segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Prefeitos da região de Miracema se mobilizam contra extinção da Delegacia Regional da PC


O prefeito de Miracema do Tocantins, Saulo Milhomem (PRTB), distribuiu material à imprensa pelo qual “externou sua tristeza” ao ver no Diário Oficial do Estado, a extinção da Delegacia Regional da Polícia Civil do município. 


Foram cinco as delegacias regionais eliminadas na reestruturação da Secretaria Estadual de Segurança Pública — além de Miracema, Araguatins, Alvorada, Pedro Afonso e Dianópolis.

Para Milhomem, é “uma grande perda para a cidade”, uma vez que Miracema tem um contexto histórico para o Estado e sediar uma Regional da PC “traz mais segurança para os munícipes e agilidade nos atendimentos”.

Ele contou que já está em contato com os demais prefeitos que compõem a Regional de Miracema, a fim de que, juntos, possam tentar “reverter a situação, prevalecendo como antes”.

”Estamos conversando para que, de forma organizada, façamos um trabalho junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado, e esperamos contar com a compreensão dos gestores. Vamos apresentar os motivos que nos levam à solicitação”, afirmou Milhomem.

Segundo o próprio ato do governo, a medida visa a redução e de controle das despesas de custeio e de pessoal.

A extinção de delegacias regionais também causou repúdio em Araguatins. O vereador Ian Cavalcante (PPS) enviou dura nota à imprensa após a medida do governo. 


“Sempre temos sido agraciados por certos governantes negligentes, ultrapassados, que fazem Araguatins passar por uma metamorfose retrógrada, irresponsável, como esses atos de governo, que não trazem os benefícios prometidos nos palanques”, disparou o parlamentar.

A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) também não concordou com a medida. Em nota na sexta-feira, 7, a entidade disse que recebeu a notícia “com preocupação. 


Segundo o presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, a preocupação reside no fato que haverá ausência de unidades e profissionais para atender ocorrências e investigações. 

“O cidadão se sentirá desguarnecido, sem amparo e, em muitos casos, sem possibilidade de apresentar suas queixas”, destacou, ao lembrar que, no caso da cidade que governa, os cidadãos terão que se deslocar até Guaraí, a 60 km de distância, em busca de atendimento.

Fonte: Cleber Toledo  

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