sábado, 18 de maio de 2019

Avança a Grande Muralha Verde de 8.000 km de árvores para salvar a África e o mundo






O projeto «A Grande Muralha Verde» poderia ajudar a salvar a vida do nosso planeta. 

Trata-se de um projeto em que 14 países do continente africano colaboram, plantando milhões de árvores em torno do deserto do Saara.

A reportagem é de Vinicius Delmondes, publicada por Curiosidades da Terra.

O principal objetivo deste projeto é acabar com as mudanças climáticas e estão indo muito bem. Em 2004, a África sofreu sérias consequências devido a isso e, desde então, mais de 20 países começaram a se projetar para deter as mudanças climáticas.

Deve-se destacar que as organizações internacionais também se uniram para criar a Grande Muralha Verde da África. 

O projeto começou em 2007 após sua aprovação pela União Africana e os resultados impressionaram o mundo.

Em princípio, eles planejaram fazer uma parede de árvores de quase 8.500 km de comprimento e 15 km de largura entre o Senegal (oeste) e Djibuti (leste). 

Com isso, eles pretendiam impedir o crescimento do Saara ao sul e evitar que se expandisse ainda mais.

Depois de 10 longos anos de trabalho, você já pode ver os bons resultados em países muito colaborativos como o Senegal. 

Milhões de árvores foram plantadas hoje e um grande número é de espécies nativas, como a ameixa indiana, a árvore do deserto ou as acácias.

Logicamente, estas árvores foram escolhidas porque se adaptam aos severos climas africanos, especialmente as acácias que resistem às secas e a sua sombra salvam o uso da água em explorações agrícolas.

O investimento inicial foi de mais de 6.000 milhões de euros, e o objetivo da Grande Muralha Verde é dividido em duas partes:

Por um lado, procura acabar com o efeito negativo da mudança climática.

Por outro lado, tente evitar a desertificação de terras habitadas por milhões de agricultores.

Ainda há muito trabalho, já que o projeto não é apenas plantar árvores. Uma represa e um enorme sistema de irrigação também serão construídos para aumentar a agricultura nos países da África.

A muralha poderia impedir uma catástrofe humanitária no futuro devido à fome

De acordo com relatórios da ONU, estima-se que cerca de 500 milhões de africanos irão testemunhar o agravamento da qualidade de vida devido ao aquecimento global. 

Eles também mencionaram que cerca de 50 milhões de pessoas ficaram desabrigadas por causa da desertificação do Saara e do Sahel.

* Com informações do National Geographic.

UEG ainda corre perigo


Obrigada pelo apoio e incentivo. Porém não vejo a situação resolvida como sugere a matéria via "titulo". 

Pelo contrario, a luta está apenas começando meu amigo Dinomar Miranda. ainda teremos que lutar muito pra tirar nossa querida ueg de Campos Belos-GO da situação em que foi colocada.

Se tem uma coisa que essa situação me mostrou em todos esses dias de angustia é que romantizar as coisas e situações, não resolve os nossos problemas. Permaneçamos todos Ueg Câmpus Campos Belos.

Por Laina Matos

Deputada Dorinha destina quase R$ 3 milhões para reforma do Hospital Dona Regina e do Regional de Arraias



A deputada federal Professora Dorinha (Democratas/TO) destinou, esta semana, recursos provenientes de emenda parlamentar individual para a realização de reformas no Hospital Maternidade Dona Regina e do Hospital Regional de Arraias.

Para o Hospital Dona Regina foi liberada a primeira parcela de uma emenda no valor total de R$ 2.991.219,00, que serão aplicados na reforma de recepções, áreas de circulação, ambulatórios, pronto socorro, enfermarias, centro cirúrgico (sala de assistência ao recém-nascido), pré-parto, U.T.I., U.C.I e C.T.I.

No Hospital Regional de Arraias serão realizadas obras de reforma e adequação do Ambulatório e do Centro Cirúrgico contemplando todas as áreas de circulação, as salas de atendimento e as áreas de depósito e armazenamento. Para o início das obras foi liberada a primeira parcela de uma emenda no valor total de R$ 251.000,00.

A deputada comemorou a liberação dos recursos e afirmou que trabalha para que outras emendas destinadas à saúde sejam liberadas com o máximo de agilidade. “Estou acompanhando a gestão do orçamento do Ministério da Saúde, no que diz respeito à liberação de recursos para os Estados. 

Há emendas para construção e reforma de postos de saúde, aquisição de veículos e equipamentos e também para custeio”, destacou.

Fonte: Assessoria

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Novidade: Embrapa lança primeiro livro sobre controle não químico de plantas daninhas


“Controle de plantas daninhas: métodos físico, mecânico, cultural, biológico e alelopatia” é o título do livro lançado pela Embrapa e que está disponível para download gratuito na seção “Publicações” do Portal da Empresa. 

Segundo um dos editores técnicos, o pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, da área de Produção Vegetal da Embrapa Milho e Sorgo, o livro é a primeira obra nacional a abordar o controle de plantas daninhas por métodos não químicos, “atendendo produtores das áreas de orgânicos, agroecológicos e a própria academia em si”.

A publicação traz 10 capítulos, com enfoque em métodos de controle de plantas daninhas como roçada, eletrocussão, uso de plantas de cobertura, herbicidas naturais, controle biológico, solarização do solo, flamejamento, entre outros. 

No total, 30 especialistas são autores da obra, que traz a descrição de técnicas testadas e disponíveis para uso e por técnicas em desenvolvimento, fundamentadas em princípios biológicos, mecânicos, de cobertura morta e de alelopatia.

No prefácio, o chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, diz que o primeiro objetivo da obra “foi produzir literatura nacional abordando os métodos de controle de plantas daninhas para uso em agricultura orgânica e agroecologia”. 

Segundo ele, o livro contribui para o tema com literatura complementar ao método químico, que é amplamente estudado e pesquisado. 

“Detectamos que o controle não químico de plantas daninhas demanda esforço da comunidade científica tanto na produção de tecnologias de controle quanto em resultados do uso dessas tecnologias”, conclui.

Além do pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, é editor técnico o pesquisador Alexandre Magno Brighenti, da área de Fitotecnia da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG). 

Os demais autores representam instituições de ensino, pesquisa e extensão, como diversas Unidades da Embrapa e universidades. 

Para consultar uma breve descrição sobre o livro, acesse a área de Publicações do Portal da Embrapa Milho e Sorgo. Para baixar gratuitamente a publicação em PDF, clique aqui.

Guilherme Viana (MTb 06566/MG)
Embrapa Milho e Sorgo

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Vitória: após forte mobilização, governo de Goiás não vai mais fechar a UEG de Campos Belos, num projeto chamado de "reestruturação da Universidade"



Enfim, uma boa notícia da área da educação, notadamente para os milhares de moradores do nordeste de Goiás e do sudeste do Tocantins. 

A Universidade Estadual de Goiás, Campus Campos Belos (GO), não vai mais fechar as portas.

Essa tinha sido a decisão do Conselho Universitário, dentro do projeto chamado de "Reestruturação da Instituição". 

Após a forte mobilização da comunidade acadêmica, professores, estudantes, sociedade em geral, políticos e deste Blog, o Conselho voltou atrás e reviu a decisão, que assossega a todos nós.

Seria uma decisão tão grave e série, que poderia ser considerada o pior desastre educacional da região nos últimos 30 anos. 

Abaixo, segue uma nota de Esclarecimento do Diretor da UEG em Campos Belos, Adelino Machado, que também lutou, como um leão, em prol da manutenção dessa instituição na cidade e contra a "reestruturação", cá para nós, uma decisão desequilibrada e uma demonstração, de quem decide, da total falta de sintonia com os anseios e desejos dos cidadãos e das famílias deste Brasil mais carente.  

Esclarecimento à Comunidade Acadêmica sobre a Reestruturação da Universidade


"À comunidade acadêmica da UEG de Campos Belos e toda a sociedade

Venho esclarecer que após realização da 111ª Sessão Plenária do CsU - Conselho Universitário da UEG, realizado no dia 16 de maio de 2019, e envidados esforços de conselheiros dos vários segmentos do referido colegiado ficou assim encaminhado o formato de reestruturação da Instituição:

a) a proposta de “redesenho” pautada no Relatório da Comissão Especial de Redesenho, Processo nº 201900020007681, que previa a rediscussão para possível fechamento de 15 Câmpus, inclusive o de Campos Belos e de 57 cursos, foi retirada de pauta.

b) a proposta alternativa inserida pelos conselheiros de Campos Belos e assinada por vários outros diretores da UEG foi acatada e encaminhada, com o estabelecimento de prazos para realização de uma reestruturação que abarque os aspectos quantitativos e qualitativos e a relevância social da Universidade, dessa forma contemplando outros critérios como:

i) visitas in loco em cada câmpus para conhecer sua realidade;

ii) análise de projetos de extensão, pesquisa e outros; e

iii) audiências públicas nas regiões de Goiás a fim de prover a escuta da população de forma democrática e participativa, conforme Processo nº 201900020008239.

Dito isto, informo a todos que a UEG de Campos Belos venceu uma batalha e conquistou uma nova chance de provar a necessidade de um Câmpus nesta parte do Nordeste Goiano.

Para além disso, nosso Câmpus conseguiu sensibilizar a todos os conselheiros da importância de um redesenho da Universidade ocorrer de forma planejada e estruturada.

Continuamos a contar com o apoio de toda a sociedade a das autoridades, não somente para a permanência de nossa UEG na região, contudo também para o fortalecimento e ampliação do Câmpus e seus projetos."

Campos Belos, Goiás, 17 de maio de 2019.
Adelino Soares Santos Machado
Diretor

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Homem é baleado em Campos Belos (GO), com diversos tiros


Um homem de 27 anos foi baleado, com diversos tiros, em Campos Belos, nordeste do estado. 


A tentativa de assassinato ocorreu nesta quarta-feira (15), por volta de meia noite e meia, no setor Bem Bom.

De acordo com informações da Polícia Militar, a corporação foi avisada de que disparos de arma de fogo tinham sido efetuados na rua D, do Setor Bem Bom. 


Após a informação, militares se deslocaram até o local, onde depararam-se com a vítima baleada dentro da residência, deitada no chão.

O SAMU foi acionado e o rapaz socorrido para UPA de Campos Belos. 

Segundo relatos da vítima, ela estava deitada no sofá, jogando no celular, quando foi surpreendida pelo autor da tentativa de homicídio, que arrobou a porta e entrou na casa fazendo vários disparos em sua direção.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a mulher da vítima estava deitada no quarto, quando acordou com os disparos dos tiros e ao sair do quarto encontrou seu companheiro baleado no chão. 

A mulher não soube qual o destino da fuga do autor dos disparos.

Ainda segundo a PM, ao se fazer consulta no portal da Segurança Pública de Goiás, identificou-se que a vítima já possui passagem por trafico de droga e outras ações criminosa.


A Polícia Civil de Campos Belos investiga o caso. 

Contingenciamento e "resto a pagar" da Educação. Mourão explicando fica muito mais fácil; Veja aí

Após conseguir localizar 50 pessoas na região, pacientes homodiálise agora aguarda ação da prefeitura de Campos Belos (GO)


Após chegar ao número de 50 pacientes de hemodiálise, o grupo de cidadãos de Campos Belos, Monte Alegre, Arraias, Taguatinga, São Domingos, Divinópolis de Goiás e de outras cidades do Tocantins e de Goiás que desejam implantar um centro especializado em Campos Belos, agora depende de uma ação da prefeitura da cidade. 

À lista integram pacientes renais crônicos e que, para sobreviver, precisam semanalmente passar por hemodiálise. 

Todos eles precisam se deslocar cerca de 800 km, ao menos 3 vezes na semana, para poder filtrar o sangue, já que os rins não conseguem mais fazer esta função. 

Por conta desse sofrimento diário em prol da vida, familiares e pacientes montaram uma força tarefa para exigir dos poderes públicos a instalação de um centro de hemodiálise em Campos Belos. 

Uma das exigências legais é que a cidade tenha ao menos 50 pacientes em tratamento. Além disso, há uma série de outras questões, como a contratação de um médico nefrologista e, claro, muita vontade política.

Segundo uma fonte do grupo, o secretário de Saúde de Campos Belos disse que no próximo dia 20 de maio vai ocorrer a Reunião do CIR (Comissão intergestores Regional) do Nordeste Goiano e que nesse evento vai expor aos demais secretários o projeto do Centro de Hemodiálise de Campos Belos.


Ainda de acordo com o secretário, a Comissão Intergestores Regional é a instância colegiada de articulação, negociação e pactuação entre gestores de saúde dos entes federativos, para a operacionalização das políticas públicas de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.

Mas, convenhamos, ainda é muito acanhada apenas essa ação da prefeitura de Campos Belos. 

As dificuldades para implantar um centro como este são enormes e há necessidade de muita articulação política, muita conversa no pé de ouvido, viagens a Goiânia e ao DF, além da pressão popular. 

Do contrário, os pacientes continuarão com seus intensos sofrimentos diários.  

Delegado de polícia é absolvido da acusação de demora para encaminhar inquéritos


O juiz da comarca de Cavalcante, Rodrigo Victor Foureaux Soares, julgou improcedente ação de improbidade administrativa contra o delegado de Polícia Civil que atua no município. 

O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) havia ajuizado ação contra o servidor, por alegar demora no encaminhamento de inquérito de flagrantes. 

Contudo, o magistrado ponderou que o réu tem de lidar com excesso de trabalho e responde por mais outras três delegacias, de cidades com distância superior a 100 quilômetros.

“Face a evidente sobrecarga do trabalho, não se pode afirmar que o acionado se quedou inerte na apuração dos fatos, no período em que respondeu por esta comarca. 

Verifica-se que o presente caso demonstra a falta de amparo do próprio Estado de Goiás perante o delegado de Polícia, ora réu, em pretender que desenvolva sua atividade de autoridade policial em quatro municípios, além do fato de ser titular de uma cidade cuja criminalidade é alta e tal fato é de conhecimento notório”, afirmou o juiz.

O delegado é titularizado em Campos Belos e responde por Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás. 

Contudo, segundo o artigo 46 da Lei estadual nº 16.901 de 2010, cada unidade deverá ter um delegado titular e, naquelas não providas, em caráter excepcional, um agente pode ser designado, sendo vedada a acumulação de duas comarcas. 

“Desse modo, não se pode querer transferir para o requerido uma falha que vem do Estado em não titularizar um delegado de Polícia na cidade de Cavalcante”, concluiu Rodrigo Foureaux.

Além do acúmulo de funções, o magistrado destacou que “é notória as condições precárias de trabalho na delegacia de Polícia de Cavalcante, abrangendo não só a falta de pessoal como, também, a estrutura física do local, fatores que também prejudicam a realização das investigações criminais”.

Inexistência de justa causa

A ação de improbidade administrativa deve ser rejeitada quando, após apresentação da defesa do réu, houver convencimento judicial sobre a inexistência de justa causa e do dolo, conforme explicou o juiz. 

“A desorganização administrativa, conquanto esteja longe de qualquer louvor, não se confunde com ato de improbidade, o qual, na modalidade de ato que viola os princípios da Administração Pública, exige dolo para sua configuração, isto é, vontade livre e consciente de retardar a prática de ato de ofício para que seja caracterizada a figura de ato de improbidade prevista no artigo 11, inciso II, da Lei nº 8.429/92”.

Por fim, Rodrigo Foureaux traçou um paralelo entre o contexto dos delegados de polícia e o universo dos juízes e promotores que atuam no interior do País. 

“A realidade do delegado de Polícia, neste caso concreto, assemelha-se à realidade de muitos juízes e promotores de justiça no Brasil que respondem por diversas varas e promotorias, e devem se desdobrar para darem conta dos inúmeros processos, sendo que estes por diversas vezes aguardam meses para serem despachados/decididos, em razão da grande quantidade de processos e de trabalho”. 

Fonte e texto: TJGO

Processo nº 201602024086

Histórico: Força Jovem faz 5 a 1 contra o Alvorada e avança na 1ª Divisão do Tocantins



O Força Jovem não tomou conhecimento do Alvorada e aplicou uma goleada histórica ao vencer por 5 x 1, na tarde desta quarta-feira, 15, no Estádio Professor Leyvalmir Rodrigues, em Lavandeira. 

Com a vitória, o caçula da elite tocantinense se classificou em segundo lugar do Grupo A, com oito pontos e terá pela frente no Hexagonal, o Sparta. 

Já o Alvorada foi rebaixado, em razão de ter terminado na quarta colocação do Grupo A, com os mesmos sete pontos do Interporto, porém, perde nos critérios de desempate do Tigre. 

Interporto zerou seu saldo (8-8= 0) e o Alvorada (7-11= -4).


Gols

Wanderson, aos 18′ 1T, Dé ao 25′ 1T, Dé 31′ 1T, Foguinho, aos 50′ 1T, Wanderson, aos 2′ 2T e Lourival, aos 42 do segundo tempo para o Alvorada.

Palmas perde para o interporto, mas se classica

Com gols de Damião, aos 25 e Tony Love, de pênalti, aos 40 do primeiro tempo, o Interporto derrotou o Palmas por 2 x 0, na tarde desta quarta-feira, no Estádio General Sampaio, em Porto Nacional e garantiu a classificação para a segunda fase do Campeonato Tocantinense (Hexagonal).

O Tigre terminou a primeira fase na terceira colocação com sete pontos e terá como adversário no Hexagonal, o Tocantinópolis, em dois jogos. 


Já o Palmas já havia garantido a classificação de forma antecipada e terminou na primeira colocação do Grupo A com 12 pontos. Na próxima fase seu adversário será o Atlético Cerrado (Paraíso).

Jogo

O Palmas começou bem e logo aos 5 minutos, Tozin acertou a trave do goleiro Amaral. 


Mas depois o Interporto cresceu em campo e criou boas chances até o gol do meia Damião, aos 25 minutos, quando ele recebeu passe açucarado de Douglas e tocou na saída do goleiro do Palmas por cobertura para fazer a festa do torcedor do Tigre – 1 x 0.

 Os donos da casa seguiram melhor em campo até que aos 40 minutos, o garoto João Víctor acabou cometendo pênalti após tocar em seu braço a bola cruzada na área pelo jogador Barros. Tony Love bateu no meio do gol e fez 2 x 0.

Etapa final

Logo a um minuto, o técnico do Palmas, Marcelo Marelli reclamou do árbitro Eduardo Fernandes e acabou sendo expulso.


Na etapa final, o jogo ficou mais amarrado e os donos da casa só administraram o resultado, já que o Palmas parecia satisfeito com resultado que acabou mesmo nos 2 x 0 para o Interporto.

Hexagonal

As seis equipes vão se enfrentar no seguinte emparceiramento: Palmas x Atlético Cerrado; Sparta x Força Jovem e TEC x Interporto. 


Os três vencedores dos confrontos garantem vaga nas semifinais, a outra vaga é destinada ao time perdedor com melhor campanha dentro do Hexagonal.

Fonte: Alo Esporte


Depois da região sul, Carlesse vai ao sudeste, se reúne com prefeitos e vistoria recuperação de rodovias


Depois viagem à região sul semana passada, o governador Mauro Carlesse (PHS) visita obras no sudeste do Estado e participa de consultas públicas do Plano Plurianual Anual (PPA) 2020-2023 a partir desta quarta-feira, 15. A agenda no sudeste segue agenda até sexta-feira, 17.

Carlesse inicia as visitas pela região de Taquatinga. A abertura do evento está previsto para às 10 horas, no Colégio Estadual Professor Aureliano. Mas antes ele conversa com prefeitos das cidades circunvizinhas para debater demandas locais.

Conforme agenda, na sexta-feira, 17, segue para Natividade e Dianópolis. Também se reunirá com representantes dos municípios da região e fará abertura da Consulta Pública do PPA 2020-2023, na Escola Estadual Dr. Quintiliano da Silva.

Recuperação de Rodovias

Terminando agenda em Natividade, o governador vistoria as obras de reconstrução da Rodovia TO-010, e, em seguida, o andamento da recuperação da Rodovia TO-040.

De acordo com dados do governo, o Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema), 2ª etapa, vai recuperar as condições de trafegabilidade em 214,60 km da rodovia TO-110 e mais 70,20 km da TO-040.

A ordem de serviços, divulgada em 1º de abril, diz que serão reconstruídos 284,80 km em 11 trechos somente na região sudeste do Tocantins.

Com um orçamento de R$ 80.077.745,36, a obra deve ser finalizada em 1.440 dias, precisamente em quatro anos. 

O contrato 02/2019 estabelece que a empresa licitada deverá iniciar de imediato uma manutenção preliminar logo nos primeiros seis meses de contrato, no intuito de garantir as condições normais de trafegabilidade e segurança da rodovia.

As obras serão realizadas nos trechos de Dianópolis a Novo Jardim; Novo Jardim à divisa TO/GO; Divisa TO/GO (Garganta) ao Entroncamento da TO-040 (Dianópolis); Entroncamento TO-040 a Ponte Alta do Bom Jesus; Ponte Alta do Bom Jesus ao Entroncamento da BR-242 (Taguatinga); Taguatinga a Aurora; Aurora a Lavandeira; Lavandeira a Combinado; Combinado a Novo Alegre; Novo Alegre à divisa TO/GO. Além do entroncamento da TO-110 que dá acesso ao balneário turístico dos Azuis, em Aurora do Tocantins.

Consulta Pública do PPA 2020-2023

O PPA é o documento que define as prioridades do governo para o período de quatro anos, podendo ser revisado a cada ano. 

Dele consta o planejamento de como serão executadas as políticas públicas para alcançar os resultados esperados ao bem-estar da população nas diversas áreas. O documento a ser elaborado com o resultado das Consultas Públicas será para execução no período de 2020 a 2023.

As consultas públicas vão acontecer nas regionais Sul/Gurupi, Sudeste/Taguatinga e Natividade, Bico do Papagaio/Augustinópolis, Norte/Araguaína, Noroeste/Colinas, Nordeste/Pedro Afonso, Oeste/Paraíso, Jalapão e Central/Palmas.

A consulta pública realizada em Taguatinga é para execução de políticas públicas nos municípios de Arraias, Aurora do Tocantins, Combinado, Lavandeira, Novo Alegre, Novo Jardim, Ponte Alta do Bom Jesus e Taguatinga. 

E a consulta realizada em Natividade vai beneficiar os municípios de Almas, Chapada da Natividade, Conceição do Tocantins, Dianópolis, Natividade, Paranã, Porto Alegre do Tocantins, Rio da Conceição, São Valério da Natividade, Taipas do Tocantins. 

Com informações da Secom TO

Música: fim de semana chegando, "é proibido cochilar"!


Emocionante: como a vida prega surpresas


Posse (GO): Os Sertões, de Euclides da Cunha, e a derrocada da UEG de Campos Belos (GO)





Por Mônica Coelho, 

Você já leu Os sertões, de Euclides da Cunha? Se não, é uma ótima oportunidade de lê-lo e ver como a história se repete! 


Mas se você é um daqueles leitores que preferem uma leitura mais simplificada assista ao filme Canudos (1997), do diretor Sérgio Rezende, creio que lhe produzirá a mesma indignação ao deparar com as ações frias e calculistas de um governo arbitrário e violento que dizimou milhares de nordestinos em prol do “bem da Nação”. 

É a velha balela de que uns devem pagar pelos erros de outros, e o nordeste goiano é experiente nessa matéria!

O romance de Euclides da Cunha, um calhamaço de quase 270 páginas, descreve-nos numa minuciosa narrativa a complexa e desproporcional Guerra de Canudos em seus três elementos: a terra, o homem e a luta. 

Certo é que o fanatismo estava nos dois lados do embate tanto por parte dos republicanos quanto por parte de Antônio Conselheiro. 

Havia naquele tempo uma bipolaridade na política, tal qual hoje, que desencadeou uma sangrenta guerra civil, onde a maior vítima foram os sertanejos. 

Sem distinção de gênero ou idade, a degola atingiu tanto homens, como mulheres e crianças. Milhares de nordestinos foram dizimados por tropas do governo, acusados e condenados como inimigos do Brasil. 

E mesmo depois do revisionismo da História oficial, muitos de nossos patrícios, ainda na sua “santa” ignorância, acreditam nisso. 

Contudo, os retirantes de Monte Belo, nome que se rebatizou Canudos, tinham como propósito defender o pouco que tinham, depois que fiscais da federação, de forma déspota, tomavam ou desapropriavam os poucos bens conquistados naquele espaço inóspito, indo desde uma esquálida vaquinha leiteira até o quinhão de terra herdada da família. 

Quando já não restava nada nem o que comer, iniciaram a retirada pelo sertão em busca de recomeçarem uma nova vida. 

Nesse momento que surge a vila de Monte Belo (antiga região de Canudos) e um líder religioso extremista Antonio Conselheiro, que acolhe e lidera muitos nordestinos na (re) construção de suas dignidades, depois da humilhante usurpação de riquezas e direitos do pequeno sitiante da caatinga. 

Agora eu pergunto: O que esse fato histórico pode nos ensinar com o momento que estamos passando com a proposta do redesenho dos campi da UEG? 

Tanto naquela época como hoje, querem transformar o nordeste goiano numa nova Canudos. 

Estamos atravessando uma guerra civil silenciosa, em que o governo do Estado não nos considera dignos de receber direitos básicos como: educação e saúde de qualidade e implantação de metas de desenvolvimento da nossa região. Somos lembrados apenas como eleitores, de quatro em quatro anos, ou em relação ao aumento da produção de grãos exportados pelo Estado. 

Como os sertanejos de Canudos, são nossos parentes, amigos ou vizinhos que trabalham debaixo de um sol escaldante para gerar riquezas para serem usufruídas pelos “eleitos”, dos quais NUNCA fizemos parte. 

Assim, as quando se trata de repartir com equidade os benefícios entre as regiões goianas NUNCA somos lembrados. Para esclarecer, o nordeste goiano não é somente o celeiro na produção de alimentos, também somos um espaço que gera muita gente de talento, que exige uma educação de qualidade e presencial. 

É o mínimo do básico, para uma região que já foi apelidada pelos próprios políticos do nosso Estado como o “corredor da miséria”. 

Isso porque desde sempre todos os investimentos e melhorias, que trariam o desenvolvimento social para nós, são perpetuamente alocados na região metropolitana e suas áreas circunvizinhas ou na parte rica do sul de Goiás. 

Sai governo e entra governo, continuamos invisíveis, a ninguém que está no comando estadual interessa que nossas crianças e jovens sejam instruídos e saiam da linha da miséria dignamente por meio de qualificação educacional.

Para se ter noção da fragilidade da educação em nossa região, desde 1994, com a implantação de uma faculdade de Ciências Humanas, com o investimento privado, até o exato momento não conseguimos equalizar em 100 % de docentes licenciados nas disciplinas de Português, Inglês e Matemática ofertadas pelas escolas de Posse e região. 

Isso significa que ainda há muita demanda para as licenciaturas oferecidas pela UEG-Campus Posse. 

E que a transferência das licenciaturas para a UEG-Campus Formosa, que fica a uma distância aproximada de 240 km é totalmente inviável para o aluno da UEG-Campus Posse, que tem um perfil específico: na maioria oriundo das classes menos favorecidas, trabalhador e que percorre diariamente para estudar até 130 km, a cidade mais distante atendida por nossa Instituição.

A desculpa de que a UEG-Campus Posse e de Campos Belos é um problema econômico e logístico para a Reitoria da Universidade Estadual de Goiás e para as contas do governo não irá impactar nos dados de anos de má gerencia do Estado goiano e nem ameniza a desumanidade com que somos tratados diariamente por um governo que considera a formação e um futuro promissor de nossos filhos como investimento desnecessário. 

Hoje dizem que podemos ficar sem educação presencial e de qualidade, amanhã sabe Deus o que se justificará para usurparem de nós outros bens, como é a educação.

Essa reflexão a cima é apenas para mostrar o quanto somos esquecidos por todos e que merecemos uma educação de qualidade tão quanto à população metropolitana. 

Esse é um apelo pela continuidade do ensino superior nos interiores, pois muitos encontram na UEG a única possibilidade de ter a tão sonhada graduação, que se tornará impossível com o desmonte dos campi desta instituição amada pelo Nordeste Goiano.

Finalizo pedindo um apoio para mostrar a toda população que nós existimos e não iremos nos calar diante dessa situação que fomos submetidos e que não temos culpa por tantos desvios que fizeram durantes anos, não queremos pagar essa conta com a perda do bem mais precioso que temos: a EDUCAÇÃO.

Segue algumas fotos da nossa caminhada contra o corte orçamentário da educação básica do Instituto Federal Goiano e do fechamento dos cursos e campi da Universidade Estadual de Goiás ocorrida em 15/05/2019 na cidade de Posse- GO.

Atenciosamente, Mônica Coelho acadêmica do 7º período do curso de Letras da UEG-Posse, porém que iniciou essa jornada de estudo em nível superior no UEG-campus Campos belos.


Vídeo do Dia: nem todos os estudantes são politizados, infelizmente


Artigo: Educação, futuro incerto




Por Lívia Geralda Queiroz, 

A educação vive dias sombrios. O corte nas verbas repassadas para as universidades federais e institutos federais de ensino, representa um desfalque enorme num orçamento já apertado, no qual reitores e diretores tem que fazer um grande esforço para conseguirem manter o nível da educação, incluindo-se pesquisas científicas e projetos de extensão. 

Apesar que, o governo federal, não fala em corte, mas em contingenciamento de gastos, tendo em vista a lei de responsabilidade fiscal. Isto significa o congelamento de gastos, até que a arrecadação de impostos volte a crescer. 

Segundo o governo, o bloqueio de verbas foi aplicado apenas sobre gastos não obrigatórios.

Explicado os termos e fatos, mesmo que de forma não muito clara, surgem algumas questões: Como o corte de verbas para gastos com água, luz, equipamentos, pesquisas científicas, entre outros, não interfere no funcionamento de universidades e institutos federais? 

Como é possível ofertar uma educação de qualidade, sem infraestrutura? Como um país, cuja bandeira tem o lema positivista de “ordem e progresso”, pode evoluir sem pesquisas científicas e sem ofertar serviços que melhorem a vida dos cidadãos?

São questionamentos sérios, que precisam ser refletidos, discutidos, analisados e respondidos.

As manifestações ocorridas, em 15 de maio, nos 26 estados e no Distrito Federal, são reflexos dessa medida abrupta e questionável. 

Infelizmente, envolveram, em sua maioria, somente estudantes e agentes educacionais, a sociedade em geral ainda não despertou para a gravidade dessa medida e suas possíveis e terríveis consequências.

E para completar o quadro caótico em que vivemos, o presidente da república, que foi eleito por um processo democrático, chamou os manifestantes de “idiotas úteis”, “imbecis” e “massa de manobra”. 

Ao que parece, os princípios democráticos e constitucionais de liberdade de opinião e de expressão política, foram esquecidos pelo senhor presidente.

Em nossa região, temos três exemplos desse desrespeito ao direito constitucional de acesso à educação: o fechamento do campus da UEG em Campos Belos, o corte de verbas para o campus da UFT em Arraias e para o campus do IFG em Campos Belos. 

Essas instituições de ensino, atendem um numeroso corpo discente do nordeste goiano e do sudeste tocantinense, regiões caracterizadas pela distância dos grandes centros, pela carência de serviços básicos ao exercício da plena cidadania e pela falta de oportunidades de acesso ao ensino de qualidade.

Estamos vivenciando um período turbulento, trágico e assustador, no qual a educação está sendo relegada a um segundo plano. 


Os prejuízos com essas medidas são imensuráveis, e o futuro da educação no Brasil está cada vez mais incerto.

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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Manifesto do professor Adelino Machado sobre o Relatório da Comissão de "Reestruturação da UEG"


Prezado Dinomar Miranda,  

Peço divulgação desse importantíssimo documento. 

Trata-se de um manifesto do professor Adelino Machado, diretor da UEG Campos Belos, contra o redesenho que estão propondo para a universidade, onde Campos Belos está na lista de câmpus para serem fechados.

"Exmo. Senhor Ivano Alessando Devilla

Presidente do Conselho Universitário - CsU da UEG

Venho mui respeitosamente manifestar formalmente sobre o Relatório da Comissão de Reestruturação da UEG, apresentado por sua respectiva comissão pesquisante/elaboradora, a partir de alguns elementos de minha exposição oral no plenário da Reunião Administrativa convocada para esta, entre outras finalidades, no dia 02 de maio de 2019, às 13 horas e trinta minutos, na reitoria da Universidade.

Em primeiro lugar manifesto minha discordância em dar publicidade à peça, pois ela tem de ser objeto de análise e deliberação da instância normativa da Instituição, que é o Conselho Universitário - CsU. 

Naquela oportunidade eu vos disse que como ela faz apontamentos que indicam decisões, sua publicidade tende a gerar interpretações e especulações negativas na sociedade, sem que haja nenhuma decisão acerca de seu conteúdo.

O relatório contém informações que são carentes de reflexões e análises por parte de muito atores atingidos, mas que não foram devidamente consultados. 

Além disso, ele é sustentado em critérios, que não foram debatidos, mas apenas trazidos como possíveis indicadores de distorções do espectro finalístico desta Instituição de Ensino Superior - IES. 

A própria comissão que ora os apresenta conclui pela existência de critérios “não aplicáveis” e “não definidos”. 

Esse aspecto já é bastante para desautorizar sua vigência enquanto material informativo de apontamentos tão sérios para a vida da Universidade.

Já no terceiro parágrafo (p. 1) do texto do relatório, os autores destacam que “todos os critérios foram estabelecidos pelos próprios gestores da Universidade”, mas não debatidos, apreciados, votados e aprovados pelo coletivo da Instituição. 

Bem importante ressaltar que na reunião administrativa, realizada no dia 31 de janeiro de 2019, para elaborar esses critérios, não houve outra opção. Sua elaboração foi atividade “obrigatória” (idem). Consequentemente, ao final da reunião, não houve consenso sobre sua aplicação (p. 2).

Essa carência fica evidenciada ao nos deparar com frases e orações completadas com palavras ou frases entre parênteses. 

O que poderíamos ler nesses critérios, uma hierarquia, a partir da numeração de 1 (um) a 11 (onze), para cursos e de 1 (um) a 9 (nove), para os Câmpus? Pois bem. 

Apontados e levados ao plenário de discussões, para “aplicação”, não foi possível coletar ali nenhuma “proposta efetiva por parte da maioria das regionais, representada por seus diretores” (p. 2).

Não cabe neste manifesto analisar os critérios, ou definir, ou conceituá-los, mas apenas fazer observações que podem ser relevantes à reflexão sobre eles. Isso que dizer que ficou faltando de nossa parte elevá-los ao status de categoria analisável, por se tratar de providências tão relevantes, relacionadas diretamente ao futuro da Universidade, portanto ao futuro de uma parcela da população. 

O tempo de amadurecimento desses critérios, de apenas 14 semanas, com dois finais de semanas prolongados no interstício, não é minimamente suficiente para tomada de decisões que pleito exige. Reconheço que a comissão trabalhou muito, em pouco tempo e deve ser dada a ela o reconhecimento pelos esforços envidados.

A referida comissão ao esforçar-se em fornecer uma resposta chegou a considerar parte dos critérios “inadequados ou de difícil compreensão” (p. 3). 

Diante dessas dificuldades então os membros resolveram que fossem “’conjugados’ ou ‘aglutinados’ a outros critérios com vistas a tornar sua aplicação mais adequada” (idem). 

Percebe-se que nesta primeira parte do relatório, da introdução e aplicação dos critérios, se concentra muitas interrogações e indefinições, sendo portanto necessário chamar, por duas vezes, a autoridade do Conselho Superior (CsU) para se pronunciar, dada a relevância do momento e das questões ali encontradas.

Ainda acerca da problemática relacionada aos critérios, percebe-se que no caso do “estabelecimento de número” de cursos por região, a comissão estabeleceu uma “ordem de preferência para verificação de qual curso permaneceria em cada região”, a partir do que foi chamado no relatório de “ordem hierárquica de critérios”, onde “o primeiro critério de sobrepõe ao segundo”(p. 5). Com esse grau de problematicidade instalada, a comissão então teve de fazer “ajustes”, numa tentativa de evitar “cometer injustiças”. 

Num esforço em tentar equacionar indicadores que pudessem oferecer uma resposta, a comissão então criou uma série de cálculos, apresentados numa tabela como “texto” conclusivo, aonde na parte dos “motivos”, a “média dos indicadores” revelam uma “superioridade” de um curso sobre o outro, a partir da página 6.

Foi verificado e explicitado pela comissão, e esse é um dado considerado relevante o fato de alguns Câmpus terem acrescido cursos sem ter havido a descontinuação de outro curso. 

Fenômeno que ficou denominado de “retribuição”, isto é, a implantação de um curso deveria ser retribuída com o encerramento de outro. 

Trata-se dos Câmpus de Palmeiras de Goiás, Itumbiara, Iporá, Aparecida de Goiânia, Inhumas e Faculdade do Esporte (p.11). 

Cabe opinar, não no trabalho da comissão, mas nos critérios de implantação de cursos, que essa regra parece ter sido aplicada com outra medida em outros Câmpus, como foi no caso de Campos Belos, ao substituir Agronegócio por Agroecologia.

No que diz respeito aos critérios “não aplicados” por diversas razões, a comissão reclamou da “falta de informação” e também da “falta de clareza do próprio critério”, sendo a maioria critérios de Câmpus, tais como, sombreamento, junção de Câmpus e vocação regional (p.12). 

Entretanto um dos critérios se sobrepôs aos demais, pois a comissão o considerou como que uma espécie de curinga, “utilizado como salvaguarda aos Câmpus” (idem). Nesta simples análise, esse então considerado “super-critério” faz parte do campo da pesquisa e requer investimento e reunião de corpo docente efetivo e qualificado. Fator importante a ser descentralizado para todas as regiões.

Outra atenção deve ser dada quando da justificativa de aplicação dos critérios, em especial o critério sete (dimensão do município), nós diretores aceitamos que considerasse somente a quantidade de habitantes. 

Mesmo sabendo que quando se trata de dimensão, somente esse fator não explica, “a comissão entendeu que no caso do município de Ceres também seria contabilizada a população de Rialma” (p.13). Isto é, para este caso em específico reuniu-se dois municípios para compor a população. 

Neste sentido, senhor presidente, uma rediscussão desses critérios poderia nos remeter a um raio geográfico de atendimento e não a população do município.

O texto do relatório apresenta foco bastante incisivo na aplicação dos critérios deixados em toda a extensão da abordagem. A comissão trabalhou com afinco e não mediu esforços em contribuir com o alcance do objetivo principal que foi a APLICAÇÃO

DOS CRITÉRIOS apontados. Apesar da não utilização de critérios, da aglutinação de outros e do ajustamento de outros, do início ao fim o relatório enfatiza a necessidade de aplicação dos critérios. Corrobora isso a utilização do verbo APLICAR com suas variáveis (aplicável, aplicados, aplicá-lo), por 12 vezes na extensão do relatório. Já o substantivo APLICAÇÃO é uma constante em 22 ocasiões, praticamente em todas as páginas do trabalho.

Ao final, senhor presidente, a comissão fez um diagnóstico, que pode ser útil para iniciar os debates da REESTRUTURAÇÃO da Universidade. Mesmo já tendo sido objeto de matérias em jornais de grande circulação, ele é apenas um primeiro passo para alterar a estrutura da Universidade. 

Se assim não for, nosso trabalho poderá retirar direitos de alunos, pobres ou não, estudar. Da mesma forma também poderá contribuir para interromper sonhos de populações interioranas e metropolitanas.

Reestruturar a Universidade é um dever de todos nós. Mas antes devemos dar satisfações, ouvir, refletir e analisar. Como gestores, temos de atuar com responsabilidade pela otimização do serviço público, pelo gasto correto do dinheiro dos impostos da sociedade. 

Mas não podemos perder de vista, que trabalhamos com pessoas, e que recursos financeiros para capacitá-las não é gasto, mas investimento. Afinal, as novas gerações de profissionais e pensantes que colaborem para a promoção da equidade, da justiça e da ética, estão também, em nossas mãos.

Adelino Soares Santos Machado, professor de Estágio e práticas de ensino, atual diretor da UEG, Câmpus Campos Belos. Dia 14 de maio de 2019."

Estudantes do IF Goiano, de Campos Belos (GO), fazem protesto contra contingenciamento do governo federal



Centenas de estudantes do Instituto Federal Goiano, Campus Campos Belos, no nordeste do estado, também se juntaram, nesta quarta-feira (15), aos demais estudantes do país em protesto contra o corte feito pelo governo federal no orçamento da educação. 

Segundo o diretor da instituição, Fabiano Arantes, o corte será de R$ 400 mil reais, cerca de 3,5% de todo o orçamento do IF Campos Belos, contando com as despesas obrigatórias, como o pagamento de pessoal. 

Levando em consideração apenas o orçamento de custeio ou discricionário, aquele que serve para pagar luz, água e outros gastos correntes,  a tesoura chega a 39%. 

O governo Bolsonaro afirma que o contingenciamento, previsto para iniciar em agosto, não é corte, mas apenas restrição de dinheiro previsto no orçamento, mas que tem o perigo de não cair no caixa do governo devido à baixa arrecadação tributária. 

Disse também que o contingenciamento é uma técnica corriqueira de execução orçamentaria e em todos os outros governos passados foi realizado, inclusive no orçamento da educação. 

Cerca de 600 estudantes, do ensino médio técnico, superior e de pós-graduação de 14 municípios de Goiás e do Tocantins podem ser prejudicados com a decisão. 

Duas perguntas que teimam em ser feitas: 

Uma, por que o Governo Bolsonaro não escolhe outra área para meter a tesoura, ao invés da educação, uma área sensível e importante para qualquer país?

Outra, se nos governos Lula, Dilma e FHC também tiveram contingenciamentos na educação, na mesma envergadura do que este, por que só agora os estudantes e professores resolveram acordar e ir para as ruas?

Estanho, não!?




Prefeito de Campos Belos se reúne com Vice-Governador para evitar fechamento de Câmpus da UEG na cidade



O prefeito de Campos Belos (GO), Eduardo Terra, se reuniu ontem (15) com o vice-governador, Lincoln Tejota, para solicitar que o Câmpus da UEG da cidade não seja fechado. 

Também esteve presente no encontro a professora Carmem, representante da instituição. 

O não fechamento deste Câmpus é uma reivindicação de toda a população da região, pois fomenta a educação de toda a região Nordeste do Estado e do sudeste do Tocantins.

Na ocasião, o prefeito também conversou sobre a abertura de um vapt-vupt na cidade.

Comentário deste blogueiro 

Até o momento ainda não consigo acreditar que há essa iniciativa de se fechar por completo a Universidade de Goiás em Campos Belos.

Se o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estiver com essa ideia absurda, desconexa, é melhor interná-lo em um hospital de louco. 

Em sã consciência, nenhuma autoridade política teria a coragem de fechar uma Universidade, ainda mais da importância da UEG de Campos Belos.

Há que investigar de onde emergiu essa notícia. 

É um documento oficial enviado à UEG de Campos Belos? É apenas uma notícia reestruturação? é um contingenciamento orçamentário?

Está faltando clareza, transparência nesse processo?  

O que o vice-governador Lincoln Tejota conversou com Eduardo Terra?

Este assunto é muito sério para ficar em gabinetes. 

terça-feira, 14 de maio de 2019

Servidoras da Diretoria Regional de Educação de Arraias recebem homenagem pelo Dia das Mães



As mães servidoras da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Arraias receberam, na última sexta-feira (10), homenagem pelo Dia das Mães, que foi comemorado no domingo (12). 


A iniciativa visa enaltecer a figura da mulher que divide o seu tempo entre a atuação na DRE e a maternidade.

“Essa foi uma forma de reconhecer e valorizar a importância das profissionais que são mães, figuras importantes para a nossa diretoria. 

Momento de resgate da autoestima de mulheres que estão sempre buscando dar o seu melhor nas múltiplas funções que desempenham”, ressaltou o diretor da Regional de Educação de Arraias, Leonardo Victor dos Santos.

A homenagem foi realizada no plenário da Câmara Municipal de Arraias. 

A atividade começou com uma apresentação da banda da Polícia Militar e contou ainda com a apresentação musical dos alunos Lázaro Vinícius Alves Celestino, da Escola Agrícola de Arraias, e Ioneide Ferreira de Sousa, do Colégio Estadual Joana Batista Cordeiro. 

Também foram apresentados vídeos com depoimento dos filhos em homenagem às mães.

Para assessora Executiva da DRE de Arraias, Adriana Sena Cardoso de Oliveira Santos, que atua na diretoria desde 2012, o momento foi emocionante. 

“Fiquei muito tocada, pois foi um momento que encheu o nosso coração de muito amor e carinho. 

Foi muito bom ver um vídeo da minha filha, chorei muito. Além disso, recebemos brindes e teve a apresentação musical dos alunos, que deixou muitas mães emocionadas”, ressaltou.

Fonte: DER

Nas mãos de Caiado está a vida ou a morte da Chapada dos Veadeiros





Por Marcus Vinicius, 

Passou meio despercebido da mídia goiana a declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), de que pretende privatizar os parques nacionais. 

Como de costume, a notícia foi dada pelo próprio presidente no seu twitter: "O Potencial de ecoturismo no Brasil é um dos maiores do mundo. Precisamos de boa infraestrutura ao turista e condições favoráveis ao investimento mediante concessões responsáveis, envolvendo moradores das regiões gerando consciência social, emprego e economia", escreveu.

A ideia do presidente é que 20 parques nacionais - entre eles a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, Jericoacoara(CE), Lençóis Maranhenses (MA), Chapada dos Guimarães (MT) e Aparados da Serra (RS); e juntamente com os parques revisar a criação de todas as 334 unidades administradas pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). 

Na prática, isto corresponde a entregar parques e áreas de preservação à exploração comercial, mineral e extrativista sem controle algum.

Sobre a Chapada dos Veadeiros, no Nordeste Goiano, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, fez uma declaração sinistra:

"A concessão do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, por exemplo, feita no fim do ano passado, foi péssima. Fizeram uma concessão meia-boca, de alguns serviços, dizendo que 80% tinha de continuar sob o comando do ICMBio" declarou Salles. 

"O resultado é uma concessão em que o empreendedor não tem quase nenhuma liberdade de atuação. Vamos inverter a lógica dessas concessões. Vamos estabelecer um mínimo de restrições. De resto, toma que o filho é teu", complementou. 

Mineração e usinas ameaçam Chapada

O governador Ronaldo Caiado (DEM) deve se preocupar, particularmente, com esta declaração do ministro, "toma que o filho é teu". 

Caiado corre seríssimos riscos de ver sua imagem manchada por interesses de grandes grupos econômicos que querem instalar pequenas usinas hidreléticas (PCH´s) e explorar minérios na região da Chapada dos Vereadores. 

Um deles lhe é familiar: trata-se do grupo Rialma, criado por um tio do governador, o ex-deputado federal e ex-senador Emival Ramos Caiado.
O Rialma hoje é gerido por Emival Ramos Caiado Filho.

Na sua página na internet, a empresa se define como "um grupo privado que atua nos segmentos de energia, agropecuária e mineração".

O que chama atenção é que a Rialma, desde o ano 2000 tem projetos de mineração e também para instalar sete PCH´s na Chapara dos Veadeiros.

De acordo com a Agência Nacional de Mineração, há sete pedidos de pesquisa para mineração de fosfato ativos da Rialma Fertilizantes Indústria e Comércio S/A em Nova Roma. Juntos, somam uma área superior a 13 mil hectares, segundo dados da Agência Nacional de Mineração.

Os projetos para as hidrelétricas somam juntas R$ 1 bilhão, sendo que uma delas, a PCH Santa Mônica, seria instalada no Rio das Almas, em território do Kalunga, e outras seis no Tocantinzinho, que ameaçam destruir áreas de preservação e turismo locais.

O Ministério Público instalou procedimento contra o projeto no território Kalunga. através da Procuradora da República do do Distrito Federal, Luciana Loureiro Oliveira, e da promotora de Justiça de Luziânia, Úrsula Catarina F. Silva Pinto:

"O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Goiás requerem, em antecipação de tutela, a ser deferida com fundamento no art. 12 da Lei nº 7.347/85 c/c arts. 273 e 461, § 3º, do CPC, que esse Juízo suspenda o processo de licenciamento referente as obras da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Mônica, de responsabilidade da SEMARH/GO e da empresa RIALMA S/A.referente as obras da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Mônica, de responsabilidade da SEMARH/GO e da empresa RIALMA S/A".
Licenciamento à jato

Quando ainda estava no Senado, Ronaldo Caiado apoiou o projeto de lei 654/2015, do senador Romero Jucá (MDB-RR), que estabelece o afrouxamento dos critérios para concessão de licenças ambientais.

Agora, como governador, Caiado tem sob sua responsabilidade a Secretaria de Estado do Meio Ambinete e Recursos Hídricos (SECIMAH), que é justamente responsável por emitir as licenças para projetos de PCH´s e de mineração.

O projeto de Romero Jucá, conhecido como “licenciamento a jato”, foi reeditado sob a forma do Projeto de Lei do Senado 168/2018, do senador Acir Gurgacz, do PDT de Rondônia. 

O PL-654 de Jucá, foi feito à pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e propunha que o estudo de impacto ambiental fosse considerado a própria licença. Membro da bancada ruralista, Gucaz vai além e defende que cada um dos 27 Estados e dos 5.570 municípios possa definir os critérios de rigor do licenciamento.
Preservar ou destruir

O governador Ronaldo Caiado tem pela frente uma decisão difícil. Pode aderir à proposta do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles e lavar as mãos em relação à Chapada dos Veadeiros - e pagar o ônus politico que podem advir do empreendimento dos seus familiares naquela reserva ecológica, ou pode tomar uma atitude firme de preservar uma das últimas reservas naturais de Cerrado de nosso Estado.

As serras, rios, córregos e nascentes da Chapada dos Veadeiros, são responsáveis pela formação das águas das bacias Amazônica e Paraná. 

Segundo estudos do ICMBio, 78% da água que abastece a Bacia Amazônica vem de rios que nascem no Cerrado; 50% das água da bacia do São Francisco, tem origem nas nascentes do bioma; 48% a bacia Platina (Paraná-Paraguai).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado apresenta apenas 6,77% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação, sendo 3,88% de unidades de conservação de uso sustentável e 2,89% são unidades de conservação de proteção integral. De acordo com especialistas, o mínimo indicado pela Convenção da Diversidade Biológica é de 10 %.

Está nas mãos do governador a decisão de ajudar a preservar a flora, a fauna e, principalmente, a água dos rios, ou seguir a lógica mercantilista e por fim ao que resta de reserva ambiental em Goiás.

Fonte e texto: Diário de Goiás 

Estudantes de escolas públicas de Posse (GO) participam de treinamento de "abandono de edificações"



O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, na cidade de Posse, iniciou nesta semana uma série de exercícios simulados de abandono de edificações escolares. 

Nesta segunda-feira, 13 de maio, a corporação participou do treinamento na escola Municipal Eva Rosa e nesta terça feira, 14 de maio, na escola municipal Dr. Joaquim. 

Os treinamentos tem parceria entre o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Secretaria Municipal de Educação, Subsecretaria Estadual de Educação e Ministério Público e objetiva capacitar alunos, professores e servidores a lidar em situações de emergência no ambiente escolar. 

O projeto de abandono de edificação se estenderá a todas as escolas da rede pública de Posse (GO).