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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ONG leva iluminação para a comunidade quilombola Kalunga, na Chapada dos Veadeiros


A Litro de Luz, ONG que desenvolve ações ecológicas e economicamente sustentáveis em 21 países, vai iluminar a comunidade quilombola Kalunga, na Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

O projeto será desenvolvido durante uma semana em setembro e beneficiará 70 famílias da região. A comunidade, atualmente, não tem acesso a infraestrutura de rede elétrica.

Para custear a ação, a Litro de Luz vai converter todas as doações feitas pelo site da ONG nos meses de julho e agosto para a compra dos materiais a serem utilizados.

A meta total de arrecadação é de R$ 80 mil, o que vai custear 160 postes e lampiões. A organização celebra ainda uma parceria com a Agência Goiana de Habitação (Agehab), o Jeep Clube de Brasília e o Na Praia.

Quem cuida da organização do projeto é o engenheiro elétrico e mestrando da Universidade de Brasília (UnB) Artur Rodrigues, que trabalha como voluntário da Litro de Luz há um ano e um mês. "A comunidade tem uma infraestrutura com muitas necessidades e a logística é complicada pela questão do acesso", conta.

Energia solar

Os postes serão colocados em áreas públicas, e os lampiões, em ambientes internos. A tecnologia funciona com energia solar: placas fotovoltaicas, durante o dia, captam e armazenam a energia em uma bateria. Quando anoitece, essa bateria acende a lâmpada de LED.

Em Brasília, a Litro de Luz tem 18 voluntários fixos. Para a ação na comunidade Kalunga, eles se juntarão aos moradores, que vão aprender todo o processo de montagem, instalação e manutenção dos postes e lampiões.

A Litro de Luz foi fundada em 2011 nas Filipinas com inspiração no brasileiro Alfredo Moser, que em 2002 usou garrafas pet com uma solução de água e alvejante para criar iluminação interna. 

A ONG chegou ao Brasil em 2014. Em todo o mundo, já tem mais de 300 mil voluntários, mais de 1 milhão de lâmpadas diurnas instaladas, 25 mil noturnas e 3 mil postes.

Em Brasília, a organização começou com o apoio da Enetec, empresa júnior de engenharia elétrica da UnB que desenvolveu os primeiros protótipos dos modelos atuais.

Para conhecer mais sobre a ONG e ajudar na campanha, acesse o site.

Fonte: Correio Braziliense

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