quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Complicou: Comandante dos Bombeiros e outros cinco militares são afastados por fraude de certificados


O comandante-geral dos Bombeiros, coronel Dewislon Adelino Mateus, e outros cinco militares suspeitos de envolvimento em esquema de fraude de certificados em Goiânia foram afastados da corporação. 

O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (21) após as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontarem o recebimento de propina em troca de emissão do Certificado de Segurança para empresas e estabelecimentos que não cumpriam normas e protocolos. 

Cinco empresários foram presos.

Um substituto para Dewislon no Comando-Geral da instituição deverá ser apontado pela SSP ainda nesta quinta-feira (21), segundo o Corpo de Bombeiros.

Conforme apontam as investigações iniciadas em 2017, os militares atuavam juntamente com empresários da região da 44. 

Só no local foram identificados pagamentos de propina por parte de 145 comerciantes, sendo que muitos deles foram obrigados a pagarem pelo certificado. 

Além de dinheiro em espécie, os militares também eram pagos com viagens internacionais e construção de empreendimentos.

Até o momento nenhum dos seis militares suspeitos de envolvimento na fraude foram presos. O MP pediu a prisão do grupo, mas a Justiça Militar não atendeu à solicitação. 

Já a prisão dos cinco empresários envolvidos no esquema foi atendida. Os mandados foram cumpridos na última terça-feira (19). Os nomes dos investigados não foram divulgados. 

O órgão cumpriu ainda 17 mandados de busca e apreensão em empresas e no próprio prédio do Comando-Geral do CBMGO. 

Valores altos

As apurações do Gaeco apontaram ainda que o valor da propina para a obtenção dos certificados variava de acordo com cada empreendimento. Segundo as investigações, um dos pagamentos chegou a R$ 500 mil. 

Dois shoppings, que não tiveram os nomes revelados, pagaram pelo certificado.

Além de Dewislon, foram afastados da corporação o coronel Anderson Cirino; tenente-coronel Hélio Loyola Gonzaga Júnior; major Nériton Pimenta Rocha; capitão Sayro Geane Oliveira dos Reis e o subtenente José Rodrigues Sobrinho. 

Eles podem responder pelos crimes de concussão, organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Fonte: Mais Goiás

Tentativa de homicídio em Alto Paraíso de Goiás


Um homem identificado como Edson Rodrigues da Silva Júnior, 32 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio, nesta quinta-feira (21), em Alto Paraíso de Goiás, Chapada dos Veadeiros.

O ato criminosos ocorreu no bairro Novo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar, uma equipe esteve no local, onde encontraram a vítima caída ao chão, próximo a uma bicicleta.

O homem apresentava quatro ferimentos no tórax, pescoço e cabeça. 

O SAMU compareceu ao local e conduziu à vítima, em estado grave, para o Hospital Municipal de Alto Paraíso. 

Em razão das lesões, o rapaz não conseguiu dar detalhes do episódio. 

Mais Arraias (TO): estudantes conquistam mais medalhas de prata na Olimpíada de Língua Portuguesa


Mais dois estudantes tocantinenses conquistam medalhas de prata nas etapas semifinais da 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP), na categoria artigo de opinião, em São Paulo, SP. 

Foram premiados a estudante Ioneide Ferreira de Souza, do Colégio Estadual Professora Joana Batista Cordeiro, de Arraias, que escreveu sobre A poluição dos rios no Mimoso: tudo vale a pena em nome do progresso?, e Rafael Caxàpêj Krahô, da Escola Estadual Indígena 19 de Abril, de Goiatins, com o texto Meu lugar é um pulmão verde no meio da imensidão acinzentada. 

A professora Deuzanira Lima Pinheiro, da Escola Estadual Indígena 19 de abril, também recebeu medalha de prata pelo relato de experiências.

Eles retornarão a São Paulo, no dia 9 de dezembro, para participar da solenidade de premiação nacional e concorrer à medalha de ouro.

A professora Elaine Cardoso de Sousa, do Colégio Estadual Professora Joana Batista Cordeiro, também participou da etapa semifinal da olimpíada, realizada em São Paulo, no início da semana. Ela acompanhou a aluna Ioneide.

A professora Deuzanira contou que ficou muito feliz com o resultado. “Receber medalha de prata pelo relato de experiência foi maravilhoso. É uma recompensa pelo desempenho e esforço no caminho da aprendizagem”, frisou.

O estudante Rafael Krahô também ressaltou a alegria. “Estou muito feliz por levar duas medalhas, uma de bronze e outra de prata e por ter tido a chance de participar da fase presencial da olimpíada. Agradeço à comunidade, à escola e à professora que caminhou comigo”, comentou.

Avanços e conquistas

A secretária de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), Adriana Aguiar, disse que está muito feliz com todas essas conquistas. “Esta é a primeira vez que temos um estudante indígena participando da olimpíada, e veja onde ele chegou. Está concorrendo à medalha de ouro. 

Esse resultado reflete o esforço, o empenho e a dedicação de professores compromissados com o sucesso do aluno. E também é a primeira vez que uma professora ganha medalha de prata com o relato de sua experiência; orgulho para o Tocantins”, destacou.

O diretor da Escola Estadual Indígena 19 de Abril, Renato Khahô, que esteve no I Seminário de Líderes Educacionais do Tocantins, falou sobre a experiência da equipe da unidade escolar para avançar no ensino e na aprendizagem. 

“O nosso objetivo na gestão da escola é que a comunidade compreenda a importância dos nossos alunos conquistarem a oportunidade de frequentarem universidades”, frisou.

Renato explicou que a comunidade indígena e a escola estão comemorando mais essa vitória.

Olimpíada

A Olimpíada de Língua Portuguesa tem o objetivo de melhorar o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita e promover formação para professores que lecionam língua portuguesa. 

É uma realização do Itaú Social, com a coordenação do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Programa Escrevendo o Futuro, com a parceria do Ministério da Educação.

Com informações da Seduc

Arraias (TO): Desembargadora Maria Ivatônia defende busca por justiça em questões raciais



Maria Ivatônia Barbosa dos Santos poderia ser um exemplo de que é possível vencer desafios para chegar longe na carreira sem se beneficiar de cotas. 


A primeira desembargadora negra do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) tornou-se magistrada e ascendeu sem qualquer política afirmativa. Aos 5 anos, “fugiu para a escola”, como gosta de dizer. 

Foi alfabetizada em dois meses, sempre se destacou como a aluna mais nova da turma e ostentava um boletim com notas excelentes. Aos 16 anos, prestou vestibular. Aos 21, formou-se em direito. 

Passou em primeiro lugar no concurso para delegada da Polícia Civil de Goiás. Quatro anos depois, em maio de 1993, ingressou na magistratura do Distrito Federal.

Hoje, aos 57 anos, é celebridade na cidade em que nasceu, Arraias, estado de Tocantins. 

Na última terça-feira, quando foi promovida a desembargadora, Maria Ivatônia entrou para o rol dos negros mais ilustres do planeta em cartaz produzido pelas crianças da escola onde estudou, ombreando com Nelson Mandela, Barack Obama, Bob Marley, Pelé e Zumbi dos Palmares. 

A singela homenagem foi exibida aos colegas com orgulho na primeira sessão da 5ª Turma Cível, da qual participou nesta quarta-feira (20/11) pela primeira vez depois de ser escolhida, por unanimidade, pelo Pleno do Tribunal de Justiça do DF para a vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Marco Antônio da Silva Lemos.

Durante a primeira sessão, Ivatônia ouviu de um colega, o desembargador Ângelo Passarelli, um suposto elogio: “Nunca a vi como uma mulher negra. Olho para a senhora e não vejo uma negra, não”. 

Querida no TJDFT e entre advogados, delegados e promotores de Justiça, Ivatônia tem vários amigos na magistratura. É o caso do presidente da Associação dos Magistrados de Brasília, Fábio Esteves, um dos poucos negros nas varas de justiça brasileiras. 

O Censo do Poder Judiciário de 2018, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostrou que apenas 18% dos magistrados do país se declaram negros.

Entre as referências de Ivatônia, estão desembargadoras como Carmelita Brasil, Sandra de Santis e Ana Maria Amarante, além de celebridades como a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama. 

“Eu não gosto de aparecer. Mas Michelle Obama disse que nós, negros, não podemos nos dar ao luxo de querer ter a vida tão discreta, tão afastada de holofotes como a gente prefere, porque a gente precisa que nossos irmãos de cor, como ela diz no livro (Becoming), olhem para a gente e digam: é possível.”

O pai, Antônio Gentil, professor e um sábio na educação dos filhos, também é um dos ídolos. Suas lições além das salas de aula nunca foram esquecidas. 

Aos 8 anos, adiantada na escola, a menina passou a se considerar adolescente. Queria viver as rebeldias das colegas de 13 ou 14 anos e decidiu deixar as tarefas de lado. 

O boletim marcou a diferença de comportamento. Ao perceber a modificação, o pai chegou em casa com uma “surpresa” para a filha, uma enxada embrulhada em papel de presente. “Aqui nesta casa, quem não estuda trabalha”, disse. Assim, as notas voltaram a subir.

Apesar do mérito pessoal, Ivatônia é defensora de políticas afirmativas que abram possibilidades para negros. 

“A política de cotas é fundamental. Se você é de uma família que não estudou em escola boa e vai prestar vestibular, qual é a sua chance? Zero”, afirma. 

“Pode esquecer. É por isso que, mesmo depois de 2000, a porcentagem de 2% de negros (na magistratura) não se alterou. Não é uma questão racista do tribunal de não deixar passar negros. 

Que isso fique muito claro. É porque os negros não chegam a esse tribunal com conhecimento necessário para disputar com os meninos que, graças a Deus, tiveram estudo”, avalia. 

“Então, é preciso haver essas ações afirmativas, para diminuir essas diferenças”, acrescenta. “Até hoje, o número de negros no tribunal não chega aos dedos de uma mão”, lamenta.
Preconceito

Maria Ivatônia narra passagens de discriminações que viveu, inclusive no próprio Tribunal por parte de servidores. 

Certa vez, a juíza foi barrada por um segurança no corredor de autoridades por onde passaria o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Mas Ivatônia não o denunciou. 

“Ele também era negro. Pensei: vou reclamar dele, abrir um processo administrativo? Ele vai ser demitido. Vai ter mais filhotes negros sem escolas. É mais um para dar problema… É melhor esquecer a cara do segurança”, disse. 

No Rio de Janeiro, ela viu um amigo branco e loiro ser recebido com deferência em um hotel de luxo, enquanto era tratada com desconfiança. Já ouviu também que era “negra de alma branca”.

Graduada em direito pela Universidade Católica de Goiás (UCG), a magistrada é pós-graduada em direito constitucional eleitoral pela Universidade de Brasília (UnB), em direito penal e direito administrativo pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e em direito penal, direito processual penal e direito constitucional pela Universidade Católica de Goiás (UCG). 

Estudou vários idiomas, como inglês, espanhol, francês, alemão e italiano. E brinca que, muitas vezes, prefere entrar num hotel chique falando outra língua, para não ser destratada. “Assim vão pensar que sou uma americana rica”, diz, com bom humor.

Com um companheiro há 17 anos, a desembargadora optou por não ter filhos biológicos. Primeira de uma prole de sete irmãos, ela preferiu cuidar da família e de amigos. Adotou de coração dois jovens, que são como filhos. Um deles é uma servidora de sua equipe que tem ananismo. “Ela é a minha filhinha. É o tempero do nosso gabinete”, conta.

Como juíza, atuou na 2ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais. Foi titular da Auditoria Militar e da 2ª Vara Criminal de Taguatinga; diretora do Fórum de Taguatinga e do Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes; e coordenadora da Central de Guarda de Objetos de Crime (CEGOC). 

Apesar de ter lidado com muitos processos penais envolvendo policiais militares, ela admira a corporação. “Temos a melhor Polícia Militar do país. Nossa Polícia Civil também é muito técnica, de muita qualidade”, avalia.

É na meditação, no tai chi chuan e na ioga que Ivatônia se desestressa. Ela também gosta de corrida, mas, pelo bem da saúde das articulações, adotou as caminhadas como atividade física. 

“Somos um receptáculo de muitas crises”, afirma, referindo-se aos motivos para trabalhar a sanidade mental. 

No Judiciário, também busca equilíbrio. “Nenhum juiz é super-homem. Nenhuma juíza é supermulher. Somos pessoas que trabalham pela justiça e pelo bem”, acredita.

Fonte e texto: Correio Braziliense

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Para pensar: "Dia da Consciência Negra é ridículo", diz Morgan Freeman



O Outro lado da moeda

Concurso: 2º colocado liga para 1º e diz que teste foi cancelado; concorrente não foi e perdeu o teste e a vaga. O infeliz pegou um ano de prisão



Uma infeliz trama digna de cena pastelão de novela levou um civil a ser condenado pelo crime de estelionato pelo Superior Tribunal Militar.

O homem foi condenado após tentar fraudar concurso para sargento técnico temporário do Exército Brasileiro. 


O caso ocorreu em Fortaleza (CE) há dois anos. 

Na ocasião, o acusado, que era o segundo colocado no certame, ligou para o primeiro como se fosse um militar da comissão do processo seletivo.

No telefonema à vítima, o autor dizia que a data do exame de aptidão física tinha sido transferida para outro dia. 

Em razão dessa informação falsa, o concorrente mais bem classificado – e oponente direto do acusado – perdeu o exame físico e foi eliminado do certame.

Em 12 de novembro deste ano, o Superior Tribunal Militar (STM) confirmou a pena imposta ao réu, condenado na primeira instância da Justiça Militar da União (JMU) pelo crime de estelionato – artigo 251 do Código Penal Militar (CPM). 

O réu foi denunciado pelo Ministério Público Militar (MPM) e deverá cumprir pena de um ano de reclusão.

O candidato prejudicado relatou o fato à comissão do concurso, dizendo, inclusive, que se lembrava de ter emprestado seu aparelho celular ao suspeito no dia em que estavam realizando uma outra fase do certame. 

A ação foi comprovada após a quebra do sigilo telefônico do acusado.

Segundo a promotoria, o autor incorreu no crime de estelionato, na forma consumada, uma vez que o objetivo era desclassificar a vítima para facilitar sua aprovação e nomeação para a única vaga existente.

Se para o MPM era óbvia a conduta do denunciado, para a Defensoria Pública da União (DPU), que ficou responsável pela defesa do acusado, nada foi comprovado, motivo pelo qual pediu, nas duas instâncias, a absolvição do réu.

Ao analisar a peça acusatória, as provas e a defesa do acusado, o juiz federal da Justiça Militar entendeu que o réu era culpado e o condenou por estelionato na modalidade tentada, e não na consumada, como queria o MPM.

Para o Ministério Público, o acusado causou prejuízos não só à Administração Militar, que foi impedida de selecionar o melhor candidato, mas também à vítima, que teve a sua oportunidade de ingresso no Exército frustrada.

“O denunciado, portanto, de maneira livre e consciente, obteve para si vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo e mantendo a Administração Militar em erro, mediante meio fraudulento, razão pela qual deve incidir nas penas do artigo 251 do Código Penal Militar”, argumentou o MPM, que insistia na condenação pela modalidade consumada, o que acarretaria em aumento de pena.


O revisor dos recursos de apelação no STM, ministro José Coêlho Ferreira, negou provimento, tanto à defesa quanto à acusação, mantendo a sentença nos mesmos moldes da primeira instância.

O magistrado entendeu que ficou comprovado que, embora o réu tenha cometido o crime de estelionato, deveria ser mantida a modalidade tentada.

Para José Coêlho Ferreira, o réu não logrou êxito em atingir o objetivo perseguido na conduta ilícita de ser nomeado à vaga pretendida, uma vez que o concurso para provimento da vaga de sargento técnico temporário na 10ª Região Militar não foi concluído, pois está suspenso desde a interposição do recurso administrativo interposto pelo ofendido.

“Nesse aspecto, entendo que a sentença avaliou a matéria de forma irretocável, eis que condenou o réu no crime de estelionato na forma tentada.

Dessa forma, entendo que o crime não se aperfeiçoou em seu propósito, por motivo alheio a vontade do agente, caracterizando a forma tentada prevista no artigo 30, inciso II, do Código Penal Militar, o que me faz manter a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos”, decidiu o ministro.

Com informações do Metrópoles e da Assessoria de Imprensa do STM.

Apelação 7000583-09.2019.7.00.0000

Arraias (TO) está toda orgulhosa: Maria Ivatônia, filha da cidade, será a primeira desembargadora negra do TJDFT


Na véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) escolheu a primeira mulher negra para o cargo de desembargadora: Maria Ivatônia Barbosa dos Santos.

A magistrada é natural de Arraias, tradicional cidade sudeste do Tocantins, e é irmã do atual prefeito do município, Wagner Gentil.


Maria Ivatônia é magistrada de carreira da Justiça do DF, concursada como juíza, integrante do TJDFT, e foi promovida nesta terça-feira (19/11/2019) pelo critério de antiguidade. 

Antes, até ontem, era juíza substituta de segundo grau.

O Tribunal Pleno a elegeu, por unanimidade, para ficar na vaga deixada pelo desembargador Marco Antônio da Silva Lemos, que se aposentou.

A posse da futura desembargadora está prevista para 12 de dezembro de 2019.

Esse dia será de festa e orgulho, não apenas para a cidade de Arraias, como também para toda a região sudeste do Tocantins e nordeste de Goiás, incluída aí a Chapada dos Veadeiros, que abriga a maior comunidade quilombola do país.

Com informações do Metrópoles 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Arraias (TO): Comunidade, vamos participar da campanha Hora de Doar?



Quando passamos pertences que já foram úteis para nós para outras pessoas damos novas oportunidades para pessoas com dificuldades financeiras se erguerem. 

Há algo mais gratificante em saber que uma pequena ação que você fez vai melhorar a vida de alguém?

Vamos nos unir e fazer a diferença para alguém se divertir, se esquentar e principalmente tenha direito a um prato de comida. 

Doar é bom para quem pratica a ação e para quem recebe.

Faça sua parte, doe alimentos, brinquedos, roupas e calçados.

Pontos de recolhimento:


* Quartel da 1a CIPM em Arraias;

* SEDES dos Pelotões  de Combinado e Taguatinga bem como Destacamentos de Lavanderia,  Novo Alegre,  Conceição  e Paranã. 

Período de Arrecadação  até 06/12/2019;


A Fundação Pró Tocantins e a 1ª CIPM agradece por este ato humanitário. 

Deu polícia: professor no DF pede redação sobre sexo oral e anal para crianças de 10 e 11 anos



A polêmica envolvendo um professor de português do 6º ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104 Norte virou caso de polícia. 

A PCDF confirmou que, após o docente pedir para os estudantes escreverem uma redação para falar de sexo oral e anal, o diretor da instituição de ensino e os pais registraram ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). 

Na manhã desta terça-feira (19/11/2019), responsáveis por estudantes disseram que o profissional, que foi contratado temporariamente pela Secretaria de Educação, deu “show de horrores” em sala de aula.

O caso foi revelado pelo Metrópoles. O professor Wendel Santana, 25 anos, foi desligado da unidade educacional após ensinar sobre sexo durante aula na última quarta-feira (13/11/2019). 

Ao sugerir o tema da redação, o docente utilizou termos chulos como “fio terra”, “punheta”, “boquete”, os próprios alunos ao se sentirem incomodados fizeram as imagens do quadro, com os temas da redação. “Brasília, 13 de novembro de 2019. Objetivo: fazer o próprio currículo. Redação improvisada. Escrever sobre polidez e transformações afetivo-sexuais na adolescência (pós-infância). Sexo oral e penetração”.

Por meio de nota, a Secretaria de educação alegou que Santana é um professor temporário, mas que, em lugar de chamar a polícia, apenas o afastou e o devolveu preventivamente à Coordenação Regional de Plano Piloto e Cruzeiro, “enquanto está investigando a situação no CEF 104 Norte”. 


Apesar das gravações em áudio e vídeo, a secretaria informou que, “se comprovados os fatos, terá seu contrato cancelado”.

Procurado pelo Diário do Poder, o Sindicato dos professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) informou que a diretoria vai se reunir hoje para tratar do tema “Ainda não existe uma posição sobre o assunto. 


Ela também vai aguardar primeiro a apuração dos fatos, para saber o que aconteceu. Acha o assunto grave, mas ainda precisa ver o resultado da apuração”.

Em sua defesa, Santana afirma que “não recebeu treinamento adequado”. E alegou que objetivo do exercício era ensinar as crianças as diversas formas de linguagem. “”A linguagem que eles trazem pra mim é uma linguagem totalmente informal. Foi isso que eu vi. 

O exercício que eu propus foi trazer essa informação de linguagem informal e adaptá-la para uma linguagem formal, que é a linguagem da educação de fato”.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio da Promotoria Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) vai pedir abertura de uma investigação sobre a postura de Santana em sala de aula com alunos de 10 e 11 anos.

Fonte: Diário do Poder e Metrópoles 

Prepare-se: Seduc estabelece comissão para elaborar concurso público da Educação do Estado



Um concurso público para vagas na Educação do Estado do Tocantins foi confirmado pela Secretaria da Educação, Juventude e Esporte do Tocantins (Seduc-TO) para o deputado estadual Júnior Geo (Pros). 

Conforme o parlamentar, a pasta já anunciou a comissão formada para o andamento do certame.

A comissão será responsável pelos estudos que demonstram o atual déficit no quadro de servidores da Seduc-TO, além da avaliação do impacto financeiro da realização de um novo concurso.

Foram nomeados quatro integrantes para a comissão anunciada: Maria Luixa Gomes de Aguiar, José Wellyngton Noronha Aguiar, Nayane Cirqueira Garcia Godinho e Giordano Bruno Gomes Milhomem Reis. 

Além da composição do grupo de trabalho pelos servidores Luciano Gomes dos Santos e Aldeniza de Souza Moura, que trabalham na Secretaria da Educação.

O último concurso do quadro geral do Estado foi realizado em 2009, há 10 anos. Para o deputado, autor de um requerimento solicitando a realização de um novo concurso público, a situação fragiliza a prestação do serviço público diante da falta de servidores públicos efetivos que deem continuidade no trabalho para garantir a isonomia e a organização do serviço público.

Ação do MPE

O Ministério Público do Estado também cobrou o concurso por meio de uma Ação Civil Pública (ACP) e exige a abertura de mais de 5,6 mil vagas. 

Na ação, o Ministério Público ainda pede que o governo seja proibido de contratar novos temporários.

Fonte e texto: T1

De onde não se esperava: MP investiga fraudes em certificados emitidos pelos bombeiros


Nesta terça-feira (19/11), a Operação Desconformidade, combate fraudes na certificação de segurança contra incêndio e pânico emitida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO).

A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MPGO), com apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSPGO).

De acordo com o MPGO, o esquema criminoso é formado por bombeiros militares, incluindo membros do alto comando da corporação, que concede Certificados de Conformidades (Cercons) para empresas e empresários que não cumpriam as normas e protocolos de segurança, colocando vida e patrimônio da coletividade em risco.

Segundo as investigações, o grupo recebia dinheiro para interesse próprio e, além disso, valores destinados a construções e reformas nas unidades militares.

Além das fraudes outros crimes são investigados.

Shoppings e centros comerciais, em várias regiões de Goiânia, tiveram seus Cercons emitidos irregularmente, tornando alguns desses locais propícios à ocorrência de tragédias semelhantes à da Boate Kiss, que matou 242 pessoas e feriu outras 680, em Santa Maria (RS), em 27 de janeiro de 2013.

Essa tragédia foi provocada pela imprudência e más condições de segurança no local, outro exemplo é o Hospital Badim, que o incêndio matou 20 pessoas e feriu 40, no Rio de Janeiro.

Outros crimes também são alvos de investigação, como a aquisição de bens utilizados para publicidade e marketing em eventos promovidos pela instituição.

Foram cumpridos,  durante a ação, cinco mandados de prisão temporária, além de 17 mandados de busca e apreensão em empresas, residências e instalações militares, incluindo no prédio do Comando-Geral do CBMGO.

Fonte: DM

Também é vítima: suspeita de matar filho enforcado, arrancou próprio olho e jogou em ralo de cela



Sedada e vigiada por dois agentes penitenciários na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Verde. Assim está a mulher de 29 anos, que foi detida na última quinta-feira (14), e confessou ter matado o filho de seis anos enforcado, em Santa Helena de Goiás. 

Isso porque no último sábado (16) a suspeita arrancou o próprio olho com as unhas e jogou no ralo da cela em que estava, no Centro de Inserção Social de Rio Verde. Ela aguarda vaga em clínica psiquiátrica na capital.

Conforme relata o diretor da UPA, Paulo Renato Silva, a mulher foi levada à unidade no último sábado (16) com o nervo óptico exposto. 

No local, a suspeita recebeu os primeiros atendimentos, mas em razão da gravidade do ferimento precisou ser transferida para Fundação Banco de Olhos, em Goiânia.

“Ela passou por cirurgia na capital e retornou à UPA no domingo (17). Apesar dos esforços, a paciente perdeu a visão total do olho esquerdo”. 

Segundo o diretor, a suspeita é de que a mulher tenha tentado arrancar também o olho direito, já que este apresentava vermelhidão.

Paulo Renato conta ainda que os agentes penitenciários informaram que a mulher jogou o olho no ralo da cela em que estava. 

“O órgão não foi encaminhado à unidade. O relato é de que ela jogou fora. Tudo indica que tenha arrancado o olho com a unha, pois não havia qualquer objeto com ela”, relata.

De acordo com o diretor, a mulher passou por avaliação psiquiátrica nesta segunda-feira (18). 

O resultado deve ser divulgado na tarde desta terça (19). A suspeita também aguarda por vaga em clínica psiquiátrica na capital. A previsão é de que a transferência ocorra nesta quarta-feira (20). “Ela precisa de tratamento urgente”, ressaltou.

Em nota, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que a suspeita estava sozinha na cela e “demonstrou alterações emocionais e psicológicas, tendo ferido gravemente um dos próprios olhos”.

Relembre

A suspeita foi presa na manhã da última quinta-feira (14), em Santa Helena de Goiás. 

Segundo o delegado Dannilo Proto, a suspeita disse que enforcou o filho pois estava “em um estado de fúria”. Ela foi detida enquanto estava no quintal de casa ateando fogo nas roupas e objetos pessoais do filho, que estava despido.

“A própria mulher entrou em contato com a Polícia Militar (PM) confessando que tinha assassinado o filho por volta das 5h da manhã. 

O garoto estava com vários machucados pelo corpo. Extremamente fria, deu todas as informações de forma tranquila, sem arrependimentos. Ela confessou ainda que, anos atrás, foi a responsável pela morte de outro filho ao dormir por cima da criança”, afirma o delegado.

Proto acrescenta que a perícia foi acionada ao local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi até a residência e constatou a morte da criança.

“Ela foi autuada em flagrante por homicídio duplamente qualificado. Estamos submetendo para audiência de custódia, e ela será encaminhada para o presídio”, conclui o delegado.

Fonte: Mais Goiás

Augusto Benevides, 13, é um duplo campeão, fora e dentro das quadras de basquete



O jovem Augusto Souza Benevides Rocha, 13 anos, é um duplo campeão.

Nascido em Campos Belos (GO), é filho mais novo de Frederico Benevides e de Walma Benevides, além, claro, de ser de neto de Arione e Anália e de João Lopes (já falecido) e de Dona Maria, do Ponto Forte.

Augusto Benevides mudou-se com os pais para a cidade Florianópolis (SC), aos 5 anos de idade, e começou a jogar basquete na escola aos 8 anos.

Aos 11, recebeu um convite para ingressar no IBBC Basquete, clube em que atua até hoje e começou logo a se destacar como atleta, chegando a ser o cestinha do campeonato estadual catarinense sub/12, em 2018.

No entanto, como provação de sua força e garra, sua breve carreira foi interrompida por um grave problema de saúde. 


Em julho de ano passado, médicos descobriram que ele estava acometido por um tumor maligno dentro do nariz.

A doença impedia totalmente a sua respiração nasal e causava sangramentos constantes.

Amparado, o adolescente foi operado em fevereiro deste ano e bravamente retomou suas atividades esportivas logo em seguida.

Hoje, aos 13 anos e 1,93 m de altura, é um dos pivôs destaques no estado catarinense.

Em julho passado, por exemplo, foi convocado para participar do campeonato sul-americano de basquete pela delegação de Florianópolis, competição realizada no Rio Grande do Sul.

Adivinhe o resultado? O jovem Benevides foi campeão, na série prata, já disputando em uma categoria acima da que ele atua (sub14), sendo, na ocasião, líder de rebotes do torneio.

Agora, no dia 13 de novembro, foi oficialmente convocado para a seleção catarinense de basquete sub/13, onde irá se apresentar para os treinamentos na próxima quinta-feira (21).

As competições acontecerão dos dias 28 a 30 de novembro na cidade de Brusque (SC).

"Toda a família esta muito feliz e grata pelo crescimento que ele tem tido. Augusto além de Atleta é um bom aluno na escola no 8° ano do ensino fundamental, cristão e líder de um grupo de adolescentes na igreja Palavra Viva Church, local onde se reúnem para agradecer as bênçãos que tem recebido", elogio o pai Frederico.




Foi premeditado: três são identificados por suspeita de matar mulher em Formosa (GO), após montagem de armadilha com arame liso



Em rápida reposta à população de Formosa, a Polícia Militar (PM) apreendeu, nesta segunda-feira (18), dois menores criminosos.

Eles confessaram a participação no crime de latrocínio, cometido contra a trabalhadora Rosemeire Brito do Nascimento, de 37 anos.

No último sábado, a mulher foi vítima fatal de uma emboscada, montada no alto da madrugada, no meio da cidade.

Ela foi praticamente degolada na armadilha instalada pelos criminosos, na avenida Senador Coimbra, próximo ao Córrego Josefa Gomes.

Rosemeire Brito estava conduzido uma motocicleta Honda Biz, 125, por volta das 3h da manhã, quando passou pelo local, onde havia sido colocado um arame liso - aqueles de cerca para gado. 

O arame estava estendido perpendicularmente à pista, amarrado em uma árvore e afixado do outro lado em um poste.

A mulher trabalhava com buffet e estava voltando de um evento, quando passou pelo local ao retornar para casa. No local da armadilha, chocou violentamente o pescoço contra o arame estendido na pista.

Segundo o serviço de inteligência da PM, denúncias levaram a equipe até a casa de um dos suspeitos, localizada no Jardim Planalto.

Na residência do acusado, um adolescente de 17 anos, o rapaz confessou participação no crime, apontando outros três comparsas.

Um deles também é adolescente, de 15 anos, que por sua vez confessou a participação. Ele reside no Setor Bela Vista, um bairro de Formosa.

Outros dois acusados, apesar de serem identificados, ainda não foram localizados.

Para não atrapalhar as investigações, a Polícia Militar ainda não divulgou o nome do último envolvido, um maior de idade, ainda foragido. 

Ainda de acordo com a PM, o crime foi premeditado, porque os acusados acreditavam que Rosemeire Brito poderia estar com cerca de R$ 6.000 em dinheiro e montaram a macabra emboscada contra a mulher.

Como os menores não foram presos em situação de flagrância, ambos foram ouvidos e liberados.

Com informações do Foca Lá 

Em parceria com o MP-GO e Rotary, IF Goiano inaugura viveiro em Campos Belos


Foi inaugurado na última semana, o viveiro para produção de mudas no Instituto Federal Goiano, unidade de Campos Belos. 

O projeto é uma parceria entre a instituição de ensino, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e o Rotary Clube da cidade. 

Conforme explica o promotor de Justiça Bernardo Monteiro Frayha, o custo da obra foi R$ 10.700,00, para uma construção de 60 m², sendo que, desse valor, R$ 3mil reais foram revertidos pelo Conselho Comunitário de Segurança e Defesa Social de Campos Belos, instituição do município que é fiscalizada pelo MP-GO.

“O dinheiro é fruto de TCOs, em que os autores fazem acordo de transação penal em audiência. Os valores são encaminhados para a conta do Conselho de Segurança, que também faz outros tipos de ações no município, em prol da comunidade”, esclarece o promotor.

Ele salienta ainda que está em andamento no município o Projeto Ser Natureza para recuperação do Rio Montes Claros, responsável pelo abastecimento público, sendo que, inicialmente, está sendo recuperado o Córrego Baunilha, afluente do Montes Claros. 

Para sua recuperação, está sendo feito o cercamento da área com o plantio de mudas que foram doadas pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e pelo IF Goiano. 

“Essa foi a primeira parte de um projeto maior que será desenvolvido em parceria entre o Ministério Público e o IF Goiano, em que serão inseridos os adolescentes em cumprimento de medida educativa diversa da internação, no viveiro e demais projetos.

Fonte: MPGO

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Linda: Biólogos de Brasília registram imagem de 'pantera negra' no cerrado


Uma onça preta – também conhecida como pantera negra – de aproximadamente 70 quilos, foi flagrada por biólogos de Brasília em uma área de preservação ambiental no Entorno do Distrito Federal. 

Há pelo menos três anos não havia registros da passagem do animal pela região.

O momento foi registrado pelo grupo “É o Bicho” no começo de dezembro. Mas a imagem, que de acordo com os biólogos é de uma fêmea, foi divulgada somente nesta quinta-feira (13).

A onça preta é uma variação genética da onça pintada e é bastante rara, dizem os biólogos. Segundo Marina Carvalho, é raro encontrar essa espécie de onça na região do Distrito Federal e Entorno.

“Desde 2014, a onça preta apareceu três vezes no DF e, no Entorno, quatro vezes.”

Nos registros feitos pela câmera, instalada no interior da mata, além da onça preta fêmea, foi encontrado também um macho idêntico e uma onça-parda.

Ameaçada de extinção
A aparição da pantera negra é motivo de celebração para os biólogos de todo o Brasil. Segundo os pesquisadores, a espécie está ameaçada de extinção.

Para o biólogo Pablo Bruno, a presença do felino tão próximo de Brasília mostra a importância do trabalho de preservação do cerrado.

"É incrível saber que tá tão pertinho da gente. Se ela tá aqui, é porque está preservado."

Chamou a atenção dos pesquisadores, ainda, a época do ano em que as onças foram flagradas. Segundo o biólogo Wesley Batista, não é comum que as onças circulem perto de córregos em períodos chuvosos. 

"Foi curioso ver isso. Normalmente, elas aparecem na seca, quando saem a procura de água", afirmou.

Fonte: G1

Arroba do boi gordo atinge R$ 200 em São Paulo, diz Scot




A arroba do boi gordo não perdeu o fôlego no início desta semana. De acordo com a Scot Consultoria, as 32 praças acompanhadas registraram valorizações nesta segunda-feira-feira, 18. Em Araçatuba (SP), a cotação chegou a R$ 200, sem descontar impostos como o Funrural. 

Este é, segundo a empresa, o maior valor real e nominal desde a criação do Plano Real, em 1994.

O analista Hyberville Neto afirma que o mercado deu continuidade às valorizações, motivado pela oferta curta. “Essas altas em ritmo forte geram retenção por parte do pecuarista. Ainda que não exista um volume grande de gado retido, ele pede mais”, afirma.

Avaliando a relação de oferta e demanda, a tendência para a arroba do boi gordo é de solidez. 

“A China continua com muito potencial e o mercado interno está melhorando neste fim de ano. O começo do ano costuma ser mais fraco, mas nossas comparações anuais indicam que 2020 deve ser melhor que 2019. A dificuldade para compra de boiadas, principalmente do padrão China, deve se manter”, diz.

Hyberville Neto avalia que a retenção pode gerar acúmulo de oferta, o que tiraria a firmeza dos preços posteriormente. “Mas não acreditamos que será o suficiente para mudar o rumo do mercado”, enfatiza.

Fonte: Scot

De tijolo em tijolo: IF-Goiano, em Campos Belos, inaugura viveiro de produção de mudas do Cerrado




No último dia 14 de novembro, foi inaugurado o Viveiro de Produção de Mudas do Cerrado, construído pelo Instituto Federal Goiano - Campus Campos Belos-, em parceria com o Rotary Club de Campos Belos e o Ministério Público do Estado de Goiás.

O projeto, coordenado pelo servidor Heleno Alexandrino, visa atender o reflorestamento e a produção de mudas para recuperação de nascentes no Nordeste Goiano.

A expectativa é que sejam produzidas 10 mil mudas até o mês de fevereiro.

Estiveram presentes na inauguração representantes dos três parceiros do projeto, que na ocasião tiveram a oportunidade de plantarem sementes de Ipês para produção de novas mudas. 

Sem noção: no DF, professor é afastado após pedir redação sobre “boquete, punheta e 69”


Um professor do 6º ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104, da Asa Norte, foi desligado da unidade educacional após ensinar sobre sexo anal e oral durante aula de português, na última quarta-feira (13). 


Na ocasião, ele também pediu aos seus alunos que escrevessem uma redação improvisada sobre o tema.

Segundo denúncia recebida pelo site Metrópoles, as crianças fotografaram o conteúdo escrito pelo docente na lousa e gravaram áudios durante a aula.

Nas imagens, é possível ver a data da ocorrência e o tema proposto pelo educador no quadro branco.

Os alunos do 6º anos então na faixa etária entre 11 e 13 anos. 

Com texto do Metrópoles 

Vídeo do Dia: no futebol, Real Cristo torna-se o campeão arraiano de 2019; Assista


Índia proíbe pássaros em gaiolas em decisão histórica; e no Brasil?





Se existe um animal que é a mais profunda representação da liberdade, é o pássaro. 

Porém, em um mundo onde o ser humano insiste em se colocar à frente da natureza, milhares deles passam a vida toda em uma gaiola, transformando-se em animais de estimação, quando na verdade deveriam estar voando. 

Uma ideia absurda, que a Índia decidiu banir em decisão histórica, proibindo o encarceramento de pássaros em gaiolas.

Diferente de muitos países ocidentais, a Índia possui um histórico de lutar pelo bem estar dos animais. Lá por exemplo, os cosméticos testados em animais são proibidos, entre outras coisas. 

O juiz responsável pela proibição – Manmohan Singh, disse: ‘Tenho claro em minha mente que todos os pássaros têm os direitos fundamentais de voar nos céus e que os seres humanos não têm o direito de mantê-los presos em gaiolas para satisfazer os seus propósitos egoístas ou o que quer que seja”.

Depois de receber algumas críticas quanto o novo posicionamento, a corte fez questão de ressaltar a importância de se respeitar todos os seres vivos: 

“Eles merecem compaixão. Pássaros têm direitos fundamentais que incluem o direito de viver com dignidade e não podem ser submetidos à crueldade por ninguém”. Uma decisão que merece aplausos!

E no Brasil, pode engaiolar pássaros?

Não, não pode. 

É crime ambiental e também incompatível com quem gosta e ama tanto os pássaros, né verdade?

Essa proibição abarca ao menos os silvestres (aqueles da nossa fauna - para os exóticos, há permissão). 


Canto lindo é o canto do pássaro em liberdade.

Em muitas localidades do Brasil, principalmente nas cidades interioranas com vivência rural, a criação e comercialização de pássaros silvestres, bem como de outras ordens de animais silvestres, faz parte da cultura local, embora a prática seja considerada Crime Ambiental.

Para entender o problema, precisa-se antes diferenciar o conceito de “animal silvestre” de “animal doméstico”, aqueles que podem normalmente serem criados em cativeiro:

Animal silvestre não é o doméstico. O doméstico já está acostumado a viver perto das pessoas, como os gatos, cachorros, galinhas e porcos, entre outros. 

Já o animal silvestre foi tirado da natureza e reage à presença do ser humano. 

Por essa razão, tem dificuldades para crescer e se reproduzir em cativeiro. O papagaio, a arara, o mico e o jabuti, ao contrário do que muitos pensam, são animais silvestres.

Pelo grau de afetividade que muitos criadores possuem com os animais silvestres que mantêm em cativeiro, a ação de apreensão desses animais gera muita insatisfação, e muitos questionam a legitimidade da atuação policial nesses casos, como a apreensão de papagaios. 

Aqui não se fala, naturalmente, do traficante de animais, que possui interesses que vão além da despretensiosa intenção de apenas ter um animal de estimação. 

Ele quer ganhar dinheiro. Fala-se aqui das pessoas comuns, que gosta dos bichinhos.

As polícias estaduais, militar e civil podem e devem realizar a apreensão de pássaros silvestres que estejam sendo criados em cativeiro – mesmo aqueles domesticados, tratados por seu “dono” afetivamente. 

A conduta é considerada crime pela Lei de Crimes Ambientais:
 
Veja a letra da Lei:
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:

Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas:

I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;

II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;
III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.

§ 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.

§ 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras.

Veja toda a Lei 9.605

Como visto, é possível que o juiz responsável pelo processo desconsidere a pena para a “guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção”, porém, não cabe ao policial considerar tal dispositivo em sua atuação, já que não é responsável pelo julgamento da conduta criminosa.

Há quem pense que a Polícia Militar só pode atuar em casos de crimes ambientais quando há convênio entre sua corporação e o IBAMA. 

Isto não é verdade, apesar dos crimes ambientais necessitarem de certa estrutura para seu combate – como um local de destinação aos animais apreendidos – a necessidade de convênio só se dá quando se tratar de infrações administrativas, casos em que pessoas físicas ou jurídicas são notificadas pelo IBAMA ou pelo órgão conveniado.

Numa época em que se valoriza muito a sustentabilidade, a fauna e a flora, a atuação policial contra crimes ambientais será crescentemente cobrada e a instiutição tem que dar uma resposta à altura.  

Aos cidadãos, policiais ou não, cabe a conscientização e o entendimento da importância dos seus papéis neste contexto.

Colocar passarinho em gaiola não pode mais. É crime e é moralmente indecente. 

Com informações do Abordagem Policial e do Hypeness

A dor de uma cidade inteira


A cidade de Combinado (TO) se despediu ontem (18) do cantor regional Kleber Caetano. 


O jovem, muito querido na cidade, morreu na madrugada do último sábado (17), após perder o controle de sua motocicleta, na rodovia TO-110.

Ele morreu instantaneamente após seu corpo chocar-se violentamente contra uma rocha, às margens da rodovia.

O velório e o sepultamento ocorreram neste domingo (17), num clima de tristeza, dor, comoção, incredulidade e consternação.

Centenas de pessoas deixaram seus afazeres de domingo e acompanharam a família no último Adeus ao cantor. O corpo foi sepultado no cemitério de Combinado.

Nesta segunda-feira (18), um dia após o sepultamento, a mulher do cantor, Luciele, grávida de nove meses, entrou em trabalho de parto e foi socorrida a uma maternidade.

Além do bebê que está prestes a nascer, Kleber Caetano deixa outros três filhos pequenos.





Ao desembarcar: idoso de 65 anos é preso, após traficar skunk entre Alto Paraíso de Goiás e Brasília


Um idoso de 65 anos foi preso na segunda-feira (11/11), por volta das 10h30, na Rodoviária Interestadual de Brasília. 


O homem detido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) estava com uma grande quantidade de skunk, que segundo ele, seria entregue em Florianópolis (SC).

O skank é uma supermaconha, uma droga mais potente que a maconha.

Ambas são retiradas da espécie cannabis sativa e, por esse motivo, possuem em suas composições o mesmo princípio ativo - THC (tetra-hidro-canabinol).

A prisão ocorreu durante um estágio supervisionado do Curso de Detecção de Substâncias do Batalhão de Policiamento com Cães, PMDF. 

Durante a operação realizada pelo alunos, o cão Drago localizou na mala do acusado uma grande quantidade de skunk. 

A droga estava em dois tubos de PVC, segundo os policiais.

A PM informa que no momento da prisão o idoso afirmou que pegou a substâncias em Alto Paraíso (GO) e entregaria para outro homem em Florianópolis. 

O acusado e os produtos foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia, acusado de Tráfico Interestadual de Substância Entorpecente.

Com informações do CorreioWeb

Alto Paraíso (GO): a arte de transformar as flores secas do Planalto Central




Assim como os inconfundíveis traços do arquiteto Oscar Niemeyer desenhados nos concretos de várias edificações de Brasília, as flores secas do Cerrado são uma das marcas inconfundíveis do Distrito Federal. 

Trata-se da natureza local em seu estado bruto e puro. A essência da beleza rústica. 


Nas mãos de artesãos habilidosos, elas se transformam em belos arranjos montados que, há quase 50 anos, encantam moradores da cidade e turistas de todo país bem ali, em frente à Catedral Metropolitana de Brasília.

Ao todo, são dez bancas que comercializam mais de 50 tipos de espécies de cores vibrantes e díspares. 


Elas podem ser encontradas no cerrado das cidades de Santa Maria, São Sebastião, Cristalina e Padre Bernardo. Também na vegetação seca de Alto Paraíso (GO). 

Em menor escala, entre uma repartição e outra do Plano Piloto, a poucos metros da algazarra das crianças nos pilotis ou na agitação urbana das entrequadras.

São elas: pingo de ouro, sempre viva, papoulinha, amarelão, capim do cerrado, ourinho, folhas-moedas, capim-rabo-de-raposa, pireque-branco, muitas plumagens e pétalas, além, claro, de sementes e frutos de diversas árvores. 

Ah, sim, e tem a emblemática papipalon ou papipalan, a preferida de Lucio Costa [urbanista] e Oscar Niemeyer que, dizem os entendidos, o inspirou a projetar a Torre Digital. “Onde ela dá, parece um tapete branco”, explica Pedro dos Santos Fernandes, o mais antigo dos floristas da Catedral.

Quando ele começou a vender os artefatos naturais do cerrado, tinha de sete para oito anos. Isso era início dos anos 70, pouco antes da inauguração da Catedral, em maio de 1970. 

Aprendeu o ofício com o pai, Dionísio, paraibano que chegou à nova capital no final dos anos 60 para encarar a construção civil. Não deu pé. Primeiro porque os canteiros de obras já estavam lotados de operários e, depois, porque achou o trabalho nos canteiros de obras pesado demais.

“Como ele gostava de mexer com flores lá não foi difícil de se adaptar aqui”, conta Pedro Fernandes, hoje beirando os 60 anos. “Só que aqui ele encontrou uma variedade rica e única”, constata.

Alquimia verde


No livro, “O Menino do Dedo Verde” (1957), do francês Maurice Druon, Tistu é um guri com dom especial para lidar com flores. Numa espécie de Rei Midas da natureza, tudo que ele toca se transforma em arranjos de beleza única, jardins ornamentais.

Impressionante a mágica que os “floristas” da Catedral Metropolitana fazem com as folhas, sementes, hastes, plumagens e flores que colhem pelo cerrado. 

É um tipo de artesanato genuíno e autêntico, 100% não industrializado que faz parte da história da nossa cidade. Assim como os prédios de Niemeyer e o estilo urbanístico de Lucio Costa, um de nossos cartões postais.

Verdadeiros alquimistas do verde, eles vão criando composições artesanais das mais criativas formas, combinações perfeitas que encantam turistas, influenciam designers, lojas de decorações, compartilhando um pedacinho de Brasília com o resto do país. 

“Você tem que colher uma flor de qualidade, de primeira. Se pegar no tempo certo ela dura até 10 anos. Agora se pegar fora do tempo não dura um mês”, ensina o experiente Pedro. “Eu amo mexer com as flores do cerrado, peguei amor pela profissão”, confessa.

Dois tipos de técnicas fazem sucessos na barraca dos artesãos de flores há décadas. As duas exigem dedicação e paciência num processo que vai da colheita ao armazenamento, passando pela desidratação, fervura em soda cáustica, clareamento com cloro, transformando-as em folhas esqueletizadas.

Banhadas com material da cor de ouro, elas brilham ao sol. Já as flores pintadas na anilina, com tinta especifica para couro, palha e flores, demoram mais a ficar pronta – cerca de seis horas. Ambas fazem os turistas suspirarem de encanto e surpresa.

“Eu nunca tinha visto esse tipo de trabalho antes. Lá em Belo Horizonte temos um mercado central que vende muito artesanato. Mas nada parecido”, comenta a designer de moda mineira Raquel Bacellar. 

“A cultura nordestina é muito rica nesse tipo de trabalho manual, até conhecemos algumas dessas flores, mas eu nunca tinha visto algo tão original e belo feito com elas”, comenta o empresário pernambucano Valdir Villar. 

O experiente Pedro conta que os brasilienses compram bastantes, mas os turistas de fora são imbatíveis. “Ao contrário do que parece elas são fáceis de carregar e não estragam fáceis”, tranquiliza.

E ao que tudo indica muitos turistas ainda vão se deslumbrar com a beleza bucólica das flores secas do cerrado. Isso porque se trata de uma tradição que passa de pai para filho, como aconteceu com seu Pedro, perpetuada na família. 

“Eu aprendi esse ofício com o meu tio, se eu não mexesse com flores, nem sei o que seria”, lembra o cearense Guajará Ferreira de Paula, desde os 18 anos no ramo. “Os filhos ajudam tanto na venda, como na colheita. Vou com o grupo para o mato”, revela Pedro.

Fonte: Agência Brasília