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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Encrespa Arraias: aceitação ou moda? começa nesta sexta-feira (21), inclusive com baile de máscara


O projeto Encrespa Arraias começa nesta sexta-feira (21), no campus da Universidade Federal do Tocantins, na cidade de Arraias (TO), e ocorre até o próximo sábado. 

A abertura cultural será feita às 18h, com Poesia do Corpo e um documentário temático. 

Na programação palestras, oficinas, roda de conversas, desfile com a grife Kalunga e um baile de máscara. 

A organização é também dos estudantes de Serviço Social, UFT - Câmpus de Miracema

O que é o Encrespa?

O projeto surgiu a partir da necessidade de resgatar a memória e a luta dos povos africanos no Brasil, uma vez que a cultura afro-brasileira é parte constituinte da memória e da história do país.

É representado por parte significativa da população que por mais de trezentos anos foram vítimas de um Estado escravista, constituído por um discurso excludente que estimulou, ao longo da história, conceitos de nacionalidade que determinaram um discurso cultural distante da realidade multicultural do país, principalmente da influência africana. 

Assim a identidade negra no Brasil vem sendo construída historicamente em uma sociedade que padece do mito da democracia racial. 

Nesse sentido, a valorização dada ao cabelo é mais do que uma questão de estética, mais sim uma questão identitária, já que ele possibilita a construção social, cultural, política e ideológica. 

E busca romper com o modelo que prima por um ideal de beleza europeu e branco que nega a estética negra em um país inegavelmente miscigenado.

Nesse sentido, busca-se através desse projeto, empoderar através do encontro de comunidade acadêmica e comunidade geral, à luta e a sensação de pertencimento, conhecimento das raízes afro-brasileira, incentivo ao uso natural do cabelo, desmistificando conceitos predeterminados pela cultura excludente. Enfim, o projeto nasceu da necessidade de mostrar a importância de se reconhecer enquanto sujeito.

Os principais objetivos do evento são  o de realizar palestras sobre a importância do conhecimento das raízes afro-brasileira e o movimento negro; promover discussões sobre a luta pela igualdade racial; incentivar o empoderamento, o autoconhecimento, e a sensação de pertença; incentivar o reencontro com as raízes, por meio da valorização do uso natural do cabelo; promover oficinas de cuidado capilares, turbante, e desfile afro e fazer a interação entre universidade e comunidade.

Pretende com isso que os estudantes sintam-se a vontade para defender e difundir suas ideias nos diferentes espaços da universidade, bem como da sociedade em que estão inseridos.

Um comentário:

  1. Permita-me uma observação: grife Kalunga?
    O dinheiro da mesma vai ser revestido em benfeitorias para as comunidades remanescentes ou terá um(a) empresario(a) patenteando a marca?
    É uma dúvida.

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