quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Superintendência de Saúde de Goiás dá parecer contrário ao centro de Hemodiálise de Campos Belos



Péssima notícia para a comunidade de Campos Belos.

Não adiantou nada a mobilização da sociedade local para a implantação do Centro de Hemodiálise do município, mesmo após a criação de uma Associação e a arrecadação de mais de R$ 200 mil em bezerros para a compra de máquinas e equipamentos.

Tudo porque a Superintendência de Atenção Integral à Saúde do estado de Goiás, que deveria cuidar da implantação, negou o pedido.

Assinado pela assessora técnica Maria Alves Oliveira e pelo coordenador Gilson Martins, o documento técnico da Superintendência diz que Campos Belos já é atendido por um órgão da Regional I, que é a cidade de Formosa. E Ponto!

Para explicar, lista que 27 pacientes de Campos Belos, Monte Alegre, Divinópolis de Goiás e Cavalcante que estão sendo atendidos em Goiânia, Formosa, Barreiras (BA) ou Caldas Novas.

Os servidores da Superintendência usam uma linguagem muito técnica, inclusive de divisão de microrregiões, para dizer que Campos Belos e as demais cidades são atendidas plenamente.

Enfim, tecnicamente, explicam tudo, menos que os pacientes, quase todos idosos, precisam se deslocar quase mil quilômetros por viagem, em três vezes na semana, para terem o sangue filtrado por uma máquina por mais de três horas.

Também não mencionam os pacientes do sudeste do Tocantins, que historicamente são atendidos na regional de Campos Belos.

Assim, o documento enterra as pretensões de Campos Belos de ser sede de um centro de Hemodiálise.

Sempre disse aqui no Blog que essa região do nordeste de Goiás, Chapada dos Veadeiros, é muito fraca politicamente.

Seus representantes não têm uma visão sistêmica, não veem o todo; pensam em questões menores e são incapazes de se deslocaram até o centro de Poder e explicar o óbvio.

“É humanamente viável entulhar dezenas de idosos em uma van velha, sem ar condicionado, sacolejante, todos clinicamente em estado críticos, para andarem 400 km de ida, submeterem-se a 3 horas de filtragem de sangue; pegar o carro de volta por mais 400 km e ainda repetir essa jornada mais duas vezes por semana?

E se parte desse caminho for feita por estrada de chão, com muito poeira ou lama, pontes quebradas e sem pontos de apoio?

São essas questões, são essas perguntas que os políticos regionais – repito fracos demais – deveriam levar a quem decide, em Brasília e Goiânia.

Enquanto vocês não se levantarem de suas cadeiras, do frescor do ar condicionado; enquanto não saírem da zona de conforto, esse sofrimento vai perdurar por décadas. 


Infelizmente essa é a triste realidade. 



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