terça-feira, 19 de novembro de 2019

Deu polícia: professor no DF pede redação sobre sexo oral e anal para crianças de 10 e 11 anos



A polêmica envolvendo um professor de português do 6º ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104 Norte virou caso de polícia. 

A PCDF confirmou que, após o docente pedir para os estudantes escreverem uma redação para falar de sexo oral e anal, o diretor da instituição de ensino e os pais registraram ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). 

Na manhã desta terça-feira (19/11/2019), responsáveis por estudantes disseram que o profissional, que foi contratado temporariamente pela Secretaria de Educação, deu “show de horrores” em sala de aula.

O caso foi revelado pelo Metrópoles. O professor Wendel Santana, 25 anos, foi desligado da unidade educacional após ensinar sobre sexo durante aula na última quarta-feira (13/11/2019). 

Ao sugerir o tema da redação, o docente utilizou termos chulos como “fio terra”, “punheta”, “boquete”, os próprios alunos ao se sentirem incomodados fizeram as imagens do quadro, com os temas da redação. “Brasília, 13 de novembro de 2019. Objetivo: fazer o próprio currículo. Redação improvisada. Escrever sobre polidez e transformações afetivo-sexuais na adolescência (pós-infância). Sexo oral e penetração”.

Por meio de nota, a Secretaria de educação alegou que Santana é um professor temporário, mas que, em lugar de chamar a polícia, apenas o afastou e o devolveu preventivamente à Coordenação Regional de Plano Piloto e Cruzeiro, “enquanto está investigando a situação no CEF 104 Norte”. 


Apesar das gravações em áudio e vídeo, a secretaria informou que, “se comprovados os fatos, terá seu contrato cancelado”.

Procurado pelo Diário do Poder, o Sindicato dos professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) informou que a diretoria vai se reunir hoje para tratar do tema “Ainda não existe uma posição sobre o assunto. 


Ela também vai aguardar primeiro a apuração dos fatos, para saber o que aconteceu. Acha o assunto grave, mas ainda precisa ver o resultado da apuração”.

Em sua defesa, Santana afirma que “não recebeu treinamento adequado”. E alegou que objetivo do exercício era ensinar as crianças as diversas formas de linguagem. “”A linguagem que eles trazem pra mim é uma linguagem totalmente informal. Foi isso que eu vi. 

O exercício que eu propus foi trazer essa informação de linguagem informal e adaptá-la para uma linguagem formal, que é a linguagem da educação de fato”.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio da Promotoria Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) vai pedir abertura de uma investigação sobre a postura de Santana em sala de aula com alunos de 10 e 11 anos.

Fonte: Diário do Poder e Metrópoles 

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