quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Deu no UOL: De Campos Belos (GO), homem preso por estupro no DF diz ser do MST; movimento nega ligação


Um homem foi preso na manhã desta segunda-feira (14) suspeito de estuprar e tentar enforcar uma mulher próximo à Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República em Brasília, no Distrito Federal. 


Segundo a Polícia Militar, Robson Machado dos Santos, de 23 anos, disse que era do Movimento Sem Terra (MST) e estaria na capital para participar das manifestações pró-Lula. 

O MST nega o envolvimento de Santos com o movimento.

Ao UOL, a Polícia Militar informou que a vítima, que trabalha como empregada doméstica, contou que estava chegando ao trabalho por volta de 8h30 quando foi atacada pelo rapaz. Ela falava ao telefone com a chefe e conseguiu pedir socorro. Mesmo assim, foi arrastada para uma área verde da região.

A patroa foi, então, até a parada de ônibus, onde a funcionária costumava descer, e pediu ajuda para dois homens que andavam a cavalo. 


Gaemerson Pereira, que é instrutor de equitação, e o advogado Mauro Rosa encontraram a mulher sendo estuprada pelo homem. 

"A vítima estava apenas de sutiã, gritando e chorando muito. Uma cena que eu nunca vou esquecer", conta Pereira. "Só pensamos em amarrá-lo e chamamos a polícia, para que nada de pior pudesse acontecer."

Robson Santos, morador de Campos Belos, em Goiás, foi levado para a 5ª Delegacia de Polícia. Ele tem dez passagens pela polícia por crime de ameaça.

Depois de registrar o boletim de ocorrência, a mulher foi encaminhada para o Hospital Regional da Asa Norte com perfurações no corpo feitas por pedras e galhos, além do pescoço machucado por conta de uma tentativa de enforcamento.

Em nota, o MST afirmou que a informação divulgada pela PM "é descabida e sem fundamento". 

Segundo o Movimento Sem Terra, todos os militantes que foram a Brasília para os protestos dos próximos dias são registrados e nenhum deles está desaparecido ou preso.

O homem vai responder por estupro e, se condenado, pode pegar de seis a dez anos de prisão.


Fonte e texto: UOL