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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Garoto de programa é preso suspeito de matar cliente atropelado após encontro em Goiânia




Um garoto de programa de 21 anos foi preso suspeito de matar um cliente, de 52, após os dois saírem de um motel em Goiânia. 

Segundo a Polícia Civil, Raul Victor Ribeiro de Carvalho alegou que depois de manterem relações sexuais sem preservativo, o estoquista Walter Soares da Silva Júnior disse que teria lhe passado Aids, além de não pagar pelo programa. 

Os dois discutiram e quando a vítima desceu do carro, o jovem o atropelou e fugiu. 

Em sua apresentação à imprensa nesta terça-feira (22), o rapaz cobriu o rosto e ficou em silêncio.

O crime aconteceu na noite de sexta-feira (18), na Avenida Perimetral e até então era tratado como um acidente de trânsito. 

Porém, a polícia recebeu uma denúncia anônima e começou a investigar a morte como homicídio.
Raul foi preso na segunda-feira (21), em casa. 

Ele contou à polícia que conheceu Walter pela internet há cerca de dois meses e que esse já era o terceiro programa que eles tinham combinado. Porém, ao final do encontro, os dois tiveram uma discussão.

“Eles discutiram, segundo o Raul Victor, pelo fato do Walter ter tirado o preservativo na hora da relação sexual. Na hora do pagamento, ele disse que não iria pagar e teria afirmado: 

'Eu vou te dar, na verdade, um presente. É o vírus [HIV] que está dentro de você'", contou.Os dois saíram do motel ainda brigando e alguns metros depois, o estoquista desceu do carro. 

O garoto de programa alega que Walter pegou um tijolo para acertar o veículo e então resolveu atropelá-lo sem prestar socorro em seguida. Foram encontradas marcas de sangue da vítima cerca de 80 metros de distância do atropelamento. 

No entanto, ainda está sendo investigado se a vítima foi arrastada pelo carro do suspeito ou de outra pessoa.

O veículo usado no crime, um GM Corsa de cor branca, pertence ao irmão de Raul e foi apreendido na casa do pai dele já com o para-brisas - danificado no dia do assassinato - consertado.

O delegado disse que ainda não é possível confirmar se Walter era soropositivo e se Raul também teria sido contaminado pela doença.

O suspeito deve responder por homicídio. Se for condenado, pode pegar até 30 anos de prisão.

Mãe nega doença

A família de Walter esteve na delegacia. Muito abalada e chorando copiosamente, a mãe dele, a aposentada Jorcelina Pereira da Silva, de 72 anos, cobrava Justiça e negou que o filho tinha Aids.

Segundo a idosa, o estoquista já é divorciado e deixa um filho de 21 anos e uma neta, de 1. Ela disse que descobriu, pelo celular do filho, que o crime foi cometido por conta de R$ 70, valor cobrado pelo programa.

A vítima trabalhou durante oito anos em uma indústria farmacêutica em Catalão, no sudeste de Goiás. Porém, havia perdido o emprego e vivia há um ano com a mãe, em Goiânia.

"Você não imagina o que estou passando. Não como e não durmo. Minha vida é só chorar. Eu quero Justiça", desabafou.

Fonte: G1

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