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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Jovem que morreu afogada na Chapada dos Veadeiros nadava em área com 'correntezas fortes', diz bombeiro



A jovem Daniela Cavalcante Bezerra, de 23 anos, que morreu afogada perto de cachoeira na Chapada dos Veadeiros, nadava em área com correntezas fortes, conforme informou o tenente coronel do Corpo de Bombeiros Pablo Frazão. 

Segundo ele, a área é considerada de risco por ser muito perto de uma queda d’água de mais 80 metros de altura, conhecida como Salto do Garimpão.

“Ela e o grupo estavam em uma região distante da área segura para banho. O local é perigoso porque é profundo e muito perto da cachoeira, o que faz as correntezas serem muito fortes”, disse.

O caso aconteceu na segunda-feira (24), quando a jovem visitava o parque na companhia do irmão e de amigos.

Frazão destacou que os locais em que é permitido nadar são delimitados pela corporação com uma corda e placas. Segundo ele, perto da área restrita existe uma placa que informa que há riscos e as áreas onde é permitido nadar também ficam sinalizadas.

“Todos que entram no parque são orientados a ficar só na área delimitada para banho. Os visitantes recebem informações sobre os riscos e os cuidados necessários”, destacou.

O corpo dela foi encontrado a 12 metros de profundidade e foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Campos Belos. O órgão informou ao G1 que o corpo foi liberado para a família, que mora no Distrito Federal.

Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros/ICMBio prestou solidariedade à família e amigos de Daniela e disse que desenvolve, junto com bombeiros, uma série de ações preventivas no local.

“As equipes do ICMBio e Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, que desenvolvem uma série de ações preventivas nos atrativos do Parque Nacional, não conseguiram alcançar a visitante, que nadava próximo à cachoeira, quando se afogou”, diz o texto da nota.

Sepultamento

Dois dias após a morte de Daniela Cavalcante,  sob forte comoção e com rosas nas mãos, amigos e familiares enterraram, nesta quarta-feira (26/7), o corpo da jovem. 

A cerimônia, no Cemitério de Taguatinga, começou por volta do meio-dia e as pessoas mais próximas da moça ainda encontram-se no local. 

Daniela estudava para concorrer a uma vaga no curso de medicina na Universidade de Brasília (UnB). 

Ela morreu após se afogar no Salto do Garimpão, cachoeira localizada no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, na última segunda-feira (24). 

Tia materna de Daniela, Ludmila Cavalcante, 35, aproveitou o momento para mostrar o quanto a sobrinha é amada. 

"Uma menina doce, que encantava a todos que a conheciam. Tinha grandes sonhos. Era muito esforçada e inteligente. Havia passado no vestibular para engenharia e queria estudar medicina", relembra a auxiliar administrativa. 

Pais e irmãos não quiseram falar com a reportagem. 

No entanto, no momento de despedida da filha, o patriarca da família falou aos presentes sobre a dor que sentia. "Tenho certeza que fiz tudo o que pude. Mas, infelizmente, o tempo dela conosco venceu", disse, entre lágrimas. 

Com informações do G1 e CorreioWeb

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