terça-feira, 29 de outubro de 2019

Há dois anos: Frei monta clínica de hemodiálise com doações de fiéis, na cidade de Goiás


Texto publicado em junho de 2017, no G1

O frei Marcos Lacerda de Camargo mobiliza fiéis para doarem e ajudarem na construção de uma clínica de hemodiálise na cidade de Goiás, no noroeste goiano. 

Ele afirma que a obra deve custar cerca de R$ 2 milhões e já começou a ser feita em um espaço da Associação de Saúde São Pedro de Alcantara (Aspag), da qual é presidente. 

A entidade aceita doações por meio do site, por onde conseguiu R$ 240.

“Esse é um espaço que a São Pedro já possuía, então aproveitamos, e vai encaixar exatamente uma clínica com 30 leitos, com 35 de reserva. 

Com isso, a gente pretende atender toda a região”, disse o padre em entrevista à TV Anhanguera.

O secretário de saúde do município, João Batista Neto, elogiou a iniciativa e afirma que a clínica será usada não só por moradores da cidade de Goiás, mas por quem vive em toda a região.

“Vai beneficiar mais de 130 pessoas que hoje têm que fazer hemodiálise três vezes por semana e têm que viajar para longe. Dessas, nove fazem o procedimento em Iporá, 19 em Goianésia e os outros em Goiânia”, contou.
Desgaste

Moradores da cidade e de municípios próximos relatam os trajetos são longos e cansativos. A dona de casa Jaci Domingas da Silva Camargos é uma das pacientes que faz o tratamento na capital e conta que a viagem torna tudo mais difícil.

“É desgastante, porque além da hemodiálise ainda tem a viagem de ida e volta. Tem dias que a gente passa mal mesmo de não dar conta nem de vir embora, de precisar ir para a casa de algum amigo ou parente para ficar lá, porque não tem como voltar”, disse.

Ela destaca que a clínica vai representar uma facilidade para todos os moradores da região que precisam passar pelo procedimento. “Já é uma esperança melhor porque deixa de ter o desgaste da viagem. Fica somente a hemodiálise, que já não é fácil”, concluiu.

O radialista Rogério do Espírito Santo também precisa passar pelo procedimento e conta que não pode abrir mão. “Vamos três vezes por semana: segunda, quarta e sexta. 

Saímos daqui às 15h. Temos que fazer essa filtragem, se não teremos problemas e podemos não continuaremos vivos”, pontuou.


texto: G1

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