sábado, 5 de maio de 2018

Feminicídio em Brasília: PM que matou ex-namorada no DF está na Papuda


O policial militar Ronan Menezes Rego, identificado por testemunhas como autor dos cinco tiros disparados conta Jessyka Lainara, ex-namorada dele, morta dentro de casa na tarde desta sexta-feira (4), em Ceilândia, no Distrito Federal, está preso na Penitenciária da Papuda.

Rego se apresentou por volta das 22h de sexta, juntamente com a advogada, no Batalhão da PM de Ceilândia. 

De acordo com a Polícia Militar, ele foi levado à delegacia da cidade onde foi preso e conduzido, em flagrante, para o 19º Batalhão que fica no Complexo da Papuda. Conhecido como "Papudinha" o local abriga policiais que cometeram crimes.

Jessyka Lainara, de 25 anos, segundo a família, foi morta por ciúmes. O soldado não aceitava o fim do relacionamento. 

O PM, que tinha acesso à casa onde a jovem morava, entrou no imóvel durante a tarde de sexta-feira, foi até o quarto da ex-namorada – ignorando a presença da mãe, da avó e dos irmãos da vítima – e atirou contra ela.

Depois, conforme testemunhas, o policial foi até a academia frequentada por Jessyka e atirou no professor Pedro Henrique Torres que foi levado em estado grave para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC). 


Torres, que passou por uma cirurgia ainda na sexta-feira, continua internado na UTI.


O pai do rapaz, Pedro Torres, é dono da academia onde o filho foi baleado. Segundo ele, o professor conhecido como "Pedrinho" e Jessyka estavam flertando há cerca de um mês – quando ela e o PM Ronan Menezes Rego já haviam se separado.


Jessyka pediu ajuda


Jéssika era estudante e, conforme a família, havia passado recentemente em um concurso. 


Logo após o assassinato, uma amiga dela disse ao G1 que a jovem temia pela própria vida há pelo menos duas semanas.


O namoro de Jessyka e Ronan começou quando ela tinha 13 anos. A família conta que eles chegaram a ficar noivos em 2012, mas o relacionamento terminou porque o PM era "excessivamente ciumento".


Um primo da estudante, Leonardo Silva, afirmou ao G1 que as brigas eram frequentes e a família tinha medo do policial.


Elaine Maria, tia de Jessyka afirma que, no mês passado, o PM protagonizou uma briga com a sobrinha, e chegou a invadir a casa dela durante a madrugada. Segundo ela, não foi o primeiro caso de feminicídio na família.


O soldado da Polícia Militar Ronan Menezes, lotado no Grupo Tático Operacional (GTop) do 10º Batalhão de Ceilândia, matou a ex-namorada com cinco tiros, por volta das 14h, na QNO 15. Jéssyka Lainara Silva, de 25 anos, morreu ainda no local.

Após o crime, o militar seguiu para uma academia na EQNO 2/4, onde efetuou três disparos contra um professor. A vítima, identificada como Pedro Henrique da Silva Torres, de 29 anos, foi atingido no peito, na mão e na perna.

O professor foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Ceilândia.


Fonte: G1 e Jornal de Brasília

2 comentários:

  1. Como? Na mesma reportagem vc afirma que o rapaz baleado passou por cirurgia e continua internado na UTI e mais abaixo diz que ele foi levado ao hospital mas não resistiu aos ferimentos? Matéria mal feita!

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  2. Sr anônimo acima!! Me diz onde está escrito que o jovem não resistiu aos ferimentos? Pq eu não achei!

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