sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Monte Alegre de Goiás, 250 anos de história




Por Antônio Dirceu Pinheiro,*

Fundada com a exploração de garimpos de ouro, em 1769, Monte Alegre de Goiás, no Nordeste Goiano, chega aos 250 anos neste dia 12 de outubro. Apesar de rica em ouro e cassiterita, a cidade não reflete a riqueza já explorada no município em tempos passados.

Com população estimada de 8.606 em 2019 pelo IBGE, hoje em dia a economia de Monte Alegre gira em torno da produção agropecuária e dos salários dos servidores públicos e aposentados. Uma grande parcela dos moradores vive de pequenos bicos e a média salarial do município, segundo o IBGE, é de 1,7 salários mínimos. 

O Instituto também registra que apenas 5,5% dos moradores têm ocupação. Em se tratando de renda per capita, o município ocupa a 238ª posição entre os 246 municípios do Estado.

O município de Monte Alegre é um dos maiores do Estado em território, ocupa a 26ª posição, com 3.119,808 km². Apesar de grande, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) revelado pela FIRJAN, em 2018, mostra que o município ocupa o último lugar no Estado.

Por estar situado numa região de pouca infraestrutura, com pouca oferta de água e de energia, o município não tem atraído as empresas, que seriam a solução para o desemprego. 

Para reverter esse quadro, os políticos e a sociedade devem se unir, deixando as disputas eleitorais de lado, e divulgar a isenção de 98% do ICMS dada pelo Estado para as indústrias que se instalarem no Nordeste Goiano, para que elas sejam portas de acesso ao emprego para a população, o que fará com que o desenvolvimento chegue.

Mas, se por um lado os números são desanimadores, por outro o município demonstra riquezas naturais e culturais. 

A Comunidade Kalunga, à beira do Rio Paranã, o mais importante, é um quilombo importante que desperta a atenção de estudiosos de várias partes do mundo. 

Há séculos a cidade realiza festas religiosas que mantêm a tradição e o zelo pela preservação da cultura de seu povo. 

As festas de Santo Antônio, em 13 de junho, padroeiro da cidade, e de Nossa Senhora do Rosário e Divino Espírito Santo, que acontecem no terceiro fim de semana do mês de julho, são demonstrações genuínas de um povo solidário que vê nessas manifestações a perpetuação de crenças e valores.

Mesmo os números demonstrando a pobreza, Monte Alegre tem valores surgidos da educação desenvolvida por professores abnegados que, com seus ensinamentos, revelaram profissionais de destaque em várias áreas da atividade humana no Brasil e até no exterior.

Que o espírito patriótico de sua gente consiga elevar a economia de Monte Alegre a patamares que a conduza para uma boa qualidade de vida aos que nela residem.

*Antônio Dirceu Pinheiro é jornalista, radialista e professor universitário.

Um comentário:

  1. Tenho orgulho de ler essa matéria de um dos seus ilustre filho que tem, e uma cidade que mais tem filhos formados em diversas áreas de graduação. Além de ser um povo hospitaleiro, de uma fé sem tamanho. Amo Monte Alegre e tenho sonho de morar novamente.

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