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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Racha em Brasília matas duas pessoas inocentes



Um grave acidente na Avenida L4 Sul, em Brasília, causou a morte de mãe e filho na noite deste domingo (30). 

Segundo testemunhas, a tragédia foi provocada por motoristas que saíam de uma festa em um barco no Lago Paranoá e estariam disputando um racha a caminho de Águas Claras. 

Os motoristas dos carros supostamente envolvidos no “pega” se apresentaram na tarde desta segunda-feira (1) à 1ª DP.

Os carros envolvidos são a Range Rover Evoque, placa JKN 9797-DF; um Chevrolet Cruze, placa OZY 6439-DF, e um Volkswagen Jetta, JKB 6448-DF. 

O Jetta colidiu com um Fiesta vermelho, placa JKN 5487-DF, onde estavam mãe e filho e outras duas pessoas da mesma família, que precisaram ser hospitalizadas.Uma das testemunhas ouvidas na noite de domingo pelos agentes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), repetiu na tarde desta segunda, aos investigadores da 1ª DP, que o Jetta e a Evoque passaram em altíssima velocidade pela L4 Sul, onde o máximo permitido é 80km/h. 

Conforme o relato dessa pessoa, que não teve o nome revelado, os dois veículos disputavam um “pega”: aparentemente o Cruze não estava envolvido, mas acabou sendo atingido na colisão, segundo a testemunha.

O Jetta era conduzido por Eraldo José Cavalcante Pereira. Fabiana de Albuquerque Oliveira dirigia o Cruze e Noé Oliveira, a Range Rover. Fabiana foi ouvida pelos investigadores da 1ª DP no domingo e foi liberada em seguida. 

A equipe não revelou detalhes sobre o que ela declarou. Antes da testemunha prestar depoimento nesta segunda, os investigadores ouviram o motorista do Jetta, o sargento do Corpo de Bombeiros Noé Albuquerque Oliveira, que é lotado na área operacional da corporação.

Ele entregou a Carteira de Motorista e se negou a fazer o teste do bafômetro na noite do acidente. Apresentava sinais de embriaguez, segundo o agente do DER Márcio Alves, coordenador da equipe noturna: 

“Observei que ele apresentava sinais de embriaguez, ofereci o teste do bafômetro, mas eles (os condutores) se recusaram”. O sargento garantiu ainda que prestou os primeiros socorros às vitimas e não fugiu do local – ao contrário do que testemunhas relataram. Negou participação em racha e disse que parou ao ver Eraldo, que é seu cunhado, envolvido no acidente. 

Noé entrou pelas fundos da unidade policial e não deu entrevistas. Conforme o Metrópoles apurou, o militar tem 27 pontos relativos a infrações na CNH: 20 devido a cinco infrações consideradas graves e sete pontos em um delito gravíssimo.

Horas depois de o bombeiro deixar a delegacia e de a testemunha ser ouvida, chegou à DP, por volta das 16h45, o motorista do Jetta: Eraldo José Cavalcante Pereira, que também entrou pelos fundos da unidade. Segundo o delegado Ataliba Nogueira, adjunto da 1ª DP, ele teria deixado o local do acidente em um Fiat Uno.

Dinâmica

O delegado esclareceu que será preciso aguardar o resultado da perícia para confirmar toda a dinâmica do acidente e, só a partir disso, definir a tipificação do caso. Ele trabalha com três possibilidades: racha com resultado em morte, cuja pena varia de 5 a 10 anos de prisão; homicídio culposo (sem intenção de matar) ou homicídio doloso (quando a pessoa assume o risco de provocar uma morte ao assumir determinadas atitudes), com a qualificadora de dano eventual por ingestão de bebida alcoólica.

Como nenhum dos condutores fez teste do bafômetro, os investigadores ouvem também outros frequentadores da festa que Evaldo, Noé e Fabiana participaram no domingo. O objetivo dessas oitivas é, a partir dos depoimentos, comprovar se o trio teria ou não ingerido bebida alcoólica antes do acidente na L4.

Segundo uma testemunha, os três motoristas estavam em uma festa em uma lancha às margens do Lago Paranoá. Tinham ingerido bebida alcoólica e deixaram o local por volta das 19h. A testemunha Ana Paula Freitas, 32 anos, que estava no Cruze, disse que seguia na frente e sentiu uma batida forte na traseira do carro. Assim que saiu do veículo, a tragédia já havia ocorrido.

Vítimas

Morreram no acidente: Cleuza Maria Cayres, 69 anos, e Ricardo Clemente Cayres, 46, mãe e filho. Por volta das 22h30 de domingo, três horas depois do acidente, os corpos foram retirados das ferragens. Ambos estavam no banco traseiro do Fiesta vermelho, com cinto de segurança. Os outros ocupantes eram Helberton Silva Quintão, 37, e Oswaldo Clemente Cayres, 72. Os dois foram levados ao Hospital de Base desorientados, mas já tinha sido liberados na tarde desta segunda-feira.

Cleuza e Oswaldo eram casados e têm quatro filhos, entre eles, Ricardo, que morreu no acidente. Helberton é genro do casal e dirigia o carro no momento do acidente. 

De acordo com Marcos Vinícius de Lima, também genro de Cleuza e Oswaldo, Helberton não se lembra do acidente. A família, segundo ele, voltava de um almoço no condomínio Ville de Montagne, na região do Altiplano Leste.

Eles passaram o domingo na casa de um dos filhos de Cleuza e Oswaldo. “Foi um dia maravilhoso. Alegre, todo mundo se divertiu na piscina. Um dia de confraternização”, disse Marcos. 

Até que Cleuza quis ir embora. Então, parte da família a acompanhou. Mãe e filho morreram a caminho de casa.O carro em que a família estava ficou com a traseira completamente destruída. As vítimas que estavam sentadas no banco de trás morreram na hora.

O acidente ocorreu por volta das 19h30, próximo à Associação dos Servidores do STJ (ASSTJ). Segundo o Corpo de Bombeiros, o carro onde estavam as vítimas saiu da pista ao ser atingido e colidiu um uma árvore. O veículo chegou a capotar. A traseira do Fiesta ficou completamente destruída.

De acordo com o diretor-geral do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), Silvain Fonseca, “uma viatura fazia o patrulhamento perto do local do acidente. Um motociclista parou e relatou o que viu”. Diante disso, ele seguiu para o local. O trânsito na pista ficou bastante congestionado para atendimento e perícia.

Com informações do site Metrópoles 

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