quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Reforma administrativa da UEG reduz número de câmpus de 41 para apenas 8


O governador Ronaldo Caiado (DEM) e o reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Rafael Santana, anunciaram nesta sexta-feira (17) ampla reforma administra na instituição. 

A principal mudança é a redução do número de campus, que passa de 41 para 8. As demais serão transformadas em unidades universitárias que passarão a ser subordinadas a um dos oito câmpus.

A reforma prevê que os diretores dos câmpus vão se reportar ao reitor e os coordenadores locais se reportarão ao seu respectivo diretor regional. 

Nas justificativas para a reforma, o governo alega que a UEG era instrumento de “terrorismo político” e que as discussões nos câmpus giravam em torno de autopreservação, e não da qualidade de ensino. 

O governo garante que não haverá fechamento de nenhuma unidade universitária.

Confira os oito câmpus:

-Câmpus Metropolitano
- Câmpus Central
- Câmpus Norte
- Câmpus Nordeste
- Câmpus Cora Coralina
- Câmpus Leste
- Câmpus Sudoeste
- Câmpus Sudeste

Além disso, as discussões de caráter acadêmico serão realizadas em institutos acadêmicos, que serão criados: Instituto Acadêmico de Educação e Licenciaturas; Instituto Acadêmico de Ciências da Saúde e Biológicas; Instituto Acadêmico de Ciências Tecnológicas; Instituto Acadêmico de Ciências Sociais Aplicadas; Instituto Acadêmico de Ciências Agrárias e Sustentabilidade;

A intenção do governo com essa mudança é estruturar as universidades, melhorando a circulação de demandas, com um planejamento de situá-los na Administração Central. 

Os diretores do instituto serão professores efetivos da UEG, eleitos em lista tríplice e farão parte do Conselho Superior Universitário (CSU).

A partir das novas alterações haverá mais rigor na criação de novos cursos, com a instituição de uma Coordenação de Curso Central, para cada curso da universidade e o apoio de coordenadores de cursos setoriais, aos coordenadores de curso. 

Segundo o reitor Rafael Santana, entre 2015 a 2018, 30 cursos foram criados sem professores para dar aula.

Outras mudanças ocorrem na estrutura dos Conselhos Superiores (CSU), nas atribuições institucionais legais de gestão na Reitoria, valorização do profissional e da pesquisa na Universidade, com a remuneração do Coordenador de Programa Stricto Sensu. 

Não haverá, segundo o governador, Ronaldo Caiado, nenhuma redução nos investimentos.

Você pode conferir todas a mudanças no material disponibilizado pela UEG, clicando aqui.

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