segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Marinha pede atenção de Caiado para balsa no Rio Paranã, em Nova Roma/GO e mais 7 interditadas em Goiás



Representantes da Marinha apresentaram ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o quadro caótico de 8 balsas interditadas pela instituição no interior de Goiás.

Coube ao almirante Sérgio Goldstein apresentar o relatório que mostra a situação precária das instalações balsas nos municípios, que foram tiradas de operação por falta de investimento da gestão anterior do governo goiano na manutenção dos equipamentos.

Estão interditadas as balsas Ada (Rio Caiapó, GO-188, em Arenópolis); Darlene (no Rio Maranhão, GO-080, em Barro Alto); Judite (Lago dos Tigres: GO -324, em Britânia); Júlia (Rio das Almas: GO-338, em São Luiz do Norte); Soledade (Rio São Marcos: GO-213, em Campo Alegre); Cana Brava (Rio São Félix: GO-464, em Minaçu); Viviane (Rio Paranã: GO-112, em Nova Roma); e Sandra (Rio Crixás: GO: 239, em Amaralina).

“Nós acabamos de receber aqui relato que já havia sido entregue ao governo do Estado há mais de ano, deixando claro que as balsas que hoje funcionam em Goiás estão totalmente interditadas devido à situação caótica, sem a menor condição de segurança para fazer transporte de carga, muito menos de passageiros, colocando em risco todas as pessoas que trafegam nesses rios aqui atendidos por essas oito balsas”, destacou o governador.

Caiado destacou que a situação é grave porque em determinados locais de interdição há anúncio de investimentos do governo passado.

“Isso é sinal de corrupção. No Rio Paranã você vê o padrão da balsa e lá tem uma placa da antiga Agetop que o governo anterior gastou R$ 26 milhões. Lógico que se fossem R$ 26 milhões seria um transatlântico, no entanto, é uma barca que foi interditada pela Marinha”, denunciou Ronaldo Caiado.

Além da falta de balsas adequadas para fazer o transporte, os tripulantes também não têm qualificação, ou seja, não passaram por cursos da Marinha. Ronaldo Caiado disse que já encaminhou a Goinfra a necessidade de implantar cursos para os responsáveis pela tripulação, isso com o apoio da Marinha, que se dispôs a fazer isso; bem como de reformar as balsas, já que elas não têm condições mínimas para trafegar.

“Esse é o caos que estamos encontrando, ou seja, a cada momento é uma notícia que nos chega dizendo das irresponsabilidades que foram praticadas”, apontou.

Fonte: Diário de Goiás

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