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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Arraias (TO): onde está a nossa “Data Base” 2017?, pergunta servidor


Há 33 anos sou servidor público da Prefeitura Municipal de Arraias, desde o ano de 1983 e concursado a partir de 1998, conhecedor a fundo do quadro de servidores deste município. 

Escolhi o dia 1º de maio, “Dia do Trabalhador”, para deixar a minha indignação com o que está acontecendo na atual administração do município de Arraias. 

Os vereadores da base do prefeito aprovaram um reajuste salarial para o atual gestor de quase 30% de seu salário. O Projeto de Lei foi de autoria de um vereador que também é servidor efetivo deste município. 

O gestor, por sua vez, encaminhou o Projeto de Lei aprovado pelos vereadores criando novos cargos comissionados, com os já existentes chegando a 94, com reajuste salarial em alguns dos cargos existente. 

Além de existir vários servidores efetivos sem ocupação, o gestor vem nomeando e contratando funcionários para ocupar as vagas dos efetivos com um grande número de “Nepotismo”. E nós servidores efetivos, o que está sendo feito por nós? 

Onde está a nossa “Data Base” 2017? O que o atual gestor está querendo fazer, é tirar a Progressão que o “Ex. gestor” concedeu aos servidores do Quadro Geral e da Saúde no mês de dezembro de 2016. Progressão essa que foi para corrigir algumas injustiças que vinham acontecendo com alguns servidores com mais tempo de serviço. 

Por exemplo: Tínhamos servidor com 34 anos de serviço ganhando o mesmo salário que um servidor com o mesmo “cargo e função” com apenas 14 anos de serviço, uma diferença de 20 anos de serviço entre os mesmos. 

Progressão que foi rigorosamente analisada e baseada na Lei 766/2007 por uma Comissão de servidores “efetivos”, nomeada pelo ex. gestor em 2014, através do Decreto nº 137/2014 e escolhida em Assembleia entre vários servidores. 

Agora, o atual gestor nomeou uma comissão com apenas 05 (cinco) servidores, (para analisar as progressões anteriormente concedidas, análise essa já feita pela comissão anterior), na qual tem até servidor de cargo “comissionado” e servidor “professor”, que não se enquadram no Quadro Geral, porque os professores tem o seu próprio Plano de Carreira. 

Sei que essa publicação vai deixar muita gente insatisfeita e posso sofrer algumas retaliações por tal feito, mas como vivemos em um país democrático deixo aqui a minha indignação e o meu desabafo. É preciso fazer justiça a todos indistintamente.

Jurival Aquino Carvalho 

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