sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Uma paixão de quase 40 anos faz casal casar-se pela segunda vez após 33 anos de separação



Uma história de vida que só o amor explica. 

Na década de 70, os jovens Dorival Marinho e Maria Alvina estavam na flor da idade, em Campos Belos (GO), e cheios de vida e de hormônios. 

Depois de se conhecerem na cidade, logo engataram um romance, que virou casamento, em 1979.

Nos seis anos de vida a dois, apaixonados e com muita troca e cumplicidade, os muitos de alto e baixos deram o tom na relação, devido, principalmente, às dificuldades financeiras.

Da união, ainda que instável, nasceram dois rebentos: Márcia Regina e Paulo Henrique. 

Mas Dorival Marinho, além ser um cara trabalhar e honesto, era tinhoso. Gostava muito de beber e de jogar apostado. Era um frequentador assíduo do Bar do Dino, pai deste blogueiro. 

As brigas eram constantes e o casamento foi se complicando, até que um dia, em meados da década de 80, Dorival tomou uma decisão que mudaria o rumo da história familiar. 

Mudou-se sozinho para outras cidades do país e rodou o mundo, em busca de trabalho e nunca mais apareceu para ver a família. 

Foram mais de 30 anos separados. 

Em Campos Belos, ficaram Maria Alvina e dois filhos pequenos. Sem emprego, sem casa para morar. As dificuldades, que já eram grandes, agora se tornaram desafios quase intransponíveis. 

Mas com muita luta, ela decidiu ser a mãe e o pai das crianças. 

Encontrou emprego na recém inaugurada Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição, hoje um dos principais hospitais da cidade e onde continua mesmo após se aposentar. No trabalho foi recebida como parte integrante da família; de lá, com seu laborioso e inestimado trabalho, conseguiu seu sustento e de sua pequena família. 

Chateada como nunca, Alvina foi ao juiz, pediu e conseguiu a separação e o divórcio. 

Na árdua e longa jornada da vida, cuidou, zelou, educou e alimentou os dois pequenos, que logo viraram adultos probos, honestos e cidadãos de bem. 

Ao longo desses 30 anos, vários "amores" passaram pela vida de Alvina, mas todos eles tinham um defeito insanável. 

Ela não sabia explicar o que era. Sempre falta algo, "alguma coisa" nos novos amores. 

A última cidade em que Dorival viveu, na sua longa jornada de ausência, foi Barra do Garça (MT). 

Ano passado, voltou como foi embora: de repente, já homem maduro. Talvez para morrer (até de amor) em sua terra natal. 

Nesta altura, Maria Alvina já estava nos braços de um outro amor, entre tantos.

Mas só bastou ela saber da notícia de que Dorival estava na cidade, que começou a descobrir que os defeitos encontrados nos outros tantos amores, na realidade, era a paixão desenfreada que ainda nutria pelo antigo amor, que, como uma chama de panteão, chamais se apagou. 

E não deu outra. 

Já no primeiro reencontro o "velho Doriva", sentiu nos olhos, na alma e no peito que o "algo era ele" e arriscou. Pediu sua mão em casamento, mais uma vez. 

A resposta era um óbvio e o tão esperado "sim". 

A família agora estava novamente próximo a se reunir em felicidade. 

Enfim, no último dia 7 de setembro, o sonho tornou-se realidade, em um casamento coletivo, quando Maria Alvina e Dorival Marinho voltaram a trocar o sim e alianças, desta vez, como testemunhas, os filhos Márcia Regina e Paulo Henrique, já adultos, mas tão emocionados feitos crianças. 







Um comentário:

  1. Parabéns ao casal e à nova família. Que Deus abençoe a vocês, agora, para sempre. Como estes filhos devem estar felizes! Certa ocasião, eu dirigia uma escola da Igreja Universal, no Rio de Janeiro, quando minha secretária chegou e disse: Professor o senhor está sendo chamado na classe para atender a um casal. Fui até lá e cumprimentei os dois alunos. Ao final, fiquei sabendo que ambos tinham se casados há doze anos e que se reencontraram naquela sala de aula. Eles queriam o meu aconselhamento, pois pretendiam casar-se novamente. É claro que me senti honrado e os aconselhei a um novo matrimonio. Felizes aqueles que se amam verdadeiramente. Há uma canção do meu amigo Ozéias de Paula, gravada faz anos, que eu ofereço a este casal de Campos Belos. “O amor é tudo, feliz é quem ama” - https://www.youtube.com/watch?v=t5atqia4w7o

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