo americano tem 150 ml, logo, um copo americano de água sanitária deve ser misturado e 3 litros de água.

Dicas:

Umedeça um pano limpo nessa solução, passe nas embalagens dos produtos que comprou, nas chaves, nas maçanetas, nas mesas,
NÃO PASSE NO CELULAR!!!

Se você tiver a pele mais sensível utilize a solução com luvas!
A maioria das pessoas não terá nenhum problema no contato com essa solução diluída, mas o uso constante pode levar ao ressecamento ou uma dermatite.

Outro processo de aplicação: pegue um frasco com borrifador, coloque a água sanitária diluída, borrife nas superfícies e, após 15-20s retire o excesso com um pano seco e limpo, nesse método não se tem contato direto com a solução.
Manipular em local arejado;

Não misturar com outras substâncias: somente água sanitária e água;
Usar panos brancos pois poderá manchar tecidos coloridos;

Para limpeza da sola de calçados, umedeça um pano com a solução e esfregue bem;

Recomenda-se a limpeza diária do chão em locais de circulação constante de pessoas ou em residências em que existem pessoas que precisam ir á rua diariamente.

Não armazene a mistura pronta pois ela perde o efeito após algumas horas. Se sobrar jogue em ralos ou canaletas.



Ciência: metade dos infectados com o novo coronavírus não apresenta sintomas


A Covid-19, que já infectou mais de 500 mil pessoas e matou quase 25 mil, possui uma característica intrigante: metade das pessoas que se contaminarem com o vírus não vão apresentar qualquer sintoma. 

É isso que mostra um estudo realizado na Islândia.Para chegar a este resultado, o país realizou 12.615 testes, encontrando 802 pessoas com a Covid-19. 

Essa quantidade de pessoas testadas representa 3,4% da população, o que faz da Islândia a nação que testou a maior porcentagem dos habitantes.

“Os primeiros resultados da deCode Genetics indicam que uma baixa proporção da população em geral contraiu o vírus e que cerca da metade daqueles que apresentaram resultado positivo são assintomáticos”, afirmou o principal epidemiologista do país, Thorolfur Gudnason. 

O pesquisador ainda destacou que a outra metade apresenta apenas “sintomas moderados de resfriado”.

Este resultado pode significar um número ainda maior de infectados. No momento em que este texto foi escrito, o Ministério da Saúde confirma 2.915 casos no país, além de 77 óbitos. 

Porém, considerando que os testes no país só são realizados em pacientes mais graves, é possível, para não dizer provável, que o número de doentes seja muito maior.

A situação fica ainda mais preocupante quando as pessoas insistem em desrespeitar a orientação de permanecer em casa, podendo contaminar muitas outras pessoas. 

Esta informação deixa ainda mais clara a necessidade de testar quantas pessoas forem possíveis. Apesar disso, a ausência de kits de teste para todos impossibilita que o país consiga testar toda a população. 

Por conta disso, é muito importante seguir a instrução de ficar em casa, para que, dessa forma, o contágio seja controlado e impeça a disseminação do vírus.

Via: Futurism

sexta-feira, 27 de março de 2020

Isolamento x dinheiro: prefeito admite erro ao apoiar campanha "Milão não pode parar". Hoje morreram mais mil pessoas na Itália




O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu que errou ao ter divulgado o vídeo de uma campanha que dizia que a cidade "não para", no fim de fevereiro.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro segue apoiando uma campanha apelidada de "O Brasil não pode parar", que tem o mesmo conteúdo da italiana.


Depois de quase um mês, Milão é terceira localidade mais atingida pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 6.922 contágios, de acordo com a Defesa Civil.

"Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título 'Milão não para'. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. 

Certo ou errado? Provavelmente, errado", disse Sala à emissora Rai, neste domingo (22).

O vídeo viralizou na web em meio à escalada dos casos na Itália e após o governo ter decidido confinar as 11 cidades do norte do país que haviam registrado os primeiros contágios por transmissão interna. 

A peça exalta os "milagres" feitos "todos os dias" pelos habitantes de Milão e seus "ritmos impensáveis" e "resultados importantes". "Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para", diz o vídeo.

A versão brasileira da campanha é encabeçada pelo próprio governo federal que está fazendo posts nas redes sociais incentivando que os jovens deixem a quarentena e voltem a trabalhar para que haja uma retomada econômica.

"Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas", reforçou o prefeito.

Em 27 de fevereiro, a Itália contabilizava 650 casos do novo coronavírus. Agora são quase 60 mil. Na época, o primeiro-ministro Giuseppe Conte também chegou a dizer que a vida devia "continuar".


O pesadelo não pára. Nesta sexta-feira (27), a Itália registrou mais mil mortes


Com informações e texto da Ansa

Polícia chega e acaba com passeata em Formosa (GO), contra a "quarentena"







Centenas de pessoas se aglomeraram numa das principais vias de Formosa (GO), Avenida Brasília, em frente ao Parque de exposições, para o início de uma protesto, via carreata, contra o fechamento de comércio na cidade.

O fechamento foi expedido via decreto do Governador Ronaldo Caiado, na tentativa de barrar a contaminação e propagação do coronavírus.

Ao menos 50 carros estavam prontos no local.

Mas não deu certo. 


Dezenas de carros e viaturas da Polícia Militar, incluindo a GTOP, foram para as imediações, fecharam ruas e avenidas, multaram e dispersaram o grupo de manifestantes.

A carreata não chegou a acontecer. Pequenos grupos de comerciantes ainda resiste na área central de Formosa (GO). 

Imagem do Dia: em um mês, Covid-19 se mostra mais agressivo e letal no Brasil do que na Itália; compare na imagem


Comerciantes de Formosa (GO) prometem fazer hoje passeata contra a "quarentena"



Centenas de comerciantes da cidade de Formosa (GO), no Entorno do DF, prometem fazer, nesta sexta-feira (27), uma manifestação contra a "quarentena" do comércio, após decreto do governador Ronaldo Caiado.

A intenção dos organizadores é fazer uma carreata, com buzinaço, pelas ruas da cidade, para forçar o governo estadual a voltar atrás na medida restritiva.

"O único intuito de reabrir nosso comércio. 


No entendimento que muitos de nós precisamos trabalhar. Contas à pagar não faltam bem como funcionários que dependem de nós para o auxílio ou até mesmo o completo sustento da família. 

Não temos ideologia política!

Queremos apenas abrir nossos comércios!!", disse um dos organizadores.

Os comerciantes criaram um grupo no aplicativo whatsapp, onde coordenam a ação.

"Entendemos a gravidade da pandemia, porém, sabemos que é possível trabalhar de forma responsável evitando aglomerações em nossos comércios, disponibilizando álcool em gel e tomando todas as precauções para cumprir os protocolos necessários.

Por isso convocamos todos para estarmos unidos em uma carreata pela cidade para mobilizarmos às autoridades competentes para que entendam nossas necessidades", afirmou outro empresário.

O local de concentração ocorre na Avenida Brasília, em frente ao Parque de exposições.


Hoje pela manhã, a cidade de Curitiba (PR) recebeu uma carreata, com a mesma intenção. Veja no vídeo: 




Arminio Fraga: Se não houver isolamento, economia pode sofrer segundo baque


Em entrevista ao jornal O Globo, o economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, alerta que é falsa a dicotomia entre salvar vidas e a economia. 

Suspender a quarentena imposta na maior parte do país não levaria os brasileiros a saírem gastando, nem os empregos seriam preservados em sua plenitude.

“Dá a impressão de que há um custo econômico, e há. 

Mas dá também a impressão de que há uma alternativa sem custo, que seria fazer o (isolamento) vertical. 

Mas isso não é verdade”, afirma Arminio em entrevista, por videoconferência, de sua casa no Rio. 

E diz que, para socorrer a economia, é preciso agir rapidamente, o que não está acontecendo.

Arminio defende ainda que o empréstimo às empresas precisa ter garantia direta do Tesouro.

Os economistas defendem um socorro à economia. 

No caso da pandemia, os médicos dizem que, quanto antes a quarentena, mais eficaz ela é. É possível fazer um paralelo com a economia? O socorro não está demorando?

- São duas situações diferentes, mas há, sim, um paralelo. No caso do isolamento, a ideia é se antecipar à propagação do vírus. 

Em outros países, como Cingapura, que é rica e pequena, foi possível também testar muito, com rastreamento de contatos, um processo quase individual. Mas isso não seria possível aqui. 

Então, o isolamento é a única opção, e quem agiu com presteza teve resultados melhores. 

No lado da economia, a ação ganha contornos de urgência, em função do colapso súbito da receita de várias empresas, pequenas, médias e grandes. Dependendo do setor, o colapso chega a 100%. 

Nada disso existe em situações normais. Numa recessão, a receita cai aos poucos e chega, no pior momento, a uma queda média de 10%. 

Por consequência, espera-se uma onda enorme de desemprego. Por isso, é importante agir rapidamente. O que não está acontecendo.

Fonte: Agência Globo

Isolamento x dinheiro: em Brasília, após vídeo polêmico, dono do Giraffas demite filho. Todos os colaboradores da empresa estão em casa




O dono da rede de restaurantes Giraffas, Carlos Guerra, decidiu demitir seu filho, Alexandre Guerra, que era um dos conselheiros da empresa, após declaração polêmica acerca de isolamento social durante a pandemia do coronavírus.

Alexandre disse que o isolamento traria prejuízo aos empresários. “O que a gente faz com as pessoas? 


A gente está pagando salário de qualquer forma. Você consegue se sustentar 90 dias sem faturamento? 

Você que está em casa já pensou que, ao invés de ficar com medo de pegar o vírus deveria ficar com medo de perder o seu emprego?”

Respondendo ao filho, Carlos Guerra disse que nenhum outro porta-voz da empresa tinha autorização para fazer qualquer declaração. 

“Ele estava tentando falar para um grupo de empresários que assessora. Concordamos que Alexandre deixará de ser acionista da empresa e o cargo de membro do conselho de administração(…) A nossa relação entre pai e filho continuará amigável porque, em c

Ele disse, ainda, que manterá o emprego de seus funcionários pelo tempo necessário e que todos continuarão recebendo seus salários.asa, a gente sabe conviver com o contraditório”, afirmou.

Com informações do JB

Está sendo avisado: confinamento contra epidemia protege a economia, mostra estudo



Assista ao vídeo e decida o que é melhor para você e sua família. Isolar-se ou não. 


As cidades que adotam quarentenas durante uma pandemia, mais cedo e por mais tempo, recuperam sua atividade econômica mais rapidamente do que as outras. 

É o que mostra estudo preliminar publicado ontem na revista SSRN.

Os autores usaram dados de 43 cidades dos Estados Unidos nos anos da Gripe Espanhola, que começou em 1918.


“Descobrimos que as cidades que intervieram mais cedo e mais agressivamente não têm desempenho pior, e até crescem mais rápido quando a pandemia acaba”, escreveram. 

“Nosso estudo indica que as intervenções não apenas reduzem a mortalidade; elas também mitigam as consequências econômicas adversas de uma pandemia”.

O gráfico abaixo, retirado do estudo, mostra diferentes cidades americanas. As cidades marcadas de verde adotaram medidas como quarentenas por mais tempo; as de vermelho, menos. 


Como se vê, as cidades “verdes” sofreram não apenas menor mortalidade, mas também menos danos à atividade econômica.

As intervenções usadas na pandemia de 1918 são muito parecidas com as de hoje: o fechamento de escolas, teatros e igrejas; a proibição de aglomerações públicas e velórios; as quarentenas de casos suspeitos, e a restrição do horário comercial.

“Com todo o resto mantido igual, as intervenções constrangem as interações sociais e portanto a atividade econômica dependente delas. 


Entretanto, em uma pandemia a atividade econômica também é reduzida na ausência de tais intervenções, já que os domicílios reduzem o consumo e a oferta de trabalho para reduzir a chance de serem infectados. 

Assim, embora as intervenções reduzam a atividade econômica, elas podem resolver problemas de coordenação associados ao combate contra a transmissão da doença e mitigar os danos econômicos relacionados à pandemia”.

Segundo o estudo, reagir 10 dias antes das outras cidades aumenta o emprego na indústria em 5% no período pós-pandemia. Aumentar a duração da intervenção em 50 dias aumenta o mesmo emprego em 6,5%.


Com informações do Antagonista 

Sikera Júnior: Trabalha, quem precisa; Se isola, quem tem medo

quinta-feira, 26 de março de 2020

Por causa da "quarentena", muita gente já não tem dinheiro para comprar alimentos



Quer sorvete, meu filho?", pergunta José Maria, de 65 anos, a todos os pacientes que entram e saem da Unidade de Pronto Atendimento da Lapa, na zona oeste de São Paulo. 


Abordado pela reportagem, ele ri e diz que está "até cansado" de tanto perguntar a mesma coisa —José trabalha como vendedor de sorvete no estacionamento do hospital há 30 anos.

Parte do grupo de risco do covid-19, o vendedor afirma não ter medo de contrair a doença e que não lhe sobram muitas opções senão trabalhar todos os dias. 

"O que você quer que eu faça? Se não morrer desse vírus, morro de fome. Não posso parar de trabalhar".

A rotina não envolve apenas contato com pessoas que podem estar infectadas, mas, também, quatro viagens de ônibus por dia: ele sai às 8h de Perus, na zona norte de São Paulo, e chega em casa por volta das 22h.

"Pelo menos, por causa desse vírus aí que eu nem sei falar o nome, os ônibus estão vazios. 

Pego dois para ir e dois para voltar. Quando estão muito cheios, é bastante difícil passar com esse carrinho. Agora, está mais tranquilo", conta à reportagem.

A rotina de Perus até a Lapa acontece de segunda-feira a sábado. Aos domingos, ele conta, José vende tempero baiano no bairro em que mora. "O senhor é baiano, José?", pergunta o UOL. 

"Não, sou cearense. Vim para São Paulo em 1976 e nunca mais voltei para o Ceará, acredita?".

O motivo da falta de visita à cidade natal é claro: José perdeu a mãe aos sete anos e, desde então, tudo perdeu a graça. "Se minha mãe fosse viva, ela estaria aqui comigo. 

Eu teria dado um jeito de trazê-la para cá, pode acreditar. Ela morreu com câncer no seio. 

Desde então, ficou tudo muito chato. Mesmo depois de me casar e depois de ter um filho".

O trabalho com vendas de sorvete rende a José, em média, R$ 400 mensais "isso se o tempo estiver bom". 

"Quando faz frio, aí já era, ninguém quer comprar. Agora está complicado: por causa desse vírus, as vendas caíram muito. O movimento aqui no hospital, também. Quero só ver como vai ser daqui para frente", afirma.

Por causa disso, o vendedor alterna o local das vendas todos os dias. Fica no hospital até as 14h e, a partir das 15h, faz suas vendas na Rua Cerro Corá, também na Lapa. "Fico andando para lá e para cá na Cerro Corá até a noitinha. Aí tento ganhar mais dinheiro".

Poucos meses atrás, o cearense intercalava a venda de sorvetes —hoje, os sabores que se aninhavam no carrinho eram açaí e graviola—, com o trabalho de pedreiro. No entanto, além de duas lesões no joelho, José descobriu esporão nos dois calcanhares. 

"A sensação é tipo pisar em um monte de espinho, dói muito. Não consegui mais trabalhar em obra".

Para caminhar, ele investiu R$ 65 reais em um chinelo de borracha, ao qual ele acoplou um saltinho de plástico, na tentativa de amenizar a dor. "A gente vai dando um jeito, né, só não pode parar".


Texto e fonte: Agência Folha 

Coronavirus se espalha por Brasília, mas ainda não chegou aos pobres


A região central de Brasília tem o maior número e a maior incidência de casos confirmados do novo coronavírus. 


Segundo dados da Secretaria de Saúde, a média é de 27,25 casos por 100 mil habitantes na capital. 

Até o momento, 196 moradores do Distrito Federal testaram positivo para a Covid-19.

Dos 196 casos, 35 pacientes não informaram o endereço. 

Portanto, os dados foram feitos com base nas informações prestadas por 161 pessoas.

Região administrativa que pertence à Área Central da cidade, o Lago Sul (região nobre de Brasilia) apresentou maior incidência da doença, alcançando o índice de 112,14 por 100 mil habitantes. 

O Plano Piloto ( Asa sul e Asa norte) tem o maior número absoluto de casos: 47.

A primeira paciente detectada com o novo coronavírus no Distrito Federal é moradora do Lago Sul. 

Ela está internada em estado gravíssimo no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

O documento mostra ainda que há nove "cidades" do DF, com renda mais baixa e periférica, sem casos de coronavírus. 

São elas: Brazlândia, Itapoã, Fercal, Cidade Estrutural, Riacho Fundo II, Varjão e Recanto das Emas. 

O Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (Saan) também é trazido no boletim como região sem registros de infecção pelo covid-19.

Homens são maioria

O balanço da noite dessa quarta-feira (25/03) não faz separação por gênero. Contudo, no levantamento anterior, divulgado no fim da tarde, a maioria dos pacientes (116) era do sexo masculino e não estava no grupo considerado de risco, de pessoas acima de 60 anos e com comorbidades.

Vinte e quatro pacientes possuem mais de 60 anos e integram o grupo que corre maior risco de complicações com a contaminação. Entre os infectados, há 29 pessoas com idade entre 51 e 59 anos.

O maior grupo, no entanto, é o de pacientes de 31 a 40 anos: 48. Há ainda cinco casos de jovens, com idades entre 11 e 20 anos. 

A maioria dos casos foi classificada como infecções leves: 117. 

Dois pacientes não tiveram a idade divulgada. Segundo o boletim, há seis casos considerados graves e cinco, críticos.

Uma paciente foi curada. 

Trata-se da advogada Daniela Teixeira. 

Ela é conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e foi vice-presidente da OAB-DF.

Com informações do Metrópoles 

Segurança de Bolsonaro está em estado grave com coronavírus



Segurança do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está com coronavírus e em estado grave. 

Ari Celso Rocha Lima de Barros tem 39 anos e foi internado no Hospital de Base do DF, na noite dessa quarta-feira (25/03).

Ele é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e foi diagnosticado com a doença em 18 de março. 

Desde então, cumpria isolamento domiciliar. Mas, segundo a família, o quadro piorou.

“Estava em casa, sob controle. Ontem [quarta] se sentiu mal e foi internado no Hospital de Base”, contou ao Metrópoles a mãe do segurança, dona Julmar Rocha de Lima de Barros. 

“Ele trabalha na Presidência. É segurança do presidente. Ele sempre viaja com ele. E eu acredito que esse vírus ele adquiriu nessas viagens que fez”, acrescentou. 

Na viagem para Miami, em que integrantes da comitiva presidencial adoeceram, Ari não esteve presente.Segundo a família, o policial ficou em casa tão logo teve o diagnóstico de coronavírus, isso para não disseminar a doença. 

O primeiro exame havia dado negativo.

Febre e dores

Depois de apresentar os sintomas, febre e dores, o policial buscou novamente atendimento, foi quando recebeu a confirmação. 

“Ele fez o exame e acusou”, lembrou a mãe. A família adotou as providências de segurança e passou a cuidar de Ari.

De acordo com dona Julmar, o filho tem problemas de saúde e de pressão. 

Diante do caso, dona Julmar faz um apelo à população: 

“Tenham o maior cuidado. Igual meu filho teve. De não ter o contato com outras pessoas, de ficar em casa. 

Tem de se cuidar, para que não aconteça. Por que não é fácil. Nós estamos passando por um momento muito difícil. Agora mesmo nós estávamos em oração, pedindo a Deus. 

Porque só ele para curar e proteger, e os médicos também”.“Meu filho é um homem muito honesto. Muito trabalhador. Não é à toa que ele foi escolhido para estar ao lado do presidente”, destacou.

Ari, que é integrante provisório da segurança de Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão, mora com a esposa e dois filhos em Taguatinga.

Além da família, outras fontes confirmaram a internação. 

Com texto do Metrópoles 

Coronavirus: Brasil tem 194 pessoas em estado grave, em UTIs.77 pessoas já morreram



O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (26) o novo balanço de casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil. 

Os principais dados são:

77 mortes, eram 57 na quarta
2.915 casos confirmados, eram 2.433
1.665 casos no Sudeste
2,7 % é a taxa de letalidade

O Ministério da Saúde chegou a divulgar que o total de mortes era de 78, mas o número foi corrigido pelo governo porque a tabela considerava uma morte a mais no Distrito Federal.

O Ministério da Saúde diz que, até as 17h30, país tinha 194 pacientes internados em UTIs e outros 205 em enfermarias.

Os números de cada um mostram que, apesar de haver algumas variações de cenário, a tendência é que a "explosão" de infecções se verifique apenas em um período posterior aos primeiros 30 dias.

O infográfico abaixo mostra um comparativo dos 30 dias iniciais de coronavírus no Brasil com o período correspondente na China, Coreia do Sul, Estados Unidos e Itália.

Considerando esses quatro países, o Brasil perde apenas para a China no número de infectados um mês após o registro do primeiro caso. 

Os dados são da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que fornece registros a partir de 22 de janeiro.

Com informações da Agência Globo

Em Combinado (TO), idoso de 97 anos está com suspeita de COVID-19. Família nega


A Secretaria Municipal de Saúde de Combinado (TO) informou, nesta quinta-feira (26), que há um caso suspeito de COVID-19 no município.


Trata-se de um idoso de 97 anos que apresenta sintomas semelhantes à doença.

O órgão informou que o paciente permanece internado no Hospital de Referências de Arraias, município vizinho. 

Também segundo a prefeitura, o paciente já realizou a coleta do exame, que  será encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen).

“O caso é suspeito e estamos aguardando o boletim da situação do paciente. O que sabemos é que ele tem histórico de outras complicações de saúde”, disse um representante.

Ainda de acordo com a pasta, outras informações serão divulgadas através de um boletim informativo da secretaria.

A cidade está localizado a 530 km de Palmas (TO), no sudeste do estado. 

Família nega e faz nota de repúdio 

Logo após a informação chegou à imprensa, a família do idoso contestou a informação da Secretaria de Saúde de Combinado e disse que o homem não está com coronavirus. 

"Nota de Repúdio 
     

Família de idoso de 97 anos vem a público, especialmente, ao povo de Combinado do Estado do Tocantins, repudiar veementemente uma nota publicada pela Secretária Municipal de Saúde de Combinado no dia 25 de março de 2020 na qual informava à  população um caso suspeito de coronavirus de forma leviana e irresponsável sem antes ter elementos informativos robustos, demonstrando  total desprezo pela vida do paciente e pelos familiares que vivem no município há mais de 30 anos. 

Destarte, requer  uma retratação por parte da  Administração Pública desse município e que passe a tratar o caso com responsabilidade e compromisso. 

A Família reitera que as medidas de prevenção estão sendo adotadas e que acredita na prestação de serviço público de saúde de forma eficiente e  transparente. 

O paciente teve em atendimento em Palmas no dia 11/02/2020 e não havia caso diagnosticado de coronavirus no Estado do Tocantins. O paciente se encontra em tratamento de AVC desde dezembro de 2019, nos últimos dias o quadro de saúde se agravou  havendo a necessidade de transferência para o hospital de referência da região.


Vídeo do Dia: "Bolsonaro tem razão"


Brasileiros criam Sistema para Rastreamento de pacientes com Coronavírus


Na luta contra o Coronavírus, os gaúchos da startup beeIT desenvolveram um sistema de triagem rápida para identificar pacientes com suspeita de contaminação pelo Covid-19.

O objetivo do software – que será disponibilizado gratuitamente para hospitais e unidades de saúde de todo o Brasil – é reduzir a exposição do paciente contaminado com outras pessoas que estejam nas salas de espera dos pronto-atendimentos, diminuindo, desta forma, as chances de contagio e propagação da doença.

De acordo com o diretor da empresa, Sandro Pinheiro, o sistema é simples, funciona por plataforma online, a partir do preenchimento com os dados do paciente do Protocolo de Classificação de Risco padrão, que utiliza a classificação por cores para definir a prioridade do atendimento, além do preenchimento do protocolo da epidemia. 

“Em menos de 2 minutos, o software Salus orienta o enfermeiro da triagem sobre os procedimentos que ele deve adotar em cada caso. 

“Se for uma suspeita de Covid-19, por exemplo, informa as medidas que devem ser adotadas para evitar a contaminação, aplicando prevenção padrão ou por gotículas. Estas precauções vão deste o uso de máscaras e óculos até o isolamento total”, explica.

No atual cenário mundial, em que o vírus tem se alastrado rapidamente, o principal diferencial do sistema é que ele permite a rastreabilidade do paciente ainda na rede de atendimento. 

Por exemplo, depois de confirmado a contaminação de um caso, é possível identificar todas as pessoas que estiveram na sala de espera junto com o contaminado. 

“Se o software estiver integrado na rede pública, é possível mapear os pontos de atendimento por onde o infectado passou e quem teve contato com ele”, informa.

Pinheiro reforça que a ideia é propagar o uso do sistema em todo o Brasil. 

“O sistema havia sido criado, inicialmente, em um formato de comercialização. Mas, a partir do aumento dos casos, sentimos a necessidade de adaptá-lo de uma maneira que pudesse ser usado, sem custos, nos hospitais e unidades de saúde. 

Nossa equipe repensou o software e conseguimos deixá-lo acessível na plataforma Web”, conta o executivo, que completa: “Todos os nossos esforços reforçam a nossa missão, que é criar soluções tecnológicas humanizadas para a área da saúde. Não poderíamos nos isentar nesse momento”.

Os hospitais e unidades de saúde que queiram utilizar o serviço gratuitamente podem acessar o site www.beeit.com.br ou entrar em contato com a empresa pelo whats App (51) 99792.7516.

Atualmente, já foram confirmados mais de 485 mil casos de Covid-19 no mundo, com mais de 22 mil óbitos. O único continente não atingido é a Antártida. No Brasil, até o momento, há mais de 2,5 mil casos confirmados e 59 mortes.

Atualmente, a beeIT possui sede em Porto Alegre, Santa Catarina e Chile. 

A empresa está presente com suas soluções e produtos em mais de 40 hospitais no Brasil e no exterior, sendo que, destes, quatro aparecem no ranking dos Melhores Hospitais da América Latina: Clinica Alemana (CH) – 2º lugar; Hospital Infantil Sabará (SP) – 21º lugar, Hospital 9 de Julho (SP) – 37º lugar e Hospital Brasília (DF) – 47º lugar. Em janeiro, esse número aumenta para seis, com a entrada no Hospital de Méderi – 32º lugar e Clínica Marly – 50º lugar, ambos na Colômbia.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Comandante do Exército diz que coronavírus é ‘a missão mais importante de sua geração’. Mais uma autoridade em descompasso com Bolsonaro



O comandante do Exército brasileiro, general Edson Pujol, afirmou nesta terça-feira, 24, em vídeo distribuído pela corporação, que a crise do coronavírus “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. 

“Vivemos o enfrentamento de uma pandemia que exige a união de todos nós brasileiros. O momento é de cuidado e de prevenção, mas também de muita ação por parte do Exército brasileiro”, afirmou o general. 

O pronunciamento, que durou 4 minutos e teve mais de 40 mil visualizações em duas horas, mostra a gravidade com que o tema está sendo tratado pela Força e contrasta com as declarações e pronunciamentos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro, que insiste em chamar a covid-19 de “gripezinha”.

O Exército participará da operação conjunta concebida pelo Ministério da Defesa por meio do Estado Maior das Forças Armadas. Foram estabelecidos dez comandos conjuntos, que dividem o País. 

Oito deles estarão a cargo de generais do Exército e dois de almirantes – Natal e Salvador. Hoje, tropas do Exército saíram às ruas em Vitória (ES) a pedido da prefeitura da cidade para auxiliar as forças de segurança locais a conscientizar a população a permanecer em casa. 

O motivo da atuação é que o caráter coercitivo do Exército é muito maior do que o de uma guarda municipal para mandar as pessoas saírem das ruas.

“Após rápido e minucioso exame da situação, que se mostra extremamente dinâmica, diretrizes foram expedidas pelo Comando do Exército e, em nível setorial, pelo Comando de Operações Terrestres, pelo Departamento de Pessoal e pelo Departamento de Educação e Cultura”, afirmou Pujol. 

No caso das escolas militares, só as que funcionam em regime de internato continuam com aulas, as demais estão com ensino a distância.

A mensagem do comandante foi gravada antes do pronunciamento presidencial e sem que Pujol soubesse o que Bolsonaro ia falar na TV à noite, quando voltou a desprezar a pandemia e seus efeitos. 

Até a noite desta terça, a covid-19 já havia deixado 46 mortos no Brasil e infectado ao menos 2.201 pessoas. 

“Uma de nossas responsabilidades com a Nação nesse momento de crise é que nossa tropa deve manter a capacidade operacional para enfrentar o desafio e fazer a diferença. Talvez seja a missão mais importante de nossa geração.”

De acordo com Pujol, estão ainda sendo tomadas medidas para proteger a saúde dos militares. 

“Os integrantes do sistema de saúde são os nossos combatentes da linha de frente. Esses profissionais estão dando exemplo de coragem e comprometimento contra a doença”. 

O comandante também se dirigiu à reserva e aos familiares de militares. “Contamos com a ajuda de todos. 

O momento exige união e organização, cuidado especial com a nossa saúde e com a dos que nos cercam para que possamos superar mais este desafio.”
Por fim, o general deixou claro que o Exército estará preparado para garantir a ordem caso seja necessário. 

“O braço forte atuará se for necessário. E a mão amiga estará mais estendida do que nunca aos nossos irmãos brasileiros. Se a nossa Pátria amada está sendo ameaçada, lutaremos sem temor”, concluiu o comandante.

Dos militares que vão comandar as ações contra a doença, sete serão os comandantes de área. 

Assim, em São Paulo, esse posto caberá ao comandante militar do Sudeste. 

A exceção será no Nordeste, pois a região foi dividida em três. Ali haverá três comandos, dois da Marinha e um do Exército. Outras estruturas do Exército serão mobilizadas.

Os cenários com os quais a Força e o Ministério da Defesa estão trabalhando contemplam a pertubação da ordem durante a pandemia. Eles foram traçados pela área de inteligência das Forças Armadas. 

O Exército espera atuar apenas como “mão amiga” de Estados e municípios, mas estará preparado para ser o braço forte, uma alusão ao seu lema, para impor a ordem. 

O plano de mobilização para a crise está a cargo do Ministério da Defesa. 

Dentro desse esforço, o Exército está se preparando para cuidar de doentes e atuar no transporte de materiais, suprimentos e equipamentos, em apoio logístico às autoridades civis.

Com texto do Estadão 

Merkel vai à TV e convoca guerra ao vírus. Quem tem razão? a chanceler alemã ou o presidente do Brasil ? Alguém está equivocado


Em pronunciamento, Caiado rompe com Bolsonaro e diz que não é gripezinha e não se deve receitar cloratina na porta do palácio



O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), fez pronunciamento (íntegra do pronunciamento) na manhã desta quarta-feira (25) e rebateu as colocações feitas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido) na noite de terça (24). 

Caiado disse que se tiver de tomar alguma medida junto ao governo federal, buscará o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. O governador rechaçou Bolsonaro pelo fato de não ter consideração com aliados.

Ronaldo Caiado disse que cada um precisa assumir a sua responsabilidade e reconhecer seus erros. 

O governador relatou que não há condições de concordar com as afirmações do presidente da República. 

 “Como médico e governador não posso concordar com um presidente não tem consideração com seus aliados”, destacou o governador de Goiás. O Chefe do Executivo goiano disse que foi aliado de “primeira hora”, mas que não pode admitir tal situação.

O governador disse que as colocações do presidente causam a ele indignação. Para ele, Jair minimizou o problema utilizando termos como “um resfriadinho, uma gripezinha”, para se referir ao vírus que causou pandemia, reconhecida pela grande maioria dos países do globo. 

Ronaldo Caiado declarou que as afirmações “causam indignação e que tem ‘orgulho de ser médico'”.

Caiado diz que conversará com Bolsonaro apenas por comunicados oficiais. O governador declarou que esta foi uma decisão pessoal dele e nem mesmo chegou a conversar com os familiares mais próximos sobre o assunto. 

“Conversei longamente com a minha consciência, a noite toda. Com a minha responsabilidade. Esta é a minha grande. Meu familiares mais próximos não sabiam”, afirmou o governador.
Saúde

O governador relatou que não atenderá o Governo Federal no que se refere ao combate do coronavírus e que em Goiás seguirá as recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde.

 “As decisões do presidente da República no que tange ao coronavírus, não alcançam o estado de Goiás. As decisões serão lavradas por mim, baseadas nas recomendações da Organização Mundial de Saúde”, relatou.

Caiado insistiu por várias vezes que o decreto dele vai prevalecer em Goiás. “Os líderes têm que saber se pronunciar neste momento”, reforçou o governador.

O governador detalhou que é um homem de posição firme, mas sempre se submeteu a vontade da maioria. 

Ele argumentou que nenhuma medida foi tomada que não fosse bastante discutida com a comunidade cientifica e interagindo com a área médica, incluindo médicos da China e Itália.

Caiado relatou que saberá “modular, calibrar, corretamente as decisões que precisam ser tomadas”.

Regime de Recuperação Fiscal (RRF)

Questionado pelo Mais Goiás sobre as consequências da posição dele para ingresso no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o governador relatou que até hoje não houve nenhuma solução prática dada ao Estado pelo Governo Federal e que Goiás está sobrevivendo por meio de liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Saberei eu ter condições para continuar buscando soluções junto ao Supremo Tribunal Federal”, completou o governador Ronaldo Caiado.

Outros atores políticos

Questionado se conversou com outros governadores a respeito da posição dele, Ronaldo Caiado disse que não, reforçou que se trata de uma atitude pessoal. 

Questionado sobre a possível saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta que também é do DEM, Caiado resumiu dizendo que não falará sobre a posição dos outros.

Economia x Saúde

O governador disse que pode aliar a questão econômica com a Saúde das pessoas, mas que “cabe ao líder saber conduzir o seu povo, criar condições para minorar as dificuldades. Teremos sim dificuldades sociais”, relatou. 

Ele destacou que não cabe jogar a responsabilidade “sobre governadores, não cabe a mim jogar a responsabilidade sobre os prefeitos”, destacou.

Caiado disse que não me vai se acovardar diante desse momento. Mas que o situação exige de um líder humildade, mas também a serenidade que a crise exige. Ele argumentou que para um líder, “a ignorância não é uma virtude”.
Repercussão

Enquanto Caiado concedia a coletiva, teve início,, ao vivo, uma mobilização digital de apoiadores do presidente contra o governador. 

Mas Ronaldo não parou de tecer críticas ao comportamento de Jair Bolsonaro, sobretudo, quando este defendeu o uso do medicamento cloroquina para o tratamento da Covid-19. 

O remédio ainda não foi atestado cientificamente, mas consumo gerado em base de boatos provocou desabastecimento para quem realmente precisa da medicação. Invocando a condição de médico, o governador defendeu as medidas de isolamento social para diminuir a evolução da doença.

Com texto de Tainá Borela/Mais Goiás