sexta-feira, 22 de março de 2019

Profissionais de saúde de Campos Belos declaram greve em defesa dos seus direitos




Depois de tentar de todas as formas fazer o Prefeito Eduardo Terra (PR) entender que é seu dever cumprir lei, os profissionais de saúde de Campos Belos perderam a paciência e decidiram entrar em grave com início da paralisação nesta sexta-feira (15).

Desde o segundo semestre de 2015, passou a vigorar no Município de Campos Belos o plano de carreira dos profissionais de saúde, que assegura o direito à progressão salarial por nível de habilitação e atualização profissional. Mas o Prefeito vem se negando a implantar o plano. 

Em vez disso, optou por acionar a justiça tentando obter a declaração judicial de inconstitucionalidade da lei, porém, sem êxito. 

O Prefeito vem se negando também a reajustar o piso salarial profissional nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias.

O SINDIBELO informa que, com relação aos profissionais de educação e de outras áreas da administração pública municipal, não está descartada a possibilidade de esses segmentos também irem à luta contra o mal costume do Prefeito Eduardo Terra de desobedecer leis quando se trata de direitos dos trabalhadores no serviço público. 

É o caso dos professores que tiveram suas cargas horárias de trabalho, de uma hora para outra, reduzidas de 40 para 30 horas semanais com a proporcional redução de salários e do não pagamento correto da correção salarial com base no PSPN. 

Mesmo depois de o sindicato obter sentença judicial favorável ao retorno desses professores à carga horária de 40 horas semanais e dos salários antes percebidos, o Prefeito preferiu recorrer da decisão. 

Ele vem deixando de pagar também, a muitos servidores de todas as áreas, os quinquênios assegurados no Regime Jurídico Único.

Segundo o Presidente do SINDIBELO, Professor Antônio Brabosa, a parir do lançamento da grave nesta sexta-feira, várias atividades serão realizadas tais como: visita ao Ministério Público em defesa do cumprimento das leis que asseguram os direitos dos trabalhadores, passeatas e carreatas pela cidade, anúncio da grave para a comunidade em carro de som, atos públicos de protestos contra as omissões do Prefeito, entre outras legítimas pressões sociais contra dos desmando do governo local.

Esse processo de luta do SINDIBELO, que vem contanto com o apoio da CUT-Brasília desde os seus momentos preparatórios, com destaque para a participação da dirigente sindical cutista Olízia Alves, está demonstrando a importância da organização e da luta dos trabalhadores quando seus direitos são retirados ou ameaçados.

Fonte: SINDIBELO

Um comentário:

  1. Dinheiro pra festa tem, agora pagar os trabalhadores não tem, que falta de vergonha na cara

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