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sábado, 16 de dezembro de 2017

Briga: políticos reagem à interligação do rio Tocantins com o São Francisco


Em nota enviada à imprensa, nesta terça-feira (2), o presidente da Assembleia do Tocantins, deputado Mauro Carlesse (PHS), disse que está indignado com a postura da bancada no Senado, que não participa e nem acompanha a discussão sobre o projeto de lei que trata da transposição do rio Tocantins para a Bahia.

Ele considera um absurdo a atitude da bancada tocantinense no Senado. 

“Os nossos senadores estão se comportando como se comportou a maioria dos nossos deputados federais que chegaram, inclusive, a apoiar o projeto do deputado Gonzaga Patriota, que defende a transposição do rio Tocantins para o São Francisco”.

Eles disse que transposição do rio Tocantins é uma insanidade. Estaria projetada para jogar no rio Preto em torno de 50m³/segundo, enquanto a vazão mínima do rio São Francisco mesmo em tempo de seca dificilmente baixa de 550 m³/s. Os 50 m³/segundo prometidos são apenas o que se recalca para os dois projetos de transposição do São Francisco para os dois sistemas, leste e central. 

A aprovação pelas comissões internas da Câmara dos Deputados do projeto de Lei nº 6569/2003 – que prevê a inclusão no Plano Nacional de Viação, da interligação entre o Rio Tocantins e o Rio Preto, com o propósito de assegurar a navegação desde o Rio São Francisco até o Rio Amazonas – tem provocado a reação de diversos políticos tocantinenses, que alegam risco para o Rio Tocantins caso a medida venha a ser efetivada. 

O canal da obra tem uma extensão total de 733 km no projeto. Sendo 220 km a partir do Rio Tocantins, passando pela região sudeste do Estado até chegar na região da Garganta, no município de Formosa/BA, de onde seguirá pelo leito do Rio Preto até o Rio Grande por 315 km e, a partir deste ponto, por mais 86 km até desaguar no Rio São Francisco no município de Barra/BA. 

O projeto segue para análise e votação no Senado e, diante da polêmica estabelecida, o Conexão Tocantins ouviu o autor da matéria, deputado federal  Gonzaga Patriota (PSB/PE), que assegura que, ao contrário do que está sendo colocado, a proposta  – que faz questão de enfatizar como interligação hidroviária e não transposição – virá para beneficiar não só a região Nordeste do País, mas também o Tocantins, na região Sudeste do Estado.

“Como nordestino, eu vejo que é muito importante que a gente tenha a interligação hidroviária desses dois grandes rios, Tocantins com São Francisco, para a gente trazer os navios do Rio São Francisco carregados de coisas boas que a gente tem lá no Nordeste e retornar esses navios com coisas boas que existem no Norte”, defende.

Segundo ele, a garantia de que o Rio Tocantins não será prejudicado fica evidenciada no fato de que a água que será utilizada para abastecer o Rio São Francisco será aquela excedente, exclusivamente no período de cheia do Rio Tocantins - quando suas águas tem como destino final a Baía de Marajó/PA. 

“Não é o que alguém imaginou, trazer água de Tocantins, eu acho que nem tem como trazer, essa água é só na época em que o Tocantins estiver cheio, com 6 mil m³ por segundo, água caindo no oceano sem ser utilizada. Ao invés de ir para o oceano, iria para o Rio São Francisco”, frisa o autor do Projeto de Lei.


Gonzaga Patriota também prevê que a interligação hidroviária resultaria na geração de energia e permitiria o desenvolvimento de projetos de plantações irrigadas, em áreas como fruticultura, pastagem, dentre outras, no Sudeste do Tocantins. 

Um comentário:

  1. A interligação do rio Tocantins com o rio São Francisco é uma forma de atender a minoria, que ocuparam as terras as margens do Velho Chico, no plantio e irrigações desenfreadas, que levaram a essa catástrofe hídrica - o rio secou!

    É comum políticos, direcionarem seus projetos para atenderem a si próprios e seus financiadores. Quem são os proprietários dessas terras, ao longo do trajeto, que se beneficiarão com a interposição?

    O que precisamos no país, são projetos que utilizem de tecnologia de racionamento e otimização dos recursos. Muito se produz e muito se desperdiça... Basta ver ao longo das rodovias, em épocas de colheitas de grãos, o quantitativo de sementes às margens pelo mau acondicionamento no transporte. O quantitativo de frutas que ficam nos pomares, pela falta de mão de obra nas safras e baixa dos preços, não compensando a venda. O quantitativo de frutas e verduras que estragam após exposição à venda, e ainda o desperdício nos domicílios; produzimos um lixo altamente orgânico.

    Precisamos de projetos de Leis que incentivam a agricultura familiar, comunitária e de subsistência. Inclusão no currículo escolar a criação de hortas escolares, para complementar as disciplinas de ciências, bilogia, educação em saúde, meio ambiente e tantas outras. Claro, esse tipo de projeto não rende votos, não financiam campanhas, porque não movimentam os laboratórios químicos, petrolíferos, nem tampouco importação das tecnologias empregadas das máquinas pesadas.

    Enquanto isso, as Secretarias de Agricultura tem servido de mero cabide de emprego, em muitos municípios desse abençoado país.

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