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quarta-feira, 15 de março de 2017

Brasil sem rumo: poderes e políticos a desserviço do nosso povo


Por Jefferson Victor,

No Brasil de hoje fatos irrelevantes tipo Big Brother, cantor que briga com esposa e outras porcarias mais, ocupam os principais noticiários do país.

Bem diferente do que era no passado, onde toda mídia ocupava mais da metade de suas programações para anunciarem fatos relativos ao governo deposto.

Estranhamente não vaza mais depoimentos da Lava Jato, o juiz Moro não divulga conversas presidenciais, a Globo então já não sabe o que fazer para esconder tantos escândalos. 

Quando eventualmente cita algum fato, faz um comentário de dois a três minutos e não se fala mais nisto.

Para grande parte da população brasileira o Brasil já não tem mais corrupção, a economia é de primeiro mundo, os únicos ladrões do meio político já estão presos, os demais são atestados como honestos e com ilibada reputação e credibilidade.

O governo atual está cercado de corruptos, os ministros em sua maioria são investigados em propinas da Petrobrás, Furnas, Odebrecht entre outras.

As medidas impopulares estão em curso, aposentadoria aos 49 anos de contribuição, ANAC, autorizando cobrança de bagagens em viagens aéreas, internet banda larga, hoje de uso livre, passa a partir de julho a ser cobrada por pacotes no atual modelo dos celulares.

Anunciam um déficit bilionário na previdência, mas através de projeto do PMDB, partido do atual “presidente”, através do Deputado Federal Daniel Vilela de Goiás, estão doando ás Teles, que são em sua maioria multinacionais, um patrimônio de 100 bilhões e mais 20 bilhões em anistia de multas não pagas por má prestação de serviços.

Centenas de milhares de micro e pequenas empresas brasileiras estão em dificuldades por não conseguirem pagar impostos, com isto, os CNPJs, estão bloqueados e muitas fecharam ou vão fechar suas portas desempregando milhões de pessoas.

Por que então não dar anistia a essas empresas? Seria uma maneira de recomeçarem mais fortalecidos e poderiam manter os empregos.

Temos um presidente que anda pelos becos, onde vai é hostilizado, mas a mídia nada mostra, no passado, se a presidente fosse vaiada por uma meia dúzia era manchete no Jornal Nacional.

O Congresso Nacional formado por políticos buscando acordos absurdos como meio de salvarem suas peles.

A Lava Jato é parcial, as condenações são seletivas, os procuradores não disfarçam o seus objetivos, querem condenar a todo custo mesmo sem provas contundentes, quando perguntados sobre provas evidentes, responderam que não possuem provas concretas, mas têm convicção, uma prova clara de que objetivam notoriedade a qualquer custo e não disfarçam de que lado estão.

O STF, nossa corte maior, tem sido frequentemente questionado sobre decisões vergonhosas de alguns de seus componentes, como é o caso do Gilmar Mendes que não disfarça sua blindagem a Aécio Neves, chegando ao ponto de devolver um pedido de investigação do senador e que foi devolvido pelo ministro para que o Procurador Geral da República  avaliasse melhor a solicitação, quase um pedido de clemência ao seu protegido.

Fez encontros às escondidas com o Temer, como foi o caso em que foi flagrado saindo do Palácio do Jaburu madrugadas a fora.

Quando o Moro foi ao congresso questionar a proposta de intimidação ao judiciário, Renan Calheiros convidou o referido ministro, o qual saiu em defesa da proposta, inclusive tentando em seu discurso diminuir a importância do juiz no evento.

Ontem (13), segundo o Bom dia Brasil de hoje, vários políticos tiveram encontros para tratarem de assuntos ligados a relação de Janot envolvendo 83 indiciamentos, e lá estava o Gilmar Mendes com esta turma.

Qual será mesmo o papel deste ministro? Julgar ou defender esses políticos? Difícil resposta mas o que se tem de certo é que nossas instituições estão desacreditadas em todos os níveis e contribuem sistematicamente para o desserviço aos brasileiros.

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