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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Patrimonialismo puro: MP recomenda suspensão de convênio para execução de obra que beneficiaria vice-governador, em Guarani (GO)



Há mais de 30 anos que o governo de Goiás teima em não fazer a pavimentação de uma rodovia que interligaria de uma vez todas todo o nordeste goiano, a região mais pobre do estado. 

Mas as obras de pavimentação da GO-447, rodovia que liga a cidade de Divinópolis de Goiás à GO-118, no município de Monte Alegre de Goiás, nunca termina.

A obra é considerada importantíssima e estratégica para todo o nordeste Goiano, pois vai integrar a região, hoje isolada ao meio por conta da falta de estrutura viária de apenas 60 km de asfaltamento. 

Não há vontade política, mesmo tendo um vice-governador que é de Posse, também no nordeste Goiano. 

Pior fez o governo. Para beneficiar o vice-governador, inventou de pavimentar uma rodovia de mais de 29 km, que liga o nada ao lugar nenhum. 

O segredo é que ela passa em frente à fazenda do José Eliton. Publicamos um vídeo feito há dez dias sobre esse assunto. 

Agora o caso finalmente chegou ao Ministério Público de Goiás 


O promotor de Justiça Fernando Krebs recomendou aos presidentes da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) e de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED), Júlio César de Melo e Francisco Gonzaga Pontes, que suspendam imediatamente a execução do Convênio 8/2016, interrompendo a liberação de qualquer recurso dele decorrente.

O convênio é destinado à execução de uma obra rodoviária, mais especificamente o asfaltamento de um trecho de cerca 29,54 quilômetros da Rodovia GO-453, entre os municípios de Posse e Guarani de Goiás, onde fica localizada uma fazenda que seria de propriedade do vice-governador de Goiás, José Eliton de Figueiredo Júnior.

Conforme observa o promotor no documento, embora a placa informativa da obra faça menção expressa ao termo “GO-453 Estrada Parque Terra Ronca”, o asfaltamento não vai alcançar o parque, não existindo, portanto, melhoria direta a seu acesso. 

Krebs sustenta ainda não haver justificativa, prioridade ou urgência para o serviço e observa a existência de uma propriedade rural ligada ao vice-governador, beneficiária direta da obra, fato que, inclusive, está sendo investigado em inquérito civil público.

Os gestores dos dois órgãos estaduais têm dez dias para prestar informações sobre a adoção ou não das orientações. Krebs adianta que o não atendimento da recomendação justifica a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

Com informações do MP

Já Publicamos 

Retomadas as obras de pavimentação da G0-447, entre Divinópolis de Goiás e Monte Alegre (GO)


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