sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Pau no lombo: Presidente da Câmara de vereadores de Formosa (GO) é preso acusado de fraude em licitação




Operação do Ministério Público do Estado de Goiás e da Polícia Civil de Goiás resultou na prisão de duas pessoas integrantes da Câmara dos Vereadores de Formosa. 

O vereador Edmundo Nunes Dourado (PP), atual presidente da casa, e Humberto Serafim Mendonça, controlador interno do órgão, foram presos na última desta quarta-feira (11) acusados de fraudes em licitações. 

Os policiais e os promotores também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na casa de outros denunciados e em uma empresa que estaria ligada ao esquema criminoso. 


Segundo acusação, entre 2016 e 2019, quando Edmundo assumiu cargo de presidente da Câmara, ele passou a comprar produtos e mercadorias sem a realização do procedimento licitatório, favorecendo pessoas conhecidas.

A decisão, expedida pelo magistrado Fernando Oliveira Samuel, da Segunda Vara Criminal de Formosa, determina o bloqueio de bens dos acusados para assegurar o ressarcimento dos prejuízos ocasionados aos cofres públicos.

Além da responsabilização criminal, que prevê penas que podem chegar a oito anos de prisão, os investigados respondem por improbidade administrativa, que prevê suspensão de direitos políticos, perda do cargo e proibição de contratação com o poder público. 

Os réus ainda podem pagar multa.

Além de Edmundo e Humberto, outras cinco pessoas foram acusadas de participar do esquema. 

“Edmundo fazia compras diretas das empresas de amigos e protegidos deles. Ele adquiria produtos de limpeza, de escritório e alimentícios. É a primeira fase da operação e devem ter outras focadas para investigar o Legislativo”, explicou um dos promotores à frente do caso, Douglas Chegury.

Fonte: Opção 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os cometários aqui publicados são de inteira responsabilidade dos autores. Este Blog não se responsabiliza pelos comentários postados pelos leitores, que poderão ser responsabilizados e penalizados judicialmente por abuso do direito da livre manifestação.