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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Campos Belos: apagão da Celg dura 30 horas e mostra que privatização só aumentou punições ao inadimplente


Por Jefferson Victor,

Foram cerca de trinta horas sem luz. Um dia e quase duas noites. Um transtorno sem precedentes. Tudo parado. 

Faltou água, celulares descarregados e depois sem sinal.

Está ficando insuportável a situação da Celg em nossa cidade. 

E pra complicar mais ainda, agora ao vencer o prazo do reaviso, estão cortando a luz em horário comercial, ou seja, mesmo a unidade estando fechada, coisa que acontece as 17h, até as 18h estão cortando a energia, inclusive, tive informações que farão tal procedimento mesmo aos sábados.

Aliado a isso, estão enviando o nome do usuário ao Serasa após quinze dias. Também acabaram com as religações de emergência, que tiver o fornecimento interrompido terá que aguardar na fila a disponibilidade pessoal para tal procedimento, ou seja, pode levar até 48 horas para tal atendimento, privatizou mas não melhorou.

Segundo informações, o problema foi no despenhadeiro pelo qual passa a rede entre São Domingos e Divinópolis, região em que um ex gerente da Celg garantiu em uma reunião no Rotary Club, há cerca de uns dez anos, que naquele local as empreiteiras faziam de conta que davam manutenção na rede, e que os fiscais da Celg faziam de conta que fiscalizavam.

Conclusão, recebemos conta em bandeira vermelha e com aumento de 15%, no meu caso por exemplo, isso representou um aumento real de cerca de 23% usando a mesma quantidade de energia.

O que essa tal de Enel está gastando com propaganda, daria pra revisar a rede de muitas localidades, resolvendo em definitivo o problema de energia.

A indignação da maioria das pessoas dura enquanto falta energia, logo após sua volta muitos acomodam, e aqueles que poderiam fazer alguma coisa, tipo os representantes de entidades de classe, políticos e o próprio Ministério Público não se manifestam.

Eu propus uma Ação Civil Pública há mais de 10 anos, para que a Celg construísse uma rede única de transmissão de 69 mil volts, uma maneira de se evitar os constantes apagões.

A proposta foi aceita pelo então promotor doutor Gezi, o qual aposentou e foi substituído pela doutora Patrícia, a qual notificou a Celg para dar explicações sobre o fato.

A resposta da Celg foi surpreendente, pra eles, o serviço é de qualidade, que gastam milhões na manutenção da rede e que as interrupções são eventuais e por pequenos períodos.

Diante das inverdades, então fiz uma contestação sobre cada item respondido pela concessionária porém sem sucesso em minhas reivindicações.

Estive com vários outros sucessores no MP cobrando andamento do processo, mas não obtive nenhuma resposta positiva sobre o tema. 

Imagino que pelo período passado, pode ser que até mesmo já esteja arquivado.

Infelizmente uma só voz ecoando no universo é difícil de ser ouvida, vamos aguardar o próximo apagão, o sofrimento continua.

“Um povo desunido será sempre vencido”

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