terça-feira, 3 de abril de 2018

Fake news derruba confiança em mídia no mundo


Em um ano, a confiança que a população global deposita na mídia se manteve estável, de acordo com o Trust Barometer, estudo realizado pela Edelman. 

No Brasil, no entanto, foi registrada queda de 5 pontos entre a população em geral.

Entre os motivos para o ceticismo crescente dos brasileiros com os veículos estão: uso de recursos sensacionalistas para atrair maior audiência, indicado por 74% dos entrevistados; notícias publicadas rapidamente e com má apuração, 71%; conteúdo como forma de apoio ideológico ao invés de informar o público, 67%. Quase metade dos entrevistados afirmou não saber em quais empresas de mídia confiar.

A pesquisa, realizada em 28 países, ouviu mais de 33 mil entrevistados, entre 28 de outubro e 20 de novembro de 2017.

A pesquisa considera mídia tanto publishers, redes sociais, ferramentas de busca e influenciadores. Dentro deste escopo, a maior perda de confiança foi entre as plataformas de social media e buscas online.

Nesse quesito, dos 28 países pesquisados, 21 obtiveram resultados negativos no comparativo com o ano passado. 

Parte disso ocorreu devido à disseminação de notícias falsas dentro das plataformas, como foi o caso da interferência russa na eleição presidencial americana de 2016. 

A perda de confiança nas plataformas para o público dos EUA foi a mais acentuada do estudo, com 11 pontos percentuais.No Brasil, 75% dos entrevistados disseram ter a preocupação de que notícias falsas sejam usadas como “armas”. 

Parte disso, segundo a Edelman, pode ser efeito do debate público em torno da dimensão e rapidez da fake news. Outra motivação apontada para a queda na confiança das plataformas é o aparente pessimismo com o futuro. 

“O histórico dos índices de confiança é mais alto quando as pessoas estão otimistas”, afirma Cristina Schachtitz, líder de engajamento corporativo da Edelman.

Apesar do aumento na descrença dos veículos e plataformas, a credibilidade do jornalista subiu 12 pontos – tanto no Brasil quanto globalmente. 

“No Brasil, conseguimos destacar muito facilmente o jornalista e a instituição”, conclui.

Fonte: Meio e Mensagem 


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