quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Alto Paraíso de Goiás: Tribunal de Justiça manda prender assassino do ex-prefeito Divaldo Rinco


Ex-prefeito foi morto em 2010
Ary da Abadia Garcez



Por Roberto Naborfarzan, 

O marceneiro Ary da Abadia Garcez, condenado a 19 anos de prisão por ter assassinado o então prefeito de Alto Paraíso de Goiás, Divaldo Wiliam Rinco, teve sua prisão decretada na tarde de terça-feira,26, pelo relator do caso, desembargador Ivo Favaro, da 1ª Câmara Criminal. 

O crime aconteceu no dia 02 de setembro de 2010.

Mais de oito anos depois de matar a tiros o ex-prefeito de Alto Paraíso de Goiás, Divaldo William Rinco, o assassino Ary da Abadia Garcez finalmente teve sua prisão decretada pela justiça e deverá cumprir em regime inicialmente fechado os 19 anos de prisão aos quais foi condenado. 

Ele irá responder pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O crime aconteceu no dia 02 de setembro de 2010, por volta das 21:30, em frente a um bar, no Setor Cidade Alta, em Alto Paraíso de Goiás.


Divaldo estava com amigos e secretários em um bar, onde discutia estratégias de campanha do então candidato a governador por Goiás Marconi Perillo (PSDB). 

Testemunhas contaram que Ary já estava no bar, tomando cerveja com um amigo, quando o grupo do prefeito chegou.

Quando já haviam poucas pessoas com o prefeito, horas mais tarde, Ary teria chamado Divaldo para conversar do lado de fora do bar. 

Os dois se falaram por 15 minutos nas proximidades do estabelecimento, quando amigos do prefeito ouviram os tiros. Divaldo chegou a ser levado para o Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 2011, depois de fugir e ser preso em Minas Gerais, Ary Garcez ficou frente a frente com a justiça para esclarecer o caso. Na época, ele negou todas as acusações e disse não saber quem era o autor dos disparos.

No dia 13 de julho de 2017, no Fórum da Comarca de Alto Paraíso de Goiás, em sessão presidida pela juíza Ana Tereza Waldemar da Silva, tendo a frente da acusação os promotores de Justiça Josiane Correa Pires Negretto e Julimar Alexandro da Silva e o doutor Vitor Hugo Pelles como assistente de acusação, a defesa do réu, que ficou a cargo dos advogados Marcelo de Sousa Vieira e Augusto Eudalldo Morais de Lima, não conseguiu provar a inocência do acusado, que foi condenado, mas obteve o direito de aguardar os recursos em liberdade.

Ao mandar executar a prisão do acusado, o relator, Desembargador Ivo Favaro argumenta que “(…) Ante o exposto, acolhendo em parte o parecer da Procuradoria-Geral da Justiça, conheço dos autos recursos e dou parcial provimento ao 1º, para determinar o inicio da execução da pena imposta; e dou parcial provimento ao 2º provimento para reduzir a pena imposta (…)”.

O acusado deverá ser imediatamente recolhido a cadeia pública onde ficara a disposição do Egrégio Tribunal de Justiça.

Para Marcus Adilson Rinco, irmão do ex-prefeito, a prisão do assassino de Divaldo Rinco fecha um ciclo, visto que havia a sensação da impunidade, porque depois de alterar totalmente o ritmo de vida de uma família, de toda uma cidade, de toda uma região na qual Divaldo era um dos grandes defensores, o assassino continuava levando normalmente sua vida, como se nada tivesse acontecido.


“A prisão do assassino não repara nossa dor, não traz nosso familiar de volta, pois é algo irreparável, mas nos dá o alivio de que a justiça dos homens está cumprindo seu papel, aplicando a punição em quem cometeu um ato de muita crueldade. 

Sabemos que a verdadeira justiça é a Justiça Divina, e essa nós sabemos que já vem atuando na vida do assassino, mas dentro da visão terrena, caso se concretize essa prisão, haverá um refrigério em nossas vidas, principalmente na vida de meu pai, senhor Andalécio, que sofria muito com a impunidade do assassino. 

Esperamos que tudo isso traga um pouco mais de paz e alivio em nossos peitos”. Resume Marcus Rinco.

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