domingo, 11 de novembro de 2018

Série de golpes de estelionatários atingem moradores de Campos Belos e região


Imagens repassadas pela Polícia Civil

Uma série de golpes de estelionatários tem tirado o sono moradores mais inocentes e sem malícia de Campos Belos e região do nordeste de Goiás e sudeste do Tocantins.

Os golpes se intensificaram neste semestre.

"Está todo mundo querendo ganhar dinheiro neste final de ano e por isso temos que alertar a população para não cair em conto de fadas", alertou uma autoridade local.

"Preços mais baratos do que a conta, facilidades demais. Tudo isso é sinal de golpe. Parem de acreditar em ligações telefônicas, vendas de internet, nada disso substitui o corpo a corpo", sugestiona. 

"Há golpes de todo tipo: "Golpe do carro quebrado", "Golpe do anúncio na internet", "Golpe da cegonha"", alerta

Um deles ocorreu nesta semana, em Campos Belos, quando um estelionatário, conhecido da polícia nacional, por já ter aplicado o mesmo modus operandi em outras partes do país, ofereceu emprego na empresa Nassau.

Chegou na cidade oferecendo emprego na empresa de cimentos e no fim conseguiu pegar dinheiro com várias pessoas e acabou fugindo.

Ele ainda se hospedou no Hotel Vitória e saiu sem pagar a conta. O mesmo homem vem praticando crimes semelhantes por todo Centro-Oeste e sudeste do Brasil.

Crime igual ocorreu em Guaxupé (MG).

A polícia civil mineira abriu inquérito para apurar denúncias feitas contra um suposto representante da multinacional Nassau, que conheceu desempregados locais, via internet, para os quais prometeu trabalho.

A trama, que chama a atenção em virtude da ousadia e a frieza com que supostamente foi arquitetada, envolveu não só a um grupo de pessoas em busca da recolocação ao mercado, mas também o nome de várias empresas e instituições da cidade.

As queixas foram prestadas pelo vendedor Fernando César Ribeiro, a secretária Daniela Raimundo Carvalho e outras pessoas. 

Todas elas, em seus depoimentos, narraram a mesma história: que conheceram Cristiano Ferreira Bastos via redes sociais, tendo o rapaz mencionado o objetivo de formar uma equipe para trabalhar com ele na Avenida Paulo Ribeiro do Valle, onde montaria a Comercial JR, para revender cimentos. 

Sendo assim, o empresário rapidamente estreitou os laços com os futuros funcionários e, de forma articulosa, teria armado situações para tomar dinheiro emprestado com eles, sempre com pretextos e, após levantar uma boa quantia, sumir sem deixar pistas.

Surpresos, os futuros ex-empregados da possível firma-fantasma estranharam o desaparecimento do quase patrão. 

Neste sentido, trocaram informações entre si e chegaram à conclusão de que foram enganados: 

“Diante da dificuldade, desempregado há oito meses, fui indicado para trabalhar como conferente. 

Como conheço todo mundo em Guaxupé, começamos a fazer o ‘corre’ na Adesive, PMP, Tipografia Nossa Senhora de Fátima, entre outras empresas, providenciando materiais para propagandas. 

Até participamos de um baile de rodeio de Guaranésia e meu nome foi envolvido em todos os lugares de Guaxupé, como Cooxupé, Exportadora, JF Pasqua, construtoras, fábricas de blocos e tal, onde eu representei a firma”, lamentou Fernando.

Daniela, que teria sido uma das primeiras pessoas contatadas por Cristiano, revelou: “Conheci este Cristiano Ferreira Bastos pelas redes sociais, pois ele dizia que viria para Guaxupé abrir uma empresa representante do Cimento Nassau. 

Ele chegou, prestou as informações sobre a empresa e me pediu ajuda para formar uma equipe, da qual eu seria secretária. 

Então, passei a sair com ele em busca de patrocínios, panfletagens, outdoor, no galpão que ele alugaria e, até então, ele começou a arrecadar dinheiro das pessoas, inclusive meu, e sumiu!”, contou ela, que falou com o rapaz pela última vez no domingo, quando depositou-lhe R$ 350,00, haja vista que ele teria sofrido um acidente automobilístico e pediu ajuda a ela.

Envergonhados, haja vista a série de relacionamentos mantidos com empresas da cidade, em nome da JR Comercial, os reclamantes pretendem localizar o então representante da multinacional: 

“Estamos ‘sem chão’! Confiamos por estarmos em busca de emprego, pois em Guaxupé está tenso, e fomos lesados”, reclamou Daniela. “O dinheiro não vamos recuperar mais, mas queremos justiça! Que ele seja punido, para que outras pessoas não caiam também, como nós. 

Hoje, não consegui dormir, pois se já não bastasse a dificuldade que venho passando... Então, pessoal, não acredite em pessoas assim, pois o que eu e outros estamos passando é dolorido demais. 

Usei meu nome no comércio de Guaxupé... ele deixou uma dívida no Hotel Primavera, na Inês Salgados, no Martins, de quem aluguei o Datashow; na Adesive, a dona Cíntia ia fazer 40 camisas para os peões do rodeio de Guaranésia. 

Eu peço perdão a todos, onde eu deixei o convite para que participassem da reunião, que seria ontem, no Hotel Primavera”, complementou Fernando, que pretendia receber ao empresariado para um encontro de apresentação da empresa.

Apesar de não ter gravado entrevista, o delegado regional, dr. Marcus Piedade, confirmou a abertura de inquérito policial para apuração de um possível estelionato. 

Segundo consta, Cristiano já teria envolvido-se em problemas parecidos no ano de 2013, em Patos de Minas, no interior do Estado. 

Com a denúncia feita na Delegacia de Guaxupé, as autoridades acreditam que outras eventuais vítimas possam se apresentar por estes dias, a fim de reclamarem de possíveis perdas motivadas pelo relacionamento com o rapaz. – 

Com informações do Jornal Jogo Sério, de MG




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