quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Policiais militares presos na Operação Circo da Morte são denunciados por dois homicídios qualificados


O Ministério Público de Goiás ofereceu denúncia contra cinco policiais militares que foram presos na Operação Circo da Morte coordenada pelo Ministério Público de goiás e a Polícia Federal e deflagrada no último dia 18 de dezembro. 

Os policiais militares estão sendo processados criminalmente pela prática de dois homicídios qualificados praticados na comarca de Santo Antônio do Descoberto e por ocultação de cadáver.

A denúncia do MP-GO é baseada no Inquérito Policial nº 97/2017 da Polícia Civil de Goiás, o qual relata que os policiais Carlos Eduardo Belelli, Alessandro Bruno Batista, Ruimar Felipe Maia, Ismael Fernando Silva e Raithe Rodrigues Gomes agiram em concurso (em cooperação). 

De acordo com a peça acusatório, no dia 15 de março de 2017, eles se deslocaram de Caldas Novas (cidade em que os militares eram lotados) até Santo Antônio do Descoberto, onde tiraram de suas residências as vítimas Darlei Carvalho da Silva e Dalylla Fernanda Martins.

Após matarem Darlei, os denunciados jogaram seu corpo às margens de uma estrada vicinal no município de Silvânia. Já a vítima Dallyla, após ser morta, teve seu corpo ocultado pelos denunciados em local desconhecido, não sendo encontrado até a presente data, em que pesem todas as diligências realizadas.

Em relação ao homicídio praticado contra Darlei, a denúncia imputa duas qualificadoras (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima); já em relação à vítima Dalylla, além das duas qualificadoras mencionadas há uma terceira qualificadora tendo em vista que o homicídio fora praticado como “queima de arquivo”.

A denúncia criminal já foi recebida pelo juízo da comarca de Santo Antônio do Descoberto, tendo sido decretada a prisão preventiva dos cinco denunciados. 

Em relação ao delito de associação criminosa na modalidade “grupo de extermínio”, o MP-GO aguarda o término das investigações da Polícia Federal e o respectivo encaminhamento do inquérito policial que se encontra dentro do prazo legal.

Fonte: Goiás Total 

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