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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Por machismo, 48% dos homens não fazem os exames preventivos do câncer de próstata


Mês de novembro chega ao final, mas continua a conscientização para a importância de prevenir o segundo maior câncer entre os homens brasileiros

O Novembro Azul é a campanha de conscientização nacional que surgiu para alertar a sociedade a importância da prevenção e do tratamento das doenças masculinas. 

O movimento se mostra fundamental, pois, no Brasil, câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, mas o maior perigo da doença é o preconceito deles na hora de buscar um urologista.

De acordo com o estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Datafolha, 48% dos entrevistados alegaram não ir ao médico por machismo, dentro do grupo de risco, homens acima de 60, 38% não consideram relevante fazer o exame preventivo. Já entre os homens de 50 a 59 anos, 35% nunca fizeram o exame de toque retal.

A importância da visita periódica ao médico se revela ao olhar para os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Em valores absolutos, o câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo, sendo o mais prevalente no sexo masculino. 

É considerado um câncer da terceira idade e representa 28,6% dos tumores nos homens. São, em média, 13 mil mortes anuais – uma a cada 40 segundos.

“Como o câncer de próstata não apresenta nenhum sintoma característico, muitos pacientes descobrem que têm a doença quando o tumor já está em estágio avançado. 

É importante que o homem se informe sobre os benefícios do exame para que não deixe o preconceito ou o medo prejudicar a prevenção e o diagnóstico do câncer”, explica  Fernando Leão, urologista e cirurgião robótico.


PREVENÇÃO - Os exames de toque retal e o PSA - que mede o nível de da substância produzida na próstata e identifica se há alguma alteração - são as principais maneiras de diagnosticar o câncer de próstata. 

Ambos exames não são demorados e podem ajudar a descobrir a doença ainda no início, auxiliando no processo de tratamento.

Fernando Leão afirma que, além da prevenção, quanto mais cedo o diagnóstico da doença for feito, maiores são as chances de sucesso no tratamento. 

“O ideal é que os homens comecem a frequentar o urologista aos 50 anos, uma vez por ano. Caso tenham histórico de parentes com câncer ou sejam negros, o ideal é que as consultas comecem aos 45 anos”, finaliza o especialista.

EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO - O tratamento cirúrgico para o Câncer de Próstata consiste na retirada total do órgão. 

Existem três formas para a realização da prostatectomia: cirurgia convencional aberta, ou por laparoscopia, ou com o uso de um robô (método mais avançado).

A cirurgia robótica representa hoje mais de 90 % dos tratamentos cirúrgicos de câncer de próstata realizados nos Estados Unidos. 

No Brasil, ela tem sido feita há 9 anos, e já é possível perceber os resultados superiores em relação ao método convencional.

"A cirurgia robótica foi um grande avanço para o tratamento cirúrgico do câncer de próstata, promovendo redução dos efeitos colaterais como disfunção erétil, incontinência urinária, infecção cirúrgica e transfusão sanguínea", explica Fernando Leão.

A técnica reduz, ainda, o tempo de internação hospitalar e o tempo de uso de sonda na bexiga no pós-operatório. 

No entanto, o médico alerta que a chance de cura está diretamente ligada ao momento em que foi feito o diagnóstico. Os sintomas mais comuns são sangue na urina e/ou esperma; dores ósseas (bacia e coluna principalmente) e algum grau de dificuldade para urinar.

Fernando Franco Leão, urologista – É cirurgião robótico para tratamento do câncer de próstata. 

Além do Hospital Brasília, na capital federal, o especialista também opera nos hospitais 9 de Julho, Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo.

Leão é membro da Society of Robotic Surgery (SRS) e da American Urological Association (AUA), nos Estados Unidos, e também da Société Internationale D’Urologie (SIU), no Canadá.

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