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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Apontado como morador de rua, Pastor diz estar bem e em paz



Por Roberto Nabofarzan, 

Uma postagem em uma rede social, na linha do tempo de um grupo denominado Moradores de Diadema, já apagada (temos o print), e repercutida no blog do jornalista Dinomar Miranda, causou grande comoção em uma família de Campos Belos de Goiás.

No texto repercutido, uma jovem afirma que uma equipe conhecida como Talento Fazendo o Bem encontrou Junior Gomes Ribeiro morando na rua em São Paulo, com problemas de saúde e precisando de ajuda para retornar para o seio familiar. 

No Post consta o endereço, em Campos Belos, dos familiares do jovem que estaria em suposta situação de rua. (Veja print).

A notícia se espalhou pela comunidade e uma verdadeira romaria de interessados em ajudar, e também de curiosos, passou a frequentar o endereço citado, onde mora dona Adalcina Ferreira dos Santos, 73 anos, conhecida como Dona Morena, avó de Junior.

A secretária de assistência social de Campos Belos, Leuzinete Pereira, imediatamente enviou a assistente social Maria de Lurdes até o endereço citado para dar o apoio necessário à família.

Com parte do pé direito amputado devido ao Diabetes, muito ansiosa, com pressão arterial elevada devido a repercussão do caso, dona Morena nos relatou que Junior deixou Campos Belos há aproximadamente quatro anos, rumo a São Paulo, acompanhando uma pastora da Igreja Mundial. 

“Foi um alívio, esse menino estava dando muita dor de cabeça para nós, o pai fez de tudo, deu até uma casa pra ele, mas ele estava perdido. Meu filho (pai de Júnior) está velho, cansado e desorientado com essa notícia agora. 

Ele (Júnior) esteve aqui em casa há uns quatro meses, estava bem, agora chega isso, que ele tá na rua. 

Ficamos todos muito abalados. Sabendo que ele está bem, prefiro que ele siga a vida dele lá em São Paulo, para evitar as más companhia aqui em Campos Belos.” disse a combalida senhora.

Depois de vários telefonemas, a reportagem de O VETOR conseguiu falar com Junior. 

Questionado sobre a notícia veiculada e se realmente estaria em situação de rua, Junior disse que não está, pois está abrigado em umas das sedes da Igreja Mundial, mas que está com dificuldades para voltar para Campos Belos, porque o pastor não está em condições de ajudá-lo.

Quanto a foto publicada, em que ele aparece deitado em uma calçada, Júnior diz que é uma foto antiga, tirada há mais de três anos, e que fizeram a postagem sem sua autorização. 

“Estou muito chateado, minha avó passando mal, minha tia Rosa, em Goiânia, passando mal, muitos familiares meus mandaram mensagens falando que estão passando mal e preocupados com essa situação. 

Eu não queria que fosse dessa forma. Quero aproveitar essa reportagem para dizer à todos que estou tranqüilo, abençoado, não se preocupem porque estou em paz” enfatizou Junior.

A reportagem de O VETOR tentou contato com os autores na postagem na rede social, mas não obteve respostas. 

Na mesma rede social, Junior Gomes Ribeiro aparece como Junior Souza Santos, e se descreve como pastor na Igreja Mundial. 

Em foto de perfil, publicada no último dia 05 de agosto, Junior não se parece com alguém em situação de rua.ta ao que recebe como notícias verdades, e que ao serem confrontadas, se mostram falsas, em muitos casos, caminhos de fraudes e enganações. 

Não podemos afirmar que, neste caso, exista alguma fraude, mas verificar a fontes da notícia é fundamental para não se deixar enganar e agir apenas com a emoção.

Um cidadão, que não quis se identificar, afirmou que irá procurar o Ministério Público para pedir que verifique se o rapaz realmente precisa de ajuda, e de que maneira poderá ser ajudado, ou se havia interesse em aproveitar de comoção social.

Publicação Original: O Vetor 

Comentário deste Blogueiro

Esse caso realmente precisa ser investigado, com rigor pelo Ministério Público, e punir de forma exemplar, se for o caso. 

Não se pode aceitar, ainda mais de uma pessoa que diz pastor, ficar brincando com esse tipo de situação.

Este Blog recebeu o pedido de ajuda e mobilizamos as ferramentas necessárias para ajudar um conterrâneo, que precisava de ajuda e estava em situação de risco. 

Entramos em contato com a moça que fez as fotos, que no jargão da pessoas que fazem o bem são chamadas de Anjo. 

No dia seguinte, ela foi ao mesmo local onde também fez as imagens e a doação de comida para o suposto mendigo, na estação Saúde do metrô de São Paulo. 

Só que ele a recebeu muito mal e reclamou da exposição que ele teria sofrido em sua cidade natal. 

Este Blogueiro pediu desculpas às "meninas Anjos", que inclusive também são pobres e possuem filhos, pelo comportamento do rapaz. 

E para não ficar qualquer dúvida, publicamos abaixo prints da conversa entre os Anjos e o suposto mendigo. 

Todos nós, as meninas Anjos e este Blog, estávamos com a boa intenção de ajudar o próximo necessitado. 










4 comentários:

  1. É um picareta vagabundo, isso sim! Ainda leva o título de Pastor, por isso que muitos estão generalizando e julgando os outros pastores, ou seja, os justos pagam pelos pecadores.

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  2. Ontem mesmo entrei no Facebook dele ,pelo perfil das fotos parecia estar muito bem.só que hoje tentei novamente mais havia saído do fecebook.como alguém Pode fazer isso.

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  3. Está bem claro,que tudo que ele queria era receber doações, provavelmente em dinheiro,sem mostrar a cara,

    e continuar em São Paulo se fingindo de pastor

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  4. Existem várias situações a serem analisadas:

    1. Situação real, com imagens, conversas comprovando a situação de rua desse cidadão, que estaria sim vivendo em condições insalubres e com a repercussão "os responsáveis por levá-lo de GO para SP", estarem mascarando os reais fatos, desmentindo. Quem garante que essa imagem de "estar de boa" tenha sido recente? Assim como afirmou o cidadão: que a imagem na situação de rua era de anos atrás.

    2. Estaria esse mesmo cidadão "usando da imagem de rua" para atos ilícitos? Golpes é o que temos visto por esse mundo afora.

    Este blogue fez a sua parte e agora, por meios legais, já que despertou a curiosidade de órgãos públicos e comunidade, averiguar o que realmente quer e ou necessita esse cidadão.

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