segunda-feira, 1 de julho de 2019

Réus ficam em silêncio durante audiência que apura desvios de R$ 2 milhões na Diocese de Formosa (GO)




Nove réus da Operação Caifás, que apura desvios de R$ 2 milhões na Diocese de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, preferiram ficar em silêncio durante audiência judicial sobre o caso, realizada no Fórum da cidade.

A audiência ocorreu na sexta-feira (28). Entre os acusados, estão o ex-bispo José Ronaldo Ribeiro e padres também apontados como integrantes do esquema. Eles respondem em liberdade.

Esta audiência estava prevista, inicialmente, para o dia 29 de março. Porém, ela foi adiada por conta da morte de um dos réus, o monsenhor Epitácio Cardozo Pereira, e remarcada para três meses depois.

Foi determinado que o depoimento de outro réu, Tiago Wenceslau, seja realizado via carta precatória, no dia 7 de agosto, em Recife.

O juiz Fernando Oliveira Samuel determinou que, passados dez dias úteis desta data, em 19 de agosto, as defesas dos réus se manifestem sobre algum pedido de diligência diante dos fatos apurados.

Pedidos

Durante a audiência, o advogado Lucas de Castro Rivas, que representa José Ronaldo, alegou que ocorria sonegação de provas, impedindo a ampla defesa, e pediu a suspensão do interrogatório até que tais documentos fossem juntados.

Ele também cobrou a disponibilização de provas colhidas nos aparelhos eletrônicos dos acusados. O magistrado, porém, afirmou que "não há qualquer evidência de sonegação de elementos de provas". Por isso, indeferiu o pedido.

Em relação à segunda solicitação, ele deliberou pelo acesso aos documentos extraídos dos aparelhos, mas destacou que a ausências dos mesmos não sustenta a requisição de suspensão do interrogatório.

Prisões após denúncias
Investigações do Ministério Público feitas a partir de denúncias de fiéis, em dezembro de 2017, apontaram que 11 pessoas usaram o dinheiro para comprar uma fazenda de gado, uma casa lotérica e carros de luxo.

Além do bispo, quatro padres, um monsenhor e funcionários administrativos também foram presos, no dia 19 de março de 2018, durante a Operação Caifás. Quase um mês após as prisões, o grupo conseguiu habeas corpus e deixou a prisão. Na porta do presídio, eles foram recebidos com festa e uma salva de palmas pelos fiéis.

Em setembro do ano passado, o Papa Francisco acolheu pedido de renúncia de dom José Ronaldo. Após mais de um ano, dom Adair José Guimarães, nomeado pelo Papa, assumiu a diocese.

Fonte: G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os cometários aqui publicados são de inteira responsabilidade dos autores. Este Blog não se responsabiliza pelos comentários postados pelos leitores, que poderão ser responsabilizados e penalizados judicialmente por abuso do direito da livre manifestação.